Assassino Atemporal

Capítulo 643

Assassino Atemporal

(Planeta Nemo, ponto de vista de Leo)

Cerca de quarenta horas após partirem de Planet Tithia, a frota do Cult finalmente chegou à periferia de Planet Nemo, onde a primeira vítima de seu avanço veio rapidamente, já que o observatório extraterrestre em órbita, instalado para servir de olhos e ouvidos do planeta, foi reduzido a destroços incandescentes em questão de momentos após a chegada.

*BOOOM*

Os Destruidores do Cult dispararam em uníssono, seus cascos negros brilhando sob a luz de sóis distantes, enquanto uma chuva de projéteis de mana e feixes concentrados atravessavam as defesas do observatório.

*EXPLOSÃO*

*ESTRADALHAMENTO*

A estrutura destruída caiu desamparada em direção ao campo gravitacional do planeta, um monumento em chamas de quão despreparado Nemo estava para a tempestade que se aproximava.

Leo estava ao lado de Veyr no cockpit, ambos fixando o olhar nas várias notificações na tela de batalha à sua frente, enquanto absorviam os dados exibidos em tempo real, junto ao Capitão da Nave.

"Todas as unidades em posição, aguardamos suas ordens para iniciar o ataque, senhor," informou o Capitão, enquanto Veyr assentia e dava sua permissão.

"Pode seguir, Capitão. Ataquem até o inferno—" disse Veyr calmamente, com os olhos frios fixos na esfera azul-esverdeada que tremia ao longe.

O capitão assentiu rapidamente, pressionando seu runa de comunicação. "Todos, por ordem do Dragão, avancem para a atmosfera. Os alvos principais são todas as bases de defesa remanescentes. Queimem-nas."

*THRUMMM*

Os motores rugiram, milhares de naves rompendo formação para descerem rumo aos céus de Nemo.

O que veio a seguir foi menos uma batalha e mais um massacre.

Com o escudo planetário já desmontado pelo Clã Su, não havia nada para conter o ataque.

Destruidores, Fragatas, Bombardeiros do Cult, todos rasgaram a rede fina de defesas orbitais com desprezo, enquanto seus bombardeios choviam pela terra abaixo.

*CHUVA DE METAL*

*EXPLODIÇÕES*

*ESTRADALHAMENTO*

As bases militares ao redor do planeta se iluminavam em bolas de fogo, hangares eram reduzidos a crateras derretidas, e canhões defensivos eram despedaçados antes que pudessem disparar uma segunda salva.

Em trinta e cinco minutos, a maior parte da resistência organizada de Nemo virou cinzas.

De cima, Leo e Veyr viam bandeiras brancas tremulando pelas cidades, vilarejos e bases militares, enquanto civis se reuniam em praças abertas, ajoelhando-se e acenando pedaços de pano em sinal de rendição às naves que desciam.

Vilarejos mineradores que outrora prosperavam ao redor de coletores de mana haviam abandonado suas ferramentas, optando pela submissão em vez de resistência fútil.

O colapso do Clã Su e a traição do comandante Su Bal haviam drenado a vontade de lutar do povo.

Sua lealdade apodreceu, sua coragem murchou, e tudo o que restou foi medo e uma esperança desesperada de sobreviver sob novos governantes.

"Isso é mais fácil do que imaginei," comentou Veyr com um sorriso, seus olhos brilhando ao ver uma surrender após outra subir do chão abaixo.

Leo não respondeu, sua expressão era indecifrável enquanto estudava as bandeiras brancas ondulando ao vento.

Não era triunfo que sentia naquele momento, mas sim a confirmação de que o Clã Su realmente perdeu sua capacidade de dominar o universo.

Os cidadãos de Planet Nemo já haviam caído em espírito antes mesmo do primeiro ataque, e isso deveria ser uma grande preocupação para todos os líderes militares do Clã Su pelo universo.

*Aterrissagem*

*TUM*

As naves do Cult pousaram logo após, o chão tremendo sob o peso de suas massas ao tocar o solo.

Soldados saíram em formações disciplinadas, avançando pelas comunidades enquanto o pouco de resistência que ainda restava parecia patético.

Um punhado de leais ao Clã Su, oficiais que ainda insistiam no dever, brandiram suas lâminas e lançaram feitiços em flagrante desafio.

Porém, frente ao número esmagador de soldados do Exército do Dragão, eles foram abatidos em poucos momentos.

*SOM CLANG*

*ESTRADALHO*

*Gritos*

O ataque terrestre durou poucos minutos e foi um massacre unilateral, encerrado com bases militares dilaceradas e inundadas de sangue, enquanto os últimos resistentes eram silenciados para sempre.

Quando a fumaça dissipou-se, a bandeira do Cult já havia sido içada sobre a cúpula da capital de Nemo, seu impacto psicológico se espalhando por uma cidade que não teve coragem de erguer a cabeça em desafio.

No final, para o Exército do Dragão, conquistar Planet Nemo foi tão fácil quanto tirar doce de uma criança, e Veyr se sentiu imensamente satisfeito com esse resultado.

"Caramba, parceiro, acho que não perdemos mais de vinte mil homens nem quinze naves nessa investida.

Essa foi a maior e mais fácil vitória que já conquistamos!" disse Veyr, batendo no braço de Leo com entusiasmo desenfreado, contágio que logo virou compartilhar de Leo.

"É... Não foi tão ruim assim." concordou Leo, esboçando um pequeno sorriso, finalmente permitindo-se desfrutar a alegria da vitória.

Claro que o trabalho ainda não havia acabado, e eles precisavam montar rapidamente as defesas planetárias e implantar um escudo de mana ao redor do planeta para torná-lo mais seguro, pois sem isso poderiam ser desalojados de Nemo facilmente, caso um inimigo chegasse agora.

E, assim, com o espírito elevado e os gritos de vitória, as tropas do Cult começaram a montar suas defesas rapidamente, descarregando caixas de armas que trouxeram de casa e limpando os destroços e as ruínas das bases do Clã Su para montar um novo comando de operação avançado.

Os destroços de lançadores de mísseis antiaéreos e canhões de mana foram desmontados para peças, seus componentes reaproveitados nas próprias defesas do Cult, enquanto engenheiros davam ordens e equipes carregavam condutores de energia pelas bases queimadas.

Soldados que até uma hora atrás estavam ensopados de sangue inimigo agora faziam guarda em barricadas improvisadas, com os olhos voltados ao céu enquanto novas torres defensivas eram montadas peça por peça, e as bandeiras pretas do Exército do Dragão já tremulavam nos helipads.

Nos bairros civis, patrulhas percorriam de porta em porta, garantindo que nenhum esconderijo de leais ao Clã Su permanecesse, além de transmitir promessas de ordem e proteção sob seus novos governantes, embora poucos acreditassem nas palavras.

As bandeiras brancas ainda pendiam frouxas nas janelas e praças, lembrando que a cidade havia se rendido, mas todos sabiam que isso se devia ao abatimento moral, e não a uma repressão total, o que mantinha a situação volátil, no melhor dos cenários.

Pela noite, as primeiras paredes da nova base militar já estavam erguidas, rústicas, mas funcionais, um símbolo de que Nemo agora pertencia ao Cult.

E, enquanto as fogueiras ardiam ao longe, os homens do Dragão ergueram suas taças, proclamando em voz alta que essa conquista entraria para a história do Cult para sempre, e que seus nomes seriam lembrados por gerações como uma lenda.

Comentários