
Capítulo 730
Assassino Atemporal
< p id="span-2054-1305853" class="ct-span oxy-stock-content-styles">(
Enquanto isso, no planeta Wamir, ponto de vista de Veyr)
< p>*Aletejo* < p>*Papel enrugando* < p>O pôster tremulava fraco na brisa do deserto, suas bordas curvadas e desbotadas pelo sol, mas o rosto nele permanecia claro, assombrando com nitidez — olhos afiados, cabelo escuro e uma expressão de desafio que parecia esculpida de orgulho. < p>—------------ < p>Aegon Veyr. < p>Dragão do Culto do Mal. < p>Procurado vivo ou morto. < p>Recompensa: 200 bilhões de MP vivo. < p>50 bilhões morto. < p>2 bilhões por prova verificada de existência. < p>—-------------- < p>Era, sob qualquer padrão, uma quantia absurda de dinheiro, suficiente para comprar algumas estrelas ou para fundar um dos maiores grupos comerciais do universo do zero. < p>Veyr permaneceu em silêncio diante do cartaz, com o capuz puxado para baixo, a fibra áspera tocando sua mandíbula enquanto observava dois homens conversando distraidamente ao seu lado. < p>"Duzentos bilhões, acredita nisso?" um desses falou, franzindo os olhos para o pôster. "Não é uma recompensa, é o resgate de um deus." < p>O outro riu. "Ouvi dizer que ele está escondido aqui mesmo em Wamir. O vizinho do meu primo jura que viu um homem com descrição parecida na área dos cais inferiores." < p>"O vizinho do seu primo também jura que a cabra dele botou ovos no ano passado", respondeu secamente o primeiro, arrancando uma risada. < p>"Pode ser. Mas se eu o ver, entrego ele na minha própria mão. Duzentos bilhões só por uma prova? Até uma foto turva serve! Você teria que estar louco para não tentar." < p>Eles riram enquanto se afastavam, sem perceber que o homem de quem falavam — o monstro que todo o universo caçava — estava bem ao lado deles, seus olhos frios e silenciosos por trás de uma face comum. < p>Veyr voltou seu olhar ao pôster, estudando sua própria aparência. < p>Debaixo de [Mudar Forma], sua aparência tinha mudado completamente. Sua pele, mais escura, mais áspera. Seus cabelos haviam afinado e embranqueceu. O rosto orgulhoso e feroz de um Dragão tinha sido substituído pelo de um comerciante cansado, de meia-idade, que pareciam mais endividado do que com dentes. < p>Sua aura, antes brilhante e sufocante, tinha sido enterrada bem fundo, selada até que até o ar ao seu redor se tornasse comum. < p>Ele podia passar por ruas lotadas agora sem um segundo olhar. < p>Mas segurança era uma ilusão, uma que ele não ousava acreditar. < p>"A Facção Justa parece ter voltado toda sua atenção para me pegar." < p>"Não posso baixar a guarda nem por um segundo, porque todo olho aqui está querendo ver pelo menos um vislumbre do meu rosto." < p>Pensou, respirando lentamente, abaixando a cabeça e se afastando da parede. < p>As ruas de Wamir estavam mais barulhentas do que o usual hoje, agitando-se com o mesmo tema que havia tomado cada canto do universo: a queda de Ixtal. < p>Vendedores gritavam entre si nos mercados, vendendo relíquias importadas e amuletos de mercado negro, suas palavras às vezes se transformando em bocas de correio gossip. < p>Crianças brincavam com navios de papel improvisados, pintados com cores do Facção Justa, gritanto: "Abaixo o Culto!" como se fosse uma brincadeira.
Enquanto isso, no planeta Wamir, ponto de vista de Veyr)
< p>*Aletejo* < p>*Papel enrugando* < p>O pôster tremulava fraco na brisa do deserto, suas bordas curvadas e desbotadas pelo sol, mas o rosto nele permanecia claro, assombrando com nitidez — olhos afiados, cabelo escuro e uma expressão de desafio que parecia esculpida de orgulho. < p>—------------ < p>Aegon Veyr. < p>Dragão do Culto do Mal. < p>Procurado vivo ou morto. < p>Recompensa: 200 bilhões de MP vivo. < p>50 bilhões morto. < p>2 bilhões por prova verificada de existência. < p>—-------------- < p>Era, sob qualquer padrão, uma quantia absurda de dinheiro, suficiente para comprar algumas estrelas ou para fundar um dos maiores grupos comerciais do universo do zero. < p>Veyr permaneceu em silêncio diante do cartaz, com o capuz puxado para baixo, a fibra áspera tocando sua mandíbula enquanto observava dois homens conversando distraidamente ao seu lado. < p>"Duzentos bilhões, acredita nisso?" um desses falou, franzindo os olhos para o pôster. "Não é uma recompensa, é o resgate de um deus." < p>O outro riu. "Ouvi dizer que ele está escondido aqui mesmo em Wamir. O vizinho do meu primo jura que viu um homem com descrição parecida na área dos cais inferiores." < p>"O vizinho do seu primo também jura que a cabra dele botou ovos no ano passado", respondeu secamente o primeiro, arrancando uma risada. < p>"Pode ser. Mas se eu o ver, entrego ele na minha própria mão. Duzentos bilhões só por uma prova? Até uma foto turva serve! Você teria que estar louco para não tentar." < p>Eles riram enquanto se afastavam, sem perceber que o homem de quem falavam — o monstro que todo o universo caçava — estava bem ao lado deles, seus olhos frios e silenciosos por trás de uma face comum. < p>Veyr voltou seu olhar ao pôster, estudando sua própria aparência. < p>Debaixo de [Mudar Forma], sua aparência tinha mudado completamente. Sua pele, mais escura, mais áspera. Seus cabelos haviam afinado e embranqueceu. O rosto orgulhoso e feroz de um Dragão tinha sido substituído pelo de um comerciante cansado, de meia-idade, que pareciam mais endividado do que com dentes. < p>Sua aura, antes brilhante e sufocante, tinha sido enterrada bem fundo, selada até que até o ar ao seu redor se tornasse comum. < p>Ele podia passar por ruas lotadas agora sem um segundo olhar. < p>Mas segurança era uma ilusão, uma que ele não ousava acreditar. < p>"A Facção Justa parece ter voltado toda sua atenção para me pegar." < p>"Não posso baixar a guarda nem por um segundo, porque todo olho aqui está querendo ver pelo menos um vislumbre do meu rosto." < p>Pensou, respirando lentamente, abaixando a cabeça e se afastando da parede. < p>As ruas de Wamir estavam mais barulhentas do que o usual hoje, agitando-se com o mesmo tema que havia tomado cada canto do universo: a queda de Ixtal. < p>Vendedores gritavam entre si nos mercados, vendendo relíquias importadas e amuletos de mercado negro, suas palavras às vezes se transformando em bocas de correio gossip. < p>Crianças brincavam com navios de papel improvisados, pintados com cores do Facção Justa, gritanto: "Abaixo o Culto!" como se fosse uma brincadeira.
< p>Até os bêbados, encostados nas paredes de vielas, tinham opiniões para compartilhar.
< p>"Você viu a filmagem? Eles pulverizaram Ixtal de uma só vez!"
< p>"Ainda bem! Devem queimar tudo, todos os hereges!"
< p>"A Frota da Justa finalmente fez o que ninguém mais conseguiu, exterminou aquelas monstros!"
< p>Veyr desacelerou o passo, seus olhos se estreitando enquanto escutava.
< p>As palavras cortaram seu orgulho mais afiado que qualquer lâmina.
< p>Ódio ecoava de bocas que nem sequer tinham visto uma guerra de verdade.
< p>'É isto que o grande Culto da Ascensão virou?' pensou amargamente. 'Contos e zombarias. Dois mil anos de luta apagados com uma transmissão?'
< p>Ele puxou o capuz mais para perto do rosto, atravessando a avenida movimentada até o aroma de pão assado chegar até ele.
< p>O mesmo aroma que estava acostumado a sentir nas ruas de Tithia, quando era criança, enquanto à frente, entre um comerciante de especiarias e um boticário, havia uma pequena padaria com toldo vermelho.
< p>'A Farinha & Chama'
< p>Para a maioria, era uma loja comum.
< p>Mas para quem sabia, era uma das últimas operações silenciosas do Culto em Wamir — um lugar de trocas codificadas e mensageiros escondidos criados pelo Primeiro Ancião há vinte anos.
< p>Veyr parou do outro lado da rua, fingindo olhar uma banca de frutas próxima, com os olhos fixos na vitrine de vidro da padaria.
< p>Dentro, viu o padeiro do Culto sovando a massa com calma e precisão, uma leve melodia sussurrando sob seus lábios.
< p>De longe, tudo parecia normal, quase demais.
< p>Porém, ao mudar o olhar do padeiro para a rua lá fora, viu três homens a diferentes distâncias, fingindo não prestar atenção, mas com todos os olhos fixos na entrada da padaria.
< p>Um ajustou seu sapato por tempo demais.
< p>Outro se encostou a um poste de luz, com a mão visivelmente perto da empunhadura de uma adaga escondida.
< p>O terceiro fingiu ler um jornal, mas não virou uma página há mais de dois minutos.
< p>'São espiões, estão anotando quem entra e sai da padaria', percebeu Veyr, com a expressão inalterada.
< p>'Alguém comprometeu a rede do Culto. Não posso mais entrar.'
< p>Percebeu enquanto o cheiro de pão quente se espalhava até ele, doce e nostálgico, embora o ar estivesse pesado.
< p>Ele permaneceu alguns segundos a mais ali, depois virou as costas sem dizer uma palavra, seus passos silenciosos sobre as pedras de calçada.
< p>'Não tenho outros contatos confiáveis… isso vai virar uma dor de cabeça de verdade.'
< p>Percebeu ao se misturar novamente à multidão em movimento, com o coração firme, mas a mente fria.
< p>'Preciso lembrar meu povo periodicamente que ainda estou vivo, para eles não perderem a esperança, mas não posso fazer isso de qualquer jeito, tenho que planejar com cuidado.'
< p>Veyr concluiu, guardando o pensamento para dentro, enquanto se infiltrava por becos, movendo-se como fumaça entre barracas, catalogando rostos e rotas seguras.
< p>Ficava atento aos inimigos, ao mesmo tempo procurando aliados do Culto, percebendo quem parecia nervoso ou quem parecia comprado — porque, por enquanto, a melhor estratégia era cautela e observação, e que sobreviver mais um dia era a única vitória que poderia reivindicar naquela noite.