
Capítulo 363
Ator Magnata em Hollywood
Enquanto a confusão se espalhava pela multidão, William finalmente esclareceu, com a voz embargada pela emoção: "Como avô, estou verdadeiramente orgulhoso do que você conquistou, Lucas Cavendish Knight."
O salão ficou em silêncio por um momento antes de explodir em murmúrios surpresos. Lucas permaneceu ali, atônito.
"De qualquer forma, por favor, divirtam-se", William concluiu, deixando o palanque.
Enquanto os convidados começavam a comentar a revelação inesperada, Neil se aproximou de Lucas. "Você não me disse que era parte da família Cavendish", ele sussurrou com urgência.
Lucas, ainda processando a informação, piscou rapidamente. "Eu... eu não sabia. Mas agora que você mencionou, Cavendish parecia familiar. Eles devem ser da família da minha mãe."
Neil olhou para Lucas com incredulidade. "Como você pode não conhecer a família da sua mãe? Você é lerdo ou algo assim?"
Lucas coçou a nuca, sentindo-se sem jeito. "Bem, minha mãe morreu quando eu nasci. Eu nunca soube muito sobre a família dela."
Os olhos de Neil se arregalaram em choque. "O quê? Ela morreu no seu nascimento?" Sua testa franziu em confusão. "Mas espere, e todas aquelas vezes em que você mencionou sua mãe em discursos? Como na sua primeira vitória no Oscar, quando você disse: 'Cada conquista que consegui realizar merecia pelo menos um pouco de celebração e um tapinha nas costas.' Se sua mãe morreu no nascimento, de quem você estava falando?"
Lucas sentiu uma onda de constrangimento invadi-lo. Ele não podia explicar que a citação era da mãe de sua vida anterior. Procurando uma explicação, ele disse: "É... é algo que minha babá costumava dizer. Ela meio que assumiu o papel de mãe para mim..."
Neil estudou Lucas por um momento antes de aparentemente aceitar a explicação.
Lucas suspirou internamente, percebendo que precisava ser mais cuidadoso com suas palavras. As memórias e experiências de sua vida passada às vezes se misturavam com sua vida atual, e ele não podia se dar ao luxo de cometer tais deslizes.
Enquanto conversavam, uma mulher se aproximou de Lucas. "Foi uma surpresa agradável. Você não é apenas parte da família Knight, mas também dos Cavendish", ela disse.
Lucas e Neil se viraram para ver Cassie, com Sean pairando desconfortavelmente ao lado dela.
A expressão de Lucas suavizou-se ligeiramente ao ver Cassie. Apesar de seu desgosto inicial por Diddy, ele assentiu educadamente. "Estou agradavelmente surpreso também", ele disse. "Mas se eu sou um Knight ou um Cavendish, isso não importa muito. Eu ainda serei eu."
Cassie sorriu, com um toque de admiração nos olhos. "Você ainda será você? Tipo, lutando contra supervilões de Hollywood e mandando-os para a cadeia como Harvey Weinstein?"
Lucas e Neil riram, com Lucas lançando um olhar significativo para Sean. "Algo parecido."
Sean, percebendo o olhar de Lucas, remexeu-se desconfortavelmente. Ele cutucou Cassie: "Vamos."
Mas Cassie o ignorou. "Espere, deixe-me ter um momento com o cara mais popular do ano, está bem? Talvez até ganhar um abraço?"
Sean suspirou, sua expressão dizendo claramente 'apenas termine logo com isso'.
"Posso te dar um abraço?" Cassie perguntou, abrindo os braços.
Lucas e Neil trocaram olhares confusos com o pedido repentino. Lucas deu de ombros e aceitou o abraço, mas Cassie sussurrou em seu ouvido: "Tenho algo que um herói como você pode se interessar."
Lucas levantou uma sobrancelha, sentindo um cartão deslizar em seu bolso. Ao final do abraço, ele assentiu para Cassie, observando-a partir com Sean.
Assim que estavam fora do alcance da voz, Neil se inclinou. "O que foi aquilo?"
Lucas, com a mão roçando o cartão no bolso, murmurou: "Não tenho certeza, mas acho que as coisas acabaram de ficar muito mais interessantes."
Ele não pôde deixar de rir para si mesmo, sentindo-se como um policial disfarçado em Hollywood. O que quer que Cassie estivesse aprontando, provavelmente envolvia Diddy. Embora a situação parecesse estar se movendo rapidamente, talvez mais rápido do que ele se sentia preparado, Lucas sabia que não podia ignorar tal oportunidade.
Esta poderia ser sua chance de erradicar mais elementos obscuros da indústria, potencialmente mudando o foco de Hollywood da adoração ao poder para a celebração da arte, criatividade e valores mais elevados. No entanto, Lucas estava ciente de que as pessoas envolvidas com Diddy eram nomes importantes na indústria da música. Ao contrário do caso Weinstein, esta situação poderia ter implicações de longo alcance em vários setores do entretenimento.
"No que você está pensando?" Neil perguntou, notando o silêncio contemplativo de Lucas.
"Nada", Lucas respondeu, assim que avistaram William se aproximando, depois de cumprimentar outros convidados.
Neil se recompôs, acostumado a lidar com influenciadores de Hollywood.
William estendeu a mão para Neil. "Você deve ser o gerente do meu neto. É um prazer conhecê-lo."
"Igualmente, senhor", Neil assentiu, apertando a mão de William.
"Obrigado por cuidar dele ao longo dos anos", William disse calorosamente.
"É o meu trabalho, senhor", Neil respondeu profissionalmente.
William então voltou sua atenção para Lucas. Eles se entreolharam por um momento antes de William falar suavemente: "Você se parece muito com sua mãe."
Lucas sorriu, com um toque de tristeza nos olhos. "Bem, ela é minha mãe, afinal."
William riu, então sua expressão ficou mais séria. "Olha, sinto muito por ter demorado tanto para entrar em contato. Espero que possa me perdoar."
Lucas suspirou, sentindo uma mistura de emoções sobre a família de sua mãe que aparecia de repente em sua vida. "Está tudo bem."
William, notando o desconforto de Lucas, olhou para Neil. O gerente imediatamente entendeu o pedido implícito e se desculpou, deixando Lucas e William sozinhos.
William, agora sozinho com Lucas à mesa, inclinou-se. "Para compensar o tempo perdido, eu estaria disposto a lhe dar algumas das minhas propriedades mais valiosas - ações, imóveis, o que você quiser."
Lucas riu, balançando a cabeça. "Eu pareço precisar de mais riqueza?"
William riu suavemente, assentindo em aprovação. "De fato. Considerando sua própria fortuna, você é bastante rico. E você tem um coração nobre, como eu, doando sua riqueza para os necessitados."
Lucas não pôde deixar de duvidar daquela última parte, observando os arredores opulentos. 'Nobre? Você?' ele pensou ceticamente.
William, percebendo a dúvida de Lucas, mas optando por não abordá-la diretamente, continuou: "Sou grato por você não ter herdado os traços... menos admiráveis de seu pai. Sua ganância em pagar mal sua equipe, seu egoísmo em pensar apenas em si mesmo, seu orgulho em acreditar que está acima dos outros. Ele é um homem terrível." William esvaziou seu copo de vinho de um gole.
Lucas se viu assentindo em concordância.
William prosseguiu, a voz tingida de raiva antiga. "Lembro-me de como ele traiu minha filha quando ela estava grávida, com várias mulheres, nada menos."
Lucas sorriu ironicamente, entendendo a frustração de William. "Você vai passar o dia repreendendo Vince na minha frente?"
William riu, parecendo ligeiramente envergonhado. "Minhas desculpas. Perdi-me por um momento." Ele suspirou profundamente. "Às vezes, não consigo deixar de lembrar o quanto minha filha sofreu por causa daquele homem."
A expressão de Lucas suavizou-se ligeiramente. Apesar de suas reservas sobre esta reunião familiar repentina, ele podia sentir a dor genuína na voz de William.
"Eu entendo", Lucas disse calmamente. "Não é fácil esquecer esse tipo de mágoa."
William assentiu, aparentemente grato pela empatia de Lucas. "Sabe, você se parece muito com ela - sua mãe. Não apenas na aparência, mas também no espírito."
Lucas apenas sorriu, uma mistura de curiosidade e tristeza o invadindo. Embora estivesse intrigado para saber sobre sua mãe, o fato de ela ter morrido em seu nascimento tornava difícil formar uma conexão real.
'Talvez ela fosse parecida com a mãe da minha vida anterior', ele pensou, antes de rapidamente afastar a ideia.
À medida que a noite avançava, Lucas e William se envolveram em uma conversa mais leve, abordando vários tópicos. William então começou a apresentar Lucas ao seu círculo de amigos influentes.
"Lucas, gostaria que você conhecesse o Senador McCain", William disse, gesticulando para um homem de aparência distinta. "Ele é um amigo próximo há anos."
Lucas apertou a mão do Senador, trocando gentilezas.
Em seguida, William o levou a um grupo de executivos. "E este é Lucian Grainge, CEO do Universal Music Group."
Lucas assentiu, apertando a mão de Grainge. "É um prazer conhecê-lo, senhor."
Enquanto se moviam pela multidão, Lucas se viu sendo apresentado a um verdadeiro quem é quem do mundo do entretenimento e da política.
Durante essas apresentações, Lucas manteve a compostura, mas internamente, ele estava processando a magnitude da influência concentrada naquela sala. Ele não pôde deixar de se perguntar sobre as possíveis conexões e oportunidades que essas apresentações poderiam trazer.
Ao terminarem outra rodada de apresentações, William virou-se para Lucas com um sorriso orgulhoso. "Você está se saindo bem, meu rapaz. Essas conexões podem ser inestimáveis para sua carreira."
Lucas riu, um toque de divertimento em sua voz. "Inestimáveis, hein? Se fosse há alguns anos, claro. Mas agora?" Ele deixou a implicação no ar.
William riu suavemente, entendendo o ponto de Lucas. "Bem, pelo menos essas conexões podem ser muito úteis para você no futuro. Nunca se sabe."
Lucas assentiu, ponderando a declaração. As conexões no entretenimento podem não acrescentar muito à sua rede já estabelecida, mas as políticas? Essas poderiam potencialmente ser úteis no futuro.
Embora ele não fosse fã de políticos que mentiam para o público, Lucas não podia negar que ter tais conexões poderia ser útil algum dia. Embora, por enquanto, ele não visse uma necessidade imediata.
À medida que a conversa continuava, William voltou à sua oferta anterior. "Eu estava falando sério sobre oferecer-lhe parte da minha riqueza, sabe."
Lucas levantou uma sobrancelha. "William, eu aprecio o gesto, mas como eu disse antes, eu realmente não preciso de mais riqueza."
William tentou insistir na oferta novamente. "Tem certeza? Parte dessa riqueza poderia ser muito útil para projetos futuros."
Lucas sorriu, balançando a cabeça. "Eu realmente agradeço, mas prefiro que a doemos para a caridade. Fará mais bem dessa forma."
A expressão de William mudou, uma mistura de alívio e perplexidade. Por um lado, ele estava feliz que Lucas não era como o pai — ganancioso e egoísta — mas, por outro, ele se perguntava se Lucas poderia ser bom demais para o próprio bem.
"Você realmente não quer?" William perguntou, sua voz mais suave, quase descrente.
"Não, estou bem", Lucas respondeu. "Mesmo sem considerar meus empreendimentos comerciais, meu Bitcoin sozinho vale uma fortuna."
"Bitcoin?" William franziu a testa, sem familiaridade com o termo. "O que é isso?"
Lucas riu, sentindo a curiosidade do avô. "É uma moeda digital, meio que como ouro, mas online. Existe há um tempo, e eu investi cedo."
William assentiu lentamente, tentando compreender o conceito. "Então, é como ações?"
"Mais ou menos", Lucas disse, mantendo a simplicidade. "Mas é mais descentralizado, não controlado por nenhum governo ou banco."
Os olhos de William se iluminaram com o novo interesse. Ele claramente queria se conectar com o neto. "Talvez eu devesse investir nesse Bitcoin também, então", ele disse com uma risada.
Lucas sorriu, divertido com a ideia. "Bem, é definitivamente um jogo diferente, mas quem sabe? Pode combinar com você."