
Capítulo 187
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
Tradutor/Editor: raei
Status: 5/semana seg-sex
Ilustrações: nenhuma
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No passado, Ian havia embarcado em um navio para visitar o domínio do Barão Devosi. Nas colinas, ele conheceu Damon, o 'autoproclamado' barão, que apresentou Ian ao seu conhecido - o líder de um bando pirata. Graças a isso, Ian já havia viajado confortavelmente de navio uma vez.
Mas agora, no rio, ele encontrou aquele líder pirata novamente. Desta vez, o homem apresentou as credenciais ridículas da 'marinha do Barão Talian'.
No momento em que o líder pirata viu Ian, ele imediatamente curvou a cabeça. Ian, Belenka e até Kira estavam presentes - os mesmos membros da jornada anterior de navio.
"Tem passado bem, Irmãozão?", exclamou o líder pirata.
Ian estava genuinamente curioso. Por que, de todas as palavras que ele poderia ter escolhido, ele escolheu 'Irmãozão'?
"Com certeza", respondeu Ian, sem energia para discutir. Ele simplesmente seguiu o fluxo. O mundo era vasto e cheio de lunáticos. Se alguém pudesse entender a mente de todos os lunáticos do mundo, seria um sábio transcendente além da compreensão humana.
"Ian, você conhece esse ladrão?", perguntou Salvador.
"Bem... suponho que você possa dizer que somos conhecidos", respondeu Ian brevemente, relatando o que havia acontecido no domínio do Barão Devosi.
A expressão de Salvador tornou-se peculiar. "Então por que ele está se passando pelo Barão Talian?"
Ian deu de ombros. Isso era algo que eles teriam que descobrir agora.
"Você, venha aqui um instante", chamou Ian.
"Sim, senhor!" O líder pirata colocou uma prancha no barco e pulou para o navio de Ian.
"Você não era um conhecido do Barão Damon?", perguntou Ian.
"Ora, pare com isso, conhecido? Chame-me de irmão dele!", gritou o líder pirata animado. A julgar por seu jeito, ele parecia genuinamente feliz em ver Ian.
'O que está acontecendo? Sério mesmo?', pensou Ian enquanto ouvia silenciosamente a história do líder pirata. Ele ficou imediatamente estupefato.
"Depois de ouvir o conselho do irmãozão mago, o Irmão Damon foi procurar o domínio do Barão Talian!"
"Eu sei disso", disse Ian. Ele havia recomendado a Damon que ele deveria entrar a serviço de um verdadeiro nobre, ganhar mérito e então receber um território. Ele pensou que não seria difícil alcançar mérito, já que Damon já possuía um exército (leia-se: bandidos).
"O Irmão Damon ficou no domínio do Barão Talian por um tempo, ajudando o Barão Talian!"
"Hmm. Mantendo a ordem pública?"
"Sim! Você sabe como todo tipo de canalha vaga pelo deserto, certo?" O líder pirata listou os crimes atrozes cometidos no território de Talian. Os crimes cometidos pelos bandidos que vinham de fora eram os seguintes: Roubar patos de estimação! Colher maçãs maduras de pomares! Conduzir veados que viviam no território de Talian para seus próprios domínios para caçar!
"Sério! Eles não são uns bastardos do c*ralho!", exclamou o líder pirata.
Ian ficou momentaneamente confuso com sua falta de sensibilidade medieval. Bem, eram más ações, com certeza... Definitivamente errado, mas... Ian, que esperava crimes violentos como assassinato e sequestro, sentiu-se estranhamente decepcionado.
"Meu Deus! Como eles puderam fazer tais coisas...!"
"Que canalhas desprezíveis!"
"Deveriam ser apedrejados até a morte!"
Aqueles ao redor dele com abundantes sensibilidades medievais (nativos reais) estremeceram com os crimes horríveis cometidos no território de Talian. Roubar o pato de outra pessoa? Eles poderiam morrer de fome sem ele! Que bastardos absolutos!
O roubo de comida nos tempos medievais era um crime em um nível completamente diferente de sua contraparte moderna. Nos tempos modernos, com tecnologia de refrigeração robusta e técnicas agrícolas superiores, os alimentos são produzidos em tal abundância que apodrecem.
Mas até os tempos medievais, era extremamente difícil produzir e armazenar alimentos. Na maioria dos casos, os alimentos não podiam ser armazenados nem por dois anos, então, mesmo que houvesse colheitas abundantes consecutivas, uma colheita ruim poderia levar à fome em massa.
Nessas circunstâncias, o gado era um meio muito adequado de armazenar alimentos. Se você alimentasse o gado com comida podre ou excedente, poderia obter essa quantidade de recurso proteico. E eles roubam um pato que até põe ovos?! Era um crime abominável que faria o sangue de qualquer um ferver.
"Havia mais trabalho do que o esperado, então o Irmão Damon adiou sua expedição e ficou no território de Talian", explicou o líder pirata.
Ian assentiu.
Agora que ele pensava nisso, ele deveria chamá-lo de Sir Damon em vez de Damon Bandido. A maioria dos cavaleiros medievais era nomeada dessa forma. Aqueles que realizavam deveres de manutenção da paz recebiam terras do senhor e se tornavam cavaleiros. A maioria dos forasteiros que visitavam o território de Talian provavelmente chamaria Damon de 'Sir Damon'.
Claro, o próprio Damon preferiria o título mais legal de 'barão', mas ainda assim.
"Mas recentemente, a carga de trabalho cresceu além da nossa capacidade de lidar."
"O problema dos refugiados?", perguntou Ian.
"Sim! Isso mesmo!"
Refugiados, hein. Ian entendeu facilmente a situação em torno de Talian.
Provavelmente o dragão negro, Predius, que havia se estabelecido nas Montanhas Douradas. E as baronias e condados vizinhos que Predius havia destruído completamente. Os refugiados eram o resultado dessa destruição.
Os nobres medievais desfrutavam de poder igual ao de um rei. Em outras palavras, quando um senhor morria, seu território tornava-se terra de ninguém. O período medieval já era uma era pós-apocalíptica por si só. Se a minúscula autoridade pública que existia entrasse em colapso, ela inevitavelmente reverteria à Idade da Pedra.
Naturalmente, aqueles com qualquer bom senso abandonavam suas casas e terras para fugir por suas vidas.
Para onde?
Para o domínio do Barão Talian! Eles julgavam que, como havia pelo menos um nobre e um exército lá, a situação seria melhor do que a Idade da Pedra. Eles também podiam ter nutrido uma tênue esperança de que Talian os protegeria de Predius.
À medida que os refugiados chegavam de todas as direções, o domínio do Barão Talian estava se transformando em uma cidade sem lei que poderia aparecer em alguma história cyberpunk.
"Dada a situação, o Irmão veio pedir nossa ajuda", continuou o líder pirata.
Como o influxo de refugiados transformou o domínio em caos, o cavaleiro(?) de Talian, Barão Damon, foi procurar seu irmão com quem ele era próximo durante seus dias de bandido.
Não foi uma proposta de cogestão do território. O maior problema causado pela explosão da população de refugiados era, claro, a comida. Embora a ordem pública pudesse ser mantida de alguma forma com o exército de Damon, eles não podiam impedir que as pessoas famintas se transformassem em turbas.
Depois de ouvir as terríveis circunstâncias de seu irmão, o líder pirata decidiu ajudar ativamente Sir Damon. Damon ficou tão comovido com as ações de seu irmão que concedeu a ele o título honorário de [Marinha do Barão Talian]. E foi assim que surgiu a marinha de um domínio sem rio.
Ian olhou para o líder pirata novamente, recém-estupefato. Claro, usar o nome de Lucy era uma coisa, mas e quanto a saquear navios mercantes que passavam?
"Não me diga que vocês têm enviado a comida que receberam como 'pedágio' para o domínio de Talian?", perguntou Ian.
"Isso mesmo, Irmãozão!"
Ian sentiu tontura com o surgimento desta versão medieval de um corsário. Quando a situação alimentar de Talian piorou, eles contrataram(?) piratas para estimular uma economia de pilhagem! Que ideia militarista!
Embora a ideia fosse inovadora, Ian não achava que o problema dos refugiados pudesse ser resolvido apenas com a comida que uma gangue pirata pudesse extorquir. Poderia ser melhor do que nada, mas era apenas uma medida paliativa na melhor das hipóteses.
'Isso não é bom.'
O dragão negro Predius. O aparecimento de apenas um monstro de fantasia causou uma mudança cataclísmica no mundo humano, como se fosse atingido por um desastre natural. Se não for controlado, o Ducado de Araz pode realmente desaparecer. Seria o nascimento de uma lenda sobre um dragão que destruiu um país. Uma coisa tão terrível tinha que ser evitada a todo custo.
"Você será nosso guia. Precisamos chegar ao domínio de Talian rapidamente", ordenou Ian.
"Sim, Irmãozão!"
Ian, guiado pelo líder pirata, apressou-se para o domínio do Barão Talian. Surpreendentemente, os Cavaleiros de São Santiago não sacaram suas espadas contra os piratas.
"Eles estão lutando pelo Barão Talian. E pelas pessoas...", murmurou Salvador, parecendo relutante.
Como Talian efetivamente se tornou o financiador dos piratas, se os Cavaleiros de Santiago atacassem, isso se transformaria em um problema político.
"Obrigado pela sua contenção", disse Ian.
"Heh. Não é nada pelo que ser agradecido", respondeu Salvador.
Salvador, que uma vez lutou sob o Imperador, era certamente capaz de tais cálculos políticos. Ele estava apenas desapontado por não poder derrubar os malfeitores.
Ian entrou no domínio do Barão Talian, seguindo o caminho familiar. A primeira coisa que ele notou foi o grande número de pessoas. Assim que Ian entrou no domínio, ele pôde sentir a densidade populacional de nível pós-medieval.
"Meu senhor! Uma moeda! Meu senhor!"
"Meu filho está morrendo de fome! Por favor, tenha misericórdia...!"
"Não estou produzindo leite porque estou com muita fome... A este ritmo, meu bebê vai...!"
Quase todas aquelas muitas pessoas eram mendigos. Esses eram os refugiados que haviam fugido do dragão negro. Havia inúmeras tendas improvisadas feitas cavando o chão e cobrindo-o com couro. Vestígios de fogueiras estavam por toda parte, e pedaços enegrecidos e ossos carbonizados estavam espalhados. Evidências de comer cachorros, gatos e até ratos.
Ian balançou a cabeça diante da visão. Certamente, o domínio de Talian parecia estar espremido até as suas entranhas.
"Oh, meu..."
"Se compartilhássemos um pouco da nossa comida..."
Os Cavaleiros de São Santiago suavizaram imediatamente ao encontrar os refugiados. Como eles poderiam não ajudar quando seus irmãos na fé estavam morrendo de fome assim! Mas essa era a raiz do problema.
"C-comida!"
"Eu também! Dê-me um pouco também!"
"Por que! Por que dar para aquela pessoa e não para mim!"
Assim que alguém recebia comida, os refugiados ficavam extremamente agitados e se agarravam aos Cavaleiros de Santiago. Espadas afiadas? Cota de malha fria? Tais coisas nem sequer registravam em seus olhos. Os refugiados focavam apenas na comida como bestas!
Sentindo a crise, Ian imediatamente chamou Inglan. "Inglan!"
"Uh... hã?"
"Use magia!"
Ian não tinha nenhuma magia para subjugar a multidão. Ele tinha muita magia para 'varrer' a multidão, mas Ian não era um louco. Ele não podia matar refugiados. Mas Inglan era um mago de fótons que manipulava a luz. A magia de fótons era boa para subjugar multidões sem causar danos.
"[Luz!]" No momento em que Inglan entoou o feitiço, um clarão de luz brilhou no céu.
Diante da luz ofuscante, os refugiados cambalearam e sentaram-se. Nesse intervalo, Ian invocou o mistério do vento.
"[Vento!]"
[Uau! Humanos!]
"[Espalhe minha voz!]"
O som viaja no vento. Ian usou o poder do mistério do vento para criar um eco artificial. A voz de Ian espalhou-se em todas as direções como se ele estivesse usando um microfone.
"Tolos! Parem!" À medida que a voz magicamente amplificada ecoava, os refugiados pararam o que estavam fazendo.
"O sol vela por vocês!" Quando Ian gritou novamente, os refugiados curvaram a cabeça como dominós.
O clarão de luz vindo do céu... E aquela voz estrondosa! Esta era, inequivocamente, a voz do Deus do Céu!
"Oh! Grande Céu!"
"Por favor! Comida! Dê-nos comida!"
Os refugiados começaram a implorar a Ian sinceramente. Ian manteve um silêncio desconfortável enquanto observava. Seria mentira dizer que ele não estava comovido. Quão desesperadora devia ser a situação deles para implorarem mesmo ao ouvir uma voz divina? Mas nem mesmo Ian tinha aprendido uma magia que pudesse fazer o pão brotar do chão.
'Dragão bastardo do c*ralho.'
"Todos, não se exaltem e mantenham a ordem. Distribuiremos tudo o que temos", disse Ian, virando-se para olhar para os Cavaleiros de Santiago.
Os cavaleiros exibiam expressões de profunda emoção. "Lord Ian!"
"Verdadeiramente...! Você é...!"
Mesmo que Ian lhes dissesse para não fazê-lo, os Cavaleiros de Santiago entregariam toda a comida que tinham. Eles quase não tinham mais comida de qualquer maneira.
Foi bem nesse momento que alguém veio galopando a cavalo. "Parem!"
Era um rosto que Ian conhecia bem. "Barão Damon?"
"...Quem é você?" O Barão Damon, que correu pensando que os cavaleiros estavam sob ataque, reconheceu os rostos de Ian e Kira e abriu um grande sorriso.
"Os magos!"
"Faz tempo", respondeu Ian.
Ian deixou os Cavaleiros de Santiago para trás e seguiu o Barão Damon, levando Salvador e seus companheiros com ele. Ao cruzarem a paliçada, a visão silenciosa e distante do Salão Talian se estendeu diante deles.
'Faz tempo.'
Ele havia ficado aqui por algum tempo naquela época. Ian foi repentinamente lembrado de velhas memórias.
"Aquele é o Barão Damon? Você voltou?", uma voz de menina foi ouvida no pátio.
Ian caminhou lentamente em direção ao interior. E ele ficou cara a cara com uma menina com cabelos azul-profundo como o céu noturno.
"Ah..." A menina deixou cair a cesta que segurava.
Ian olhou para a menina e sorriu gentilmente. "Tem passado bem, Lucy?"
"I-Ian!!!"
A legítima proprietária do domínio de Talian, e a menina que roubou o primeiro beijo de Ian, Lucy Talian abriu os braços e pulou no abraço de Ian.