
Capítulo 671
Assassino Atemporal
(Ponto de vista de Leo, planeta Vorthas, manhã seguinte)
Na manhã seguinte, na Mansão Skyshard, enquanto a luz do dia começava a atravessar as cortinas do quarto de Amanda, os dois finalmente despertaram entre lençóis bagunçados que ficaram em desalinho após uma noite de paixão intensa.
A cabeça de Amanda repousava sobre o peito de Leo, seus cabelos estavam ao léu, sua respiração era suave e irregular, e o leve sorriso nos lábios traía o quanto a noite a havia consumido por completo.
*Mudança de cena*
Amanda mexeu-se, emitindo um gemido suave enquanto tentava se sentar, mas ficou congelada ao perceber que seu corpo se recusava a obedecer.
Suas pernas tremiam inutilmente sob o edredom, sua voz se partia em um meio queixinque, meio risada.
"Leo… Eu… Acho que não consigo andar. Minhas pernas não aguentam…"
Leo deu uma risada baixa, passando uma mecha de cabelo de seu rosto, com olhos brilhando de travessura. "Ora, eu já tinha avisado que ia te mostrar como é a resistência de um Transcendente. Parece que você me subestimou."
Amanda fez biquinho, batendo de leve no peito dele. "Seu brutamontes… E agora, o que eu faço? Preciso terminar os ajustes no coração de mana hoje. Me leva — do jeito princesa. Agora."
Sorrindo com ainda mais intensidade diante do tom autoritário dela, Leo a levantou no colo sem hesitar, mantendo-a contra seu peito como se ela pesasse nada.
Amanda soltou um suspiro, segurando seus ombros, com o rosto escondido no peito dele para disfarçar a vergonha de suas bochechas coradas.
"Você é impossível," ela murmurou, embora sua voz tivesse um tom carinhoso enquanto ele a carregava até sua mesa de trabalho, cada passo firme e tranquilo, parecendo gostar de prolongar deliberadamente o trajeto.
"Uhm… Posso dizer que finalmente consegui fazer um coração de mana que não tem mais o tamanho de um geladeira… Agora, mais parecido com uma TV," afirmou Amanda, exibindo sua criação para Leo, que parecia uma caixa preta do tamanho de um computador, com motores zumbindo e várias folhas de filtro dentro.
"Por um lado, essa unidade consegue desintoxicar uma área do tamanho de um cômodo por cerca de um mês, eliminando qualquer mana impura.
Por outro lado, ainda é grande e pesada demais para usar no pescoço," explicou Amanda, começando a mexer no aparelho e fazer algumas pequenas ajustagens na saída dele.
"Hmm—"
Leo refletiu, estudando o aparelho e o fluxo de mana interno, percebendo como ele puxava mana do ambiente, passava pelos filtros e, por fim, devolvia a mana purificada ao ar.
"Isso aí, lindo, estou muito orgulhoso de você," disse Leo, inclinando-se para dar um beijo suave na cabeça de Amanda, reconhecendo o talento dela como ferreira.
No entanto, Amanda apenas corou as bochechas, fazendo um biquinho com os lábios enquanto se torcia em seu colo para encará-lo.
"Não, não é ótimo! Eu estou no meu limite aqui, Leo. Não sei como fazer isso menor do que já está. Pensei em cada elemento conhecido do universo, e nada— absolutamente nada— consegue compactar esse projeto para o tamanho de um amuleto!"
Sua voz oscilava entre frustração e exaustão, enquanto seus dedos batucavam na caixa negra, como se esperasse que ela pudesse, de repente, encolher ao comando.
Leo ficou em silêncio, refletindo sobre as palavras dela por um longo momento, seu olhar percorrendo os filtros zumbindo e as inscrições brilhando suavemente dentro do aparelho.
Então, com um suspiro pensativo, finalmente disse: "Sabe… Tem um cara em Tithia, que eu conheço. Dizem que ele é o melhor ferreiro da Seita. Se quiser, posso fazer uma introdução…"
Ele ofereceu, e os olhos de Amanda se iluminaram instantaneamente, esquecendo o cansaço enquanto pulsava de energia, quase saltando no lugar, mesmo com as pernas bambas.
"Ai, meu Deus, sim! Quero muito visitar as forjas de Tithia há um tempo. Por favor, me leve lá."
Ela implorou, e Leo sorriu satisfeito com a energia repentina dela, concordando com a cabeça e guardando a promessa na mente.
"Tudo bem. Hoje à tarde, eu te levo."
Ele concordou, voltando a olhar para o aparelho, enquanto um leve pulso de mana preenchia o silêncio entre eles.
"Também preciso que esse artefato seja produzido em massa o mais rápido possível. Se conseguirmos instalar esses dispositivos por toda a Seita, vamos melhorar consideravelmente a qualidade dos guerreiros a nosso serviço. E, mais importante…"
Sua mão passou sobre a caixa negra, os olhos se estreitaram enquanto sua voz ficava mais pesada.
"…ele pode ser nosso trunfo para um dia difícil. Caso esse dia chegue."
A pesada atmosfera das palavras pairou no ar, enquanto a empolgação de Amanda se transformava em uma curiosidade silenciosa.
Leo sempre falou sobre esse dispositivo como se fosse algo extremamente importante, mas nunca explicou por que sentia esse peso todo.
"Que dia difícil é esse? Por que esse aparelho é tão importante para você?" ela finalmente perguntou, enquanto Leo soltava um suspiro profundo, segurando o ponte do nariz.
Por um lado, ele queria contar a Amanda o motivo de tanta importância, por outro, não queria sobrecarregá-la com seus medos paranoicos, que talvez nunca se concretizassem. Assim, ao final, decidiu dar uma versão mais branda da verdadeira razão.
"É para me ajudar a dormir melhor. Com esse aparelho, há um lugar no universo para o qual podemos correr de forma segura, onde ninguém consegue nos rastrear ou tentar nos matar…
Assim, caso a Seita caia ou eles se voltem contra mim...
há um lugar nesse universo devastado onde posso te proteger—"
Leo falou, esforçando-se para forçar um sorriso após essas palavras sombrias, mas sem sucesso em parecer convincente.
"Ah, coitado…"
Amanda notou sua tentativa fracassada de esconder seus verdadeiros medos e deu-lhe um abraço reconfortante para acalmá-lo.
"Não se preocupe… Se o artefato puder ser feito, prometo que vou encontrar uma maneira de conseguir—" ela jurou, e suas palavras fizeram Leo sorrir de verdade, cheio de alegria.
"Nossa, como eu tenho sorte de ter uma namorada como você…"
Ele refletiu enquanto Amanda ria baixinho e corava com o elogio, claramente feliz com o tipo de reconhecimento.