
Capítulo 150
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
TL/Editor: raei
Schedule: 5/semana
Ilustrações: Nenhuma
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Desta vez, a filha de Robert forneceu informações.
Ela vasculhou um baú e entregou algo a Ian.
Era uma adaga.
"O que é isto?"
"... Pertencia ao meu irmão. Aquela mulher deu a ele."
'Aquela mulher' era obviamente Maria.
"Maria deu isso ao seu irmão?"
O rosto dela se contorceu de malícia enquanto ela falava:
"Aquela v*dia é uma prostituta astuta. Ela deu isso a ele para seduzi-lo."
Uma adaga como presente para um homem. O destinatário deve ter ficado bastante satisfeito.
"Aquela mulher tentou seduzir meu irmão para se tornar nora da nossa família. É nojento pensar nisso agora! Mas meu irmão parecia acreditar que ela realmente o amava."
Ian guardou a adaga no bolso e trocou mais algumas palavras com Robert.
"Obrigado pela sua cooperação."
"Não há de quê! Certifique-se de pendurar aquela v*dia pelo pescoço! Mago!"
Ian caminhou pela rua com Belenka, organizando as informações que havia reunido.
"Essas pessoas realmente odeiam a Maria."
"Claro. Ela matou o filho deles."
Belenka acrescentou:
"Mas... acho que eles a odiariam mesmo se o acidente não tivesse acontecido."
Dizendo que ela era sinistra, ou uma mulher suspeita.
A família de Robert deixou claro que não gostava de Maria desde o início.
"Ainda assim, ela parecia próxima do filho."
"Hmm..."
Belenka inclinou a cabeça e disse:
"É certamente estranho. Ela não prejudicou as pessoas que a odiavam, mas matou o homem que gostava dela?"
A expressão de Belenka era séria.
"O pensamento de um mago é verdadeiramente incompreensível."
"..."
Senhorita Belenka. Você está falando sério?
Ian encarou Belenka em descrença.
Sério, o que o pessoal do Império pensa dos magos?
Ian estremeceu com essa discriminação contra magos tão severa quanto o racismo...
"Kira já deve ter terminado sua investigação."
"Vamos encontrá-la."
Ian foi direto ao chefe da aldeia.
Mas o chefe levou Ian a um lugar inesperado.
"Kira foi encontrar Joseph."
"Joseph?"
"Ele é primo de Robert, um jovem que trabalha como coveiro."
O chefe guiou Ian para dentro de uma floresta.
À distância, uma mulher de cabelos ruivos podia ser vista.
"Como eu pensava..."
O chefe suspirou.
Ao se aproximarem, Kira estava observando atentamente algo com um jovem.
Quando Ian olhou para ver o que eles estavam examinando, era apenas chão batido.
A visão de adultos crescidos encarando o chão era bastante marcante.
Em outras palavras, eles pareciam idiotas.
Se eles adicionassem Jubal à mistura, seria uma bela visão.
"O que vocês estão fazendo aí?"
"Oh, Ian. Você chegou?"
Kira lançou a Ian um leve sorriso antes de apresentar o jovem ao lado dela.
"Este é Joseph. Ele trabalha como coveiro."
Ian olhou para o jovem chamado Joseph.
Fiel à sua profissão, sua tez era terrivelmente pálida.
Ian se preocupou se ele estava recebendo vitaminas suficientes.
"Olá, Mago."
Joseph cumprimentou Ian, tirando o chapéu.
Ian fez a pergunta que mais o deixava curioso.
"O que vocês dois estão fazendo aqui?"
Joseph respondeu com uma risada sinistra:
"Kekeke... Estávamos examinando a cena."
"A cena?"
"Sim... O lugar onde meu querido sobrinho deu seu último suspiro."
"..."
Ian encarou Joseph fixamente.
Esse bastardo. Por que ele fala assim?
Você deve ser o necromante! Ou um mago das trevas!
Embora ele não pudesse identificar exatamente, havia algo inquietantemente errado com esse homem.
Ian fez uma nota mental para pedir ao Sir Leshach que o investigasse quando ele retornasse.
"Meu sobrinho foi morto aqui por aquela necromante Maria."
Joseph apontou para um pedaço de grama.
"Havia carne podre e larvas deixadas lá. Foi onde Maria deixou o ghoul esperando."
"Só por curiosidade, mas o que faz você pensar que eram restos de ghoul?"
Joseph riu sinistramente da pergunta de Ian.
"Kekeke... Mago. No meu trabalho como coveiro, vi inúmeras mortes. Sei a diferença entre carne que caiu de um cadáver e carne que caiu de um ghoul. Aquilo era de um ghoul."
Era a mesma história que Ian tinha ouvido na casa de Robert.
Que Maria havia invocado um ghoul para cometer o assassinato.
"Mas Maria... disse que não tinha memória de ter matado o filho de Robert?"
"Kekeke... Mago. Você acredita nisso?"
Até certo ponto.
Ian assentiu.
Maria pode ter entrado em contato acidentalmente com os mistérios e matado involuntariamente o filho de Robert em um acidente.
"É obviamente uma mentira. De que outra forma você explicaria o ghoul esperando lá?"
"Talvez ele estivesse apenas passando..."
"Não existem ghouls que 'simplesmente acontecem' de ficar em um lugar por horas. Isso só é possível sob o comando de um necromante."
... Droga. Por que esse cara é tão lógico?
Ian olhou para Joseph novamente.
Ele pensou que era apenas um bastardo assustador.
Mas ele era um bastardo assustador que apresentava argumentos válidos.
"Então... você acha que Maria matou deliberadamente o filho de Robert?"
"Claro. Maria usou necromancia para assassinar meu sobrinho. Quando seu crime foi descoberto, ela fingiu ter perdido a memória."
Apenas necromantes podem controlar ghouls.
Portanto, Maria é uma necromante.
Esse era o resumo da história.
"Certamente..."
Ian teve que reconsiderar.
Um acidente causado por esbarrar acidentalmente nos mistérios?
A partir do momento em que ela preparou deliberadamente um ghoul, isso não foi um acidente.
Maria tinha algum motivo para preparar o ghoul.
"Kekeke... Mago, você talvez não sentiu nada de estranho naquela garota?"
"Estranho?"
Joseph sorriu três vezes mais lascivamente do que antes.
Sério, esse bastardo realmente parece um necromante.
"Já conheci aqueles que lidam com a morte algumas vezes. Todos eles tinham algo em comum."
"... O mistério da morte."
"Exatamente. É difícil explicar em palavras... mas eu senti um certo poder espiritual vindo dos necromantes. E eu senti esse poder de Maria também."
"...!"
Ian ficou chocado com a percepção aguçada desse coveiro.
Era algo que Ian também sabia.
Maria emanava o poder da morte.
Mas... por que diabos um coveiro também consegue senti-lo?
Com sua aparência pálida e assustadora, Joseph parecia exatamente o tipo que o mistério da morte apreciaria.
"Maria é definitivamente uma necromante. Kekeke..."
Ian perguntou, por precaução:
"Você conheceu o Sir Leshach?"
"Não. Ouvi dizer que ele foi tratar de alguns negócios fora da aldeia. Mas quando ele retornar em breve, pretendo contar a ele tudo o que sei."
Ian estava certo.
Se Joseph contar tudo para Sir Leshach...
Maria vai morrer definitivamente.
"Eu estava apenas contando a ele sobre isso."
Kira se aproximou e sussurrou.
Ian assentiu e disse:
"Ouvi sua história. Obrigado pela sua cooperação, Joseph."
"Kekeke... Não há de quê."
Joseph recuou com uma risada sinistra.
Ian reuniu seus companheiros para discutir brevemente suas descobertas.
"O que todos vocês acham?"
"Existe sequer algo para pensar?"
Belenka inclinou a cabeça como se dissesse "Do que você está falando?"
"Maria não parece ser a necromante que criou os mortos-vivos fora da aldeia. Mas ela claramente tem conexões com um necromante. De que outra forma ela poderia ter aprendido magia?"
Era isso que Belenka pensava.
Que havia outro necromante fora da aldeia, e Maria tinha aprendido magia com ele.
"Sir Leshach provavelmente pensou o mesmo, e é por isso que ele foi investigar os arredores."
"Então... você está dizendo que alguém ensinou necromancia à Maria?"
"Podemos descobrir se interrogarmos Maria."
Belenka disse casualmente.
"Se arrancarmos algumas unhas, ela rapidamente dirá a informação..."
"Não, m*rda. Isso não é interrogatório, é tortura."
"Unhas arrancadas crescem de novo, sabia?"
"..."
Essa não é a questão aqui.
Ian deu a Belenka um olhar exasperado.
Ela estalou os dedos.
"Ian. Endireite sua cabeça. Estamos lidando com uma assassina e necromante. Ela não dirá nada sem um pouco de violência."
"..."
"O quê, você desenvolveu alguma simpatia porque ela tem um rosto bonito?"
Não era isso.
Ian era uma pessoa moderna, mas não se opunha particularmente às mentalidades medievais que pediam punições severas para assassinos.
Não há nada de errado em destruir bastardos malignos, certo?
Mas Ian hesitou por um motivo.
Algo não parecia certo para ele.
Como ainda havia peças do quebra-cabeça que não se encaixavam, Ian não conseguiu se forçar a sugerir a tortura de Maria.
Se Maria não fosse realmente uma assassina...
Então eles estariam torturando uma pessoa inocente, não um bastardo maligno.
"Há duas coisas que ainda não estão claras."
"Duas coisas?"
Belenka olhou para Ian com surpresa.
Ian assentiu e disse:
"Primeiro, por que Maria matou o filho de Robert?"
O motivo não está claro. Era isso que Ian pensava.
Belenka parecia pensar que Maria era apenas uma psicopata louca, mas ainda assim.
"E segundo, é questionável se Maria poderia realmente matar o filho de Robert."
"O que você quer dizer com questionável? Os vestígios de ghoul..."
"Isso é apenas evidência de que um ghoul estava esperando no local."
Eles precisavam de um relato de testemunha ocular preciso.
Pelo menos, eles precisavam ouvir a explicação de Maria mais uma vez.
Kira ficou maravilhada com o raciocínio calmo de Ian.
"Isso é... muito lógico. Então Ian, você acha que Maria não matou o filho de Robert?"
"Bem. Talvez?"
"Uau..."
Para ser honesta, Kira não conseguia acompanhar o processo de pensamento de Ian.
Ela nunca tinha raciocinado daquela maneira antes.
Com base nas circunstâncias, Maria matou o filho de Robert, certo? Então Maria não é uma assassina?
É assim que a maioria das pessoas medievais pensaria.
Este ainda é um mundo onde julgamentos baseados em evidências não são aplicados.
Não, julgamentos em si são raros nesta vizinhança. O modo de pensar de Ian é, na verdade, estranho em comparação.
Maria até disse que matou o filho de Robert.
Duvidar da culpa de Maria neste momento?
Não há motivo algum para isso.
Mas Ian conhecia pelo menos os conceitos básicos de 'dedução' e 'evidência'.
Em sua vida passada, Ian teve experiência indireta no mundo jurídico.
Nomeadamente através de [Legal High] e [Ace Attorney][1]...!
Embora seu conhecimento jurídico fosse apenas superficial... pelo menos ele entendia o conceito de evidência.
Enquanto restassem dúvidas, Ian não queria tirar conclusões.
"Hm?"
Indo em direção ao galpão onde Maria estava trancada, Ian encontrou um gigante familiar no caminho.
"Ah! Sr. Ian!"
Ah. Certo. Jubal.
Eu disse a ele para ir brincar com as crianças.
"Ei Jubal. Como foi a tarefa que eu te dei?"
Apesar de ter esquecido disso até agora, Ian perguntou descaradamente.
Ignorante aos pensamentos de Ian, Jubal sorriu.
"Eu me diverti brincando!"
"Waaaah~"
Quando Jubal sorriu, as crianças do bairro brincando ao lado dele sorriram também.
Hmm. Elas realmente parecem ter se aproximado.
Jubal pode parecer intimidador, mas depois de trocar algumas palavras, você podia dizer rapidamente que ele era um idiota.
As crianças, pensando arrogantemente que Jubal era inferior a elas, aproximaram-se para provocá-lo.
Isso pode ser considerado se dar bem?
Já que chegou a esse ponto.
Ian reuniu informações das crianças do bairro.
"Crianças. Vocês se divertiram brincando com este irmãozão?"
"Sim!"
"Então, posso perguntar algumas coisas?"
Ian perguntou sem pensar muito.
Ele imaginou que as crianças não saberiam muito de qualquer maneira.
Mas esse foi o erro de Ian.
Surpreendentemente, as crianças sabiam muito.
"Você quer dizer Maria?"
"Aquela irmã está sempre sozinha. Oh! Exceto pelo Eric!"
"Pael continua indo visitá-la, mas Maria parece irritada com isso."
'Eric' era o filho morto de Robert.
E Pael era...
"Quem é Pael?"
"O pastor!"
Ah. Aquele cara.
Ian o conhecera antes. Quando ele e Sir Leshach o resgataram do ataque do lobo morto-vivo.
"E-Eu acho... que tanto Eric quanto Pael gostavam da Maria..."
Uma menina expressou sua opinião.
Declaração típica de uma adolescente obcecada pela vida amorosa dos outros.
"Mesmo quando Pael viu 'aquilo', ele provavelmente estava procurando pela Maria."
"Por 'aquilo' você quer dizer..."
Ian perguntou à menina.
"Quando Maria usou necromancia?"
A menina assentiu.
"Sim. Quando Maria... m-matou Eric. Pael disse que viu tudo..."
...A lista de pessoas para encontrar estava crescendo.
Pael. O pastor da aldeia. Aquele que testemunhou a necromancia de Maria.
Nesse momento, um menino gritou:
"Nós sabíamos que Maria era uma necromante!"
Que busca por atenção.
Ele claramente gritou por ciúmes porque Ian estava falando com a menina.
Ah~ Eu também sei de algo~
"O que você quer dizer?"
"Uma vez, Pael levou Maria para o pasto de ovelhas. Eu vi!"
"..."
Por que você estava assistindo a isso?
Ian ficou mais curioso sobre como esse garoto sabia sobre o encontro de outra pessoa, mas ele perguntou mesmo assim.
"O que você viu?"
O menino gritou empolgado:
"Maria tentou despedaçar e comer a carcaça de um lobo podre!"
"...?"
Que diabos...
Ian ponderou o que aquilo significava por um tempo.
Então ele percebeu.
Aquilo deve ter sido um incidente causado pelos mistérios da morte interferindo na mente de Maria.
[1. raei: aha, acho que a maioria de vocês saberia disso, mas estes são jogos!]