Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Capítulo 10

Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

TL/Editor: Raei

Agenda:

Ilustrações: Nenhuma.

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"Senhor Mago! Gostou da refeição?"

Depois de se revelar como mago, Ian se tornou um pária.

Parecia haver uma barreira invisível ao redor dele, impedindo que as pessoas se aproximassem.

Ninguém ousava chegar perto de Ian.

'Que estranho.'

Ian se sentiu levemente magoado com a forma como as pessoas o olhavam como se ele fosse um monstro.

Se Ian fosse um alvo fácil, talvez tivessem gritado: 'Credo! Um monstro! Saia do nosso estabelecimento!'

No entanto, não havia ninguém corajoso o suficiente para rejeitar Ian abertamente.

Nem uma única pessoa tentou verificar se Ian realmente era um mago.

Assim que Ian declarou 'Eu sou um mago', ele se tornou um.

Havia uma razão para isso.

Quando alguém afirma ser nobre, existem pessoas específicas designadas para verificar essa verdade.

Entre os plebeus, são os intelectuais, e entre os nobres, são outros nobres ou o clero.

No entanto, questionar o status de alguém é considerado extremamente rude e desonroso.

Por exemplo, se alguém diz 'Eu sou um cavaleiro' e outra pessoa pergunta 'Você é mesmo um cavaleiro?', isso seria tomado como uma grave ofensa.

É como dizer: 'Você não parece um cavaleiro. Como ousa afirmar que é um? Não sinto a alma de um cavaleiro em você!'

Isso levaria imediatamente a um duelo.

É por isso que os nobres memorizam os nomes dos membros das outras famílias nobres.

Pelo menos tendo ouvido o nome, evitam a rudeza de questionar alguém que afirma: 'Eu sou um nobre.'

Ainda assim, é impossível memorizar todas as famílias menos conhecidas...

Mas em uma festa de baixa classe composta por mercadores mesquinhos e bandidos, não existe tal coisa como um detector de nobreza.

Então, no momento em que Ian se declarou um mago, ele foi aceito como tal.

Ninguém podia contestar!

"Aqui, me dê seus pratos. Vou lavá-los direitinho."

Uma mulher se agarrando a Ian com uma voz anasalada.

O nome dela era Emily, não era?

Como se quisesse provar que era uma prostituta, ela usou o termo 'lavar' em vez de 'limpar'.

Quem em sã consciência 'lavaria' pratos?

Ian, sem preconceitos contra prostitutas, achou Emily irritante.

Ela estava planejando melhorar de vida se aproximando fisicamente de um mago inocente!

O objetivo final de uma prostituta é o casamento, de preferência ascender socialmente.

Então, era natural que Emily colocasse seus olhos em Ian.

"Não precisa. Eu mesmo faço."

"Awn~ Como um mago como você pode fazer uma tarefa tão servil como lavar pratos~ Lavar pratos é trabalho de mulher~"

Ao ver Emily piscar o olho, Ian sentiu um frio percorrer seu corpo.

Ele não tinha a menor intenção de dividir uma cama com Emily.

Principalmente por razões psicológicas.

Ele se sentia desconfortável com sexo sem afeto.

Em segundo lugar, por razões higiênicas; ele tinha medo de pegar alguma doença.

Ian não tinha certeza se havia magia para curar doenças, nem havia aprendido isso.

A última coisa que ele queria era morrer de uma DST depois de todo o trabalho de se tornar um mago.

"Só me dê aqui."

Ian preferia cuidar dos seus próprios pratos.

Ele não podia confiar nos padrões de higiene dessas pessoas.

Ele avistou água limpa e parada por perto.

Pegando seus pratos, Ian se levantou.

Ouveu risadinhas atrás de si.

"O Senhor Mago é tão gentil. Lavando os pratos ele mesmo para poupar nossa Emily do trabalho."

"Deixa ele. Parece que ele gosta de lavar pratos."

Ian olhou para trás brevemente.

Quem eram esses tolos presunçosos que ousavam zombar de um mago?

Mas seus zombadores eram de fato tolos presunçosos — mercenários.

Vivendo dia após dia na ponta de uma espada, essas pessoas só tremiam quando uma lâmina estava em seu rosto.

Para eles, Ian ser um mago... 'E daí?'

Além disso, eles eram a força central do grupo, então Ian não podia simplesmente dispensá-los.

"..."

Ian ponderou seriamente.

Ele deveria manter sua dignidade fazendo Emily lavar os pratos?

Mas oscilar entre decisões provavelmente pareceria pior.

Ian deu de ombros.

Que diferença fazia se ele parecesse bem para os mercenários?

Ele decidiu ignorá-los e se afastou, prato em mão.


Ações individuais eram tipicamente proibidas, mas essa regra não se aplicava a Ian, o mago.

Ele encontrou um pouco de água acumulada em uma fenda de rocha e assobiou.

"[Levante-se.]"

Quando Ian falou na linguagem da magia, a água na poça começou a se agitar.

Ele aproximou seu prato, e a água se moveu até ele.

"[Mova-se.]"

A água girou ao redor, limpando o prato automaticamente.

Mover uma pequena quantidade de água assim era fichinha para ele.

Alguns poderiam dizer: ele aprendeu magia só para lavar pratos?

A isso, Ian responderia:

Ah, é por isso que eu aprendi magia.

A água limpa o prato sozinha?

Como alguém não pode se empolgar com isso?

Se isso não é um sonho realizado, então o que é?

Ian estava sorrindo satisfeito quando ouviu uma voz atrás de si.

"Então você realmente é um mago?"

Assustado, Ian se virou.

"Ah! Você me assustou!"

Ele fez uma pausa ao encarar a falante.

O nome dela era Cassie?

Uma das três viajantes.

Diferente de Emily, que tinha uma aura barata, essa mulher exalava um senso de nobreza.

Mas por que ela estava aqui?

"Magos também se assustam?"

"Você nunca viu um mago surpreso antes?"

"Bem, é a primeira vez que vejo um mago, então não sei direito."

Cassie removeu seu capuz, revelando seus belos cabelos azul-escuros cascateando como uma cachoeira.

Ela era tão deslumbrante quanto uma elfo, uma raça conhecida por sua beleza.

Mas sua atitude estava longe de ser agradável.

"Você. Você é tão diferente do que eu imaginei."

"Do que você está falando?"

Ian ficou sem palavras com as palavras diretas de Cassie.

Ian não era alguém para realizar as fantasias dos outros.

Por que ele deveria se importar se não atendia às expectativas dela?

"Me seguindo e depois dizendo que eu não sou o que você esperava?"

"Eu te disse, até um momento atrás, eu achava que você era falso."

"...Por quê?"

Ian estava genuinamente curioso.

Que critérios esses habitantes de mundo de fantasia usavam para julgar um mago?

"Você é comum demais."

Isso ainda era aceitável.

p"E gentil demais."

Esse era o problema.

"Ser gentil é um problema? Que tipo de bobagem é essa?"

Ian elevou a voz em total descrença.

Mas a resposta de Cassie foi outra.

"Oh."

'Oh', ela parou com essa exclamação.

"Isso foi meio coisa de mago."

"...O que você acha exatamente que é um mago?"

p"Espinhoso e excêntrico."

Ian ficou sem palavras com os estereótipos do mundo de fantasia.

Um mago não é uma velha mal-humorada.

Eles não gostam nem são bons em xingar!

O que vocês pensam que magos são!

"Ainda assim, você parece um pouco fraco."

Cassie levemente franziu as sobrancelhas, até isso nela era bonito.

"Você. Você não costuma xingar, não é?"

"...Claro que não."

"Eu imaginei. Você devia xingar um pouco. O que você fez até se tornar um mago que nem aprendeu a xingar?"p>

As palavras dela eram como arranhar as entranhas de Ian.

Ele se sentiu tão injustiçado que quis apresentá-lo a Eredith.

"Os mercenários estão te ignorando. Você sabe disso, certo?"

p"Mais ou menos."

Cassie deu um tapinha leve no ombro de Ian.

Seo ombro tremeu levemente sob o toque dela.

"Vá e cause uma confusão. Agite as coisas para estabelecer alguma disciplina."

"Por que eu deveria?"

O desprezo dos mercenários não era importante para Ian.

Desde que ele passasse por aqui em segurança, era o suficiente.

Eram pessoas que ele nunca mais veria na vida, então que diferença fazia se aquelas efeméridas fofocassem sobre Ian?

No entanto, ele não pôde deixar de prestar atenção nas próximas palavras de Cassie.

"Você precisa fazer isso para que, quando algo acontecer, os mercenários te protejam."

"..."

Isso era de fato um conselho sólido.


Ian admitiu que havia se enganado sobre algo.

Mercadores como Rick naturalmente o temiam.

Um mago tem conexões com a nobreza, e mercadores não conseguem sobreviver sem se curvar aos nobres.

Mas os mercenários eram diferentes.

Eles são leais apenas ao seu empregador e frequentemente até os traem.

Se a situação do grupo ficasse crítica, os mercenários lutariam até a morte ou fugiriam?

Obviamente, fugiriam.

Mesmo que cem vidas de Ian estivessem em jogo, eles ainda assim correriam.

Um mercenário é uma força, mas uma incontrolável.

E neste lugar, Ian era o único que podia controlar os mercenários.

'É. Vamos causar uma confusão... fazer um escândalo...'

O conselho de Cassie era simples e claro.

Infundir medo nos mercenários com comportamento agressivo.

Se eles temerem Ian mais do que o inimigo, não fugirão e lutarão para protegê-lo.

"Senhor Mago! Gostou da refeição?"

Apesar de ter sido rejeitada várias vezes, Emily não desistiu de Ian.

Ela estava teimosamente se agarrando a ele.

Essa era uma boa oportunidade para infundir medo nas pessoas.

Ian se preparou e agiu agressivamente.

"Ei. Esse prato. Vá lavá-lo."

Ele... na verdade jogou o prato!

Os olhos de Emily se arregalaram de choque.

Não porque ficou impressionada com o ato carismático de Ian, mas por causa de seu comportamento repentino e desajeitado.

À distância, Cassie foi vista discretamente virando a cabeça.

Ian não conseguia entender.

Por quê?

Ele estava indo bem.

E por que seu rosto estava ficando vermelho?

Ele estava envergonhado?

No entanto, Ian estava confiante.

Na frente de todos!

Ele realmente tinha jogado um prato de jantar!

p"Que cruel!"

Isso poderia levar a um homicídio?

...De jeito nenhum.

Emily, há muito acostumada a ser desrespeitada, achou o comportamento de Ian perfeitamente natural.

É!

p"Isso é mais coisa de mago!"

"Sim, Senhor Mago! Deixe comigo!"

"...?"

Ian não conseguia entender por que sua ação não teve efeito.

Ela não tem nenhum amor-próprio?

Isso é realmente aceitável?

Ian, não sendo uma pessoa medieval de verdade, ainda não conhecia os aspectos aterrorizantes de uma sociedade baseada em classes.

A bela forma pela qual várias formas de violência estavam enraizadas em uma sociedade que distinguia rigidamente entre os plebeus e os nobres.

"Hehe. O Senhor Mago está dando ordens."

"Que sorte, Emily."

Os mercenários nem pestanejaram.

Eles ainda não temiam Ian.

'Ah, o que fazer?'

Para resolver esse problema, ele precisava desenterrar uma raiva lá do fundo.

Se estivesse genuinamente com raiva, poderia perder a cabeça suficientemente.

Mas como ele poderia estar com raiva agora?

Ele era oprimia.

Ian, sendo um introvertido, achava desgastante até expressar raiva.

No entanto, a solução veio de um lugar inesperado.

"Ptui..."

"...?"

Ian não podia acreditar no que via.

O que... o que ele acabou de ver?

Emily, que havia pegado o prato de Ian, cuspiu uma saliva pegajosa nele enquanto o encarava.

Ela então sorriu sensualmente e colocou uma folha no prato.

E começou a esfregar para limpá-lo...

Os olhos de Ian reviraram.

Aquela mulher maluca!

Ela cuspiu no meu prato!

"Aaaaaah! O que você está fazendo! Sua cadela!"

"Qu... o quê?"

"Sua cadela! Eu mandei você limpar! Quem mandou você estragar meu prato!"

Krrrrrr...

Ian desenterrou energia lá do fundo, soltando um rugido aterrorizante.

Aquela mulher maluca!

Quando Ian, um mago, explodiu em raiva genuína, o mistério da natureza ressoou com sua fúria.

Krrrrrr...

"Ugh!"

"O que, o que é isso?"

O vento uivou, o chão tremeu.

As folhas farfalharam, produzindo um som sinistro como gritos.

"Senhor Mago! Me desculpe! Eu errei!"

Uma assustada Emily se prostrou no chão.

Na verdade, ela não sabia o que tinha feito de errado.

Quando o mago ficou com raiva, ela instintivamente implorou pela vida!

"Quem diabos! Droga! Mandei você cuspir no meu prato!"

"Mas! Para lavar o prato, é preciso umidade..."

"Então lave com água! Sua mulher maluca!"

"Mas, a água está suja!"

Ops.

Ian agarrou a nuca e desabou.

Ele havia sido vítimo de seu antigo mal: [Padrões de Higiene Medievais]...

Os mercenários assistindo a essa cena sentiram um medo espinhoso.

'O que, o que é isso?'

A habilidade com que ele repreendeu uma serva tentando lavar pratos não era coisa comum!

'Aquele mago é... excêntrico!'

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