
Capítulo 18
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
As notícias se espalharam rapidamente por todo o castelo, logo circulou a informação de que uma das pessoas que se acreditava ter morrido no labirinto há mais de um mês havia retornado. Os portões abriram com um rangido audível, e Vritra entrou, ainda sentindo todos os olhares concentrados nele.
Ao atravessar o castelo, alguns guardas o seguiam de perto, como se ainda fossem desconfiados; ignorando-os, decidiu primeiro ir até a deidade. Já tinha uma história pronta para ela e para todos os demais.
Até saber quem estava por trás do evento que quase lhe custara a vida, precisava se manter vigilante; até o rei e a deusa poderiam estar envolvidos nisso tudo, e apesar do aumento de seu poder, Vritra não acreditava que pudesse derrotar o exército inteiro do reino ainda.
"Primeiro, vou testar as intenções da Diana. Queria saber o quão forte ela é," pensou Vritra, enquanto seguia em direção ao grande templo.
Sentia que o rei e a deusa estavam coniventes, mas só poderia agir após confirmar o nível de força de sua adversária.
Enquanto caminhava em direção ao castelo, passou pelos jardins do castelo e, ao fazê-lo, viu um grupo de adolescentes—seus colegas de classe—reunidos no campo, embora fossem poucos. No momento em que o perceberam, começaram a cochichar. Todos o encararam com incredulidade; afinal, do comandante da quarta equipe, ouvira-se que ele tinha caído em uma armadilha e morrido.
Seus olhos vasculharam a multidão, focando estreitamente à procura de alguém familiar, mas não havia ninguém que procurava. Nem sua mãe, nem o grupo do Max estavam lá, então Vritra apenas lançou um olhar aos poucos estudantes e seguiu adiante.
"Ele não está morto? E o que aconteceu com ele? As roupas dele estão tão rasgadas e o cabelo tão comprido. O que ele passou?" exclamou um dos garotos. Nenhum deles tinha uma relação próxima com Vritra, mas, neste novo mundo, ele ainda parecia familiar.
"Mas sobre a mãe dele... achávamos que ele tinha morrido, ela, uh..." murmurou uma garota, com o cenho franzido de preocupação, mas como nenhum deles tinha uma boa impressão de Vritra, nenhum tentou falar com ele.
Já fazia um mês desde sua chegada a este mundo. Todo esse tempo, eles treinaram suas habilidades ou se acostumaram a caçar demônios. Ainda ganharam alguns níveis trabalhando duro e matando aquelas criaturas perigosas que variavam do nível 6 ao 10.
Embora só os mais fortes do grupo pudessem lidar com demônios de nível por volta de 10, somente Vanessa estava ausente de tudo isso desde que soube da notícia de sua morte. Os poucos adolescentes suspiraram ao pensar na mulher rezingue e sofrida.
Depois de caminhar por alguns minutos, Vritra chegou às magníficas portas do templo, completamente alheio ao burburinho de seus colegas. Todo o edifício era feito de umas pedras brancas especiais que pareciam brilhar suavemente; era muito bonito.
Pessoas entravam e saíam do templo, mas ao vê-lo, rapidamente se afastaram, assustadas com sua aparência, receosas de que pudesse atacá-las a qualquer momento.
Ao passar pelos portões, Vritra viu muitas figuras vestidas de branco. Algumas rezavam, enquanto outras estavam ocupadas com tarefas simples. Assim que entrou, todos os olhares se dirigiram a ele, e a reação foi a mesma de antes, embora com um sentimento de repulsa.
Um dos homens se aproximou, mas parou a poucos metros dele. Depois, olhou-o de cima a baixo, franzindo a testa, e falou com uma leve expressão de desagrado: "Você é Vritra?"
"Sim," respondeu de forma simples.
"Siga-me." Todas as pessoas aqui sabiam um pouco sobre Vritra. Ele tinha recebido uma habilidade inútil, que só servia para mover poeira. Surpreenderam-se até de ele ter conseguido voltar vivo do labirinto após quase um mês.
O homem, que parecia um sacerdote, caminhou silenciosamente, com passos apressados, como se não pudesse suportar a presença de quem o seguia.
Fizeram algumas curvas e pararam diante de umas escadas. O sacerdote se virou, olhou para Vritra com o nariz franzido e falou: "Suba direto e encontrará a deusa. Mas lembre-se de comportar-se bem na presença dela."
Vritra assentiu, sem demonstrar desrespeito, e não reagiu à evidente falta de educação. Então, o sacerdote deu uma bufada e se afastou.
"Você está sendo bem recebido aqui. Por que voltou, se já acreditam que está morto? Tem alguém que você gosta muito entre as pessoas que foram convocadas?" a voz feminina doce e familiar de Yasmine soou em sua cabeça.
"Sim, minha mãe," respondeu Vritra simplesmente, enquanto começava a subir as escadas. O ar estava perfumado com uma fragrância floral que imediatamente lhe trouxe à memória a beleza pura e de outro mundo, a deusa Diana.
"Entendi," respondeu Yasmine. Apesar de seus objetivos serem importantes, ela não queria que ele simplesmente esquecesse de sua vida anterior.
Depois de atravessar as escadas, Vritra finalmente viu a figura etérea da deusa. Ela estava de costas para ele, com as mãos apoiadas sobre o parapeito da sacada.
Ela vestia um vestido branco, e sua pele alva parecia brilhar. Parecia tão pura e delicada, mesmo com aquelas curvas sedutoras. A única sensação que sua aparência despertava era de veneração e carinho à distância.
Radiante, sagrada e intocada.
Vritra parou a uma certa distância dela e esperou.
Ele não usou a habilidade de avaliação para verificar seu nível, acreditando que ela pudesse perceber seu esboço de investigação. Em vez disso, perguntou mentalmente: "Yasmine, quão forte ela é?"
"Seu nível atual é 181, certo?" Sem esperar por uma resposta, ela completou, "A força dela não pode ser limitada por números, por causa das habilidades divinas que usam sua crença e energia sagrada, então o pico de força dela é pelo menos três vezes o seu nível."
Leve, o semblante de Vritra se tornou um pouco tenso por um breve momento, mas logo voltou ao estado de calma. Ele antecipava uma diferença enorme de força, mas, mesmo após cinco meses de tortura, não tinha nem força suficiente para ser uma ameaça pequena para ela.
E Yasmine talvez estivesse minimizando um pouco o nível de Diana para não desmotivá-lo, mas ele tinha acabado de começar, então não se importou. Apesar de sua aparência, Diana tinha alguns séculos de idade.
Porém, seus pensamentos foram interrompidos por Yasmine: "Mas não se preocupe. Se ela realmente atacar, posso te levar à segurança, embora acabar com ela com a força que tenho agora possa ser um pouco difícil. De qualquer forma, ainda há algo que podemos fazer se você realmente quiser."
"Mesmo que esteja atualmente em um estado extremamente debilitado, você ainda carrega um tesouro de nível ameaçador para o mundo dentro de si, e essa sua deusa não se compara aos Verdadeiros Deuses."
Vritra entendeu qual era o tesouro de que ela falava. Era o terrível Halo Mítico. Ele ficou um pouco curioso sobre essa última frase, sobre os verdadeiros deuses, mas decidiu perguntar depois. Em vez disso, questionou: "O que podemos fazer?"
"Usando o Halo Mítico Nihil-Anima, podemos..." Yasmine compartilhou seu plano. Depois de terminar, os lábios de Vritra se contorceram em um sorriso diabólico. Se conseguisse, seu tempo no reino seria muito mais fácil.
'Entendo, então—'
Mas antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, parou ao perceber que a deusa se moveu.
Após alguns minutos de silêncio, Diana finalmente se virou. Ela parecia verdadeiramente deslumbrante—com seus olhos azul profundo, lábios suaves e rosados, e aquelas bochechas coradas. Sua beleza só podia ser definida como divina.
Ela permanecera silenciosa o tempo todo, observando o jovem e exercendo uma pressão psicológica, mas, além de sua aparência desfeita, não encontrou nada estranho.
Depois que todos voltaram do labirinto, ela recebeu a notícia de que Vritra tinha morrido ao cair em uma armadilha, e alguns outros também haviam falecido ali; embora soubesse de todo o esquema por trás disso, como as perdas eram baixas, ela não se importou realmente.
"Vritra..." seu voz melódica soou. Enquanto olhava para ele, nenhum sentimento podia ser visto em seus olhos. Afinal, alguém tão insignificante quanto ele nem valia sua indiferença ou desprezo.
"Diga-me, o que aconteceu lá dentro do labirinto?" perguntou. Sua voz, embora suave aos ouvidos, carregava uma pressão opressora.
Vritra respirou fundo enquanto começava seu encenação. Apertando o punho, sua expressão mudou para uma de leve reverência, enquanto olhava para a bela deusa, como a maioria de sua idade faria.
Só por aquele olhar, a deusa já o subestimava. Não tinha nada de especial nele—exceto por aquelas estatísticas um pouco acima da média.
"Decidi entrar sozinho no labirinto, já que o comandante disse que lá dentro quase não há demônios. Estava numa grande sala quando algo de repente me atingiu. Não lembro exatamente o que aconteceu. Meu corpo e minha mente paralisaram naquele momento, e, de alguma forma, caí em uma armadilha."
Vritra fez uma pausa, a respiração mais acelerada, e o rosto coberto de gotas de suor descendo pela testa, fingindo ainda sentir calafrios por causa do incidente. O medo em seus olhos negros era evidente, uma leve tremedeira podia ser vista passando pelo corpo, um ato perfeito até o último detalhe.