Re: Blood and Iron

Capítulo 461

Re: Blood and Iron

Bruno não teve muito tempo para descansar após voltar da Rússia. Logo, se viu de volta a Berlim, após o fim de mais um fim de semana. Por que isso aconteceu? Porque nos últimos dois ou três anos, várias novidades tinham ocorrido de forma sutil nos bastidores, pelos engenheiros de armas de sua equipe, e ele precisava ver de perto os designs mais finalizados.

Perspectivas adquiridas de projetos de pesquisa conjunta com o Império Russo e suas mentes mais brilhantes ajudaram a trazer ideias que a Alemanha ainda não tinha pensado por si mesma, incorporando esses conceitos à sua estratégia nacional de desenvolvimento de armamento.

No momento, Bruno estava nos sagrados corredores da corporação familiar de armamentos, na qual ele possuía algumas ações. Eles eram responsáveis pela produção interna de armas leves e artilharia da Alemanha, e a próxima geração não era exceção.

Ele já tinha introduzido inovações como rifles semi-automáticos, submetralhadoras e metralhadoras de uso geral décadas antes de se tornarem padrão. E essas armas ajudaram a Alemanha a vencer a Grande Guerra.

Mesmo agora, dois a três anos após o período de paz, onde a Alemanha estava no centro da atenção mundial e despertava inveja, os preparativos para futuros conflitos estavam em andamento. E o desenvolvimento de armas pequenas não era diferente.

Os designs finalizados da primeira verdadeira carabina de assalto do mundo tinham ganhado forma. Inicialmente baseados na Sturmgewehr 44, como foi apresentada na vida anterior de Bruno no final da Segunda Guerra Mundial, essas armas receberam refinamentos nesta vida, com melhorias necessárias.

Além disso, a arma foi produzia em várias versões, incluindo uma modelo "k" com coronha dobrável em estilo Mp-40, e um cano curto com um conjunto de gás e mira de ferro integrados, destinada a tripulantes de veículos e forças aerotransportadas.

Havia também uma variante de apoiador de grupo inspirada na RPK de sua vida anterior, além da versão básica de infantaria, que foi aprimorada em alguns detalhes.

Por isso, Bruno inspecionou essas rifles, que já haviam passado por testes intensos nos matos da África e em outros campos de batalha austeros, realizados pelos units Werwolf, responsáveis por fornecer feedback ao time de desenvolvimento. Assim, buscavam garantir que a variação mais confiável, funcional e otimizada das armas fosse criada nesta linha do tempo.

Quanto às submetralhadoras, elas já haviam se tornado obsoletas, devido às variantes extremamente compactas da Sturmgewehr, e logo seriam desativadas completamente.

Em contrapartida, outra inovação de destaque na mesa era uma nova metralhadora de uso geral, que Bruno reconheceu de imediato como a variação deste mundo do Mg-42. Essa arma, em sua vida anterior, tinha sido praticamente perfeita, salvo alguns pequenos problemas mecânicos relacionados ao design do ferrolho, resolvidos posteriormente na variante Mg-3, que continuou dominando os campos de batalha até o século XXI.

Essas armas foram naturalmente integradas à plataforma de armas nesta vida. Mas, após a introdução do Mg-34, há mais de uma década, Bruno sabia que tarde ou cedo alguém refinaria essa arma na direção do que estava vendo agora. Então, ele não ficou surpreso com sua existência. O que realmente o impressionaram foram dois designs com os quais ele não teve envolvimento direto, mas que estavam quase prontos, em estágios finais de desenvolvimento.

O primeiro desses era uma nova metralhadora pesada, a resposta alemã à M2 Browning. Algo que foi negligenciado pelo Wehrmacht na vida anterior de Bruno, mas que agora corrigiram, produzida em uma plataforma que lembrava assustadoramente a metralhadora pesada Madsen-Saetter, calibre 12,7mm (.50 BMG).

Havia algumas distinções visuais, porém. Primeiro, a arma claramente usava munição 13,2x92SR, e era muito mais robusta e com laterais grossas, quase como se os melhores componentes da MG-42 tivessem sido integrados de forma perfeita ao seu design, tanto interna quanto externamente.

Diferente da americana M2 Browning, que ainda carregava marcas do engenho da Primeira Guerra Mundial — processos de usinagem longos, internos pesados de recíproca e um mecanismo de troca de cano desajeitado — a resposta alemã foi feita desde o princípio pensando na facilidade de produção em massa e na resistência às condições de combate.

O对子[1]- Corpo da arma era feito de placas de aço espessas, estampadas e reforçadas, eliminando a necessidade de usinagem precisa. O cano, pesado e com canais de ar para resfriamento, tinha um enorme freio cônico para controlar o recuo.

Um mecanismo de troca rápida, astutamente posicionado e inspirado nas melhorias do MG-42 no campo de batalha, permitia ao atirador treinado trocar o cano superaquecido sem precisar desmontar a arma, nem removê-la do tripé ou do suporte de pintle — uma inovação simples, brutal, que reduzia o tempo de troca a poucos segundos, mesmo em combate.

Internamente, a arma mantinha o sistema de curto recuo e travamento por rolos, desenvolvido pelos antigos metralhadoras alemãs, ajustado para suportar as pressões monstruosas do cartucho de 13,2mm. Nada de mecanismos delicados de retardamento por rolos aqui: era um travamento mecânico verdadeiro, projetado para alta durabilidade, resistência à sujeira de campo e potência extrema de parada.

A alimentação era por correias de metal de ligação disintegrável, em configurações de 50 ou 100 tiros, dependendo do suporte. A arma poderia ser usada tanto em tripés pesados para defesa fixa quanto em suportes de pintle adaptados para tanques, half-tracks e embarcações — exatamente o que Bruno suspeitava que uma força militar moderna precisaria, se tivesse visão de futuro.

Resumindo, os engenheiros alemães não simplesmente copiavam a M2. Eles evoluíram além dela. Mesmo sem nunca ter visto a arma antes, Bruno manuseava o mecanismo com a reverência de alguém que teve um romance longo e proibido com ela.

Um sorriso sinistro cruzou seu rosto geralmente sério ao comentar a suavidade da ação e a resposta célebre do gatilho ao disparar.

"Ela é linda… Uma arma perfeitamente ajustada, que continuará em serviço por pelo menos cem anos, se bem cuidada… Vocês realmente superaram suas próprias expectativas desta vez!"

Bruno quase não quis largar a nova metralhadora pesada, que ainda não tinha nome oficial, e já pensava em acabar com qualquer demonstração adicional, até que algo chamou sua atenção em um teste de alcance próximo.

Ele quase levou um susto ao virar a cabeça rapidamente ao ouvir uma frase simples e uma forte explosão.

"Fogo autorizado! Com a missão, atirem!"

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