
Capítulo 142
Assassino Atemporal
(7 dias depois – Academia Militar de Rodova)
Gotejou… Gotejou…
O suor escorria pela testa de Leo enquanto seu corpo tremia sob o peso implacável do esforço acumulado, cada fibra muscular pulsando de tensão constante, enquanto o calor pulsava nele como uma fornalha prestes a pegar fogo.
'Só mais um pouco…' ele dizia a si mesmo, ativando [Processamento Paralelo], fazendo sua mente se fragmentar em múltiplas camadas — calculando os padrões de movimento do oponente, regulando sua própria respiração, analisando correntes de ar e mantendo a postura com precisão mecânica.
*TWAP*
Sentiu uma gota escorrendo pela testa, acompanhando cada milímetro de sua descida em tempo real, percebendo o exato momento em que se desprendeu do queixo e começou a cair. [Visão Absoluta] focou nela no ar, traçando seu arco até o chão, como se até a gravidade tivesse desacelerado para acompanhar sua percepção.
Porém, o foco de Leo não estava no suor — era no homem à sua frente.
Major Das, o Instrutor de Tiro com Arco da Academia, movia-se como um predador experiente, soltando outra flecha com um rápido estalo da corda do arco, enquanto o projétil assobiava perto da bochecha de Leo, cortando o ar a apenas centímetros de sua pele.
O olhar de Leo permaneceu firme, já esperando pelo disparo. Seus olhos estavam fixos na sutil contração dos tornozelos do Major e na tensão controlada dos músculos da coxa, sinais claros de que ele iria saltar para trás para recuperar a distância.
'Não… você não vai escapar.'
À medida que seus pensamentos se alinhavam com seus instintos, Leo ativou [Mundo Espelho], conjurando duas cópias idênticas atrás do Major com um brilho de luz e distorção. As clones avançaram imediatamente, formando uma parede física exatamente no ponto onde Das aterrissaria, impedindo que ele tivesse espaço para se mover.
Pego no meio do movimento, o Major foi forçado a girar instintivamente, despachando as cópias com um golpe duplo, faíscas voando com o contato — segundos preciosos perdidos na manobra.
'É agora… aí está minha oportunidade.'
Sem hesitar, Leo ativou [Mil Cortes Fantasmas], enquanto sua mana saturava seus membros e borrava sua forma em movimento, sua velocidade transcendendo a percepção normal, com seu corpo se tornando uma ondulação de imagens que se sucediam.
Ele avançou com precisão cirúrgica, sua lâmina dançando pelo ar com um ritmo enganoso. Cada golpe era ocultado por ilusões em camadas, cada passo alimentava o próximo, enquanto seus cortes se sobrepunham e se entrelaçavam como uma tempestade espiral de aço e sombras — pensados não apenas para acertar, mas para dominar.
*SHINGG—* *SHING—*
O pátio ecoou com o som de espadas chocando e vento rasgando, enquanto Leo avançava como uma máquina — preciso, implacável e frio. Seus movimentos seguiam um algoritmo perfeito, calculado e aprimorado após incontáveis repetições.
Das estreitou os olhos, mudando para uma postura mais rígida, sua respiração desacelerando mesmo sob pressão.
Num movimento rápido, sua besta se transformou na lâmina compacta do seu punho enquanto bloqueava uma após a outra as imagens duplicadas, cada golpe sendo contrariado com força suficiente para manter o equilíbrio.
Apesar do ataque, Das se mantinha calmo, seus olhos atravessando a enxurrada de ilusões enquanto aguardava — não por uma abertura — mas pelo verdadeiro Leo se revelar.
Ele provocou um ataque para a esquerda e viu uma luzidade fugaz na direita — girou em tempo de encontrar a lâmina real dirigida às suas costelas.
"Você é rápido, Skyshard… mas não rápido o suficiente," murmurou Das, enquanto pressionava o calcanhar contra o chão.
*BAM.*
Uma onda de choque controlada percorreu a plataforma, distorcendo o ar e dispersando temporariamente o campo de ilusões — tempo suficiente para que Das concentrasse sua visão na posição de Leo.
Girando nos calcanhares, o Major cravou a lâmina na lateral de Leo, seguindo com uma rasteira ampliada por mana condensada. O impacto soou como um martelo, enquanto o ar ao redor se pulsava, fazendo Leo voar para trás.
Ele foi lançado para trás, deslizando com as botas contra a pedra, faíscas voando sob seus pés.
A força o levou vários metros pelo chão da arena até parar quase na beirada da plataforma, onde caiu de joelhos.
Perdeu aquela troca.
Mas, em vez de frustração, Leo começou a rir.
Começou baixo — rouco, seco pelo esforço — mas logo se transformou em algo mais profundo, uma loucura crescente.
Seus ombros tremiam enquanto um riso escapava dele, reverberando pelo pátio silencioso, áspero e selvagem no tom.
Major Das franziu a testa enquanto observava. "O quê…?"
Porém, tão repentinamente quanto começou, a risada cessou.
A cabeça de Leo se levantou, seu rosto limpo de qualquer emoção — como se nada tivesse acontecido.
O sorriso torto em seus lábios desapareceu instantaneamente enquanto ele se levantava com uma postura assombrosamente calma, esfregando a poeira de seu uniforme com movimentos lentos e metódicos.
Das o observou cauteloso, o momento anterior ainda ecoando em sua mente.
"…O que aconteceu, Cadete?" ele perguntou, sua voz tranquila mas cautelosa.
Leo ajustou sua postura, tocou uma vez na empunhadura da lâmina e olhou para cima com foco clínico.
'Agora eu entendo… é assim que se sente.'
"Minha última técnica atingiu a Mestre Perfeita durante esta luta," falou Leo, com voz suave, mas carregada de uma quieta certeza. "Agora sinto — estou pronto para tentar uma ruptura."
Um leve sorriso apareceu nos cantos de seus lábios, sutil, mas inegavelmente real, enquanto seus olhos permaneciam afiados e fixos.
Das olhou por um segundo a mais, assentindo uma vez.
"Muito bem… Parabéns."
Leo se endireitou, levantou o punho fechado ao peito e cumprimentou com um gesto preciso e firme.
"Obrigado, senhor."