Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 294

Ator Magnata em Hollywood

Landslide - Fleetwood Mac

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Os olhos de Taylor percorreram a letra manuscrita, sua expressão mudando de curiosidade para admiração. Seus dedos traçaram as palavras no papel, e ela piscou rapidamente, como se estivesse lutando para conter as lágrimas.

Lucas inclinou-se para a frente, com os cotovelos sobre a mesa. "Então...", ele arriscou, a voz tingida por uma mistura de esperança e nervosismo. "O que você achou?"

Taylor ergueu o olhar, com os olhos brilhando. Abriu a boca para falar, fechou-a e tentou novamente. "Lucas, isso é..." Ela balançou a cabeça, procurando as palavras certas. "É lindo. A forma como você capturou essa sensação de... de o tempo escorregar, de mudança..." Ela gesticulou com as mãos, como se tentasse agarrar a emoção no ar.

Um sorriso espalhou-se pelo rosto de Lucas, o alívio evidente no relaxamento de seus ombros. "Sério? Eu estava preocupado que pudesse ser muito... não sei, introspectivo?"

"Não, está perfeito", Taylor garantiu a ele. Ela olhou novamente para a letra. "Sabe, me lembra um pouco algumas coisas do meu novo álbum. Você já ouviu 'All Too Well'?"

Lucas assentiu ansiosamente. "Sim, é incrível. Seu álbum 'Red' está fazendo o maior sucesso agora."

Taylor sorriu com o elogio. "Obrigada! Então, hum..." Ela mordeu o lábio, um toque de empolgação na voz. "Quais são seus planos para esta música?"

Lucas respirou fundo, os dedos tamborilando nervosamente na mesa. "Bem, eu estava pensando... talvez pudéssemos gravá-la juntos? Sua voz seria perfeita para isso."

Os olhos de Taylor se arregalaram, um sorriso se espalhando pelo rosto. "Você está brincando? Eu adoraria!" Ela fez uma pausa, sua expressão tornando-se pensativa. "Sabe, com o Grammy se aproximando em fevereiro, esta poderia ser uma performance incrível."

As sobrancelhas de Lucas se ergueram. "Uau, você acha? Isso seria incrível."

"Com certeza", Taylor assentiu entusiasticamente. Ela ergueu seu copo de água. "Para 'Landslide' e novas colaborações?"

Lucas brindou com o copo dela, sorrindo. "Para 'Landslide' e novas colaborações."


O sol já havia se posto no horizonte quando Lucas e Taylor saíram do táxi na 8th Street. O letreiro de néon do Electric Lady Studios lançava um suave brilho azul em seus rostos enquanto se aproximavam da entrada.

Lucas abriu a porta pesada, o cheiro familiar de madeira velha e eletrônicos invadindo-o. Ao entrarem, um homem corpulento com cabelos grisalhos ergueu o olhar da recepção, seu rosto se abrindo em um largo sorriso.

"Ora, ora", disse o homem, contornando a mesa com os braços estendidos. "Lucas Knight, quem diria!"

Lucas apertou a mão do homem calorosamente. "Lee, seu velho cão! Há quanto tempo?"

Lee puxou Lucas para um abraço rápido, dando-lhe tapinhas nas costas. "Tempo demais, meu amigo. Tempo demais." Ele se virou para Taylor, fazendo-lhe um aceno respeitoso. "Srta. Swift, é sempre um prazer tê-la aqui."

Taylor sorriu brilhantemente. "Obrigada, Lee. É ótimo estar de volta."

Lee bateu as mãos. "Bem, vocês dois estão com sorte. O Estúdio A está todo pronto e esperando por vocês." Ele piscou para Taylor. "Do jeito que você gosta."

Enquanto seguiam Lee pelo corredor, Lucas se inclinou perto de Taylor. "Você vem aqui frequentemente?", ele sussurrou, um toque de diversão na voz.

Taylor o cutucou de brincadeira. "O que posso dizer? A acústica é matadora."

Lee abriu uma porta, revelando uma sala espaçosa repleta de equipamentos de gravação de última geração. Um reluzente piano de cauda estava no canto, e várias guitarras estavam encostadas na parede.

"Aqui estamos", anunciou Lee, gesticulando grandiosamente. "Seu castelo de criatividade aguarda."

Lucas assobiou baixo, admirando a cena. "Isso é incrível."

Taylor já se movia em direção ao piano, seus dedos pairando sobre as teclas. "Vamos começar?", ela perguntou, os olhos brilhando de excitação.

Lee riu, saindo da sala. "Vou deixá-los à vontade. Se precisarem de algo, é só chamar."

Após a saída de Lee, Lucas sentou-se em uma cadeira ao lado de Taylor. Seus olhos percorreram o estúdio, observando a variedade de equipamentos e a atmosfera íntima. Virando-se para Taylor, ele pigarreou suavemente.

"Que tal eu te dar uma prévia da música?", Lucas ofereceu. "Sabe, só para você sentir a vibe."

O rosto de Taylor se iluminou, seus olhos brilhando de antecipação. "Eu adoraria", ela respondeu, inclinando-se ligeiramente para a frente. "Vamos ouvir o que você tem."

Com um toque suave, Lucas começou a dedilhar. A melodia preencheu o ambiente, suave e melancólica. Seus dedos dançavam pelo braço da guitarra, a memória muscular guiando cada mudança de acorde.

"I took my love, I took it down", a voz de Lucas soou, clara e emotiva. "Climbed a mountain and I turned around."

Taylor inclinou-se para a frente, com os cotovelos nos joelhos, completamente absorta. Seu pé batia levemente no ritmo, seus olhos nunca deixando o rosto de Lucas.

"And I saw my reflection in the snow covered hills", Lucas continuou, sua voz ganhando força. "'Til the landslide brought me down."

Ao iniciar o refrão, os olhos de Lucas se abriram, encontrando o olhar de Taylor. "Oh, mirror in the sky, what is love?"

Sua voz falhou ligeiramente na palavra "love", adicionando uma vulnerabilidade crua à performance. Os lábios de Taylor se entreabriram em um suspiro silencioso, claramente emocionada pela entrega dele.

Lucas continuou a tocar, perdido na música. O estúdio parecia desaparecer, deixando apenas ele, a guitarra e a canção. Cada palavra, cada nota, carregava o peso da experiência, do tempo passado e das lições aprendidas.

Quando os acordes finais se desvaneceram, o silêncio desceu mais uma vez. Lucas ergueu o olhar, com as bochechas coradas pela performance, para encontrar Taylor o encarando, os olhos marejados.

"Lucas", ela sussurrou, a voz embargada pela emoção. "Isso foi... uau."

Os lábios de Lucas se curvaram em um sorriso caloroso, seus olhos se enrugando nos cantos. "Você gostou, não é?", ele disse suavemente, a pergunta mais como uma afirmação. Ele estendeu a guitarra para Taylor, seus dedos demorando-se na madeira lisa por um momento antes de soltá-la.

Taylor assentiu, seu cabelo loiro capturando as luzes do estúdio enquanto ela se movia. Suas mãos se estenderam, pegando gentilmente o instrumento de Lucas. A guitarra se acomodou naturalmente em seu colo, como se pertencesse ali.

"Deixe-me tocar", ela disse, sua voz tingida de excitação e um toque de reverência pela canção que acabara de ouvir.

Os olhos de Taylor percorreram a folha de papel na estante de música próxima, escaneando a progressão de acordes que Lucas havia anotado ao lado da letra. Seus dedos encontraram suas posições no braço da guitarra, ajustando-se ligeiramente enquanto ela se familiarizava com o arranjo.

Com um suspiro profundo, Taylor começou a dedilhar. Os primeiros acordes foram hesitantes, sua testa franzida em concentração enquanto ela navegava pela melodia desconhecida. Mas à medida que progredia, sua confiança crescia. Seu dedilhado tornou-se mais seguro, seus dedos dançando pelas cordas com crescente fluidez.

Lucas inclinou-se para a frente, com os cotovelos nos joelhos, observando atentamente enquanto Taylor dava nova vida à sua composição. A interpretação dela era sutilmente diferente – uma leve mudança de ritmo aqui, uma inflexão única ali – tornando a música sua, mas respeitando sua essência.

Os dedos de Taylor continuaram a dançar pelas cordas enquanto ela respirava fundo, sua voz se unindo à melodia:

"O tempo te deixa mais corajoso, as crianças crescem

Eu também estou ficando mais velha

Oh, pegue meu amor, leve-o para baixo

Oh, suba uma montanha e se vire"

Sua voz, rica e emotiva, preencheu o estúdio. Quando o acorde final se desvaneceu, Lucas irrompeu em aplausos entusiasmados, os olhos arregalados de admiração.

"Muito bom!", ele exclamou, admiração genuína em sua voz. "Acho que você captura as emoções da música ainda melhor do que eu..."

As bochechas de Taylor coraram ligeiramente com o elogio. "Obrigada", ela respondeu, um sorriso caloroso se espalhando pelo rosto.

Enquanto continuavam a trabalhar no estúdio, trocando ideias e experimentando diferentes arranjos, Lucas se viu divagando. Uma lembrança de um filme que assistira em sua vida anterior veio à tona - "Nasce Uma Estrela".

A curiosidade aguçada, Lucas virou-se para Taylor. "Diga", ele começou, seu tom casual, mas interessado, "você já atuou em algum filme?"

Taylor riu, balançando a cabeça. "Na verdade, não", ela admitiu. "Quer dizer, eu fiz um papel de voz em 'O Lorax', mas foi só dublagem. E tive uma participação minúscula em 'Idas e Vindas do Amor' há alguns anos, mas foi mais uma ponta do que atuação de verdade." Ela encolheu os ombros, um toque de autodepreciação em seu sorriso. "Sinto-me muito mais confortável atrás de um microfone do que na frente de uma câmera."

Lucas assentiu, absorvendo a informação. "Mas você já pensou sobre isso?", ele insistiu gentilmente.

As sobrancelhas de Taylor se arquearam, a curiosidade brilhando em seus olhos. "Por que você está perguntando sobre isso?", ela indagou, seu tom genuinamente interessado.

Lucas recostou-se na cadeira, uma expressão pensativa cruzando seu rosto. "Bem", ele começou, a voz tingida de excitação, "eu tenho brincado com uma ideia de filme ultimamente. E, sabe, tem essa personagem que venho imaginando... uma cantora e compositora. Me lembra um pouco você, na verdade."

As sobrancelhas de Taylor se ergueram, seu interesse claramente aguçado. "Sério?", ela perguntou, inclinando-se ligeiramente para a frente. "Você está pensando em mim para um papel de filme?"

Lucas assentiu, um toque de nervosismo rastejando em seu sorriso. "Sim, quer dizer, a personagem... ela tem esse talento bruto, essa autenticidade que salta da página. Quando penso em quem poderia trazê-la à vida, seu nome continua aparecendo na minha cabeça."

Uma mistura de surpresa e lisonja brilhou no rosto de Taylor. "Uau, Lucas", ela disse, uma risada suave escapando de seus lábios. "Eu não fazia ideia de que você também era de fazer filmes. Achei que você era apenas o cara na frente da câmera."

Lucas sorriu, encolhendo os ombros ligeiramente. "Bem, você sabe como é em Hollywood. Você começa a fazer conexões, e de repente percebe que tem o poder de dar vida a histórias de mais de uma maneira." Ele fez uma pausa, sua expressão tornando-se mais séria. "Tenho alguns relacionamentos sólidos com alguns estúdios. Se eu apresentasse essa ideia... bem, digamos que eles me escutariam."

Taylor balançou a cabeça em espanto. "Olha só para você, Sr. Grande Chefe de Hollywood", ela brincou, mas havia uma admiração genuína em sua voz. "A próxima coisa que sei, você estará me dizendo que é dono de um estúdio ou algo assim."

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