
Capítulo 181
Ator Magnata em Hollywood
No ambiente íntimo de uma sala de quimioterapia hospitalar, Adam, Alan e Mitch estão cada um ligado aos seus gotejamentos de quimioterapia. Adam parece visivelmente fatigado. A conversa se volta para Rachael, a namorada de Adam, que Alan e Mitch nunca conheceram. Adam explica sua ausência dizendo que hospitais a assustam, mas seus amigos ficam céticos, destacando que ninguém gosta de visitas a hospitais. Adam defende Rachael, atribuindo sua ausência a não querer misturar energias negativas e positivas, o que Alan descarta como uma desculpa.
Mais tarde, fora do hospital ao anoitecer, Adam espera por Rachael, garantindo a Alan e Mitch que ela está a caminho e que a encontrarão em outra ocasião. A cena muda para a noite, com Adam parecendo exausto enquanto espera nos degraus do hospital até Rachael chegar, pedindo desculpas pelo atraso e por seu telefone ter descarregado. A frustração de Adam é evidente, ele até oferece a ela uma "saída" da situação, mas eles partem juntos, tensões não resolvidas pairando no ar.
À medida que a produção avançava, uma cena crucial se desenrolou com Kyle em um encontro com Claire em uma galeria de arte. Lá, eles inesperadamente encontram Rachael. Kyle, rápido no raciocínio, apresenta Rachael a Claire como a namorada de seu amigo doente. No entanto, a intuição de Claire diz que algo está errado — Rachael não parece se comportar como a namorada de alguém. Suas suspeitas são confirmadas quando eles testemunham Rachael flertando com outro homem, culminando em um beijo profundo. Em um momento de raiva, Kyle discretamente captura essa traição em seu telefone, pretendendo mostrar a Adam a verdade sobre Rachael.
O cenário transicionou para uma aconchegante cena de sala de estar, onde Lucas, interpretando Adam, foi encontrado cochilando no sofá até que o som da entrada de Rachael o despertou.
Cumprimentando-a sonolentamente com um simples "Oi", o cansaço de Adam pareceu derreter-se ao vê-la. O calor e o revigoramento em seus olhos ressaltavam o quanto ele a prezava, revelando o profundo laço entre eles.
Bryce, interpretando Rachael, enfrentou um desafio emocional nesta cena. A culpa pelas ações de sua personagem era espelhada em sua interação com Adam. Sua fala, "Não quis te acordar", estava tingida de remorso, uma tentativa sutil de velar seu conflito interno.
A resposta de Adam foi terna, cheia de anseio: "Vem aqui." Foi um momento que tocou o coração.
A interpretação de Lucas como Adam, cheia de afeto autêntico por Rachael, impulsionou Bryce a navegar seu papel com um senso de remorso e complexidade. "Ah, estou tão cansada. Podemos simplesmente ir para a cama?", ela disse, sua voz carregando o peso de uma culpa não dita.
A profundidade emocional que Lucas trouxe para Adam, exibindo um amor palpável por Rachael, gerou sussurros entre a equipe. Alguns se perguntavam se os sentimentos de Lucas por Bryce, a atriz por trás de Rachael, eram reais, sem saber que sua capacidade de transmitir tamanha intimidade genuína era uma habilidade refinada em seu trabalho anterior em "Like Crazy."
Rachael estende a mão para ajudar Adam a se levantar, mas o momento deles é abruptamente interrompido quando Kyle irrompe pela porta da frente.
"Ei! Surpresa! É o Kyle! O que está acontecendo, gente?"
Adam, pego de surpresa, mas conseguindo uma resposta educada, responde: "Ei, Kyle." Sua surpresa é evidente, mas ele permanece acolhedor.
Kyle, sentindo a atmosfera íntima em que tropeçou, hesita. "...hora errada? Estou interrompendo algo?" Ele lança um olhar para Adam e Rachael, percebendo a tensão.
Adam começa a explicar: "Bem, é meianoit—"
Kyle, sem perder o ritmo, o interrompe: "Desculpa, eu estava por perto. Tive um encontro com a Claire, a garota da livraria. Não foi bem, devido à falta de química e acho que um uso excessivo de palavrões da minha parte. Mas, durante o meu encontro, eu esbarrei em — Rachael."
A resposta de Adam é tingida de confusão: "Ok?" É claro que ele está perplexo com a entrada errática de Kyle e as revelações que se seguiram.
Kyle, com um floreio dramático, puxa o telefone e o estende para Adam, declarando: "Gostaria de apresentar... A Prova... da Puta!"
A tela exibe uma imagem borrada de Rachael em um abraço comprometedor com outro homem na galeria.
"Olha! Olha isso!!! Aquela é a Rachael! E aquele é um puto de um maconheiro com cara de Jesus, e eles estão se beijando! Eu consegui!" O triunfo de Kyle se transforma em indignação ao confrontar Rachael: "EU TE PEGUEI EM FLAGRANTE!!! Eu te odiei por meses! E agora tenho provas de que você é uma pessoa desprezível!"
Enquanto Kyle observa as reações silenciosas de Adam e Rachael, sua energia muda: "Nada? Vocês dois provavelmente deveriam conversar sobre isso..." Ele então recua para a cozinha, deixando uma tensão palpável no ar.
Rachael encara Adam, que, embora silencioso, comunica volumes. Lucas, como Adam, encarna uma comovente representação de traição através de gestos sutis – seus ombros caídos, o olhar desviado e o recuo silencioso transmitem um profundo sentimento de mágoa que ressoa profundamente, não apenas em Bryce, mas também em todos no set. A emoção crua que Lucas injeta na reação silenciosa de Adam é tão palpável que o elenco e a equipe não conseguem deixar de sentir empatia, sentindo uma pontada de dor pela situação de Adam.
Bryce, como Rachael, é pega no fogo cruzado das emoções. Apesar das ações de sua personagem, Bryce mantém profissionalmente seu papel de namorada falha. No entanto, a intensidade da performance de Lucas e a atmosfera carregada fazem seu próprio coração doer.
A voz de Adam falhou ao perguntar, seus olhos brilhando com o esforço para conter as lágrimas: "Você está me traindo?" A vulnerabilidade e a descrença gravadas em suas feições dilaceraram o coração.
Rachael, visivelmente abalada, tropeçou nas palavras: "Não! Quer dizer — sim, mas —" Ela olhou nos olhos de Adam, procurando uma reação, uma pista. Bryce, como Rachael, hesitou, esperando que Lucas interviesse com suas falas "Sério?". Em vez disso, o silêncio de Lucas, sua linguagem corporal gritando traição e choque, impulsionou Bryce a continuar: "Adam — você não tem ideia de como tem sido difícil! Não sei como fazer isso, e tem sido tão estressante, e você tem estado tão doente, e droga, você foi quem me disse que Kyle usa seu câncer para pegar garotas! Por que eu deveria ser a vilã?"
Da cozinha, a voz de Kyle cortou o ar, invisível mas potente: "Porque você é a namorada dele, e você o traiu enquanto ele está com câncer, sua lunática desgraçada!"
Rachael tentou justificar: "Adam. Nós tínhamos problemas muito antes de você ficar doente. E aí, quando você ficou doente, eu não sabia o que fazer."
A resposta de Adam foi uma obra-prima de emoção contida. Lucas, encarnando Adam, sentou-se murcho no sofá, seu corpo caído em uma postura de derrota total. Seus olhos, antes procurando respostas em Rachael, agora a atravessavam, seu olhar vazio. "Então por que você está aqui? Por que você passa todas as noites na minha cama?" Sua voz era um sussurro, as palavras pesadas de humilhação e desgosto.
"Eu não sei. Não queria te abandonar", disse Rachael, sugerindo que adiassem o confronto: "Vamos para a cama, podemos conversar sobre isso amanhã."
Adam, interpretado com a sutil maestria de Lucas, permaneceu sentado, a personificação de um homem despedaçado, seu espírito tão machucado quanto seu coração.
Enquanto Kyle reentrava da cozinha, sua impaciência palpável, ele exigiu: "Você tem que ir embora! Você está deixando isso muito desconfortável para todos. Apenas vá!"
A tentativa de Rachael de adiar o inevitável, "Adam, conversaremos amanhã", foi recebida com o realismo direto de Kyle: "Não, não vão! Por que vocês conversariam amanhã?"
O apelo de Rachael, "Adam, eu me importo com você... Adam", colidiu com a indignação moral de Kyle: "Você é repreensível!"
Sua frustração transbordando, Rachael atacou Kyle: "Você cala a boca?!", tentando semear a desconfiança: "Kyle não tem seus melhores interesses em mente."
Kyle, inabalável, retrucou: "Eu não? Porque eu tenho certeza que não sou eu quem foi pego beijando um hippie nojento."
A saída de Rachael foi tão tumultuada quanto o confronto: "Vai se foder!", ela cuspiu em Kyle, que retrucou: "Você é nojenta!"
O bater da porta marcou a partida de Rachael, deixando um vazio palpável, preenchido por tensão, tristeza e a dor não resolvida da traição.
Seth, encarnando Kyle, observou a interpretação de Lucas como Adam com uma intensidade que parecia ultrapassar as fronteiras da mera atuação. Lucas sentou-se em silêncio, sua atuação tão sutil e autêntica que transmitia volumes sem uma palavra ser dita. A profundidade do desespero de Adam era palpável na queda de seus ombros, no olhar vazio em seus olhos e no leve tremor de suas mãos — um testemunho silencioso de um coração despedaçado pela traição. Seth sentiu uma inesperada pontada em seu próprio coração, como se a interpretação de Lucas tivesse preenchido a lacuna entre a ficção e a realidade, fazendo a dor da situação de Adam ressoar profundamente dentro dele.
Quando o diretor gritou "corta", o rescaldo emocional permaneceu palpável no ar. Seth aproximou-se de Lucas, ainda recostado no sofá, oferecendo um tapinha reconfortante nas costas. Todo o set estava envolto em uma complexa mistura de emoções, impressionado com a profunda imersão de Lucas em seu papel, que parecia perdurar mesmo depois que as câmeras pararam de rodar.
Will observava Lucas com uma mistura de admiração e empatia. A história de Adam, afinal, era um reflexo de sua própria vida, tornando a interpretação ainda mais pungente.
Aos poucos, Lucas começou a se distanciar do turbilhão emocional de Adam, ouvindo atentamente enquanto o diretor delineava a próxima cena. A narrativa então mudou para o quarto de Adam, onde a solidão da ausência de Rachael era palpável. O único consolo veio de Esqueleto, o animal de estimação de Adam, cuja presença ofereceu uma distração momentânea da solidão avassaladora.
Quando a filmagem recomeçou na manhã seguinte, a mudança em Adam era marcante. O humor que havia salpicado suas interações com Kyle se foi, substituído por uma seriedade que refletia a profundidade de sua perda. Essa mudança não era apenas um testemunho da proeza de atuação de Lucas, mas também um arco narrativo que ressoou profundamente em todos no set. A leveza usual de Adam, um farol de esperança mesmo diante do câncer, parecia diminuída, lançando uma sombra sobre seu prognóstico.
No entanto, um vislumbre do velho Adam surgiu quando ele e Kyle encontraram uma mulher atraente passeando com seu cachorro. Apesar da atmosfera pesada, Adam conseguiu iniciar uma conversa, levando Kyle a brincar: "Você poderia ter transado com aquela garota, percebe isso, não percebe?"
Adam, tentando aliviar o clima, brincou sobre sua aparência: "Ah, por favor. Você acha que ela faria sexo comigo? Com minha aparência, pareço um sósia do Voldemort..." Apesar de conseguir fazer uma piada, era evidente que a faísca usual de esperança e positividade em seu comportamento havia sido diminuída pelo recente término.
A narrativa então se voltou para os esforços bem-intencionados, mas equivocados, de Kyle para ajudar Adam a superar Rachael, encorajando-o a "pegar" alguém.
Naquela noite, no bar, Kyle estava ao lado de Adam, oferecendo conselhos e até mesmo sugerindo que Adam usasse seu diagnóstico de câncer como meio de obter simpatia de mulheres. Essa estratégia, embora questionável, levou a alguns momentos genuinamente cômicos, ainda mais aprimorados pela atuação de Lucas e pelos improvisos oportunos.
Adam iniciou uma conversa com Jackie, interpretada por Jessica. A interação foi leve, com Adam conseguindo fazer Jackie rir, levando Kyle a intervir: "Ele ainda tem senso de humor! É inspirador!"
Curiosa, Jackie perguntou sobre tocar a cabeça de Adam, o que levou a uma brincadeira e Kyle a encorajá-la: "Você pode fazer mais do que tocar!" Isso resultou em um momento hilário com Jackie e suas amigas esfregando a cabeça de Adam, enquanto Kyle brincava: "Sabe, vai crescer de novo se você esfregar o suficiente."
No entanto, a noite tomou um rumo diferente quando Adam, apesar de sua exaustão, foi convencido por Kyle a não dormir, levando Jackie para seu quarto. A cena mudou para um cenário mais íntimo, com Jackie em cima, mas o desconforto de Adam era palpável. Cada movimento lhe causava dor, visível em suas expressões de dor.
Quando Jackie percebeu e perguntou se estava machucando-o, Adam inicialmente negou. No entanto, após a insistência de Jackie, a fachada de Adam desmoronou, levando a um momento constrangedor enquanto Jackie rolava para fora dele. Eles deitaram-se um ao lado do outro, envolvidos em um silêncio que falava volumes sobre a complexidade de navegar em conexões pessoais em meio a lutas pessoais.
Apesar do breve encontro de Adam com Jackie, era claro que ele não havia superado Rachael.
A filmagem da produção então muda para uma cena mais contida, onde Adam, pós-quimioterapia, é visto esperando em um ponto de ônibus. Katherine, uma jovem médica que o conhece, o avista e oferece uma carona, que Adam inicialmente recusa. No entanto, Katherine insiste, destacando sua preocupação e a conexão crescente entre eles.
No carro, a conversa deles flui naturalmente até Adam mencionar seu recente término com Rachael. Katherine, surpresa, pergunta: "O quê? Quando isso aconteceu?"
"Há alguns dias. Ela meio que me traiu", Adam revela, mascarando sua mágoa com uma leve tentativa de indiferença.
Percebendo o esforço de Adam para esconder sua dor, Katherine gentilmente oferece um ouvido: "Oh. Adam. Você quer conversar sobre isso?"
Adam, no entanto, estabelece limites firmemente: "Não. Não. Sem terapia. Você está me dando esta carona como uma amiga." Este momento sublinha o desejo de Adam por normalidade e amizade em vez de dinâmicas paciente-terapeuta.
A conversa então se volta para a vida pessoal de Katherine, destacando o delicado equilíbrio em seu relacionamento. "Eu só acho que não é apropriado para mim te contar todas essas coisas pessoais. A relação terapeuta/paciente não funciona se você souber todos os meus problemas." Sua admissão sincera sobre verificar a página do Facebook de seu ex adiciona uma camada de identificação e vulnerabilidade à sua personagem.
Ao chegar à casa de Adam, Katherine inesperadamente oferece seu número, levando a uma troca descontraída. A piada de Adam, "Acabei de conseguir seu número?", é recebida com um sorriso e um limite claro de Katherine: "Não..."
Adam rapidamente esclarece: "Foi uma brincadeira", ao que Katherine responde: "Tudo bem. Piadas são um bom mecanismo de enfrentamento... Isso é apenas para emergências. Ou se você precisar de alguém para conversar... Boa noite."
A interação deles termina com um tom de respeito mútuo e compreensão, com Adam apreciando o gesto: "Boa noite."
A produção avançou, capturando um momento descontraído na sala de estar de Adam durante o dia. Adam e Kyle estão relaxados, compartilhando um mini-bong bubbler e absortos em "Planet Earth" em uma nova TV de tela plana de 50 polegadas. Esqueleto, o animal de estimação de Adam, cochila no chão por perto. Kyle, maravilhado com os visuais, comenta sobre a loucura do oceano, contrastando-o com o deserto, enquanto Adam expressa seu carinho pelas árvores. A tranquilidade deles é brevemente interrompida por uma batida na porta, mas eles estão muito absortos no programa para se darem ao trabalho de atender. Rachael então cautelosamente faz sua entrada, observando Adam enquanto ele rapidamente coloca seu chapéu para cobrir sua cabeça careca.
Ela está lá para buscar seus pertences, que Adam friamente menciona já ter encaixotado e colocado do lado de fora. O momento fica tenso quando Rachael os vê fumando maconha e pergunta desde quando Adam começou. A troca revela que é medicinal, prescrita não para Adam, mas para Kyle, supostamente para tratar sua cegueira noturna. A atenção de Rachael se volta para a nova TV, que tomou o lugar de sua pintura, agora relegada a um canto. A perda é palpável em sua observação desapontada sobre sua pintura ter sido removida, o que a leva a pedir a Adam uma conversa privada do lado de fora.
No alpendre, em meio a uma atmosfera constrangedora, Rachael expressa seu arrependimento pelo término do relacionamento e tenta reacender o romance com um beijo. Adam, conflitante, mas firme, finalmente pede a Rachael para ir embora, marcando um fim pungente para o encontro deles. Enquanto ela parte, visivelmente chateada, Adam aponta para a pintura esquecida dela, ao que ela responde: "Eu a fiz para você", sublinhando a profundidade de sua conexão agora fraturada.
Após a tumultuada tentativa de Rachael de reatar o relacionamento, Adam encontra consolo e força para superar o término por meio do apoio de seu amigo Kyle e de sua família. Sua crescente amizade com Katherine também lhe oferece uma nova perspectiva e conforto durante esse período.
À medida que a filmagem se aproxima de seu clímax emocional, Adam se prepara para a cirurgia. Diane, em um momento de ternura, beija Adam na bochecha, um gesto silencioso de amor e medo. O Dr. Lee acena para algumas enfermeiras, que então puxam a maca de Adam pelas portas duplas, envolvendo-o na luz forte e fluorescente da sala de cirurgia.
A cena muda para um ambiente altamente clínico onde Adam, agora inconsciente, é o ponto focal. A câmera se aproxima de seu rosto sereno enquanto mãos o alcançam, transferindo-o gentilmente para a mesa de cirurgia, sinalizando o início da operação.
Os bipes estéreis do monitor cardíaco e o som distante da respiração de Adam preenchem a sala, iniciando uma tensão palpável que se estende para além do centro cirúrgico.
Enquanto isso, Katherine é vista em seu escritório, aparentemente ocupada com um paciente. Apesar de seu profissionalismo, sua distração é evidente; seus pensamentos permanecem com Adam, ressaltando a profundidade da conexão deles.
Na sala de espera, Diane e Richard lidam com o peso do momento. Diane, segurando um punhado de pílulas – uma manifestação física de sua ansiedade – é a imagem do medo. Quando Richard pega as pílulas dela, o olhar compartilhado entre eles transmite volumes sobre sua apreensão mútua.
Diane expressa a preocupação que paira no ar: "Já se passaram cinco horas." A passagem do tempo parece insuportável, cada minuto se estendendo mais do que o anterior.
Kyle, sempre a presença de apoio, reconhece as horas que se arrastam com um coração pesado, mas tenta infundir no ambiente uma semelhança de esperança: "Será?"
A preocupação de Diane aumenta: "Algo está errado. Já deveríamos ter tido notícias." Seu medo reflete a incerteza que acompanha a espera por notícias da sala de cirurgia.
Kyle, tentando ser o pilar de força em um mar de incertezas, a tranquiliza: "Não se preocupe. Adam vai ficar bem, ok?" Suas palavras são tanto para ele quanto para Diane.
Ao ouvir o nome de Adam, Katherine inclina-se na direção de Kyle, Richard e Diane com uma mistura de preocupação e curiosidade.
"Adam Lerner?", ela pergunta, buscando confirmação.
Kyle, momentaneamente pego de surpresa, responde afirmativamente: "Sim."
Katherine, tentando oferecer algum consolo, menciona: "O Dr. Walderson é um dos melhores cirurgiões do país, então ele está em boas mãos."
Diane, não familiarizada com Katherine, pergunta: "Quem é você?"
Katherine se apresenta: "Eu... uh, eu sou Katherine."
Reconhecendo-a, Kyle rapidamente acrescenta: "A terapeuta! Sou Kyle, amigo do Adam." Eles trocam um aperto de mão enquanto Kyle a apresenta aos pais de Adam, sinalizando um momento de solidariedade entre aqueles conectados a Adam.
"É um prazer conhecê-la", diz Katherine, seu sorriso um tanto estranho dadas as circunstâncias. Um breve silêncio se segue.
Kyle, buscando alguma validação, pergunta semiseriamente: "Ele disse que eu era um idiota? Porque eu não sou."
Diane, expressando suas próprias inseguranças, compartilha com Katherine: "Quero que saiba, eu o sufoquei porque o amo."
Katherine responde com um sorriso educado, incorporando a discrição esperada de sua profissão.
Kyle, ainda buscando informações privilegiadas, investiga mais: "Sério, ele disse alguma coisa?"
Katherine mantém suas fronteiras profissionais: "Eu... eu não posso... eu não faria... eu não falaria sobre esse tipo de coisa."
A atenção deles se volta quando o Dr. Walderson se aproxima, fazendo com que todos se levantem em antecipação a notícias. O médico explica: "Sr. e Sra. Lerner. Como podem imaginar, com uma cirurgia dessa magnitude... houve algumas complicações imprevistas. A erosão óssea foi muito maior do que o inicialmente previsto. Tivemos que remover parte do quadril e da pelve, assim como a maior parte do músculo psoas direito."
"Também tivemos que remover uma boa quantidade de tecido de bainha ao redor do nervo ciático. Não será um caminho fácil de volta, mas ele ficará bem", conclui o Dr. Walderson, oferecendo um farol de esperança em meio à tempestade de preocupações.
"Ele vai ficar bem?", Diane ecoa, sua voz carregada de preocupação, mas se agarrando à garantia do médico.
A afirmação do Dr. Walderson traz um momento de alívio em meio à tensão. Kyle, com uma mistura de alívio e leve frustração, sugere: "Você deveria começar com essa informação. Essa deveria ser a primeira coisa que você diz."
Numa espontânea demonstração de alívio e alegria, Kyle vira-se para abraçar Diane, exclamando: "Ele está bem!" O abraço deles encapsula a onda de emoções que os domina, e logo, Richard é puxado para esse círculo de alívio e gratidão.
"Obrigado, doutor, obrigado!", Diane expressou sua gratidão em meio às lágrimas, um sentimento ecoado por Kyle. A intensidade de suas emoções era palpável, um momento cru de conexão humana que Katherine observou à distância, recuando respeitosamente para permitir à família sua privacidade.
De volta ao seu quarto de hospital, Adam, ainda grogue da cirurgia, reagiu com alegria infantil ao ver seus pais. "Mamãe!", ele exclamou, um momento que foi ao mesmo tempo terno e comovente, enquanto Diane respondia com lágrimas: "Meu filhinho."
As interações humorísticas e leves com Kyle que se seguem mostram a resiliência de Adam e o sistema de apoio que o cerca, lançando as bases para sua jornada de recuperação.
À medida que as filmagens chegavam ao fim, houve momentos emocionantes, incluindo a visita de Katherine para ver Adam. Lucas e Katherine tiveram uma conversa leve e amigável antes de ela partir.
Em seguida, a gravação progrediu, com Kyle aparecendo para visitar Adam à noite. A tentativa deles de se animarem evoluiu para uma sessão de brincadeiras leves e bem-humoradas. Conforme as filmagens se aproximavam do fim, Katherine fez uma aparição inesperada, trazendo pizza. O trio de Adam, Kyle e Rachael engajou-se em uma conversa casual enquanto as filmagens eram concluídas.
"E corta!", Jonathan anunciou, levando a equipe a parar de filmar enquanto Seth ajudava Lucas a sair da cama.
Todo o elenco e a equipe explodiram em aplausos, celebrando não apenas a conclusão do filme, mas também a notável atuação de Lucas. Tomado pela emoção, Lucas misturou-se com seus colegas, apreciando o momento.
Enquanto conversava casualmente, Lucas avistou Neil, seu gerente, fazendo um sinal para ele.
"Ei, Neil. O que está acontecendo?", Lucas perguntou, percebendo sua aproximação.
"Bem, como seu gerente, imaginei que deveria estar aqui para seus grandes momentos. Mas não percebi que hoje marcava o fim das filmagens de '50/50'", Neil respondeu com uma risada leve.
"Além disso, as audições para 'Jogos Vorazes' começaram na semana passada. Já agendei sua audição." Neil continuou, mas então, notando a aparência pálida de Lucas, expressou preocupação: "Você está bem? A gravação te tratou bem?"
"Estou bem", Lucas garantiu com um sorriso. "Eu apenas me absorvi um pouco demais no meu papel, só isso. Isso teve um leve impacto na minha saúde."
Neil, ainda preocupado, aconselhou: "Certifique-se de cuidar de si mesmo. Não há pressa; a audição pode esperar se você precisar de mais tempo para se recuperar."
Reconhecendo o conselho de Neil, Lucas virou-se para interagir com a equipe de "50/50", sabendo que em breve, seria hora de se despedir.