(Enquanto isso, ponto de vista de Veyr)
Enquanto Leo dedicava seus esforços para realocar os membros do Cult para o Mundo Parado no Tempo, Veyr escolheu um caminho diferente.
Ele sabia o quão rápido o medo podia consumir as massas, como o pânico poderia se espalhar como fogo pela vegetação após a queda de Juxta, e como o desespero, se não controlado, poderia causar mais destruição do que as frotas Justas poderiam ever fazer.
Então, em vez de fugir, decidiu ficar para trás e atuar como um farol de estabilidade—garantindo que a esperança permanecesse e a ordem fosse preservada até que as fases de evacuação fossem concluídas.
"Senhor Dragão, você estará ao vivo em cinco segundos."
A voz do diretor do programa cortou o estúdio enquanto Veyr se endireitava, limpava a garganta e fixava o olhar na câmera, esperando o brilho vermelho aparecer.
*Brilho*
"Povo do Cult. Aqui fala seu Dragão, Aegon Veyr, direto do Planeta Tithia.
Se você consegue me ouvir, peço que pare tudo por alguns minutos e ouça com atenção minhas palavras."
Ele começou, enquanto bilhões de cabeças se erguiam nos mundos dispersos do Cult.
Em mercados lotados, acampamentos militares, nas casas sombrias dos plebeus, todos os olhos se voltaram para a imagem do jovem Dragão, e todos os ouvidos sintonizaram na voz que atravessava a ruído de fundo com clareza.
"Todos ouviram a mensagem do comandante Charles mais cedo hoje. E, caso as notícias ainda não tenham chegado até vocês, é verdade. Juxta caiu."
Ele deixou o silêncio respirar, recusando-se a disfarçar a verdade em conforto ou disfarce.
"Os covardes da Facção Justa não bombardearam apenas nossas fortalezas militares, mas também nossas cidades. Aniquilaram cada distrito, civis, artesãos, crianças, nenhum foi poupado.
E, em violação direta ao Código Universal de Guerra, destruíram o próprio planeta, reduzindo-o à ruína sem dar uma única chance de escapar para qualquer civil, enquanto assassinavam bilhões de nossos irmãos e irmãs a sangue frio."
Sua voz tremeu de raiva, também ela oscilando com a emoção, enquanto seus punhos se cerraram brevemente sobre a mesa antes de se recompor.
"E agora, devemos esperar que o mesmo destino aguarde cada mundo do Cult assim que suas frotas chegarem. É por isso que, junto com Shadow Dragon, preparei um plano."
Não é algo glorioso. Não é o que qualquer de nós deseja. Mas é necessário."
Ele respirou fundo, com o queixo firme ao pronunciar as palavras.
"Até que Lord Soron retorne, precisamos sobreviver. E sobreviver significa deixar para trás nossos mundos natais.
Não vou mentir para vocês. É doloroso falar sobre isso. Mas, sem Lord Soron para nos proteger, não podemos enfrentar sozinhos os Exércitos Justos.
Pois, mesmo tentando, perderemos tudo: nosso povo, nosso futuro, nossa identidade."
Seus olhos queimavam na câmera, seu tom firme e inabalável.
"Então, por ora, precisamos engolir a amarga pílula. Precisamos fugir para viver. E, ao fazer isso, preservaremos o Cult. Não como covardes, mas como sobreviventes, até que chegue o dia em que possamos recuperar o que é nosso."
Ele se inclinou mais perto, suas palavras afiadas e claras.
"Conforme nosso plano, alguns de vocês serão evacuados pelo Lord Shadow Dragon, levados a um reino oculto onde a Facção Justa não poderá nos alcançar. Mas esse mundo é pequeno. Seus recursos são limitados e nem todos poderão ir para lá.
