Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 254

Ator Magnata em Hollywood

Lucas e Todd atravessaram o restaurante até onde Barry estava sentado. Assim que Barry notou Lucas, acenou em sua direção com um sorriso caloroso, depois levantou-se e estendeu a mão. "Prazer em vê-lo novamente, Lucas", disse ele.

Lucas sorriu ao apertar a mão de Barry. "Você também, Barry."

O olhar de Barry se voltou para Todd, que estava ao lado de Lucas, e o cumprimentou com igual cordialidade. Os três se sentaram, e Barry olhou para Lucas com uma mistura de divertimento e curiosidade.

"Lucas, tenho que admitir, não pensei que você realmente escreveria um roteiro com um protagonista vilão", ele riu.

A expressão de Lucas ficou séria. "Estou falando sério, Barry. Estou realmente investido neste roteiro, e não gostaria de nada mais do que vê-lo nas telonas." Ele esperava silenciosamente que Barry ficasse intrigado o suficiente para considerar o roteiro para produção.

Barry riu e balançou a cabeça. "Você até convenceu o Todd a entrar nessa ideia", disse ele, virando-se para Todd com um sorriso brincalhão. "Então, como Lucas conseguiu te arrastar para isso? Você estava morrendo de vontade de colaborar com o famoso?"

Lucas riu, fingindo indignação. "Eu ainda estou aqui, sabe."

Todd riu baixinho e balançou a cabeça, entrando na brincadeira. "Talvez."

Barry não conseguiu conter o riso, mas ficou claro que estavam todos apenas brincando.

Todd limpou a garganta, adotando uma expressão mais séria. "Honestamente, eu não teria concordado em trabalhar nisso se o roteiro não fosse bom. Não me importa o quão famoso Lucas seja. Mas quando li... fiquei impressionado. É tão bom."

Barry assentiu, a compreensão surgindo em seu rosto. "Então, você está me dizendo que vocês dois têm trabalhado nisso juntos porque ambos realmente acreditam?"

Todd assentiu. "Com certeza. Se você não se importa, dê uma olhada." Ele pegou sua bolsa e entregou o roteiro a Barry.

Lucas agradeceu silenciosamente a Todd enquanto observava Barry Meyer pegar a grossa pilha de papéis. Barry olhou para o título, "Coringa", e riu.

"Bem, isso deve ser interessante", disse ele, esperando uma leitura leve. No entanto, ao começar a ler as primeiras linhas, sua expressão mudou de divertimento para intriga. Quanto mais ele lia, mais percebia que esta não era apenas mais uma história de super-herói contra vilão. Era algo mais sombrio, mais corajoso. Era a história de origem da vida do Coringa, mergulhando na psique distorcida do criminoso mais notório de Gotham.

Barry pousou o roteiro, seus olhos encontrando os de Lucas e Todd, que o observavam atentamente.

"O que você achou, Barry?", Lucas perguntou, um sorriso esperançoso brincando em seus lábios.

Barry demorou um momento para organizar seus pensamentos. "Estou... sem palavras", ele finalmente disse, passando a mão pelos cabelos. "Nunca esperei algo assim de nenhum de vocês."

Todd riu nervosamente. "Acredite, fiquei tão chocado quanto quando li pela primeira vez. É mais sombrio e perturbador do que eu jamais imaginei."

Barry assentiu, ainda processando a história. "A história de origem do Coringa... é tão deprimente, é difícil acreditar que alguém poderia viver aquilo."

Lucas e Todd trocaram olhares, incertos se a reação de Barry era positiva ou negativa.

"Então... o que você acha?", Lucas arriscou cautelosamente.

Barry suspirou, escolhendo as palavras com cuidado. "Lucas, não me entenda mal. Você escreveu um roteiro cativante. É que... é tão sombrio, mesmo para uma franquia da DC. Temo que, se fizermos isso, possa afastar alguns fãs e não ter um bom desempenho nas bilheterias."

A decepção estampou-se nos rostos de Lucas e Todd.

"Então, você não gostou?", Lucas perguntou, incapaz de esconder a decepção em sua voz.

Barry suspirou, com empatia nos olhos. "Não é que eu não goste, pessoal. É que... se seguirmos em frente com isso, corremos o risco de manchar a imagem do Coringa aos olhos do público."

Todd ergueu uma sobrancelha. "Como assim? Eles não simpatizariam mais com ele depois de ver sua história de origem?"

Barry balançou a cabeça. "Não tenho certeza se as pessoas admirariam um personagem com um passado tão sombrio e problemas mentais."

Barry suspirou, tentando suavizar o golpe. Ele acrescentou: "As pessoas gostam do Coringa pelo que ele é agora – um psicopata, um louco. Tornar sua história de origem muito complicada pode não agradar aos fãs. Eles preferem seus vilões simples."

Lucas e Todd trocaram olhares, ambos se sentindo desanimados.

"Então, não há chance de este roteiro ver a luz do dia?", Lucas perguntou, incapaz de esconder a decepção em sua voz.

Barry olhou para Lucas, considerando a fama atual do ator e o futuro brilhante que o esperava. "Sabe, não é impossível transformar este roteiro em filme, Lucas."

Lucas e Todd trocaram olhares surpresos, suas esperanças esmagadas agora reacendidas.

"Estou disposto a investir meu próprio dinheiro para ajudar a produzir este filme", disse Lucas, e Todd assentiu em concordância, pronto para investir suas economias também.

Barry sorriu, impressionado com a determinação deles. "Vocês dois... Parece que ambos são realmente apaixonados por este roteiro."

"Claro", disse Todd, balançando a cabeça em concordância. "Há algo neste roteiro que simplesmente parece certo."

Lucas olhou para ele, grato pelo apoio. "Então, como convencemos a Warner Bros. a dar sinal verde para este projeto?"

Barry sorriu, com um brilho malicioso nos olhos. "É simples, na verdade. Nossa empresa acabou de adquirir um roteiro de ficção científica, muito realista e fundamentado. Estamos planejando colocá-lo em produção, e... considerarei o seu, Lucas, se você estiver disposto a estrelá-lo."

As sobrancelhas de Lucas se ergueram. "Você quer que eu estrele este filme de ficção científica?"

Barry assentiu. "Isso mesmo."

Lucas ponderou, com uma expressão pensativa no rosto. "Bem, por que não? Mas quando se trata de negociações de contrato, por favor, entre em contato com meu gerente. Ele cuidará disso."

"Sei que ele fará", disse Barry com uma risada. "Mas se você estiver disposto a aceitar este papel por uma taxa um pouco menor, eu colocarei seu roteiro do Coringa em discussão. Os executivos do estúdio e eu discutiremos, e veremos se conseguimos fazer acontecer. Concorda?"

Lucas olhou para Barry, sentindo que ele já estava interessado no roteiro do Coringa, mas queria usar essa oportunidade a seu favor.

Todd, por outro lado, desejava silenciosamente que Lucas concordasse. Afinal, ambos haviam investido tanto tempo e esforço neste projeto; seria uma pena vê-lo ir para o lixo.

Lucas considerou a oferta, sabendo que sua crescente fama o tornara mais caro para contratar. No entanto, ele ainda aceitava projetos independentes de vez em quando, graças à cuidadosa seleção de seu gerente. "Bem, por um preço um pouco menor, hein?"

"Discutirei isso com meu gerente", Lucas finalmente disse, agindo com cautela.

Barry sorriu. "É tudo o que peço, Lucas. E não se preocupe, não vamos te subestimar. Nossa oferta inicial será de pelo menos 1 milhão."

Lucas riu. "Duvido que meu gerente concorde com isso."

"Estamos preparados para negociar, Lucas. Sabemos que você vale a pena", disse Barry, e ele falou com sinceridade.

Barry não estava mentindo; ele realmente acreditava no talento de Lucas. Ele tinha visto suas performances anteriores e estava impressionado com sua dedicação à atuação.

Embora Barry se importasse mais com lucros do que com proezas de atuação, ele ainda apreciava o verdadeiro talento quando o via. Especialmente em alguém tão jovem e em rápida ascensão como Lucas.

Após a conversa, Barry entregou o roteiro da sua secretária. "Bem, devo admitir, por mais sombrio que seja, este roteiro tem seu próprio charme." Ele riu. "Eu adoraria vê-lo nas telonas, mas minha opinião sozinha não garante que será lucrativo."

Lucas riu baixinho. "Então, você acha que o roteiro é bom, mas você só quer me usar para estrelar seu próximo filme em troca de considerar o meu?"

Todd não pôde deixar de rir, enquanto Barry o acompanhava. "Bem, eu acho que suas chances de conseguir o sinal verde seriam maiores se você concordasse em trabalhar conosco primeiro."

Lucas não pôde deixar de sorrir, "Só espero que o filme não seja um lixo total."

Todd e Barry riram de sua franqueza.

Barry o tranquilizou: "Não se preocupe, não é tão ruim. Na verdade, você pode até gostar. É sobre dois astronautas presos em sua nave após um acidente, o que leva a uma série de eventos infelizes."

Lucas levantou as sobrancelhas, intrigado. "Bem, isso parece interessante."

Barry sorriu presunçosamente: "Acredite, nosso estúdio não desperdiçaria dinheiro em um fiasco."

"Heh, e aqui estou eu, sempre pensando que vocês, estúdios grandões, desperdiçam tanto dinheiro em blockbusters chatos e sem originalidade, apenas esperando obter lucro", Lucas disse sarcasticamente, incapaz de esconder seu cinismo.

Todd não pôde deixar de rir, enquanto Barry ria em seguida: "Olhe para Crepúsculo. Não nos importa o quão bons os filmes são, desde que as pessoas estejam comprando ingressos."

Lucas não pôde deixar de rir: "Acho que você não deveria olhar apenas para os lucros, Barry. Claro, Crepúsculo é uma franquia de sucesso, mas vamos apenas dizer que muitas pessoas concordaram que a qualidade não está lá."

Barry riu em resposta: "Certo, certo. Terei isso em mente. De qualquer forma, darei uma atualização mais tarde." Ele acrescentou: "Ligarei para você em dois dias, e avisaremos se os executivos do estúdio e eu estivermos de acordo em colocar seu roteiro em produção no futuro."

Lucas e Todd trocaram sorrisos enquanto se despediam de Barry. Ao saírem do restaurante com o guarda-costas de Lucas a reboque, Todd não pôde deixar de comentar: "Parece que sua fama foi útil aí, amigo."

Lucas riu: "Não se impressione tanto. Acho que Barry já viu potencial em nosso roteiro. Ele estava apenas procurando uma oportunidade para me usar."

Todd riu: "Acho que você está certo. Bem jogado, Barry, bem jogado."

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