Assassino Atemporal

Capítulo 961

Assassino Atemporal

(Continuação da transmissão ao vivo da execução, A Fossa, Ponto de Vista de Leo)

O universo acompanhava cada momento com o fôlego preso, enquanto Raymond confrontava Leo, o Semi-Deus, com uma expressão convencida no rosto, tentando humilhar Leo na frente de seus seguidores.

"Não tenho o dia todo aqui, Skyshard. Minha oferta expira em 30 segundos, então decida rápido."

O que será?

Você vai ajoelhar e salvar seus homens?

Ou vai ficar de pé e lutar como seu mentor Charles fez antes de você?

perguntou Raymond, enquanto sua expressão mudava de desprezo para um sorriso de excitação.

"Ah, sim, lembro do Charles.

Que cara incrível.

Que lutador admirável.

Tenho certeza de que você o amava muito…."

Continuou Raymond, enquanto caminhava casualmente com as mãos atrás das costas.

"Na minha opinião, ele foi um dos melhores lutadores que o Cult produziu nos últimos séculos.

Um verdadeiro pilar da sua resistência."

Raymond acrescentou, formando um punho com a mão livre e olhando para o céu, como se tentasse parecer respeitoso ao fazer esses comentários, porém, o riso sutil na voz dele ainda o entregava.

"É uma pena que ele teve que morrer. Quero dizer, se ao menos ele tivesse se ajoelhado como pedi.

Talvez eu tivesse poupado a dele também.

E talvez Planeta Juxta ainda existisse…."

"Sabe quantos tiveram que morrer naquele dia só por causa de uma decisão egoísta que Charles tomou?

Tsc, tsc, tsc.

O que aconteceu naquela época foi, sem dúvida, uma verdadeira tragédia.

Se tivesse uma escolha, eu nunca faria algo tão cruel.

No entanto, o Comandante Charles me encurralou."

disse Raymond, fixando o olhar nos olhos de Leo e sorrindo.

"Ele decidiu me desafiar, e por isso, cortei-o pedaço por pedaço, como o cachorro que ele era, e lhe dei uma morte terrível."

Raymond falou, agora com a voz mais elevada, os olhos arregalados de alegria.

"Eu lhe dei uma morte horrenda e então destrui todo o planeta onde seus restos repousavam, só por garantia, para que nem mesmo uma memória permanecesse do antigo comandante desafiador, Charles!"

Ele se vangloriou, abrindo o peito com orgulho.

"Charles era um comandante veterano. Sobrevivente de muitas guerras.

Então, imagine…

Se eu consegui fazer isso com ele.

Quanto mais posso machucar você?"

perguntou Raymond, momento em que Leo deu um estalo.

Com raiva impulsionando seus movimentos, ele correu em direção a Raymond, num impulso aparentemente imprudente.

Porém, no instante em que o fez, Raymond liberou mais dois ataques—

Um direcionado a Veyr

Enquanto o outro foi contra o Exército do Cult, forçando Leo a fazer uma escolha mais uma vez.

Salvar Veyr

Salvar o Exército

Ou buscar sua vingança.

Porém, ele só poderia fazer uma dessas três opções.

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(Enquanto isso, Su Pei)

Enquanto Raymond zombava de Leo, Su Pei olhava para a destruição deixada por uma única rasteira de Raymond e sentiu o estômago revirar de revolta.

'Aquela era minha legião…'

Pensou, a respiração presa na garganta enquanto seus olhos trilhavam a devastação no campo de batalha, onde as linhas de evacuação tinham desaparecido e as formações disciplinadas tinham se transformado em geometria quebrada e restos espalhados.

'A maioria desses homens e mulheres estava sob minha proteção.'

A compreensão golpeou mais forte do que qualquer golpe físico, enquanto os gritos ainda ecoavam no ar, encerrados de forma abrupta, limpa demais, deixando um silêncio que parecia indecente em sua finalização, enquanto corpos jaziam onde haviam corrido poucos momentos antes, com expressões congeladas entre medo e desespero.

*Tremor*

As mãos de Su Pei tremeram.

Não de medo.

De vergonha.

Ele havia treinado esses soldados. Os havia ensinado. Prometeu a eles que, enquanto seguissem as ordens, enquanto confiassem na estrutura de comando do Cult, alguém estaria sempre lá para protegê-los dos horrores mais terríveis da guerra.

E ainda assim—

Uma rasteira.

Um gesto acidental de um Semi-Deus embriagado de poder.

E doze milhões de pessoas desapareceram.

*Engolir*

Su Pei engoliu em seco, o peito apertado enquanto a bile subia pela garganta, seus olhos queimando de ódio, recusando-se a desviar o olhar, ciente de que se olhasse para o lado… Se permitisse que seu olhar se desviava sequer uma vez, esse momento marcaria seu interior para sempre.

'Eu deveria ter protegido vocês…'

Pensou, as unhas cravadas nas palmas das mãos, o sangue escorrendo, enquanto fragmentos de armadura e banner rasgado floatavam fracos no ar perturbado, zombando dos ideais pelos quais marcharam.

Ao seu redor, soldados sobreviventes tropeçavam em choque, alguns gritando nomes que nunca seriam respondidos, outros parados de forma estática, olhos vazios, armas inúteis penduradas ao lado, lutando para compreender uma perda de dimensão tão grande.

E atrás de tudo—

Raymond riu.

Uma risada aguda que fazia os ossos tremerem de raiva, e esse som sozinho quebrou algo dentro de Su Pei.

'Foda-se. Você.'

Pensou, enquanto a raiva surgia como uma enxurrada rompendo uma represa, engolindo a tristeza, sufocando a hesitação e queimando o medo até que sobrasse apenas uma determinação ardente.

'Nunca mais…'

Pensou com força.

‘Nunca mais…'

Enquanto vivesse, enquanto seu coração batesse e seu sangue circulasse, ele não permitiria que algo assim acontecesse sem resistência, sem consequência, sem desafio.

'Eu sou Su Pei.'

O nome o acalmou.

'Tenho sangue divino correndo nas minhas veias também.'

Seu maxilar se fechou, a coluna se endireitou enquanto algo antigo despertava dentro dele, orgulho herdado de uma linhagem que dominou o universo por eras.

'Se Raymond é descendente de um Deus…'

Seu olhar se fixou no Semi-Deus no meio do caos.

'Então, eu também sou.'

A compreensão não o tornou mais forte.

Não eliminou a distância entre eles.

Mas lhe deu algo muito mais importante.

Uma razão para ficar de pé.

'O mínimo que posso fazer,' pensou sombriamente, 'é garantir que isso nunca aconteça de novo… Pelo menos não sob meu comando.'

Jurou, enquanto, momentos depois, o ar se distorceu novamente e a essência divina emergiu violentamente da lâmina de Raymond.

*RASPADA*

Su Pei sentiu antes de ver, a pressão suficiente para fazer seus ossos doerem e seus instintos gritar por ele correr.

Uma segunda rasteira.

Mais um arco de destruição.

Este atingindo diretamente uma parte do Exército do Cult.

Naquele momento, Su Pei sabia, com clareza brutal, que esse ataque era além das suas forças—

Que seu peso superava tudo que seu corpo ou seu nível atual podiam suportar, mas seus pés continuaram a se mover.

Porque o orgulho venceu a sobrevivência.

Porque o dever esmagou o medo.

Porque a vontade de uma herdeira do Clã Su pulsava em suas veias.

*Passo* *Passo*

Ele avançou, colocando-se entre a destruição que se aproximava e os soldados que ainda se agitavam atrás dele, ombros erguidos enquanto levantava seu escudo com mãos trêmulas, o sangue divino rugindo em protesto e desafio.

'Mesmo que eu não possa detê-la….'

Pensou, a respiração firme apesar do terror que lhe roía o peito.

'Eu não vou ficar de lado.'

Decidiu, respirando fundo, e gritou com toda a força:

" NÃO SE PREOCUPEM, HOMENS.

ENQUANTO EU ESTIVER VIVO.

TODOS VOCÊS ESTARÃO SEGUROS ATRÁS DE MIM."

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