Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 94

Ator Magnata em Hollywood

[Nova York]

Recém-chegado de Los Angeles, Lucas sentiu uma energia familiar pulsar ao pisar novamente nas movimentadas ruas de Nova York. Sua primeira parada? O restaurante de Liza. Ele empurrou a porta e entrou.

O lugar parecia próspero, com o aroma de especiarias e carnes grelhadas se espalhando pelo ar.

Lucas sentou-se em seu canto de sempre, seus olhos percorrendo o salão. Lá estava Leonard, com o rosto corado pela concentração enquanto anotava pedidos. Ele viu Leonard voltando para a cozinha, então olhou de novo quando os olhos deles se encontraram. Um sorriso se espalhou pelo rosto de Leonard enquanto ele se apressava em direção a ele: "Olha só quem está aqui! Você voltou!"

Lucas riu, retribuindo o sorriso. "E aí, Leonard. Como estão você e a Liza?"

"Melhor impossível! Mas venha, vamos ver a Liza. Ela vai ficar super feliz em te ver de volta."

Lucas seguiu Leonard, entrando no escritório do gerente. Liza, absorta em papéis, levantou os olhos, que se arregalaram de surpresa. "Lucas? Você voltou!"

Ele assentiu, um sorriso nos lábios. "Acabei de chegar. Como estão as coisas?"

O rosto de Liza se iluminou. "Eu vi seu filme de estreia! Foi incrível! Você estava..." Ela fez uma pausa, procurando as palavras certas. "Incrível!"

Antes que Lucas pudesse responder, ela o puxou para um abraço caloroso, com sua empolgação genuína irradiando. Ele retribuiu o abraço sem jeito, com um toque de diversão nos olhos.

Leonard conversou com Lucas antes de voltar ao trabalho, esperando poder conversar mais tarde. Lucas e Liza conversaram por um tempo enquanto os minutos voavam, preenchidos pelo calor reconfortante da amizade e o burburinho familiar do restaurante.

Falando no filme, meus amigos adoraram te ver em Modern Family! Alguns deles são grandes fãs."

A surpresa passou pelo rosto de Lucas. "Sério?"

Liza assentiu com entusiasmo. "Eles ficariam muito animados se você pudesse conhecê-los algum dia. Você toparia?"

A gratidão de Lucas por Liza, por ela tê-lo ajudado no passado, surgiu. "Claro! São seus amigos, afinal. Quando poderíamos organizar isso?"

O sorriso de Liza se alargou. "Se estiver livre, que tal amanhã?"

"Parece bom", Lucas concordou. "Onde nos encontramos?"

A voz de Liza ficou mais suave. "Bem, na verdade... é no hospital."

As sobrancelhas de Lucas se franziram ligeiramente. "No hospital? Por que lá?"

Liza respirou fundo. "Meus amigos... são pacientes com câncer, passando um tempo com eles, conversando, jogando... eu me voluntario para visitá-los regularmente."

Lucas piscou, uma mistura de confusão e curiosidade o invadindo. "Voluntariado? Jogar? Você quer dizer..."

Liza corou levemente. "Bem, sim. A maioria são crianças, com alguns adolescentes."

A compreensão surgiu no rosto de Lucas. "Então... seus amigos são crianças lutando contra o câncer?"

Liza assentiu, com um toque de vulnerabilidade nos olhos. Vendo Lucas ficar em silêncio, ela temeu que ele pudesse mudar de ideia. "Se você não se sentir à vontade, está tudo bem—"

Lucas a interrompeu, sua voz firme. "Você está brincando? Claro que eu vou!"

Os olhos de Liza se arregalaram de surpresa. "Sério?"

Ele assentiu, com um sorriso brincando nos lábios. "Só me pegou de surpresa no começo, sabe?"

Lucas não podia negar a surpresa. Ele não sabia sobre a dedicação de Liza ao trabalho voluntário com aquelas crianças. Uma onda de carinho e admiração o invadiu.

O rosto de Liza se iluminou com alívio e gratidão. "Obrigada, Lucas. Isso significa o mundo para mim!"

Conversaram por mais um tempo antes que Lucas voltasse para seu apartamento.

Lucas esperava que seu apartamento estivesse vibrando com a energia habitual de Paul, mas o silêncio o cumprimentou como uma canção esquecida. Talvez Paul estivesse fora, fazendo contatos pela indústria, como o Lucas original havia descrito no diário algumas vezes. Afinal, o homem tinha mais conexões do que seu comportamento casual sugeria.

Lucas instalou-se, ligando seu computador. Sua carteira de Bitcoin, um resquício de seu conhecimento futuro, já estava florescendo, mas a emoção da segurança financeira não suprimiu o desejo de compartilhá-la com seu amigo. Uma parte significativa dessas moedas digitais logo encontraria seu caminho para a carteira de Paul.

A próxima parada foi o familiar edifício da IAA em Nova York. Vincent, seu agente, o cumprimentou com um aperto de mão caloroso e um sorriso genuíno. Depois de trocarem cumprimentos, acomodaram-se no escritório de Vincent, Lucas ansioso para discutir as ofertas de roteiro que o esperavam.

"Like Crazy", "50/50", "Midnight in Paris", "Drive", e até mesmo a tentadora perspectiva de "Seven Kingdoms" da HBO – a lista era diversificada e empolgante. Lucas começou: "Estou interessado nestes quatro filmes, mas agendá-los com—"

"Pode ser possível", Vincent interrompeu, um sorriso cúmplice brincando em seus lábios. "Os estúdios não são tão rígidos quanto você pensa. Os cineastas por trás desses projetos, impressionados com seu trabalho em '127 Horas', estão dispostos a ajustar seus cronogramas para suas audições, até mesmo esperar por sua confirmação."

Lucas piscou, surpreso. "Sério?"

Vincent assentiu afirmativamente. "Sua performance de destaque parece ter deixado uma ótima impressão."

Uma mistura de emoções invadiu Lucas: alívio, empolgação e um renovado senso de responsabilidade.

Então as conversas mudaram para Vincent encontrar um empresário para Lucas, e embora Vincent oferecesse algumas opções de dentro da IAA, ele também alertou Lucas contra a pressa em tomar uma decisão. Vincent reconheceu o valor potencial de esperar por alguém com conexões estabelecidas em Hollywood, alguém que pudesse navegar pelas complexidades da indústria e abrir novas portas para Lucas.

De volta ao seu apartamento, os quatro roteiros que Vincent havia lhe entregado o chamavam. As horas voaram enquanto Lucas se aprofundava em cada história.

"Like Crazy" o impressionou com sua honestidade crua, seu afastamento dos clichês açucarados que frequentemente dominavam as comédias românticas. A promessa do filme de uma representação realista dos desafios do amor ressoou profundamente.

Em seguida, "Drive" desafiou suas expectativas. Diferente do frenesi movido a adrenalina de "Velozes e Furiosos", este roteiro sugeria uma exploração mais profunda, uma história onde perseguições de carro serviam a uma narrativa centrada nos personagens. A intriga era inegável.

Então veio a oferta do estúdio francês, "Midnight in Paris". Lucas estava cativado por sua premissa, mas uma dúvida persistente o incomodava sobre o final. Ainda assim, o roteiro despertou sua imaginação, deixando-o querendo mais.

Finalmente, "50/50" abordou o delicado tema da sobrevivência ao câncer. O roteiro oferecia uma perspectiva única, um personagem chamado Adam passando pela jornada emocional de um paciente com câncer. Lucas sentiu-se atraído pelo papel, imaginando como ele incorporaria a vulnerabilidade e a força de Adam no "Mind Workshop".

A menção do câncer despertou uma lembrança. Ele pensou em Liza, sua amiga e ex-chefe, e sua dedicação ao trabalho voluntário com crianças que lutam contra a doença.

Lucas fechou o roteiro final. As possibilidades à frente pareciam infinitas, e ele estava determinado a navegar por elas com ambição e compaixão.

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