Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Capítulo 383

Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

TL/Editor: raei

Status: 5/semana seg-sex

Ilustrações: nenhuma

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— Ela não parece estar apenas visitando.

Ian conhecia Maria há bastante tempo.

Eles se entendiam sem palavras.

A Maria normal que Ian conhecia estaria fazendo piadas constrangedoras a esta altura, curtindo as reações desconfortáveis de Ian.

Isso era um "big data" baseado na experiência, então era certo.

— Maria.

— Sim?

— Você está se comportando terrivelmente bem hoje?

Com isso, Maria virou a cabeça com uma expressão confusa.

Por um momento… Ian sentiu uma estranha satisfação (?).

Ver o rosto confuso de Maria… de alguma forma o fez sentir-se bem!

— Bem… é que…

— Se você tem algo a dizer, vá em frente.

Apesar do encorajamento de Ian, Maria não falou imediatamente.

Surpreendentemente, Maria estava observando Kira cautelosamente…!

Kira também não era alguém que conhecia Maria há apenas um ou dois dias.

Kira falou com uma voz que sugeria que ela poderia cortar se fosse tocada.

— Se você vai ser frustrante, apenas vá embora.

As palavras podem parecer um pouco duras.

Mas Kira acabara de passar por uma grande provação, então não podia deixar de ser sensível.

Ela provavelmente se desculparia depois, mas por enquanto, Ian não podia impedi-la.

— Certo. Eu vou te contar.

Maria respirou fundo, então começou a falar calmamente.

— Ian, eu gostaria de saber seus planos daqui para frente.

— Planos?

— Sim… especificamente, eu gostaria de saber os planos para o baronato de Silverwind.

Ah. Isso.

Ian pensou com indiferença.

Ele havia parado uma guerra, derrotado magos negros e até visitado o além.

Mas Ian não havia pensado no baronato de Silverwind.

Se ele conseguisse, ele conseguia~ se não, tanto faz~

Desculpe Maria, mas o baronato de Silverwind não era da conta de Ian.

Ian era um mago, não um nobre que queria se envolver na política.

— Não tenho planos imediatos.

— Entendi…

— Não sou eu, mas o Conde Francis… agora Duque Roxlan quem deve ter alguns pensamentos.

O ducado de Roxlan havia passado para o Conde Francis.

Felizmente, o Conde Francis havia sobrevivido e estava cuidando dos negócios oficiais enquanto se recuperava.

Com o ducado mudando de mãos, ele deve estar incrivelmente ocupado.

Além disso, ele ainda era um paciente.

Ian não queria incomodar o Conde Francis… ou melhor, o Duque Roxlan desnecessariamente.

— Por enquanto, vou esperar, e se não for chamado, partirei em uma jornada.

— Sim… eu entendo.

Na verdade, Ian tinha algumas expectativas.

Que as coisas prosseguiriam conforme o planejado.

O Duque Roxlan já havia reconhecido Maria como a próxima baronesa.

Depois de se casar com Maria, Ian retornaria a Talian.

Se as coisas dessem errado lá, seria um problema.

Mas essa possibilidade era muito baixa.

Ian já havia se aliado ao Duque Roxlan, afinal.

— Então… se o Duque Roxlan me reconhecer como baronesa…

Maria não era uma criança tola.

Ela deve ter antecipado o fluxo dos eventos até este ponto.

Ian percebeu.

Este era o ponto principal que Maria queria discutir.

— O que acontecerá com Lisa Silverwind?

— …

— …

Tanto Ian quanto Kira ficaram em silêncio, como se tivessem planejado.

Porque…

— Hmm. Eu me pergunto? Não tenho certeza.

— Eu também não sei.

Nenhum deles poderia ter certeza sobre essa questão.

Ian, Kira e até Maria…

Os três eram plebeus que não haviam recebido educação nobre.

Pergunta: Se Maria se tornar baronesa, o que acontece com sua irmã mais velha?

Se Ian respondesse com base em seu "bom senso", a resposta provavelmente seria:

— Ela será banida, eu acho?

— Provavelmente está certo?

A mera existência de Lisa Silverwind poderia ser uma semente de conflito.

O Duque Fargar já não a havia usado dessa forma?

Havia uma razão para as pessoas do passado cantarem sobre herdeiros~ herdeiros~.

Sem solidificar a sucessão, mesmo as dinastias mais poderosas não durariam três gerações.

A existência de Lisa Silverwind certamente seria um obstáculo para Maria.

— Deixe-me perguntar por aí.

Ian foi buscar opiniões de pessoas que se pareciam com nobres.

O conhecimento deles seria muito mais preciso do que o que um filho de fazendeiro havia aprendido de segunda mão.

— Sir Salvador! Belenka!

Os cavaleiros que estavam ociosos acenaram para Ian imediatamente.

— Quero perguntar-lhes algo.

— O que é?

Ian explicou a situação de Lisa Silverwind.

Tanto Belenka quanto Sir Salvador entenderam rapidamente.

Belenka vinha de uma família rica, e Sir Salvador era um cavaleiro que havia feito seu nome em seu auge.

— Seu pensamento está correto.

Belenka disse.

Então livrar-se de Lisa Silverwind era a resposta certa.

— Dependendo da decisão do Duque Roxlan… se ela tiver sorte, um convento. Se não tiver sorte, o cadafalso, eu diria.

Ian inalou bruscamente.

Não. Essa gente medieval…! Até a execução parece extrema demais?!

Claro, essa era apenas a opinião de Ian.

Execuções eram comuns nos tempos medievais.

Não havia uma forte autoridade pública aqui, e a maior parte da aplicação da lei era realizada sob a autoridade do senhor.

A punição mais simples e poderosa para criminosos era a execução.

Se você apenas os matasse a todos, não precisaria pensar em assuntos complicados!

Portanto, o encarceramento era apenas para aqueles considerados dignos de permanecerem vivos.

A lógica era que, se matá-los fosse inconveniente, eles deveriam ser mantidos vivos.

Nesse caso, que vantagem o Duque Roxlan ganharia mantendo Lisa Silverwind viva?

Ele poderia obter algum apoio de outros nobres por não executar uma nobre.

E se algo inesperado acontecesse, ele poderia transferir o título para ela em vez de Maria.

Mas…

O herdeiro seria produzido(?) por Maria com a ajuda de Ian de qualquer forma.

O atual Duque Roxlan, tendo herdado a natureza desconfiada de seu pai, não era do tipo que gostava de variáveis desnecessárias.

Ele não parecia propenso a ser influenciado pelo sentimento também.

— Dada a personalidade do Duque Roxlan, acho que ele a enviaria para o carrasco em vez de um convento.

— Oh, meu Deus…

Foi certamente uma conclusão amarga.

Nascer como a filha legítima, apenas para ter sua posição tomada por uma ilegítima.

Mas, bem… se ela se sentia injustiçada, deveria ter vencido a luta.

O frio mundo medieval operava sob a lógica do poder.

Embora, que mundo não opera sob a lógica do poder?

— Mas por que você está perguntando?

— Maria mencionou isso.

Sir Salvador e Belenka trocaram olhares rapidamente.

— Parece que Maria está preocupada com a irmã dela.

— Ela é surpreendentemente bondosa.

Sur-pre-en-den-te-mente, Maria era considerada bondosa.

Já que Belenka reconheceu, deve ser verdade.

— O que você acha, Ian?

— Quero fazer o que Maria quiser.

Ian não sentia nada por Lisa Silverwind.

Eles apenas conheciam os rostos e os históricos um do outro.

Não era um pouco absurdo discutir se ela deveria viver ou morrer?

Quando ele disse isso honestamente, seus companheiros tiveram pensamentos semelhantes.

— Colocá-la em um convento seria o melhor… mas se Maria quiser um resultado diferente.

— Estou um pouco preocupado, mas Maria é uma criança inteligente, então ela vai se virar.

Após terminar a conversa, Ian retornou a Maria.

E ele compartilhou as opiniões de seus companheiros com ela.

— Maria. O que você acha?

— Eu…

Maria falou com uma voz baixa e fraca, como alguém que cometeu um crime.

— Eu quero… manter minha irmã como minha família.

Mas isso era egoísta.

Um fato reconhecido tanto por Sir Salvador quanto por Belenka.

Como Belenka disse, Maria era uma criança bondosa.

— Mas não vou insistir nisso.

Maria abaixou os olhos obedientemente, esperando a decisão de Ian.

Como se ela aceitaria qualquer conclusão que ele chegasse.

‘Talvez eu devesse pelo menos tentar.’

Ian também não queria recusar categoricamente.

Lisa Silverwind não tinha nenhuma conexão com Ian, mas se Maria queria mantê-la viva e por perto, ele não poderia usar sua influência um pouco?

Ele poderia fazer isso por sua futura esposa.

— Eu falarei com o Duque Roxlan.

— …! Ian!

Maria abraçou Ian com força.

Foi realmente um abraço cheio de pura alegria.

Ian sentiu-se ligeiramente estranho.

Sem aquele sentimento esquisito de Maria, ela poderia ser assim tão fofa!

Maria é realmente mais jovem que Lucy, afinal!

#

Não muito tempo depois, o Duque Roxlan convocou Ian.

Depois de lidar com seu trabalho atrasado, a atenção do Duque havia se voltado para Ian.

Ian seguiu em direção ao castelo do Duque com passos leves.

— Bem-vindo.

— Como está sua saúde, Vossa Graça?

— Agradeço sua preocupação. Estou me recuperando bem o suficiente.

Ian ficou um pouco surpreso ao ver o rosto do Duque Roxlan.

Surpreendentemente… ele não parecia particularmente doente.

Ele já era pálido como um vampiro, e sua expressão sombria o fazia parecer doente.

É como se ele tivesse encontrado seu rosto natural… mas isso seria uma coisa rude de se dizer, não seria?

— Sua tez parece pálida, então acho que você não deveria se esforçar demais.

Quando Ian disse isso, o atendente do Duque fez uma expressão incrédula.

Você é cego?

O rosto dele está exatamente o mesmo de sempre, então que parte parece pior…?

Mas as palavras de Ian foram uma resposta perfeita de 100 pontos…!

— Apesar de eu ter dito para não se preocupar… heh heh.

— …

O Duque, aparentemente satisfeito, riu com uma risada sombria.

Ele nunca deve ter ouvido tal preocupação (ou bajulação) antes.

Ian continuava se lembrando do Duque Roxlan anterior, o que o deixava desconfortável…

Essa pessoa se parece cada vez mais com seu pai.

— Ouvi dizer que você tem algo a me pedir.

— Eu meramente espero pela decisão misericordiosa de Vossa Graça.

— Ian. Há algum favor seu que eu poderia recusar?

O atendente próximo olhou para Ian.

Seus olhos diziam algo como: Mago astuto com língua de prata, enfeitiçando o Duque!

Mas Ian estava confiante.

Honestamente, Ian havia feito muito pelo Duque.

Lutou bravamente na guerra, capturou o Duque Roxlan anterior quando ele causou problemas, e derrotou completamente os magos negros que eram um espinho no lado sul.

Ele realmente havia feito tudo, não havia?

— Tenho algo a dizer a respeito da disposição de Lisa Silverwind.

— …

Contratos feudais eram domínio exclusivo dos nobres.

A menos que alguém fosse o Imperador, ninguém poderia interferir em tais assuntos.

Em geral, as palavras de Ian eram de fato bastante presunçosas.

Como ousa um mago errante de nascimento comum se envolver na política nobre?

Mas… Ian foi a figura central na [normalização de Roxlan].

Não se podia falar asperamente com alguém que havia genuinamente feito tanto.

O Duque ficou um pouco surpreso, mas logo voltou a uma expressão gentil.

Já que era Ian quem falava, valia a pena ouvir!

— Fale.

— Gostaria que Lisa Silverwind pudesse permanecer no território de Silverwind.

O Duque olhou para Ian com interesse.

— Um pedido curioso. Posso saber sua razão?

— Minha noiva deseja isso.

O rosto do Duque se encheu de um sorriso.

Então é isso. Era o desejo de Maria Silverwind.

O Duque pensava que Ian era uma pessoa consistentemente transparente.

Ele lutou no campo de batalha por sua noiva.

Agora ele faz um pedido irracional ao Duque?

Ian… verdadeiramente, verdadeiramente ama sua noiva!

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