Re: Blood and Iron

Capítulo 278

Re: Blood and Iron

O uso de artilharia anti-aérea contra o armamento improvisado britânico havia detido o avanço aliado na região alpina, protegendo as fronteiras soberanas da Áustria, e, assim, apresentava uma oportunidade de retomar o que havia sido perdido.

Porém, o homem sábio não aproveitou sua vantagem quando seu exército foi planejado com foco na defesa. Haveria muitos problemas se os austro-húngaros e seus aliados alemães avançassem para o território atualmente controlado pela Itália.

Não, eles mantiveram a linha de defesa, aprofundando suas posições e fortalecendo suas fortificações, além de aprimorar suas capacidades. Enquanto isso, Bruno fazia movimentações no leste. Com o Exército Real da Bulgária destruído ao longo de suas fronteiras pelo 8º Exército, surgiu uma oportunidade para as forças austro-húngaras marcharem pela brecha que havia sido criada para elas.

Enquanto isso, Bruno direcionava sua atenção para a capital búlgara, esperando forçá-los a se render antes que o Exército Otomano ou o que restasse dele dentro de Trácia Oriental pudesse ser mobilizado para ajudá-los.

Honestamente, Bruno acreditava que a grande maioria das unidades blindadas do Reich alemão estava atualmente nos Balcãs sob seu comando direto. Haviam centenas de veículos blindados, seja de origem Panzer I, ou de uma das duas variedades de Spähpanzer.

Esses veículos estavam alinhados em filas, enquanto Bruno passava por eles, observando seus canhões apontados na direção da capital búlgara, que não ficava longe dali. A chuva caía forte sobre a paisagem enquanto inspecionava cada uma dessas máquinas com seu olhar aguçado.

Ao olhar para a força esmagadora de blindados que já havia mobilizado, Bruno suspeitava que, até o fim da guerra, o 8º Exército se tornaria uma força moderna de elementos combinados de infantaria, blindados e artilharia. Não precisaria mais depender apenas de caminhões de transporte ligeiramente blindados para levar suas tropas ao combate, mas, possivelmente, até veículos de transporte de tropas blindados.

Se isso acontecesse, então a ofensiva em Paris seria imparável na hora certa. Mas não era hora de pensar nisso. Em vez disso, Bruno dirigiu sua fala aos operadores de tanques cansados e preparados para avançar rumo à capital búlgara.

E fez isso com uma tonalidade de pesar, como se a ideia de lutar contra os búlgaros e subjugá-los fosse algo demais para suportar.

"O contingente principal do Exército Real da Bulgária foi derrotado pelos bravos homens deste exército. Enquanto falamos, nossos aliados avançam pelo norte para cercar o que resta do inimigo. O destino nos colocou contra aqueles que, de outra forma, seriam nossos aliados.

Não foi minha escolha marchar com uma linha de Panzers pelas terras da Bulgária, mas cada um de vocês deve saber que são a espinha dorsal do 8º Exército Alemão, e sem vocês, falharíamos. Então, quando eu ordenar que avancem para o território inimigo, sem se importar com o custo para a vitória, vocês devem fazê-lo.

Pois o que está atrás de vocês é toda a nossa civilização, cultura e povo! Glória ao Kaiser, Glória ao Reich e àqueles que sangram por ele! Por sangue e honra!"

Os motores das linhas de tanques e carros blindados rugiram à medida que Bruno se afastava. Permitindo que avançassem, com a infantaria motorizada logo atrás. Depois disso, ele balançou a cabeça e suspirou, voltando a caminhar até Heinrich, que observava o exército começando a se mover.

O homem tinha uma expressão de espanto no rosto ao ver Bruno agindo de forma visivelmente irritada, sem dúvida porque ele havia se forçado a parar de fumar por pura força de vontade, e agora começava a sentir os efeitos dessa decisão.

"Você tá bem?"

O tom de Bruno era seco e ríspido, pois nem mesmo dignou-se a lançar um olhar para a pergunta de Heinrich e simplesmente passou ao lado dele, respondendo.

"Estou bem… E o Erich, já foi chamado de volta de Berlim?"

Heinrich assentiu com a cabeça, com uma expressão que parecia revelar seus pensamentos. Bruno continuou andando em direção ao veículo deles, acreditando que aquilo era o melhor a fazer.

"O Erich agora está à frente das forças que ficaram para manter as operações de gendarmaria em Sarajevo, ou seja, ele foi designado ao oficial austro-húngaro que assumiu suas responsabilidades anteriores como conselheiro.

Qualquer coisa que aquele idiota fizer lá, ficará por conta do Exército Austro-Húngaro, não nossa. Portanto, não se preocupe em ser responsabilizado pelo que o Erich fizer…"

Bruno apenas assentiu ao ouvir isso e seguiu em direção ao veículo pessoal deles. Ao abrir a porta, olhou rapidamente para o relógio e começou uma contagem regressiva, enquanto entrava no banco traseiro, com o motorista aguardando por ele e Heinrich entrarem.

"Três… dois… um…"

Heinrich estava prestes a chegar na porta quando ouviu uma explosão ao longe. Sua olhada foi rapidamente na direção da detonação, que foi logo seguida por outra, fazendo-o segurar o capacete e abaixar-se perto dali.

Bruno respondeu zombando do homem, informando exatamente o que estava acontecendo naquele momento e que o tinha pego de surpresa.

"Relaxa, seu idiota, aquilo é nossos bombardeiros destruindo as poucas defesas que Sofia ainda tem, preparando-se para a chegada do nosso exército. A Bulgária vai capitular antes do final de semana, ou então teremos uma campanha muito mais difícil do que qualquer um de nós esperava.

De qualquer forma, agora está nas mãos de Deus, e tudo o que podemos fazer é lutar até o fim por um desfecho favorável. Agora, vai entrar ou não nesse maldito carro?"

Depois de alguns momentos processando as palavras do comandante e avaliando a situação ao longe, Heinrich entrou no veículo como um rato assustado, e logo o carro partiu atrás do exército que já tinha conquistado alguma distância à frente.

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