Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 361

Ator Magnata em Hollywood

O set de "Modern Family" fervilhava com sua energia habitual, mas havia uma faísca extra de entusiasmo entre os membros mais novos da equipe. Eles estavam emocionados por trabalhar com o famoso Lucas Knight, uma estrela que havia se mostrado não apenas incrivelmente talentoso, mas também atencioso e com os pés no chão.

Já fazia uma semana de filmagens, e apesar de não estar tão totalmente comprometido com a série quanto alguns outros membros do elenco, Lucas voltou ao personagem de Dylan com facilidade. Sua capacidade de fazer isso enquanto conciliava outros projetos de alto nível apenas aumentava a admiração da equipe.

Enquanto encerravam uma cena, um membro da equipe se aproximou de Lucas, estendendo um envelope. "Isso chegou para você, Sr. Knight."

Lucas olhou para ele com curiosidade. "De quem é?"

O membro da equipe encolheu os ombros em desculpas. "Nenhuma ideia. Um sujeito acabou de me entregar e disse para dar a Lucas Knight."

Ouvindo isso, Ty Burrell riu. "Ooh, parece outra correspondência do seu público adorador, Lucas."

Sarah Hyland interveio com um sorriso. "Dez dólares aposto que é uma carta de amor."

Ariel Winter, que estava por perto retocando sua maquiagem, se animou com isso. "Uma carta de amor? Podemos ver o que tem dentro?"

Julie Bowen, sempre a voz da razão, gentilmente repreendeu: "Ora, ora, não é educado ler a correspondência de outras pessoas se não for para nós."

O rosto de Ariel caiu um pouco. "Ah, certo. Acho que faz sentido."

Percebendo os olhares decepcionados nos rostos de seus colegas de elenco, Lucas não pôde deixar de sorrir. "Vou te dizer, darei uma olhada primeiro. Se não for nada muito pessoal, talvez eu possa compartilhar com vocês."

Ty olhou para Julie. "Viu? Ele se ofereceu. Não estamos bisbilhotando se ele está compartilhando."

Julie apenas revirou os olhos com bom humor.

Lucas se afastou do grupo, a curiosidade aguçada enquanto abria o envelope. Ele se perguntou quem lhe enviaria uma carta no set. Poderia ser daqueles perseguidores persistentes?

Ele estava acostumado a receber centenas de cartas, principalmente românticas, a cada mês, mas essas eram geralmente tratadas por seu assistente.

Desdobrando o papel lá dentro, ele leu:

"Você está cordialmente convidado a celebrar o aniversário de William Cavendish III. Por favor, encontre um cartão anexo para apresentar na festa, confirmando seu convite."

Lucas levantou uma sobrancelha. 'Eu? Convidado para a festa de aniversário de uma pessoa aleatória?' O design da carta e o papel de qualidade sugeriam que o aniversariante era bastante rico. Alcançando o envelope, ele tirou um cartão dourado. 'Definitivamente rico', ele ponderou.

Não vendo nada muito pessoal, ele voltou para seus curiosos colegas de elenco.

"Então... podemos ver a carta?" Ty perguntou, mal contendo sua empolgação.

Julie revirou os olhos. "Por que você está tão interessado na correspondência alheia?"

Ty sorriu maliciosamente. "Qual é, Julie. Não me diga que você não está curiosa. É como descobrir que a filha adolescente da sua vizinha certinha está grávida. Você sabe que não deveria se importar, mas não consegue evitar."

"Você é terrível", Julie riu, balançando a cabeça.

Lucas sorriu, entregando a carta. "Aqui está."

Ty, Sarah e Ariel praticamente se jogaram em cima, com Julie espiando por cima dos ombros deles. Seus rostos caíram comicamente enquanto liam.

"É só um convite de aniversário?" Ariel disse, a decepção evidente.

Lucas riu. "O que você estava esperando? Uma confissão de amor de uma adolescente desajeitada?"

Sarah assentiu, sorrindo timidamente. "Sim, era exatamente o que eu estava esperando."

"Vocês assistem a muitos dramas adolescentes", Lucas provocou, pegando o convite de volta.

"É realmente decepcionante. Achei que poderia dar boas risadas com a carta", Ty admitiu, seu rosto uma imagem de falsa desolação.

Julie sorriu maliciosamente, "Se você quer dar boas risadas, Ty, é só se olhar no espelho enquanto pratica seus passos de dança de 'pai legal'."

O grupo explodiu em gargalhadas enquanto Ty fazia bico dramaticamente, o que só os fez rir mais alto.

Lucas participou da brincadeira, mas internamente, sua mente estava preocupada com o nome William Cavendish III. O incomodava, parecendo familiar, mas fora de alcance. Essa luta incomum para recordar informações o deixou inquieto. Com sua memória tipicamente cristalina e sua habilidade "Oficina da Mente", esquecer não era algo que ele experimentava com frequência.

O fato de ele não conseguir identificar o nome imediatamente sugeria que poderia ser significativo. William Cavendish III claramente não era apenas uma pessoa qualquer.

As risadas foram interrompidas por um chamado de um membro da equipe: "Gente, vamos filmar em cinco! Por favor, para suas posições!"

O grupo ficou sério rapidamente, mudando para o modo profissional enquanto se preparava para a próxima cena.

Dois dias depois, enquanto Lucas se preparava para deixar o set, ele se viu cercado por seus colegas de elenco, todos tristes em vê-lo partir.

Ty o puxou para um abraço de urso. "Sentiremos sua falta, cara."

Lucas assentiu, sentindo uma pontada de tristeza. Ele se virou para Nolan, "Ei, se você está falando sério sobre fazer música, entre em contato quando eu estiver em Nova York. Se eu não estiver sobrecarregado, poderíamos falar sobre o assunto."

O rosto de Nolan se iluminou. "Definitivamente farei isso. Obrigado, Lucas!"

Com acenos finais para seus colegas de elenco e a equipe, Lucas entrou no carro que o esperava. Enquanto se afastava do set, ele não pôde deixar de se sentir grato por sua família televisiva, mesmo enquanto sua mente divagava de volta para o convite misterioso e o nome que ele não conseguia identificar.


No dia seguinte, Lucas se viu de volta a Nova York. A energia da cidade parecia diferente do calor de Los Angeles. Embora houvesse momentos em que sentia falta do sol da Califórnia, na maioria das vezes, ele sentia que o burburinho e a agitação de Nova York lhe caíam melhor.

Ao saírem do aeroporto, Lucas notou alguns transeuntes discretamente tirando fotos à distância. Ele não lhes deu atenção, seguindo direto para o carro que havia chamado através de seu aplicativo Uber.

Enquanto Lucas e sua equipe entravam no veículo, o motorista olhou para trás, sua testa franzida por trás de seus óculos de sol. Estava claro que ele não reconheceu seu famoso passageiro.

Fiel ao estereótipo do taxista nova-iorquino, o motorista era tagarela. "Você parece bem bonito, senhor. Aposto que é um mulherengo."

Shawn, Simon e Jack abafaram o riso no banco de trás.

Lucas riu ironicamente, pego de surpresa pela avaliação direta do motorista. "Um mulherengo? Isso é para ser um elogio?"

O motorista sorriu, encontrando o olhar de Lucas no espelho retrovisor. "O que você acha, figurão?"

Lucas ficou em silêncio, incerto sobre como responder. Depois de um momento, o motorista quebrou a tensão. "Claro que é um elogio, seu otário. Espero não ter te ofendido."

Lucas relaxou, um sorriso brincando em seus lábios. "Sem problemas. Acho que você também parece um baita mulherengo."

Essa tirada de Lucas fez Shawn, Simon e Jack caírem na gargalhada.

O motorista riu, claramente gostando da brincadeira. "Ah, não é a primeira vez que sou acusado de algo assim."

Lucas e sua equipe riram enquanto o motorista continuava: "Uma vez, um passageiro me disse que eu era tão feio que parecia um criminoso. Eu não me importei nem um pouco, mas eu apenas disse a ele..."

Ele fez uma pausa dramática, e Lucas, intrigado, perguntou: "O que você disse a ele?"

O motorista sorriu maliciosamente. "Olhei-o bem nos olhos e disse: 'Se eu pareço um criminoso, então você deve ser o que eles usam para botar criminosos na linha. Seu rosto poderia parar uma fuga da prisão mais rápido do que uma equipe da SWAT.'"

Lucas e sua equipe caíram na gargalhada.

O motorista continuou: "O cara parecia que tinha levado um tapa com um peixe molhado. Seus olhos marejaram e ele não disse mais uma palavra durante toda a viagem. Acho que ele não conseguiu aguentar um gosto do próprio veneno."

Ao chegarem ao destino de Lucas, ele agradeceu ao motorista, impressionado com sua sagacidade. Por impulso, Lucas tirou um lenço – uma peça de assinatura de uma marca de moda que ele endossava – e o entregou ao motorista.

"Aqui, pegue. Você pode precisar dele da próxima vez que fizer um passageiro chorar", Lucas brincou.

O motorista pegou o lenço, enfiando-o no bolso sem um segundo olhar. "Obrigado, garoto. Você é legal."

Enquanto Lucas e sua equipe saíam do carro, ele não pôde deixar de sorrir. Tinha sido uma interação refrescantemente normal, uma raridade em sua vida de celebridade.

Mal sabia o motorista, ele havia acabado de embolsar uma peça de mercadoria de grife que valia mais do que suas tarifas diárias combinadas.


No apartamento, Lucas e sua equipe finalmente tiveram a chance de relaxar. Lucas retirou-se para seu quarto espaçoso, tirando o cartão de convite de William Cavendish III. A celebração de aniversário estava ao virar da esquina, a apenas três dias de distância.

O nome cutucava sua memória, o levando a fazer uma rápida pesquisa no Google. Enquanto os resultados carregavam, as sobrancelhas de Lucas se ergueram em surpresa.

"Ora, ora, ora", ele murmurou para si mesmo.

William Cavendish III não era apenas um socialite rico. Ele era um ex-senador e um magnata da mídia que havia fundado a Cavendish Entertainment do zero. A empresa ostentava fortes conexões com os grandes estúdios de Hollywood.

Lucas estudou o cartão com mais atenção agora. "Um projeto em potencial, talvez?" ele ponderou em voz alta. "Por que mais alguém como ele me convidaria?"

Ele não conseguia conceber nenhuma outra razão para uma figura tão influente entrar em contato. Tinha que ser sobre fazer conexões, possivelmente oferecendo-lhe um papel em uma produção futura.

Enquanto se aprofundava na história da família Cavendish, Lucas percebeu a extensão de sua influência. Eles não eram apenas mais um jogador na indústria do entretenimento; seu alcance se estendia também aos círculos governamentais.

"Não custa nada ir", Lucas decidiu, sua curiosidade aguçada. "Se nada mais, será interessante ver o que eles querem."

Ele não pôde deixar de sentir uma mistura de intriga e cautela. Embora a Cavendish Entertainment pudesse não estar no mesmo nível que a Disney ou outros grandes estúdios, eles estavam longe de serem insignificantes. Sua influência parecia comparável a Weinstein em seu auge, talvez até superando, dadas suas conexões políticas.

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