Assassino Atemporal

Capítulo 837

Assassino Atemporal

(Mundo Congelado no Tempo, Local da Ascensão, POV de Leo)

No momento em que a primeira onda de mutação o atingiu, Leo sentiu seus joelhos fraquejar enquanto uma torrente de fogo derretido atravessava seus músculos, espalhando-se como uma incêndio descontrolado por cada nervo, enquanto a poção forçava sua passagem mais profundamente em suas células.

*Batidas*

*Batidas*

Um tremor violento percorreu seu corpo à medida que o calor aumentava, queimando com tanta intensidade que até seus ossos pareciam se dividir por dentro.

"Ahh… droga…" ele expirou, cerrando os punhos e se segurando, pois a pressão que crescia dentro dele já não parecia natural, como se alguma mão invisível continuasse a preenchê-lo com mais mana do que sua carne poderia suportar.

A sensação piorava a cada segundo.

Sua pele formigava.

Seus pulmões estremeciam.

Seu coração pulsava como um tambor de guerra.

Então a mutação realmente começou.

*Rachadura*

*Rachadura*

*Crackle*

Uma dor aguda, que parecia dividir tudo ao meio, atravessou-o enquanto as próprias paredes de suas células começavam a inchar com mana condensada, expandindo-se além de seus limites enquanto a poção os forçava a se remodelar.

"Vai se f—… isso machuca…" Leo murmurou, seus olhos piscando enquanto cada nervo dentro dele se acendia de novo e de novo, como fagulhas brancas brilhantes.

A mutação avançava, rastejando por seu sistema sanguíneo como fogo líquido.

E por um momento, Leo teve a certeza de que seu corpo se destruía por dentro.

*Toc*

*Toc*

*Tocão*

Sua aura explodiu para fora numa súbita rajada.

O chão sob seus pés tremeu violentamente ao passo que sua presença se libertava dos limites anteriores, crescendo com uma força que criou uma onda de choque que varreu as planícies numa pressão pura.

Bem além das montanhas, até mesmo os cidadãos distantes dentro da Cidade Skyshard recuaram, sentindo um calafrio de náusea enquanto uma sensação de desconforto atravessava seus peitos, a pesada influência da aura instável de Leo pressionando seus sentidos, mesmo a centenas de quilômetros de distância.

"Exagerado… demais… não aguento mais," Leo rosnou, enquanto a pressão interna continuava a subir, ameaçando romper seus canais de mana completamente.

'Preciso liberar isso… agora!'

Ele percebeu, e sem pensar duas vezes, abaixou a postura e deixou sua primeira habilidade sair dele.

[Milhares de Golpes Fantasmas]

*Fwoom*

*Fwoom*

*Fwoom*

Vários espelhos de lâminas surgiram de seus braços, rasgando o ar e deixando cicatrizes profundas na terra, enquanto o chão se partia sob a força de cada golpe fantasma.

A pressão dentro dele diminuiu por um breve momento antes de subir novamente, dobrada de velocidade.

"De novo," Leo rosnou.

[Passo do Esquecimento]

[Milhares de Golpes Fantasmas]

[Travessia do Relâmpago Tempestuoso]

Seu corpo ficou turvo e desapareceu, reaparecendo vários metros de distância, enquanto o impacto do reingresso enviava uma onda circular pelo solo.

[Golpe Mortal]

*Rachadura*

Um arco destrutivo de mana condensada abriu o chão, cavando uma trincheira de dez metros de comprimento enquanto o excesso de energia se libertava de seus membros.

[Aprimorar]

Ele deu um passo e o céu reluziu.

Seu movimento era tão rápido que percorreu mais de 32 km em menos de um segundo.

*Estouro do Som*

O ar ao redor estalava enquanto ele se deslocava mais rápido que a velocidade do som, quebrando a barreira do som. No entanto, a pressão dentro dele continuava a não diminuir.

Sua aura girou descontroladamente, formando um ciclone que se elevava, enquanto as nuvens acima se distorciam e esticavam pelo poder radiante dele.

Suas mãos tremiam.

Seu sangue parecia mercúrio fervente.

Enquanto seus ossos vibravam a cada pulsar crescente.

"Continue… continue…" ele murmurou, enquanto batia com as mãos no chão com força.

[Abraço Astral]

Correntes espectrais surgiram, agarrando o vazio e rasgando a terra com tanta força que pedaços inteiros de pedra foram arrancados para cima.

[Catarata da Coroa]

Um espike de mana comprimido saiu de sua mão às pressas, e bateu com força no chão, lançando uma nuvem de poeira no ar como um gêiser invertido.

[ Véu Celestial]

Uma barreira translúcida acendeu por um instante antes de se quebrar instantaneamente sob a pressão do excesso de mana, dispersando o excesso de energia numa onda que achatou a grama por quilômetros.

[Sussurro da Noite]

Um suave ondulação percorreu o ar, sutil, mas rápida o suficiente para cortar a distância até o horizonte como se fosse o hálito de um espectro.

[Aprimorar]

[Processamento Paralelo]

Ele repetia os ciclos cada vez mais rápido, sobrepondo habilidade após habilidade, até as planícies parecerem um campo de batalha atingido por uma tempestade de meteoros.

Ele não parou.

Ele não podia parar.

Porque a mana continuava crescendo dentro dele.

Porque seu corpo ainda se transformava.

Porque se ele parasse por um segundo, sabia que explodiria por dentro.

Minutos se passaram, se misturando em meia hora de destruição ininterrupta.

*Explosão*

*Explosão*

*Explosão*

Cráteres sucessivos se formaram ao redor dele.

Poeira de pedra enchia o ar.

Ondas de choque atravessavam o vale como ondas quebrando na costa.

Sua aura rugia como uma fera escapando de sua gaiola, cada pulso mais forte que o anterior, enquanto a mutação atingia seu auge.

Leo permanecia de pé, no centro da tormenta, encharcado de suor, respiração pesada, olhos afiados apesar da dor que rasgava seu interior.

Ele suportou.

Ele avançou.

Ele combateu a onda com toda força que tinha, enquanto seu corpo todo se esforçava contra a força esmagadora.

"Quanto mais…?"

Ele rangia, reclamando do peso que crescia dentro dele, sem fim.

Porém, infelizmente, ele ainda estava só na metade, e essa dor certamente duraria pelo menos mais meia hora.

"Droga… isso está se arrastando pra sempre,"

ele disse, com a respiração difícil e desigual, enquanto um novo pulso atravessava suas veias, mais afiado e pesado que o anterior, como se a mutação quisesse revelar exatamente quando ele finalmente iria desabar.

A visão dele oscila por um instante, ficando branca, mas ele forçou sua postura a se manter firme enquanto o chão tremia sob o peso de sua aura.

"Vai… continue," ele sussurrou, um sorriso forçado surgindo nos lábios, apesar da dor, pois por mais que a pressão continuasse a subir, ele não tinha intenção de diminuir o ritmo agora.

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