
Capítulo 349
Ator Magnata em Hollywood
Em seu apartamento em Los Angeles, Lucas encontrou-se profundamente imerso no mundo de Andrew. Além das simulações de cenas intensas de bateria de sua Mind Workshop, ele havia mergulhado em todos os aspectos do personagem de Andrew.
Um nome continuava surgindo em sua pesquisa: Buddy Rich. O lendário baterista era a inspiração de Andrew, e Lucas logo se viu caindo em um buraco de coelho de Buddy Rich no YouTube.
"Puta merda", Lucas murmurou, os olhos arregalados enquanto observava as mãos de Rich voarem pela bateria em mais um solo alucinante. "Esse cara não é humano."
Quanto mais vídeos ele assistia, mais Lucas ficava maravilhado. A velocidade de Rich, sua precisão, os solos aparentemente impossíveis – era tudo absolutamente cativante. Lucas se viu tentando canalizar a mesma energia, a mesma paixão, para sua própria forma de tocar.
Suas mãos, antes macias de uma vida de relativo luxo, agora estavam cheias de calos. Horas e horas de prática implacável haviam cobrado seu preço, mas Lucas ostentava as marcas com orgulho. Eram distintivos de sua dedicação.
No set, seu esforço incansável não passou despercebido. A equipe havia começado a chamá-lo de "Lucas – O Castor Apelidado", um apelido que nunca deixava de fazê-lo sorrir.
"Lá vem o Castor Apelidado de novo", um dos técnicos de som murmurava, balançando a cabeça em divertido descrença enquanto Lucas aparecia cedo mais uma vez, indo direto para a bateria.
O set estava vivo com sua habitual agitação quando Lucas entrou. Austin Stowell foi o primeiro a avistá-lo, chamando com um sorriso, "Como vai, Castor?"
Lucas revirou os olhos com bom humor. "Ótimo, Kyle Connellan."
Uma onda de risadas se espalhou pela equipe próxima. Austin levou a mão dramaticamente ao peito. "Ah, então é assim que vamos jogar, Dylan?"
"Você precisa melhorar seu jogo, Connellan", Lucas retrucou com uma piscadela, dando um tapinha brincalhão em Austin ao passar.
Austin esperou até que Lucas estivesse de costas antes de fazer uma careta exagerada, provocando mais risadas da equipe.
"O Castor está aqui", Melissa Benoist anunciou quando Lucas chegou ao set principal.
Lucas riu ironicamente: "Vocês realmente vão me chamar de Castor o tempo todo? Vocês nunca se cansam?"
"Cara, a gente nunca vai se cansar disso", Tarik riu, sua voz carregando um toque de arrogância brincalhona. "É divertido demais chamar um figurão como você por apelidos."
"É fascinante, na verdade", Nate interveio com um sorriso. "Dar apelidos a alguém famoso. Satisfatório."
"Vocês são loucos", disse Lucas, balançando a cabeça em diversão.
O grupo explodiu em gargalhadas quando Damien se aproximou. "Bem, é meio que sua culpa por ser chamado de Castor", ele provocou. "Você é muito dedicado ao seu papel. Você não consegue relaxar como os outros."
Lucas discordou brincalhão: "Eu sou relaxado. Se eu não fosse relaxado, vocês não ousariam me chamar de Castor."
"Verdade seja dita", J.K. acenou com a cabeça da lateral.
Lucas virou-se para J.K. com um sorriso. "Fletcher, estou prestes a tocar 'Caravan'. Você vai julgar como me saio."
"Fletcher?" J.K. ergueu uma sobrancelha para o apelido, mas acompanhou. "Certo, vamos ver o que você tem."
Anna, uma membro da equipe, riu e gritou: "Ele vai nos dar outro show grátis!"
Lucas apontou sua baqueta para Anna com um sorriso malicioso. "Não é apenas grátis – vou adicionar um pouco de estilo. Combine-os e você terá um 'freestyle'."
O set caiu em um silêncio constrangedor. Lucas encolheu os ombros, fingindo não perceber, mas pôde ver Melissa e os outros lutando para conter o riso.
Percebendo a diversão mal disfarçada com o canto do olho, Lucas estreitou o olhar desconfiado para as câmeras. "Espere um minuto... Isso está sendo filmado? Vocês estão gravando algum tipo de 'bastidores' ou algo assim?"
Austin riu, acenando com a mão de forma displicente. "Bobagem, não. Apenas toque bateria, Castor."
Lucas trocou um olhar com J.K., murmurando por debaixo da respiração: "Freestyle... Não foi uma piada tão ruim, foi?"
J.K. apenas sorriu, claramente desfrutando do leve desconforto de Lucas.
Balançando a cabeça para seus colegas de elenco peculiares, Lucas voltou sua atenção para a bateria. Sua expressão mudou, tornando-se séria e focada enquanto ele erguia suas baquetas, pronto para se perder no ritmo.
Quando ele começou a tocar, o set ficou em silêncio, todos os olhos em Lucas enquanto ele demonstrava mais uma vez por que havia ganhado o apelido de "Castor Apelidado".
As mãos de Lucas voaram pela bateria, suas baquetas um borrão enquanto ele se lançava em "Caravan" de Buddy Rich. Fiel à sua piada anterior sobre "freestyle", Lucas não estava apenas fazendo um cover direto. Ele estava improvisando, adicionando seu próprio toque e ritmos inesperados que tornavam a peça unicamente sua.
Seu rosto era uma máscara de concentração, o suor escorrendo pela testa enquanto ele navegava pelos ritmos complexos. Sua mão esquerda mantinha uma batida constante e impulsionadora na caixa enquanto sua direita dançava pelos tons e pratos, criando um turbilhão de som que preenchia o set.
Enquanto Lucas acertava um preenchimento particularmente impressionante, Melissa se inclinou para Austin, os olhos arregalados. "Ele está fazendo algo lendário ali?", ela sussurrou, gesticulando para o colega de elenco.
Austin balançou a cabeça, parecendo um pouco sobrecarregado. "Honestamente, não tenho certeza. Eu só aprendi o básico para este papel. Mas posso te dizer uma coisa – o que ele está fazendo não é fácil. Veja o quanto ele está se dedicando."
Melissa acenou com a cabeça, sua expressão pensativa. "Sabe, eu costumava pensar que tocar bateria era apenas bater nas coisas com baquetas. Eu não tinha ideia de que era tão complicado."
"O mesmo aqui", Austin concordou. "Mas quando comecei a aprender para o papel, percebi o quão difícil realmente é." Ele fez uma pausa, observando Lucas acertar outra seção complexa. "É por isso que Buddy Rich é uma lenda. Sua velocidade era quase inumana, e seu senso de tempo era irreal."
Melissa apenas acenou com a cabeça, um suave "Hum" escapando de seus lábios enquanto ela voltava a observar Lucas tocar. A intensidade de sua performance era cativante, mesmo para aqueles que não podiam apreciar totalmente a habilidade técnica envolvida.
Enquanto Lucas construía um crescendo, todo o seu corpo parecia fazer parte do instrumento, cada movimento preciso, mas fluido.
Ficou claro para todos que assistiam que aquilo não era apenas prática para um papel – era paixão em sua forma mais pura.
Assim que Lucas terminou sua impressionante performance, o set explodiu em aplausos, pontuados por gritos brincalhões de "Castor talentoso!". Os aplausos rapidamente se transformaram em risadas e gargalhadas.
Lucas colocou suas baquetas de lado com uma risada irônica, seus olhos procurando Damien e J.K. para ver suas reações.
Damien foi o primeiro a falar, balançando a cabeça em descrença. "Honestamente, Lucas, eu não pensei que você iria tão longe pelo papel. Você não apenas aprendeu o básico, você... bem, você me superou tocando bateria. E faz apenas o quê, alguns dias? Estou começando a me perguntar se há algo que você não possa fazer."
Lucas encolheu os ombros, um sorriso modesto brincando em seus lábios. "Sou apenas um aprendiz rápido. O que posso dizer?"
Virando-se para J.K., Lucas perguntou: "E você, Fletcher? Qual a sua opinião sobre minha performance?"
O set ficou em silêncio, todos os olhos em J.K. Após uma pausa prolongada, ele simplesmente disse: "Eu acho que você se saiu bem..."
Lucas esperou por mais, mas nada veio. "Só isso?", ele cutucou, as sobrancelhas erguidas.
J.K. riu, abrindo as mãos. "O que você quer que eu diga? Não sou especialista em bateria."
"Sim, mas e o Fletcher?", Lucas insistiu, sorrindo. "Qual a opinião dele?"
J.K. recostou-se, um brilho malicioso nos olhos. "Fletcher? Ah, ele provavelmente apenas te repreenderia irracionalmente. Em parte porque é quem ele é, e em parte porque eu, o cara que interpreta Fletcher, mal sei segurar as baquetas."
O set explodiu em risadas novamente, a tensão quebrada. Lucas balançou a cabeça, sorrindo. "Justo, eu acho. Não se pode esperar que o mestre da tortura psicológica também seja um especialista em bateria."
J.K. deu um tapinha no ombro de Lucas, um sorriso caloroso no rosto. "Bem, para você, garoto, talvez eu tenha que dar uma revisada no meu conhecimento de bateria."
Lucas riu, balançando a cabeça. "Não, você já dedicou tempo aprendendo a atormentar pessoas psicologicamente. Não vamos exagerar."
O set explodiu em risadas, a camaradagem evidente em suas brincadeiras.
Com o passar dos dias, Lucas se viu misturando-se sem esforço com o elenco e a equipe. Era um talento que ele havia aprimorado ao longo de sua carreira – a capacidade de criar um ambiente de trabalho positivo e saudável onde quer que fosse.
Claro, houve algumas personalidades desafiadoras ao longo dos anos, mas elas eram a exceção, não a regra.
Lucas levou os apelidos na esportiva, sendo "Castor Apelidado" apenas um em uma longa lista de apelidos carinhosos que ele havia adquirido no set. Era tudo parte da diversão, parte do que fazia cada projeto parecer uma família.
Enquanto isso, "O Artista" começou a divulgar teasers e trailers em plataformas de mídia social. Com Lucas em destaque, esses clipes imediatamente chamaram a atenção do público.
A equipe de produção de "O Artista" também compartilhou filmagens divertidas dos bastidores, mostrando as interações de Lucas com seus colegas de elenco. Essa estratégia espelhava a abordagem da Warner Bros. com "Gravidade", onde eles haviam lançado vídeos de Lucas pregando peças no diretor Alfonso Cuarón e outros momentos leves do set.
Esses vídeos de bastidores para "Gravidade" foram extremamente populares, acumulando dezenas de milhões de visualizações. Muitos especialistas da indústria atribuíram o sucesso de bilheteria de "Gravidade" e seu apelo ao público mais jovem a esses vislumbres francos da produção do filme.
Agora, enquanto "O Artista" seguia um plano de marketing semelhante, a expectativa pelo filme estava crescendo. Os vídeos ofereciam aos espectadores a chance de ver Lucas em um ambiente mais relaxado e brincalhão, criando uma conexão com o público em potencial mesmo antes do lançamento do filme. Parecia que, mais uma vez, o charme de Lucas e o apetite do público por esses momentos não roteirizados estavam se combinando para gerar um buzz significativo para o próximo filme.