Assassino Atemporal

Capítulo 953

Assassino Atemporal

(15 minutos depois, ponto de vista de Leo, o Quarto Anel)

Já fazia cerca de trinta minutos desde que ele entrou no Quarto Anel que Leo começou a perceber uma queda enorme no desempenho dos Monarcas ao seu redor, à medida que a pressão que vinha se acumulando lentamente finalmente ultrapassava um limite que seus corpos e mentes conseguiam suportar.

No começo, era algo sutil, com movimentos que perdiam precisão e linhas de intenção que oscilavam em vez de encaixar com firmeza, golpes chegando um pouco mais devagar do que antes, e feitiços levando um pouco mais de tempo para serem conjurados.

Depois, tornou-se impossível de negar.

A respiração ficou pesada e desequilibrada por todo o campo de batalha, os peitos arfando como se o ar tivesse engrossado e resistisse, enquanto a visão ficava turva sob o peso espiritual incessante que pressionava de todos os lados, o Chakravyuh roendo suas fundações, enquanto a presença de Moltherak esmagava o que sobrava de sua compostura.

Leo sentia tudo isso através dos ataques deles.

Onde antes o Quarto Anel era uma tempestade de trajetórias sobrepostas e intenções destrutivas em camadas, agora surgiam brechas por toda parte, ângulos abertos onde não deveriam existir, enquanto a coordenação se desintegrava e os Monarcas lutavam simplesmente para permanecer de pé, muito menos para manter a formação.

Um tropeçou no meio da investida, a arma escapando de suas mãos enquanto suas pernas falhavam de repente.

Outro levantou um escudo tarde demais, o braço tremendo violentamente enquanto a dormência subia a partir das pontas dos dedos e invadia o ombro.

Um terceiro tentou recuar, mas errou a distância e cambaleou, os olhos desfocados enquanto a tontura o dominava.

Não era um aumento de pressão — era, na verdade, uma fraqueza na vontade deles, que, após suportar aquela carga por tanto tempo, seus corpos e mentes finalmente atingiram um ponto de ruptura.

"Cubra minha esquerda, não consigo levantar o escudo mais—"

"Não consigo cobrir sua esquerda. Me meus olhos não funcionam mais."

"Estamos vivos mesmo? Ou isso é o paraíso?"

Murmuros dos Monarcas, enquanto eles transcendiam o reino da normalidade e entravam no mundo da ilusão.

Por outro lado, embora Leo sentisse uma leve e persistente tensão, ele se encontrava quase no seu desempenho máximo, pois suportar a pressão de Moltherak tinha sido muito mais desgastante quando ele tinha que proteger todo exército do Cult avançando por trás dele, através da Quarta Dimensão.

Porém, agora, com esse peso eliminado e a pressão que antes precisava ser redirecionada ou dispersada, ele só precisava proteger a si mesmo, permitindo que seus movimentos fluíssem livremente e sua resistência se estabilizasse, enquanto o peso passava a ser algo com que podia lidar, em vez de resistir.

'Certo', ele pensou calmamente, observando um feitiço explodir a vários metros de seu alvo.

'Estão claramente no limite agora, então acho que podemos começar a acelerar de verdade.'

Ele concluiu, enquanto desacelerava sua respiração e relaxava os ombros, fazendo o campo de batalha ao seu redor começar a se mover em um ritmo que podia controlar, em vez de suportar.

*Passo*

*Passo*

*GOLPE*

Avançando em vez de se esquivar dos golpes, ele ajustou sua formação de combate para algo mais direto e eficaz, começando a acumular dezenas de eliminações a cada minuto.

"HAAA!!"

Um Monarca gritou enquanto avançava na direção dele, a expressão de desesperança claramente visível em seu rosto.

No entanto, infelizmente para ele, seus movimentos eram lentos demais; Leo passou por ele num movimento rápido, a lâmina brilhando uma única vez ao cortar a cabeça do homem do ombro.

*ESTALO*

Pivotando imediatamente, Leo cortou outro que mal conseguiu levantar a arma até a metade para bloquear, pois o cansaço e a delusão o tornavam lento demais para lutar eficazmente.

*GOLPE*

Outro caiu.

Depois outro.

Depois outro.

Enquanto antes Leo precisava tomar cuidado com sua posição para não ser cercado, agora ele atravessava grupos de Monarcas que já não conseguiam reagir a tempo, cada golpe levando-o adiante, enquanto a resistência ao seu redor começava a esvair-se rapidamente.

Os ataques diminuíram.

E o campo de batalha começou a ficar silencioso, não por paz, mas por exaustão, enquanto Leo avançava pelo Quarto Anel como uma lâmina cortando tecido apodrecido, assumindo o controle completo do ritmo enquanto corpos caíam mais rápido do que podiam ser substituídos, os Monarcas finalmente aprendendo o que significava estar do lado errado de uma batalha decidida pela resistência.

"Ele está passando por nós como se não fossemos nada."

"Que feitiçaria é essa? Por que ele não é afetado por essa pressão que entorpece a cabeça também?"

"Droga, já deu, estou fora deste quarto anel."

"Não trabalhei a vida toda para me tornar um Monarca respeitado só para morrer aqui de graça."

Os Monarcas conversavam em sussurros atropelados e desconexos, enquanto o pânico se espalhava mais rápido do que qualquer comando, mas sua indecisão importava pouco, pois naquele momento Leo já começava a rasgar eles por um ritmo que nenhuma discussão ou resolução poderia interromper.

Nos próximos dez minutos, o Quarto Anel virou um verdadeiro massacre, com milhares de Monarcas da Seita Justa caindo um após o outro, seus títulos e reputações perdidos de significado, enquanto seus corpos se empilhavam sob o caminho de Leo, que nem mesmo por um momento permitia que sua velocidade fosse desacelerada.

Com cada passo, seu ímpeto aumentava, seus movimentos ficavam mais limpos e implacáveis, enquanto os inimigos deixavam de parecer adversários para se tornarem apenas corpos imóveis bloqueando seu caminho.

Lâminas chegaram tarde demais.

Feitiços falharam na conclusão.

A resistência desapareceu.

Quando os sobreviventes finalmente perceberam que o Quarto Anel já tinha sido perdido, Leo parecia não estar mais lutando uma batalha, mas sim caminhando pelas cinzas de uma.

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