Assassino Atemporal

Capítulo 609

Assassino Atemporal

"O Deus da Família Su ESTÁ MORTO?"

Charles perguntou, sua voz carregada de incredulidade, enquanto Soron apenas assentia, com expressão indiferente.

"Sim, acho que fizeram um exemplo dele… Um exemplo do que custa desafiar o Governo Universal."

As Seis Grandes Clãs queriam independência da Aliança Justa na Cúpula de Todos os Deuses deste ano, mas não conseguiram.

Em vez disso, Su Ren morreu, e agora as terras da Família Su serão engolidas pelos outros lobos famintos.

É uma tragédia… Mas Su Ren tinha o que merecia." Soron explicou, enquanto tanto Leo quanto Charles ficavam estranhamente silenciosos.

Este foi um desenvolvimento bastante importante, com implicações universais de grande impacto.

No entanto, nenhuma notícia pública havia vazado ainda, o que significava que poucas pessoas sabiam da morte do deus da Família Su.

"Você vai liderar uma expedição para conquistar o planeta Nemo, né?

Deve estar mais fácil agora que o Clã Su estará em crise interna.

Jogando bem suas cartas, você garante um pedaço de terra bem interessante para você." Soron disse a Leo, enquanto Leo assentia de forma distraída.

Ele não tinha um apego especial pelo Clã Su como um todo, e, portanto, não se importava com o que acontecesse com eles.

No entanto, se importava com Su Yang e se perguntava se ele teria forças para passar por toda essa confusão.

"Senhor Soron… Se vocês fossem os cinco clãs restantes, permitiriam que um descendente direto da Família Su vivesse?" Leo perguntou, enquanto Soron torcia a língua em sinal de recusa.

*Clique*

"Nem pensar. Não só o clã principal… Eu não deixaria ninguém carregando o nome Su sobreviver, pois eles só causariam mais problemas no futuro."

Ele respondeu, e sua resposta foi toda a confirmação que Leo precisava para perceber que seu amigo poderia estar em sério perigo.


(Enquanto isso, dentro da Sala de Guerra da Família Su)

A atmosfera na Sala de Guerra da Família Su era solene, enquanto todos os guerreiros da família com patente de Monarch ou o título de Comandante foram convocados para uma reunião de emergência na capital.

No comando da mesa estava Su Tang, o patriarca da Família Su, suas vestes de seda desalinhadas e suadas, como se até suas roupas tivessem virado contra ele, enquanto suas mãos tremiam, segurando com força a borda da mesa, a ponto de seus dedos ficarem brancos.

Seus olhos oscilavam entre os veteranos do clã reunidos ali, sua voz pesada entre o dever e o medo, enquanto diante dele estavam o passado, o presente e o futuro do clã.

Alguns deles eram seus tios e tias, Monarchs de cabelos grisalhos que uma vez o orientaram quando ele era uma criança quase incapaz de movimentar mana.

Outros eram primos e seus filhos, que já estavam na plenitude de suas forças, com olhos aguçados e inflexíveis, representando a próxima geração de líderes.

Eram guerreiros de elite; cada um deles era uma coluna do nome Su, um símbolo do poder duradouro do clã, veteranos que lutaram guerras em planetas incontáveis e gravaram a legado Su nas estrelas.

Porém, naquela noite, todos os olhares se voltaram para Su Tang, buscando não apenas palavras, mas uma garantia, respostas, um lampejo de esperança de que as bases do seu clã não estavam prestes a desmoronar.

Finalmente, Su Tang inspirou fundo, se estabilizando antes de falar.

Sua voz vacilou, mas o silêncio era tão completo que cada sílaba parecia ecoar contra as paredes de pedra.

"Meu pai partiu para a Cúpula de Todos os Deuses há dois dias," começou, com a fala carregada de tensão, "e ainda não voltou."

Imediatamente, murmúrios começaram, embora ele levantasse a mão para silenciá-los, forçando-se a continuar.

"Embora não possamos confirmar o que provavelmente aconteceu, nossos espiões infiltrados nos outros Clãs relatam algo preocupante. Dizem… dizem que ele poderia ter sido traído e assassinado. E que os outros Grandes Clãs já podem estar se preparando para dividir nossas terras."

As palavras caíram como trovões na câmara.

Por um longo instante, houve apenas um silêncio atônito, olhos arregalados entre si como se procurassem alguma negação que não vinha.

A própria ideia de que Su Ren, o Deus do seu clã, a coluna que os sustentou por séculos, pudesse estar morto, não era algo que se assimilasse num instante.

"Ele não pode estar morto," falou uma tia idosa, com a voz aguda de incredulidade.

"Você se ouve, Tang? Seu pai é um Deus. O Deus da Família Su. Quem na aliança justa ousaria matá-lo? Quem deles poderia?"

Outro bateu a mão na mesa com força, faíscas de mana saindo de seus dedos, olhos queimando de raiva.

"Isto cheira a conspiração. Traição. Os Seis Clãs há tempos invejam nossas terras. Se Su Ren realmente caiu, não foi numa luta justa, mas numa emboscada covarde."

O silêncio se espalhou, as vozes se misturando, indignação e revolta tomando conta. antigos Monarchs gritavam seus desaforos.

Alguns amaldiçoavam os outros clãs, jurando vingança antes mesmo de terem todas as informações.

Outros acusavam o Governo Universal de orquestrar a queda, apontando o momento da Cúpula, suas suspeitas alimentadas por séculos de desconfiança.

Su Tang elevou a voz, tentando ser ouvido acima do tumulto, mas a tempestade de indignação continuava.

Para eles, Su Ren não era apenas um pai, ou um líder. Era um símbolo de imortalidade, um escudo que sempre os protegera da destruição.

A aceitar sua morte era admitir que o nome Su estava vulnerável, que o universo não mais giraria ao redor da sua bandeira.

Porém, com o passar dos minutos, a indignação foi diminuindo, dando lugar a algo muito mais frio.

Preocupação.

O silêncio voltou, agora mais pesado, mais sufocante do que antes.

Olhos se cruzaram, não mais cheios de negação ou raiva, mas com a lenta compreensão do que aquilo significava.

Os Seis Grandes Clãs estavam agora unidos contra eles.

Cada um deles apenas comparável em força ao Clã Su isoladamente, mas juntos, uma maré imparável.

Foi então que Su Bal, comandante do planeta Nemo e sentado próximo ao meio da mesa, finalmente quebrou o silêncio.

Seu tom era firme, mas o peso de sua pergunta sobrecarregava todos presentes.

"Se a notícia for verdadeira," ele disse, com calma mas com os olhos ardendo de uma calma intensa, "e se os outros clãs vierem todos ao mesmo tempo… qual será a nossa resposta? Não podemos fingir que essa tempestade passará longe de nós. Se eles quiserem erradicar o nome Su, não vão parar até que todos nós sejamos enterrados."

Sua pergunta pairou no ar como uma lâmina sobre cada garganta.

Su Tang engoliu em seco, seus olhos se cruzando com o do sobrinho, e depois varrendo as faces sombrias das colunas do seu clã.

"Precisamos de uma estratégia," ele finalmente disse, a voz rouca, "para decidir quais planetas proteger e quanto território podemos realisticamente manter. Não podemos nos iludir pensando que conseguiremos segurar tudo. Contra cinco inimigos, não vai dar."

Ele fez uma pausa, os lábios se fechando como se as palavras fossem veneno.

"…senão, perdemos tudo."

O silêncio voltou a se instaurar, mas desta vez diferente—mais pesado, cheio de um medo insuportável.

Os veteranos do Clã Su, os mais fortes e leais de todo o sangue, trocavam olhares, cientes de que a própria história parecia estar se voltando contra eles.

Pela primeira vez em dois mil anos, os orgulhosos guerreiros do clã Su sentiram a sombra da extinção se aproximando.

E o medo de que seus dias de domínio universal estavam chegando ao fim.

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