Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 299

Ator Magnata em Hollywood

O sol das Bahamas castigava a praia imaculada, seu calor um forte contraste com o inverno nova-iorquino que haviam deixado para trás. Enquanto Lucas e Jennifer passeavam de mãos dadas pela orla, uma figura familiar chamou a atenção de Lucas.

"É aquele...?" Lucas apertou os olhos contra o brilho, então seu rosto se abriu em um sorriso. "Leo!"

O homem em questão virou-se, empurrando os óculos de sol para cima. Um lampejo de surpresa cruzou seu rosto antes de se transformar em um sorriso caloroso. "Lucas! Bem, eu que seja amaldiçoado."

Os dois homens se abraçaram, dando tapinhas nas costas um do outro.

"Já faz o quê, dois anos?" Lucas disse, ainda sorrindo.

Leonardo assentiu. "Desde a turnê de divulgação de Inception. O tempo voa, não é?"

Enquanto conversavam, os olhos de Lucas correram ao redor, um brilho travesso neles. "Então, onde está sua namorada? As notícias sempre te mostram cercado de 'jovens' e lindas mulheres."

Leonardo soltou uma risada irônica. "Não acredite em tudo o que lê, cara. Eu não sou o playboy que eles me pintam." Seu sorriso vacilou ligeiramente. "Na verdade, Erin e eu terminamos no mês passado."

"Ah, sinto muito por isso," Lucas disse, seu tom suavizando.

Leonardo deu de ombros, então um sorriso malicioso brincou em seus lábios. "Não se preocupe com isso. Aparentemente, a notícia do meu término foi completamente ofuscada por vocês dois pombinhos." Ele gesticulou para Jennifer, que estava parada em silêncio por perto. "O casal 'Lúcifer', certo? É assim que estão chamando vocês?"

Jennifer corou levemente, mas havia diversão em seus olhos. "Culpada," ela disse, avançando para cumprimentar Leonardo.

A praia ensolarada ecoou com risadas enquanto os olhos de Leonardo brilhavam maliciosamente. Ele deu um empurrão brincalhão em Lucas, sua voz carregando um toque de admiração.

"Cara, Lucas, você realmente encontrou ouro aqui," Leonardo disse, gesticulando para Jennifer. Seu tom mudou para uma seriedade zombeteira. "Não vá estragar tudo, certo? Ou eu posso ter que intervir."

Lucas riu, balançando a cabeça. "Sem preocupações, Leo. Não pretendo seguir seus passos."

Leonardo levou a mão ao peito em uma ofensa fingida. "Ai, essa foi golpe baixo, amigo."

A culpa passou pelo rosto de Lucas. "Ei, eu não quis dizer—"

A fachada séria de Leonardo rachou, e ele caiu na gargalhada. "Relaxa, estou apenas brincando com você. Na verdade, eu estava prestes a te dar o mesmo conselho. Não seja como eu, garoto."

Jennifer juntou-se à risada, seus olhos brilhando de diversão. "Bem, espero que Lucas não adquira seus hábitos, Leo. Não estou a fim de ser trocada por um modelo mais jovem a cada poucos anos."

Leonardo levantou as mãos em rendição, sua expressão uma mistura de diversão e exasperação. "Vamos lá, pessoal. Não sou tão mau assim. Não acreditem em tudo o que leem sobre mim."

Lucas sorriu, seu tom pingando sarcasmo. "Certo, porque os paparazzi apenas fazem fotomontagens de todas aquelas festas em iates."

A brincadeira continuou, os três desfrutando daquele momento de normalidade em meio às suas vidas extraordinárias.

Enquanto as três celebridades descansavam na praia, o suave ruído das ondas proporcionava um pano de fundo relaxante para a conversa. De repente, uma melodia flutuou de um grupo próximo de turistas europeus.

A cabeça de Leonardo se levantou, seus olhos se iluminando com reconhecimento. "Oh cara, vocês estão ouvindo isso? É 'Veridis Quo' do Daft Punk!"

Antes que Lucas ou Jennifer pudessem responder, Leonardo lançou-se em uma explicação entusiasmada. "É do álbum deles de 2001, 'Discovery'. O título é na verdade um trocadilho com 'very disco'. A estrutura da música é fascinante, ela usa..."

Enquanto Leonardo continuava sua palestra musical improvisada, Lucas e Jennifer trocaram olhares. As sobrancelhas de Jennifer se ergueram ligeiramente em diversão, enquanto Lucas mordia o lábio para não rir.

Depois de ouvir educadamente por alguns minutos, Lucas deu suas desculpas. Enquanto se afastavam, Jennifer virou-se para Lucas, curiosidade em seus olhos. "Ele sempre foi assim no set?"

Lucas riu, assentindo. "Ah, sim. Lembro que durante Inception, tínhamos essas pausas entre as cenas. Leo estaria em seu trailer, e de repente ele irromperia, todo animado com alguma música obscura tocando no rádio."

Ele imitou o tom entusiasmado de Leonardo, "'Ei, Lucas! Ouça esta linha de baixo. É de uma banda de funk búlgara dos anos 1970!' Ele falava por horas sobre os fatos musicais mais aleatórios."

Jennifer riu, balançando a cabeça em diversão. "Quem diria que Leonardo DiCaprio era um nerd da música?"

"Acredite," Lucas sorriu, "Isso é apenas a ponta do iceberg. Espere até ele começar a falar sobre questões ambientais."


Alguns minutos depois, Lucas e Jennifer voltaram para onde haviam deixado Leonardo, sua diversão anterior com a entusiasmada palestra musical dele ainda pairando em seus sorrisos.

Eles o encontraram relaxando em uma cadeira de praia, aparentemente perdido em pensamentos.

"Ei, Leo," Lucas chamou. "Terminou sua sessão de apreciação musical?"

Leonardo sorriu timidamente. "Desculpe por isso. Às vezes me empolgo."

Os três entraram em uma conversa fácil enquanto o sol começava a se pôr. Horas passaram despercebidas, o cenário da praia das Bahamas contribuindo para a qualidade surreal de seu encontro improvisado.

Ao cair da noite, Leonardo despediu-se, prometendo encontrá-los novamente em breve. Na manhã seguinte, Lucas e Jennifer vasculharam a praia, mas não havia sinal do colega ator.

Dando de ombros, eles partiram para explorar as ilhas. Maravilharam-se com as cores vibrantes da arquitetura de Nassau, mergulharam nas águas cristalinas de Exuma e passearam pelos exuberantes jardins dos Jardins de Versalhes e Claustro Francês.

Sem que soubessem, uma lente telefoto capturou seus momentos de felicidade à distância. Em poucas horas, as redes sociais explodiram com imagens do casal desfrutando de sua escapada tropical.

Fãs nos Estados Unidos ficaram em frenesi. "Lucas e Jennifer avistados nas Bahamas!" tornou-se um tópico. Sites de viagens viram um aumento nas buscas por voos para Nassau.

Mas quando a primeira onda de fãs ansiosos aterrissou em solo bahamense, Lucas e Jennifer já estavam em um avião de volta a Nova York.


Enquanto o calendário virava de dezembro para janeiro, a alegria das festas dava lugar à agitação do ano novo. Lucas despediu-se com um misto de tristeza e carinho de Jennifer, prometendo conhecer os pais dela em breve. No entanto, a ideia de apresentá-la à sua própria família permanecia uma perspectiva distante e complicada devido ao seu relacionamento tenso com o pai e a madrasta.

Com Jennifer ausente, Lucas sentiu-se atraído por um ritual familiar – examinar a programação do Festival de Cinema de Sundance. Tornara-se uma tradição anual para ele desde 2010, uma forma de se manter atualizado sobre o cinema independente.

Enquanto ele rolava pela seção de curtas-metragens, um título chamou sua atenção: "Whiplash". Um choque de reconhecimento o atingiu. O nome do diretor confirmou suas suspeitas – este era de fato o precursor do aclamado filme de sua vida anterior.

A empolgação borbulhou dentro dele. Sem hesitar, ele discou o número de Neil.

"Neil, estou indo para Sundance," Lucas anunciou assim que a ligação foi atendida.

A confusão de Neil era palpável. "Sundance? Mas você não tem nenhum filme sendo exibido este ano."

"Eu sei, eu sei," Lucas respondeu, sua voz cheia de determinação. "Quero ir como membro da plateia. Incógnito."

"Incógnito?" Neil ecoou, ceticismo evidente em seu tom.

"Confie em mim," Lucas insistiu. "Preciso ver um curta-metragem."

Neil suspirou, reconhecendo a determinação na voz de Lucas. "Tudo bem, se você tem certeza. Mas por que tanto segredo?"

Lucas fez uma pausa, escolhendo as palavras cuidadosamente. "Quero vê-lo sem preconceitos. E... quero conhecer o diretor. Esta pode ser uma oportunidade incrível."

Ao desligar a ligação, a mente de Lucas fervilhava com possibilidades.

Lucas entrou no restaurante de Liza, seu disfarce cuidadosamente elaborado para evitar ser reconhecido. Apesar de seus esforços, os olhos de Liza se iluminaram com reconhecimento no momento em que ele entrou. Ela se aproximou dele com um sorriso cúmplice.

"Boa tentativa, Lucas," ela sussurrou, conduzindo-o a uma mesa isolada.

Enquanto se acomodavam, Lucas perguntou sobre Leo. A expressão de Liza suavizou. "Ele está na Europa com a namorada. Parece estar se divertindo."

A conversa mudou para o relacionamento de Lucas com Jennifer. Enquanto ele compartilhava detalhes de sua recente escapada, Liza ouvia atentamente, um lampejo de algo – talvez tristeza – passando por seu rosto.

"Estou feliz por vocês dois," ela disse, seu sorriso não alcançando completamente os olhos. Antes que Lucas pudesse investigar mais, Liza se desculpou, alegando precisar verificar a cozinha.

Quando ela retornou, a conversa deles se desviou para tópicos mais leves. O tempo passou despercebido até que Lucas percebeu que precisava ir. Com um caloroso adeus, ele saiu do restaurante, seu disfarce ainda intacto.

De volta ao seu apartamento, o olhar de Lucas recaiu sobre a pilha de roteiros em sua mesa. "Nasce Uma Estrela", sua própria escrita, estava no topo. Abaixo dele, vários outros projetos disputavam atenção, incluindo "O Artista". O contato persistente do diretor lembrou Lucas do início iminente do projeto em alguns meses.

Lucas se acomodou em sua poltrona favorita, o roteiro de "O Artista" aberto em seu colo. Seus dedos traçavam as bordas das páginas, um hábito que ele havia desenvolvido ao longo de anos de estudo de papéis. Enquanto ele começava a ler, uma familiar vontade puxou no fundo de sua mente – o instinto de entrar em sua "Oficina da Mente" e meticulosamente criar cada nuance do personagem.

Mas desta vez, Lucas resistiu.

Ele recostou-se, fechando os olhos por um momento. A "Oficina da Mente" havia sido uma trapaça inestimável que o ajudara a entregar performances além de sua idade. Mas agora, depois de inúmeros papéis aclamados pela crítica, Lucas sentia um novo desafio chamando-o.

"Quão bom eu sou realmente?" ele murmurou para si mesmo, abrindo os olhos para encarar o teto. "Sem a muleta, sem a prática perfeita... ainda consigo entregar?"

Uma mistura de excitação e nervosismo borbulhava em seu peito. Era um risco, certamente. A "Oficina da Mente" havia sido sua rede de segurança, garantindo performances impecáveis ​​vez após vez. Mas Lucas sabia que o verdadeiro crescimento muitas vezes vinha de sair de sua zona de conforto.

Ele fez um compromisso mental. Talvez ele usasse a "Oficina da Mente" uma vez em seu próximo projeto, apenas para ter uma ideia do personagem. Mas além disso, ele confiaria em sua experiência acumulada, seus instintos e seu talento bruto.

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