
Capítulo 346
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
TR/Editor: raei
Status: 5/semana seg-sex
Ilustrações: nenhuma
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Alguns dias antes.
Ian convocou Kira e Belenka.
"Kira. Pegue isto."
"O que é isto?"
Kira examinou curiosamente o objeto que Ian lhe entregara.
"É um pergaminho."
"Um pergaminho mágico?!"
"Sim. Eu o fiz enquanto estávamos descansando."
Kira maravilhou-se novamente com a perícia de Ian.
Um mago do calibre de Ian naturalmente poderia criar pergaminhos mágicos.
Mas Ian raramente os fazia, simplesmente porque achava tedioso rabiscar com uma pena enquanto viajava.
No entanto, esta não era uma situação em que ele pudesse se dar ao luxo de ser preguiçoso por razões tão triviais.
Eles estavam lidando com o Duque Roxlan.
O Duque não apenas comandava um número enorme de soldados, mas também poderia estar escondendo medidas excepcionais desconhecidas por Ian.
Se ele entrasse sem a preparação adequada, Ian estaria certamente em desvantagem.
Então Ian havia tirado um tempo para criar dois pergaminhos.
"...Por que está me dando isso?"
Kira perguntou por pura curiosidade.
Ian não deveria usar os pergaminhos que ele se esforçara tanto para fazer?
Por que entregá-los a Kira?
"Conversei com Elia outro dia."
"Sim?"
Ian transmitiu brevemente sua conversa com Elia.
Para resumir os pontos principais —
Usar magia no castelo do Duque era aceitável, mas feitiços de matança em massa eram absolutamente proibidos.
"Hmm... isso faz sentido."
Belenka assentiu.
Era lógica simples.
A única pessoa que poderia confrontar Ian diretamente era o próprio Duque Roxlan.
E os vassalos do Duque não se oporiam a Ian, desde que ele não invadisse suas terras.
Era assim que a sociedade feudal funcionava.
O ponto mais importante era "não prejudicar outros nobres".
Se Ian usasse feitiços de matança em massa descuidadamente e algum nobre inocente fosse pego no fogo cruzado... as consequências seriam problemáticas mesmo para alguém como Ian.
"Se eu entrar em conflito com o Duque, enviarei Oberon até você."
"...E é aí que uso o pergaminho?"
"Sim. Conto com você."
Ian deu um leve beijo na bochecha de Kira.
Uma expressão casual de afeto na cultura ocidental.
Seria impensável em um pequeno país oriental, mas Ian era um residente deste mundo medieval.
Como prova, Kira retribuiu com um beijo na bochecha de Ian.
Smooch—
"Certo! Deixe comigo!"
Kira sorriu brilhantemente—
Enquanto Belenka mantinha uma expressão completamente neutra, esperando pela próxima instrução.
Na verdade, Belenka não tinha pensamentos particulares sobre aquilo.
Diferente de alguns orientais facilmente perturbados que fariam um drama por um simples beijo!
"Um é um pergaminho da Chuva. O outro é um pergaminho da Onda."
"?"
Chuva? Onda?
Deixando de lado seu propósito incerto.
Estes eram pergaminhos que Kira não podia usar.
Kira era uma maga de fogo, não uma maga de água.
"Ian. Eu ainda não consigo usar magia de água..."
"Não se preocupe. Eu os modifiquei para que você possa."
Ian entregou uma carta a Kira.
Era uma carta Arcana criada por Hrundal.
"O que é isto?"
"É a minha magia."
Kira percebeu que aqueles pergaminhos mágicos haviam sido feitos usando a [magia única] de Ian.
Um novo método de comunicação usando o poder dos deuses, diferente do sistema de linguagem Maronius.
"Você não precisa se comunicar com o Mistério da Água."
"Sério...?"
"Sim. Apenas leia o que está escrito no pergaminho. Os deuses auxiliarão sua magia."
Kira examinou o pergaminho com uma expressão de espanto.
Se não havia necessidade de se comunicar com o Mistério... até Kira, que não era próxima do Mistério da Água, poderia usar magia de água.
Uma nova forma de magia que destruía completamente os conceitos existentes.
Essa era a magia única de Ian.
'...Se Ian completar sua pesquisa sobre magia única.'
Kira olhou para seu noivo.
'Quão dramaticamente o mundo vai mudar?'
Se o conceito de magia mudasse, o mundo mudaria também.
Ao final da jornada de Ian, um mundo completamente diferente do presente o aguardava.
Kira sentiu imensa alegria e orgulho por viajar ao lado de tal mago.
"Belenka. Sobre nossos bandidos."
"Sim?"
"Eles já estiveram em um barco?"
"?"
Belenka lançou um olhar incrédulo... mas como estava lidando com Ian, rapidamente recuperou a compostura.
Não era a primeira vez que Ian dizia algo extravagante.
"Duvido. Por que bandidos precisariam andar de barco?"
"Hmm. Então peça para Sabui treinar os bandidos."
"...Treinar para andar de barco?"
"Sim."
Ian explicou seu plano.
E Belenka não conseguia fechar a boca, boquiaberta.
Era simplesmente absurdo demais.
"Esqueci. Isso é bem a sua cara, não é?!"
"Tem uma ideia melhor?"
"Não sei! Nem quero pensar nisso!"
Ian riu enquanto dava um tapinha no ombro de Belenka.
Após a reunião ser concluída.
Belenka começou a escalar uma alta montanha com Sabui e os bandidos.
"Oh! Vamos para a batalha? O Duque Fargar invadiu?!"
"..."
"Hahaha! Guerra nas montanhas é minha especialidade! Definitivamente alcançarei a glória militar!"
Sabui estava tagarelando animadamente—
Mas Belenka olhou para ele com olhos de pena.
"?"
"Não é batalha. Não vamos atacar ninguém."
"Então por que as armas...?"
"Vamos para um treinamento."
Ah~ Então era isso~
Sabui entendeu a ordem de Belenka e assentiu.
Afinal, com uma grande batalha possivelmente se aproximando, eles precisavam treinar com antecedência!
"Aqui está."
"???"
Sabui estava perplexo com o local para onde Belenka os havia levado.
Era no meio das montanhas, um lugar que os bandidos geralmente preferiam.
O problema era... havia um pequeno barco em cima de uma rocha.
Essa estrutura bizarramente fora do lugar deixou Sabui momentaneamente confuso.
Mas ele rapidamente perdeu o interesse.
Um barco que não tinha nada a ver com Sabui de qualquer maneira...
"Faça seus bandidos entrarem naquele barco."
"...?"
Com licença? Entrar naquele barco em cima de uma rocha?
Ainda estamos a pelo menos 1000 anos da invenção dos brinquedos Vikings?!
É claro que Sabui não faria ideia do que era um brinquedo de parque de diversões estilo Viking.
Mas sua expressão transmitia mais ou menos aquele nível de perplexidade.
"Mova-se rapidamente."
"..."
Sabui ficou pasmo... mas fez o que foi instruído, independentemente.
Felizmente, o apelido de Sabui era [Sabui, o Louco].
Mesmo que ele fizesse algo insano, os outros bandidos entenderiam!
Sabui irrompeu em risadas maníacas e ordenou a seus bandidos:
"Quehehehe! Entrem naquele barco!"
"? Por quê? Vamos construir uma fortaleza de montanha ali?"
"Apenas entrem quando eu mandar!"
Os bandidos embarcaram no barco, sem ter ideia do que estava acontecendo.
Era uma embarcação pequena que mal flutuaria em um lago, grande o suficiente apenas para dezenas de bandidos a moverem.
Belenka comandou os bandidos:
"Peguem os remos."
"...?"
"A partir de agora, vamos treinar para remar em uníssono."
"???"
Quando os bandidos lançaram olhares perplexos, Belenka explicou gentilmente.
É claro que nem a própria Belenka entendia o propósito...
Mas como Ian havia dito, ela pensou "Acho que é assim mesmo~" e continuou:
"Ian agora vai se encontrar com o Duque Roxlan."
"Sim... e?"
"Sua ajuda pode ser necessária lá."
Belenka disse:
"Quando isso acontecer, nós pegaremos este barco para ajudar Ian."
"..."
Os bandidos se entreolharam com expressões vazias.
Ei, você ouviu isso...?
Puta que pariu, ela diz que vamos remar um barco do topo de uma montanha para resgatar um mago!
Como isso sequer faz—
Nesse momento, uma salva de palmas estrondosa irrompeu.
Clap clap clap clap!
"?"
Sabui estava aplaudindo como um louco!
Com uma expressão que gritava "lunático desequilibrado" para qualquer um que o observasse, Sabui espumava pela boca e gritava:
"Como esperado! Como esperado do Lorde Mago! Ele planeja mover o barco com magia!"
Os bandidos olharam para Sabui com descrença.
Esse bastardo louco—
Qual é, o mago é algum tipo de deus?!
Como ele poderia mover um barco preso no topo de uma montanha!
Mas os bandidos apenas olharam para Sabui sem dizer nada.
Não era a primeira vez que Sabui fazia algo insano...
"Apenas treinem o suficiente para manter o equilíbrio. Entendido?"
"..."
"Ei, seus bastardos—! A Irmã Belenka está falando com vocês—! Respondam a ela! Querem morrer?!"
"Ah. Sim..."
Nenhum bandido... acreditou nas palavras de Belenka.
Eles poderiam ter acreditado nela se ela tivesse dito que aquilo era uma punição para bandidos preguiçosos.
Se eles iriam praticar remo, por que não pelo menos os colocaram em um lago?
Arrastá-los para o topo de uma montanha e dizer para praticarem remo? Ela estava brincando?
"Quehehehe! Zarpar! Zarpar! Remem, seus bastardos!!!"
"..."
Louco.
Sabui era o único animado ali. (Na verdade, nem mesmo Sabui estava animado...)
Mas como o cavaleiro havia ordenado, os bandidos começaram a treinar relutantemente.
Graças a Sabui, que forçou entusiasmo e criou uma atmosfera, eles conseguiram progredir.
Os bandidos passaram o dia inteiro remando contra o ar, retornando aos seus aposentos quando escureceu.
"Aff, que besteira."
"Prefiro morrer a fazer isso."
Por vários dias, os bandidos subiram a montanha diariamente para praticar remo.
Então, um dia—
Drip, drip, drip...
"O que é isso?"
"Parece que está chovendo lá fora?"
Gotas de chuva começaram a cair do céu sombrio e escuro.
Bang! Bang! Bang!
"Abram esta porta imediatamente—!"
"Eu disse que não posso abri-la até a chegada do Duque Roxlan!"
Ian estava revirando o quarto para construir uma barricada.
Infelizmente, por não ter participado de nenhum movimento de protesto em sua vida passada(...), Ian só sabia fazer barricadas frágeis.
"Você está confessando um assassinato! Seu mago vil!"
"Quantas vezes tenho que dizer! Eu estava com o Duque Roxlan—!"
Ian não conseguia nem rir sarcasticamente.
Quão logo após o encontro secreto os soldados haviam chegado?
E com a desculpa de investigar um caso de assassinato, nada menos!
"Ah! O Duque acabou de explicar!"
Um cavaleiro gritou de fora da porta.
"Ele disse que estava muito cansado hoje e não pisou fora de seu quarto!"
"..."
"Como ousa espalhar tais mentiras! Mago!"
"Pelo amor de Deus! Eu estava com o Duque Roxlan—!"
"Pare de tagarelar como um papagaio! Mostre-nos evidências! Você tem alguma?"
Ian fechou a boca.
Evidências de que ele se encontrara com o Duque Roxlan?
Nenhuma.
Fora um encontro secreto sem testemunhas.
Um banquete barulhento estava acontecendo no salão...
O Duque Roxlan havia deliberadamente convocado Ian para um espaço onde "ninguém" estava presente.
E quando as negociações com Ian não saíram como planejado—
Ele imediatamente o apunhalou pelas costas.
"O Duque realmente disse que nunca me encontrou?"
"Sim! Agora confesse seu crime! Mago! Você usou magia para matar alguém!"
Ian nunca vira onde o corpo foi descoberto.
Mas ele tinha certeza de que todas as "evidências" seriam preparadas.
Este era o castelo do Duque Roxlan—
Fabricar evidências era algo que o Duque poderia fazer enquanto coçava o nariz.
Se o Duque dissesse "Prendam aquele homem!" apenas uma vez, Ian se tornaria um criminoso sem questionamento ou julgamento.
Um julgamento justo? Na era medieval?
Isso seria impossível mesmo que Sir Lesach caísse de repente do céu.
Este era o castelo do Duque Roxlan, afinal.
É por isso que Ian se recusou a dar um único passo para fora do quarto.
"Se você abrir a porta agora e implorar por perdão, poderá evitar o pior resultado!"
"Hmm~ Vá embora~ Não vou sair~"
"...Que insolência, este mago!"
Ian usou magia da terra para selar completamente o quarto.
O ato final de resistir.
"E o mago?"
"Bem... ele usou magia para erguer uma parede, então..."
"Esqueça. Ele é apenas um rato numa armadilha de qualquer maneira."
Duque Roxlan sorriu com satisfação.
A visão do mago lutando desesperadamente com magia até parecia fofa.
Sim. Isso era inevitável...
Se ele tivesse entendido a dica e abandonado Maria quando avisado, nada disso teria acontecido.
O mundo é vasto e mulheres são abundantes.
Por que insistir em escolher uma mulher imperfeita como Maria?
A menos que se tivesse uma mente aberta como o Duque Roxlan.
"Bem, então..."
O Duque foi tranquilamente encontrar Ian.
Era hora de começar as negociações 'reais'.
Mas antes que o Duque pudesse trocar algumas palavras com Ian:
"V-Vossa Graça!"
"O que é?"
"V-Vossa Graça deve vir para fora—!"
Um subordinado gritou para o Duque.
Que comoção frívola era aquela?
No momento em que o Duque Roxlan pisou para fora do castelo—
"?"
O Duque duvidou dos próprios olhos.
"O que... é aquilo?"
Mesmo depois de ouvir o relatório de seu subordinado, o Duque ainda não conseguia compreender a situação.
"É um navio—! Vindo para cá—!"
"Um navio...?"