
Capítulo 35
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
Tradutor/Editor: Raei
Revisor:
Cronograma: 5/semana
Ilustrações: Nenhuma.
Entre no discord! Aqui
Ian bocejou largamente enquanto observava o corpo da mantícora queimar até virar cinzas.
Não importava o tamanho do monstro, ele não conseguiu resistir ao fogo e morreu.
Seus músculos derreteram e seu sistema respiratório foi destruído, deixando-o impotente.
"Vamos todos tomar cuidado com o fogo, pois é algo muito perigoso."
"Ah! Obrigado! Meus senhores!"
Os cavaleiros se ocuparam em cuidar dos fazendeiros.
Os fazendeiros, que estavam praticamente mortos, derramaram lágrimas de gratidão.
Mani também fez sua parte ao neutralizar o veneno da mantícora.
Havia fazendeiros que eram vizinhos de Mani, então eles não economizaram nos agradecimentos.
Mas... ninguém se aproximou de Ian.
Com exceção de uma pessoa.
"Hum... Obrigado pela sua ajuda, mago."
"...Ah. É. Tanto faz."
No entanto, Ian, sendo um INFP[1], não gostava de ser abordado por estranhos.
Ao ver a resposta indiferente de Ian, o fazendeiro ficou assustado.
Honestamente, a aparência de Ian agora era inequivocamente a de um mago.
Seu cajado suspeito e o corvo empoleirado em seu ombro diziam tudo.
E quanto ao seu cabelo preto como a asa de um corvo!
"Ah. Oberon. Desça, você é pesado."
"[Que grosseria! Como você pode dizer algo assim sobre um pássaro delicado como eu!]"
"Delicado uma ova. Você é do tamanho de uma galinha."
...E então havia essa visão bizarra dele conversando com o corvo!
O fazendeiro partiu rapidamente, temendo o desagrado de Ian antes que ele o queimasse exatamente como fez com a mantícora.
Por esse motivo, Ian não recebeu a gratidão dos fazendeiros.
Mas ele não se importou nem um pouco.
Ele não tinha feito aquilo para receber agradecimentos, para começo de conversa.
"Muito bem, Ian."
"Ah. Eu não fiz nada. O Ancião trabalhou muito mais."
Ian sorriu quando o Ancião falou.
Sabendo que o trabalho físico era dever dos cavaleiros, Ian, que literalmente ficou sentado e colheu os benefícios, sentiu-se inebriado com a doçura de ser um mago.
Droga.
Aprender foi uma m*rda, mas depois que você aprende, não é simplesmente doce?
Todos, tornem-se magos.
Façam isso duas vezes.
"Se você não tivesse ajudado, ainda estaríamos vagando por aí procurando pela mantícora."
O Ancião abaixou a cabeça.
Ian deu um pulo, assustado.
Vindo de uma cidade confucionista onde o respeito aos mais velhos era primordial, ele não estava acostumado a ver um velho se curvar diante dele.
"Eu, eu apenas segui porque Mani me disse para fazê-lo."
"Heh. Se você diz, deve ser verdade."
O Ancião sorriu agradavelmente, olhando para o mago que estava atrapalhado na sua frente.
Mago e humildade eram palavras que não combinavam nem um pouco.
Mas, assim como unicórnios existem, também existiam magos humildes.
Ian era exatamente esse tipo de mago humilde.
Talento incrível e caráter humilde...
Ambos eram pontos que conquistariam a nobreza.
'Este se tornará uma grande pessoa no futuro.'
O Ancião estava convencido de que Ian se tornaria um mago famoso no futuro.
Se ele encontrasse um bom lorde, poderia se tornar um poder equivalente à grande nobreza.
"Agora que as coisas correram bem, por que não ficar na vila esta noite? O Conde provavelmente enviará alguém em breve."
Os Cavaleiros de Santiago e os dois magos ficaram em uma vila de fazendeiros próxima.
Como o Ancião havia previsto, um mensageiro do Conde veio verificar o cadáver da mantícora.
"O Conde ordenou que os ilustres convidados sejam levados ao castelo!"
"Heh. Já que ele pediu especificamente por nós, não temos escolha a não ser ir."
Ian e seus companheiros seguiram para o castelo do Conde.
O Conde, junto com seus vassalos, sacerdotes e... Lucy Talian, tinha saído para cumprimentar Ian e seu grupo.
"Bem-vindos! Bravos guerreiros!"
O Conde Catina deu as boas-vindas ao grupo com um sorriso generoso.
Para celebrar a caçada bem-sucedida do monstro, o Conde ofereceu um grande banquete.
Os servos suavam enquanto assavam um porco inteiro no churrasco, e os cavaleiros riam e conversavam enquanto se entregavam ao álcool e à carne.
A atmosfera do banquete era naturalmente boa.
Primeiro, o Conde Catina.
O Conde tinha conseguido lidar com o monstro que poderia ter sido uma dor de cabeça para seu domínio por quase nenhum custo.
Considerando que os caçadores que ele tinha enviado antes tinham falhado, essa foi uma conquista significativa.
Depois, os sacerdotes do domínio.
Eles foram os que recomendaram os Cavaleiros de Santiago, então seus ombros estavam erguidos bem alto.
Eles estavam felizes porque tinham poupado a bolsa do Conde e capturado o monstro.
Por último, os Cavaleiros de Santiago.
Tendo arriscado suas vidas para capturar o monstro, eles tinham direito a uma recompensa correspondente.
Como eles devem estar exultantes.
"Pelos céus, enfrentar um monstro! Que pessoas justas eles são! Hahaha!"
"Você nos lisonjeia, Conde!"
Entre os Cavaleiros de Santiago, os seculares ocuparam lugares ao lado do Conde, trocando bebidas.
"Ha. Ouvir sobre seus feitos é verdadeiramente incrível."
O Conde Catina, impulsionado pelo álcool, cobriu os cavaleiros de elogios.
Existe alguém que não goste de ser elogiado?
Os cavaleiros ouviram os elogios do Conde com expressões satisfeitas.
"É verdadeiramente lamentável. Se eu tivesse cavaleiros bravos como vocês ao meu lado, eu me sentiria muito mais seguro..."
"..."
"No entanto, como eu poderia jogar cavaleiros que seguem a vontade dos céus na lama mundana!"
O Conde cuspiu seu comentário preparado enquanto observava as expressões dos cavaleiros.
Fingir estar bêbado para elogiar os cavaleiros e proferir bobagens sobre como era lamentável, faziam parte de seu plano.
Nem todos os cavaleiros religiosos eram devotados exclusivamente à sua fé.
Eles também eram humanos, buscando poder, riqueza e mulheres.
Vendo alguns cavaleiros vacilarem, o Conde deu um sorriso presunçoso.
Alguns pareciam prontos para serem balançados por um pequeno empurrão.
No entanto, não havia necessidade de apressar as coisas, então o Conde mudou de assunto.
"Mani, a maga. Obrigado por ajudar os bravos cavaleiros. Eu cuidarei da safra de cevada que os fazendeiros perderam."
"Eu não fiz isso para você se sentir bem, Conde. Se você tivesse prestado mais atenção em primeiro lugar, não haveria necessidade de eu intervir!"
Mani, que tinha participado da caçada relutantemente por causa dos sacerdotes, não estava com o melhor dos humores.
Sabendo disso, o Conde não provocou a maga ainda mais.
"Agora que foi capturado, está tudo bem, não é?"
"Com certeza."
O Conde olhou para Ian, que estava sentado ao lado de Mani, e então se levantou.
Claramente, ele estava vendo este mago pela primeira vez...
Era hora da 'tal tradição'.
"Mas o que é isso? Vejo um mendigo que entrou no meu palácio sem permissão?"
O Conde encarou Ian.
É sua vez agora, Mago.
Mas Ian... estava ocupado demais enchendo a boca de comida para se importar com o que o Conde tinha dito.
Oberon grasnou alto.
"[Aquele cara está chamando por você, mestre?]"
"O quê?"
Ian respondeu a Oberon, mas como os outros não podiam ouvir a voz do corvo, eles naturalmente assumiram que Ian estava respondendo ao Conde.
'Oh, falando informalmente logo de cara.'
'Que audácia! Aquele mago!'
O Conde, não esperando que o jovem falasse informalmente, ficou ligeiramente surpreso.
No entanto, ele se recompôs, pensando que isso também era parte da tradição.
"...Eu nunca te convidei como convidado, então vá se f*der. Corvo."
"Ei, Oberon. Ele está te mandando ir se f*der?"
"[É você que ele está mandando ir se f*der, mestre!]"
"Ah. Certamente não sou eu que ele está mandando ir se f*der, certo?"
Os cavaleiros estavam acostumados com tais cenas, mas para o Conde e seus vassalos, era bizarro.
Um mago conversando com um corvo!
Para os outros, ele parecia apenas um louco murmurando sozinho com um pássaro.
'Aquele mago... por que ele está fazendo isso?'
'Ele está conversando com um corvo.'
'Conversando? Com um pássaro?'
'Ele é um mago, não é?'
'Uh. Bem...'
Os cavaleiros, que tinham visto Ian usar um pássaro para rastrear a mantícora, entendiam sua conversa estranha.
Mas o Conde e seus vassalos não entendiam a magia de Ian de forma alguma.
Especialmente o Conde.
"Uh... um. Magia excelente."
Bem... a magia que Ian mostrou não parecia muito com magia!
Claro, Ian tinha mostrado magia de acordo com a tradição de 'Chamar um Mago'... ou assim parecia!
Que tipo de magia é essa, p*rra?
Ventriloquismo?
A habilidade de conversar com animais é definitivamente magia.
Então, o mago tinha mostrado sua habilidade.
Mas... com uma demonstração tão ambígua, não havia como dizer se esse cara era uma fraude ou não.
Considerando que o propósito de 'Chamar um Mago' é distinguir fraudes que se agarram à nobreza, essa não foi uma chamada bem-sucedida.
Logicamente, deveria ter parado por aqui.
Se Ian era uma fraude ou não, quem se importa?
Ele estava acompanhando os Cavaleiros de Santiago e sentado ao lado da maga Mani.
Mas sempre tem um idiota que tem que criar uma cena em momentos como este.
"Vossa Excelência. Tal fraude deveria ser severamente punida e expulsa!"
"...?"
Tanto Ian quanto o Conde olharam para o vassalo com expressões de desagrado.
Um dos vassalos tinha decidido que o 'Chamar um Mago' foi insuficiente.
Isso poderia ser visto como um grande insulto ao mago.
Quem se sentiria bem sendo tratado como uma fraude depois de mostrar sua magia?
Mas o Conde não parou seu vassalo.
Porque... o Conde também estava curioso!
Até o Conde achava que Ian deveria mostrar mais alguma magia impressionante (é por isso que tolos ignorantes são problemáticos).
Como nada visível foi mostrado, Ian foi percebido como um mago fraco.
"Hmm. Você tem razão. É impossível dizer se ele está realmente falando com um corvo ou apenas fingindo. Além disso, se a magia é apenas falar com um corvo, é trivial e insignificante."
"..."
Ian, que estava ouvindo silenciosamente a conversa, começou a se sentir um pouco ofendido.
Ele ainda não tinha mostrado nenhuma habilidade, mas isso não significava que ele estava usando uma magia que pudesse ser menosprezada.
Vocês estão subestimando os invocadores?
Magia é uma piada para vocês?
Só porque estou conversando com um corvo, invocar parece trivial?
Se Ian fosse mostrar a magia adequada agora...
'Não, por que eu deveria?'
De repente, esse pensamento lhe ocorreu.
De fato, por que Ian deveria se apresentar como um bobo da corte na frente do Conde?
Ian não tinha nada a perder!
Afinal, Ian ia receber sua compensação de Lucy e seguir seu caminho.
Lucy era a única pessoa com quem Ian precisava se preocupar.
"Ah. Entendo."
Ele não estava interessado em usar magia para se tornar um espetáculo como um macaco de zoológico.
Então, Ian se levantou.
"Entendo que minhas habilidades pareçam insignificantes para vocês. Como não tenho mais truques para mostrar, vou me retirar agora."
"...?"
A ação repentina de Ian confundiu todos no salão de banquetes.
Os mais assustados foram o Conde e seus vassalos, que tinham pressionado Ian.
"Oh, não! Mago!"
Mas o dano estava feito.
Quando Ian fez um movimento para sair do banquete, a primeira a reagir foi a maga Mani.
"Eu não suporto mais isso!"
Bum!
"Minhas habilidades também são insignificantes, então eu também retornarei para a floresta!"
"Por que você está agindo assim!"
"Se você despreza as habilidades humildes de um mago, como eu posso ficar nesta terra!"
Mani levantou-se abruptamente e gritou com uma voz clara.
Ian inclinou a cabeça em confusão, observando-a.
'Por que ela está fazendo isso?'
Embora fizesse sentido para Ian se levantar depois que sua magia foi menosprezada, ele não entendeu muito bem por que Mani tinha se levantado.
Mas essa era uma tradição entre os magos.
Quando um mago era desrespeitado, todos eles se levantavam juntos para protestar em uma bela tradição de solidariedade!
'Como essas pessoas ousam desrespeitar um discípulo de Eredith?'
Na mente de Mani, sua opinião sobre o Conde já tinha caído um degrau.
"Conde. Suas palavras foram muito duras."
O Ancião encarou o Conde e falou.
Para um mero ex-mercenário encarar um Conde era impensável, mas o Ancião emanava uma aura tão poderosa que ele tornava o impossível possível.
Uma aura que claramente não pertencia a uma pessoa comum!
"Se não fosse pela magia de Ian, caçar a mantícora teria sido impossível. Era realmente necessário falar tão duramente?"
Finalmente, os irmãos Bord da ordem dos cavaleiros levantaram-se e falaram.
"A magia de Ian não é de forma alguma insignificante. Ele curou minhas feridas com o poder dos céus. Isso prova que Ian possui uma compreensão profunda da vontade dos céus e conhecimento e fé profundos."
Os sacerdotes foram pegos de surpresa pela declaração de Dehitri.
"Você está dizendo que o Mago Ian também é um clérigo?"
Então, os Cavaleiros de Santiago correram para testemunhar sobre a magia divina de Ian.
Como ele estudou diligentemente as escrituras, como ele ouviu atentamente a palavra dos céus, como ele realizou milagres, e assim por diante...
Com isso, os sacerdotes mudaram completamente sua postura.
"Ahem... Talvez tenhamos ofendido alguém que estudou a vontade dos céus..."
Embora sacerdotes e magos geralmente não se deem bem, Ian era uma exceção.
Ele tinha estudado as escrituras e, com base nesse conhecimento, testemunhado o mistério da 'divindade'!
O Conde Catina percebeu a gravidade da situação e seu rosto ficou pálido.
'F*da-se...!'
O Conde não tinha previsto que um mago seria o primeiro a cancelar o 'Chamar um Mago'.
Ele estava cheio de arrependimento tarde demais.
O quanto a atitude do Conde teve que desagradá-lo para o mago desistir da chamada primeiro!
O Conde percebeu dolorosamente sua gafe.
Droga, eu deveria ter apenas mantido no primeiro verso!
O Conde Catina olhou para Ian, esperando consertar a situação.
Existem duas maneiras de lidar com um erro: pedir desculpas ou cometer suicídio.
Com a internet transbordando de pessoas escolhendo a última, uma noção equivocada se espalhou de que 'Ah, é melhor morrer do que pedir desculpas!'... mas.
Este ainda era um mundo de fantasia medieval onde o bom senso ainda não tinha morrido.
Sendo um Conde, Catina sabia como abaixar a cabeça para ganho político, se necessário.
"Mago Ian! A culpa foi minha! Foi tudo devido ao meu erro tolo, por favor, acalme sua raiva e me perdoe!"
O Conde se curvou em um ângulo de 90 graus.
Foi bastante notável, de várias maneiras, que uma pessoa, não um telefone celular, pudesse se dobrar daquele jeito.
Vendo o Conde se dobrando para trás, Ian não podia simplesmente ignorar.
"Tudo bem, levante-se agora."
"Mas...!"
"Se você não se levantar em 3 segundos, eu vou simplesmente para casa, ok?"
Enquanto o Conde levantava a cabeça, Ian sentou-se lentamente de volta.
Só então o Conde deu um suspiro de alívio.
Sacrificou sua dignidade... para mudar o futuro...!
Com o 'Chamar um Mago' parcialmente resolvido, o banquete continuou.
Durante todo o banquete, o Conde e seus vassalos observaram Ian com expressões tensas, pensando...
Os caprichos de um mago eram realmente terríveis...
[1. raei: Acho que fiz uma nota sobre isso antes, mas só por precaução, INFP é um dos dezesseis tipos de personalidade descritos no Indicador de Tipo Myers-Briggs (MBTI). O cara é introvertido.]