
Capítulo 255
Ator Magnata em Hollywood
Lucas gemeu quando seu telefone zumbiu, vibrando na mesa de cabeceira de seu quarto de hotel. Ele apertou os olhos para o identificador de chamadas, que mostrava "Neil". Relutantemente, ele atendeu a ligação.
"Lucas, tenho ótimas notícias para você!" A voz animada de Neil praticamente saltou pelo telefone.
Lucas esfregou os olhos e sentou-se na cama. "O que foi?"
"A Warner Bros. Studios acabou de te oferecer um projeto enorme", Neil jorrou. "Eles estão começando com uma oferta inicial de um milhão de dólares, mas é claro que, com sua popularidade atual, podemos negociar por mais."
Lucas deu uma risadinha. "É, eu meio que esperava que eles batessem à porta."
O entusiasmo de Neil murchou um pouco. "Ah, é mesmo?"
"Sim", Lucas confirmou. "Na verdade, Todd e eu nos encontramos com o CEO deles, Barry. Apresentamos nosso roteiro a ele."
A voz de Neil estava tingida de ceticismo. "Então, Barry realmente concordou em adaptar seu roteiro para um filme ou não?"
Lucas suspirou. "Bem, a princípio, ele parecia hesitante e relutante em considerar nosso roteiro. Mas depois de algumas idas e vindas, ele concordou em dar uma chance... com uma condição."
"Qual?" Neil perguntou, intrigado.
"Eu teria que estrelar o próximo filme de alto orçamento deles", Lucas revelou.
"Ah, entendi", Neil disse, a compreensão o atingindo. "Então é por isso que você sabia que eles viriam bater à porta."
"Exatamente", Lucas confirmou. "Mas, entre nós, acho que Barry já estava convencido pelo nosso roteiro depois de lê-lo. Ele só queria se fazer de difícil e usar a oportunidade para me garantir no projeto deles."
"Haha, posso ver isso", Neil riu. "A propósito, essa não é a única boa notícia que tenho para você, Lucas."
Lucas ergueu uma sobrancelha. "Ah, é mesmo? Manda ver."
"Aposto que você não sabia disso", Neil disse, a voz cheia de entusiasmo. "Você tem ofertas para dublar personagens principais em não um, mas dois próximos filmes de animação!"
Lucas ficou surpreso. "Sério? Eu não esperava receber ofertas para dublagens tão cedo. Disney Studios, hein?"
"Não, ainda melhor", Neil o corrigiu. "A DreamWorks Animation e a Illumination Entertainment querem você em seus próximos grandes projetos. Ambos os filmes estão programados para serem lançados no próximo ano."
Lucas assobiou, impressionado. "Essa eu não esperava."
"Parece que esses estúdios estão apostando no seu poder de estrela para atrair o público", Neil explicou. "Eles querem um grande nome como o seu para dublar seus personagens principais."
Lucas considerou as ofertas por um momento. "Tudo bem, se couber na minha agenda, estou dentro."
"Não se preocupe, estamos cuidando de tudo", Neil o assegurou. "Você dublará o filme da DreamWorks mais tarde, mas a Illumination Entertainment está começando as gravações de voz em uma semana, então prepare-se para isso."
"Sem problemas, contanto que não conflite com meus outros compromissos", Lucas disse, repassando mentalmente sua agenda lotada.
"Confie em mim, está tudo sob controle", Neil parecia confiante.
"Ótimo", Lucas disse, aliviado. "Certo, vou deixar você cuidar dos detalhes. Tenho que revisar algumas falas para este projeto da Warner Bros."
"Farei isso, e boa sorte com o novo papel!" Neil disse antes de desligar.
Enquanto isso, nos estúdios da Warner Bros., um grupo de executivos se reuniu na sala de conferências para discutir o roteiro que Lucas havia apresentado a Barry Meyer. O ar estava denso com antecipação enquanto debatiam os méritos do filme solo do vilão Coringa.
"É certamente um conceito intrigante", um executivo começou, batendo a caneta na mesa. "Mas é tão diferente dos nossos filmes anteriores da DC. É muito pé no chão e sombrio. A história nem segue os quadrinhos de perto."
Barry Meyer, o CEO, recostou-se na cadeira, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. "Eu sei, mas você não pode negar que é uma abordagem nova para o gênero."
Vince Knight, diretor e executivo do estúdio, assentiu em concordância. "É... Mas quem em sã consciência te propôs isso, Barry? Esse cara deve ter um parafuso a menos."
A sala explodiu em risadas nervosas, pontuadas por olhares cúmplices e sobrancelhas levantadas.
Barry Meyer, imperturbável pelo ceticismo, inclinou-se sobre a mesa. "Não importa quem nos trouxe essa ideia. O que importa é que é um divisor de águas para nossa franquia DC. Precisamos de algo diferente, algo que faça as pessoas se atentarem."
Outro executivo não estava convencido. "Eu entendo, mas é tão... pouco convencional. Não se encaixa no tom que estabelecemos até agora."
Vince interveio: "É exatamente por isso que deveríamos considerar. Não podemos continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Além disso, vale a pena tentar, não vale?"
A sala explodiu em uma discussão acalorada enquanto os executivos estavam divididos ao meio. Metade deles estava intrigada com o potencial do roteiro, enquanto a outra metade permanecia cética em relação a se desviar muito de sua fórmula testada e aprovada.
Após a reunião, Barry Meyer discou o número de Lucas.
"Lucas, acabei de apresentar seu roteiro aos executivos", ele começou com cautela. "Receio que eles tenham algumas ressalvas."
"Deixe-me adivinhar", Lucas disse, a voz carregada de sarcasmo, "Muito sombrio, muito realista para o gosto deles?"
"Bem, sim", Barry admitiu. "Eles estão preocupados que isso possa afastar nosso público principal. Talvez você possa... amenizar um pouco."
"Não dá", Lucas recusou categoricamente. "A escuridão, o realismo — é o que o destaca. Se o diluirmos, é melhor nem fazê-lo."
Barry suspirou, sentindo a teimosia do ator. "Eu entendo seu ponto de vista, mas eles também têm razão. O roteiro não se encaixa realmente na continuidade existente dos filmes da DC, e se afasta muito do material original dos quadrinhos."
Lucas bufou. "E é exatamente por isso que tem chance de fazer sucesso! Vocês estão tão preocupados em seguir a mesma fórmula antiga, não é de se admirar que a Marvel esteja deixando vocês para trás!"
As sobrancelhas de Barry Meyer se ergueram com a audácia do ator.
"O que você quer dizer?" Barry perguntou, sua voz tingida de curiosidade e um toque de defensiva.
"Quero dizer, em vez de focar em filmes individuais de super-heróis com seus próprios mundos e linhas do tempo, fiéis aos quadrinhos, vocês poderiam expandir a franquia DC. Podem simplesmente explicar aos fãs que, por exemplo, o filme 'Coringa' existe em seu próprio mundo DC paralelo, separado dos filmes anteriores do Batman. Dessa forma, podemos explorar diferentes abordagens para esses personagens sem nos preocuparmos em estragar seus preciosos filmes estabelecidos da DC."
Uma faísca de interesse acendeu nos olhos de Barry. "Isso... na verdade não é uma má ideia."
Lucas insistiu, sentindo sua vantagem. "Exato! Imagine as possibilidades, Barry. Vocês poderiam ter filmes solo para cada herói, como Batman ou Superman, e depois crossovers quando eles precisassem se unir. É uma mina de ouro esperando para ser explorada! E vocês poderiam chamar de 'Universo Estendido DC'."
Barry ficou em silêncio, sua mente a mil. Ele se lembrou do projeto abandonado "Batman vs. Superman", considerado muito fantasioso para funcionar. Como poderiam eles explicar esses dois personagens icônicos se encontrando no mesmo mundo?
As palavras de Lucas, no entanto, haviam plantado a semente de uma ideia na cabeça de Barry.
"O que você acha? Isso não cobriria tudo para um filme solo do Coringa?" Lucas perguntou.
Barry esfregou o queixo pensativo. "Universo Estendido DC, hein? Tem um bom som. Vou apresentar ao conselho, mas sem promessas, certo?"
Ao desligar o telefone, Barry não pôde deixar de sorrir. O Universo Estendido DC estava prestes a se tornar realidade.
Na próxima reunião da Warner Bros., Barry apresentou a ideia de expandir a franquia DC. Ele podia ver os executivos ponderando sobre isso, pesando os prós e os contras.
Finalmente, a maioria deles concordou que o conceito de "Universo Estendido DC" tinha potencial. A ideia de um universo compartilhado com múltiplos crossovers de super-heróis era tentadora demais para ser ignorada.
Um executivo interveio: "Mesmo que um filme fracasse, não afundará a franquia inteira. É apenas um mundo dentro do vasto multiverso da DC."
A sala fervilhou enquanto eles começavam a fazer um brainstorming sobre as infinitas possibilidades narrativas e o potencial para ouro de bilheteria.
Mais tarde naquele dia, Barry ligou para Lucas novamente, informando-o de que os executivos do estúdio estavam agora abertos à ideia de um "Universo Estendido DC" depois que ele apresentou suas sugestões na reunião.
Lucas não pôde deixar de rir para si mesmo, achando divertido que seu comentário casual tivesse despertado o interesse do estúdio em criar o "Universo Estendido DC" antes do previsto. Especialmente o fato de que o termo "Universo Estendido DC" era uma piada cunhada pela mídia em sua vida anterior.
"Embora tenhamos aprovado seu roteiro, adaptá-lo para a tela grande levará algum tempo", Barry explicou a Lucas. "Há muita pesquisa a ser feita, então não espere que seu roteiro esteja na frente de produção por pelo menos algumas semanas, talvez até meses ou um ano ou dois."
Lucas sorriu: "Eu entendo. Concordarei com a condição de estrelar o próximo projeto do seu estúdio, então não me decepcione com isso."
"Não se preocupe. Com o roteiro sólido que você forneceu, o estúdio pode até optar por adaptá-lo muito antes", Barry o assegurou.
Depois de desligar, Lucas ligou para Todd e Scott para compartilhar as boas notícias. A alegria deles era palpável pelo telefone, e eles imediatamente sugeriram celebrar o marco.
Poucos dias depois, em 25 de agosto de 20111, o tão aguardado episódio de "The Ellen DeGeneres Show" com Lucas como convidado estava prestes a ir ao ar. Fãs nos Estados Unidos e em outros países com acesso ao programa sintonizaram, aguardando ansiosamente sua aparição em suas telas.
Os fãs não conseguiam conter a empolgação com a tão aguardada entrevista de Lucas no "The Ellen DeGeneres Show".
"Finalmente! Estou esperando por isso desde que vi o comercial!" uma fã exclamou.
"Eu vi a prévia onde uma garota estava chorando", outra fã acrescentou. "O narrador disse que Lucas a fez chorar. Eu me pergunto o que ele poderia ter feito a ela."
"Aff, isso é só a equipe de edição do programa trabalhando, tentando criar drama para a audiência", uma terceira fã interveio.
"Espero que você esteja certo", a segunda fã respondeu, soando cética.
O burburinho em torno da entrevista surgiu dos clipes de prévia que haviam sido lançados, os quais mostravam uma jovem visivelmente angustiada e a plateia parecendo chateada. Os espectadores ficaram se perguntando se as cenas eram genuínas ou simplesmente um estratagema para atrair mais telespectadores.