Re: Blood and Iron

Capítulo 850

Re: Blood and Iron

Heinrich recebeu a ordem de se retirar de Cuba logo após o fim oficial da guerra.

A nação insular ao largo da costa dos Estados Unidos, ou seus antigos limites, estava destinada a se tornar um aliado espanhol.

Já tinha sido escolhido um dos príncipes da ramificação espanhola da casa de Bourbon para ser o governante de Cuba.

Isso significava que as Potências Centrais estavam, pouco a pouco, deixando a ilha. Transferindo sua ocupação e administração para a Família Real Espanhola.

Enquanto estava a bordo do SMS Bismarck, no qual inicialmente havia chegado ao Caribe, Heinrich só conseguia fumar um cigarro e sentar-se na sua ponte de voo.

Assistindo às equipes de manutenção realizarem suas tarefas diárias, enquanto pensava em como o mundo que conhecia toda a sua vida tinha chegado a uma conclusão rápida.

Ele viveu a maior parte da vida adulta como um playboy, só se estabelecendo e se casando bem mais tarde do que seus colegas.

E por causa disso, seus filhos mais velhos ainda não eram adultos.

O homem exalou uma nuvem de fumaça, perguntando-se se a vida que viveu valeu a pena. Se tivesse vivido de forma diferente, sentiria mais satisfação neste momento?

Ele entrou na academia para trazer honra à sua família de comerciantes. Nunca teve a intenção de fazer uma carreira inteira no serviço militar.

Porém, ao seguir Bruno até a vitória, tornou-se conde. Um membro da nobreza superior, casou-se com uma condessa metade de sua idade e tiveram uma prole de nobres prazenteiros.

No caminho, perdeu amigos e sepultou inimigos, mas nunca imaginou que estaria sentado ali, a bordo de um navio que ele jamais pensou que fosse uma possibilidade tecnológica quando entrou para o exército, voltando de uma guerra de escala que ia além da sua juventude.

Como um Generalfeldmarschall, e altamente condecorado, Heinrich não tinha falta de dinheiro. Podia se aposentar e nunca mais se preocupar em trabalhar.

E, na verdade, sentia que já tinha dado o suficiente de sua vida como braço direito de Bruno. Ele simplesmente não sabia como dizer ao leão que tinha lutado o bastante.

Falando nisso… Não conseguiu evitar fazer uma expressão de desgosto ao pensamento que lhe cruzou a mente, mas, como Bruno tinha sido convocado para cúpulas diplomáticas, isso significava que o homem desfrutava de aposentadoria com a família nos Alpes, enquanto ele estava preso aqui nesta cidade flutuante, esperando ansiosamente pelo dia em que atracasse no Adriático.

"Sortudo, seu filho da mãe…."

Heinrich finalizou seu cigarro e jogou a ponta para fora da borda do navio, onde caiu, sendo brevemente levada pelo vento, até ser sugada pelas profundezas do Atlântico.

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Erich estava do lado de fora do avião que levava seu veículo de comando. A pintura estava lascada em várias regiões, e o casco composto tinha amassados de tiros de armas pequenas, pequenos demais para perfurar ou parar de imediato a blindagem inclinada do veículo.

A artilharia principal estava sendo inspecionada pelo comandante do veículo e pelo artilheiro, para garantir que estivesse completamente limpa antes de ser lacrada e levada para a carga do avião de transporte estratégico.

Ele mal podia acreditar que havia chegado a hora… A guerra tinha acabado, e ele, como todo soldado alemão ainda destacado, estava sendo recalled para casa.

Casa… Nem conseguia calcular quanto tempo havia passado desde a última vez que viu as rochas geladas dos Alpes onde foi criado.

Era quase como um sonho realizado… Queria mais do que tudo tirar o capacete e olhar a foto que escondia no seu forro. Uma foto dele, da esposa e de seus pequenos filhos.

Porém, Erich era um homem de disciplina; não tiraria o capacete até que ele e seus homens deixassem aquela ilha e entrassem nos céus.

Em vez disso, continuou a fumar o resto do seu último cigarro, enquanto um dos coronéis-tenentes que respondia a ele se aproximava com um manifest em mãos.

"Senhor… Tudo e todos foram contabilizados. Este é o último turno da brigada. Assim que o veículo de comando for carregado, partiremos de vez…."

Erich olhou de volta para a pista cubana, que havia ocupado e usado como base para lançar várias missões rumo ao espaço aéreo americano. Vendendo armas e munições às várias facções em guerra, em troca de ouro, petróleo ou minerais.

Missão concluída. a América, ou o que restou dela, agora está completamente sozinha. A Alemanha não planeja interferir abertamente, como vinha fazendo até que os tratados fossem assinados em Genebra e Hanseong.

Enquanto olhava para as terras que agora ardia na guerra eterna, apenas balançou a cabeça antes de pisar na ponta do cigarro já apagado com sua bota.

"Bom… Já vi o suficiente dessa parte do mundo para durar uma vida. Vamos partir daqui e nunca mais voltar."

Não era exatamente que Erich e seus homens tivessem memórias ruins de Cuba; na verdade, tomar a ilha foi mais fácil do que muitas das batalhas que a Brigada enfrentou desde o início da guerra.

O problema era que estavam exaustos. Lutaram anos a fio, com apenas alguns meses de descanso entre as batalhas, e foram a ponta de várias vitórias estratégicas do Reichsheer.

De todas as unidades de combate, a brigada de Erich tinha uma das maiores taxas de baixas, com cerca de 40-60% de seus membros originais mortos ou feridos durante a guerra.

Erich nem se lembra mais dos nomes dos reforços mais recentes, ou dos rostos dos mortos enterrados.

O que sabe é que, assim que o trem de pouso subiu após o avião decolou, finalmente pôde respirar aliviado.

Ele tirou o capacete, olhou a foto no interior e colocou dois dedos sobre o rosto da esposa, com quem pensou incessantemente nas últimas semanas, desde o fim da guerra.

"Estou voltando para casa, Erika…."

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Bruno estava na superfície da piscina de sua propriedade, flutuando no centro, vestindo um shorts de banho e óculos escuros, relaxando com uma cerveja na mão.

Ele não estava sozinho. Muitos membros da sua família tinham se juntado — irmãos, filhos, filhas, sobrinhos, netos, bisnetos, e assim por diante.

Enquanto saboreava sua cerveja, viu um grupo de dezenas ou até centenas de familiares caminhando pelos jardins da fazenda em pleno verão.

Uns fazendo churrasco; outros curtindo a piscina, como Bruno; mais alguns andando a cavalo ou participando de competições de tiro esportivo.

Bruno, honestamente, sentia-se um peixe fora d’água ao olhar para sua família e sua enorme quantidade. A melhor parte era que todos pareciam felizes, ou, ao menos, contentes com suas vidas.

Foi então que sentiu um puxão nos pés. Olhou para a borda da boia inflável e encontrou Heidi submersa na superfície da piscina, do pescoço para baixo.

Ela parecia radiante, satisfeita por Bruno finalmente estar aproveitando as regalias que sua vida de sangue, suor e lágrimas havia proporcionado à família. Mesmo assim, não pôde deixar de sorrir e zombar dele.

"Você parece um peixe fora d’água."

Bruno riu enquanto tomava um gole de sua cerveja, observando a harmonia de sua casa e sua propriedade. Sabendo que sua esposa não desistiria sem uma revanche, ele respondeu à brincadeira com uma sua.

"Então talvez eu devesse me esconder dentro de um barril, como o peixe astuto."

Heidi não conseguiu segurar o riso diante da loucura da brincadeira dele. Ela não entendia exatamente o que Bruno quis dizer, mas a ideia era tão cômica que não levou a sério.

"O peixe astuto?"

Bruno não respondeu mais; apenas levantou sua cerveja para beber, com um sorriso de satisfação que Heidi conhecia muito bem, fazendo-a fazer uma cara fechada, como se fosse uma criança novamente.

"Ódio não saber como é essa vida…"

Bruno levantou os óculos ao olhar para o semblante sério da esposa, que fazia manha na piscina, agarrada à boia.

Ele apenas sorriu, segurou a mão dela e a puxou para o colo, fazendo-a corar de vergonha, enquanto sussurrava no ouvido dela.

"E agradeço a Deus por ter me dado a chance de garantir que você nunca terá essa vida…."

Heidi olhou para Bruno com um sorriso sincero — ela foi a única pessoa com quem ele realmente revelou toda a extensão de suas memórias.

O mundo de onde veio, o mundo que viveu, e os sofrimentos que enfrentou antes de encontrá-la nesta vida. Nada disso importava agora, pois nunca mais aconteceria.

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