Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 44

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A pressão não quebrou as coisas de imediato.

Ela enfraquecia costuras.

O Triângulo sempre se orgulhou da eficiência—uma academia construída sobre violência calculada, hierarquia estruturada e resultados previsíveis. Todo sistema tinha redundâncias. Todo risco tinha uma margem de segurança.

Mas as margens só funcionavam quando as variáveis se comportavam.

Dreyden deixou de se comportar.

Não abertamente.

Não de forma rebelde.

Mas de maneira incorreta.

No dia após sua vitória na classificação, o cronograma de treinos mudou novamente.

A teoria de combate foi substituída por "módulos de adaptabilidade situacional". As missões de treino rotating de forma imprevisível. Simulações de masmorras eram alimentadas com conjuntos de dados incompletos—faltavam contagens de inimigos, terrenos embaralhados, transmissões atrasadas.

Não eram testes.

Eram fatores de estresse.

O Triângulo não buscava mais medir sua força.

Queriam ver como ele falhava.

Dreyden percebeu imediatamente.

Na primeira simulação, um grupo Classe A entrou esperando uma missão padrão de supressão. Em vez disso, o sistema introduziu latência na lógica de emergência dos inimigos. As unidades apareciam em ondas escalonadas, não em grupos. Formaçãos tradicionais se desintegraram.

Os alunos entraram em pânico.

Dreyden não.

Ele ajustou o ritmo manualmente—reduziu a velocidade dos confrontos, forçou a equipe a recuar duas vezes, reatribuiu alvos sem explicar o porquê.

E funcionou.

A simulação terminou mais cedo.

Pontuação de eficiência: anormal.

Notas do instrutor: o sujeito compensou a falta de informações completas sem uma autoridade comunicada de forma evidente.

Isso os incomodou.

Porque adaptação sem autoridade é contagiosa.

Até a hora do almoço, três instrutores diferentes solicitaram direito de observação na próxima sessão dele.

Todas as solicitações foram negadas.

A supervisão ainda não quis um espetáculo.

Queriam isolamento.

Lucas também sentia as linhas de falha se espalhando.

Sua formação exclusiva tinha começado.

Ela não ocorria em uma sala comum.

A sala era circular, selada, decorada com sigilos mais antigos que a própria academia. Campos de supressão de mana zumbiam sob o piso, calibrados especificamente para ele.

—Respire—, disse o instrutor calmamente. —Deixe a mana se mover.

Lucas fez.

E logo se arrependeu.

A mana aumentou—não de forma violenta, mas insistente. Empurrou para fora, em vez de circular para dentro, pressionando seu sistema nervoso como estática.

A presença de Zagan se enroscou ainda mais em sua consciência.

Você está resistindo de novo, murmurou o demônio.

—Estou tentando não me despedaçar—, Lucas errou.

Framing fraco. Você já passou por coisas piores.

Lucas quase riu.

—Isso não é reconfortante.

O instrutor franzuiu a testa. —Concentre-se, Lucas. Se sua saída não estabilizar, a supervisão vai rebaixar o protocolo.

Significaria ser reassigando.

Ou restrito.

Lucas engoliu a saliva e empurrou mais forte.

A mana obedeceu—parcialmente.

O resto escorregou.

Uma rachadura fina se formou na barreira de projeção.

Os olhos do instrutor se arregalaram. —Basta—!

Já era tarde.

A reação não foi explosiva. Não foi dramática.

Estava errada.

Por uma fração de segundo, Lucas viu seu reflexo ondular—não no espelho, mas na própria mana. Distorcido. Sobreposto. Como se algo mais tentasse assumir seu contorno.

Zagan ficou em silêncio.

Isso o aterrorizou mais do que a dor.

A barreira se recolocou no lugar.

Protocolos de emergência foram acionados.

Quando Lucas abriu os olhos, o instrutor já estava chamando a equipe médica.

—Isso não sai da sala—, ela falou com firmeza. —Entendeu?

Lucas assentiu.

Ele entendeu outra coisa também.

Qualquer que fosse o que ele estava se tornando—qualquer que fosse a aceleração de Zagan—não era estável.

E o Triângulo sabia disso.

Nessa noite, Dreyden soube do incidente de Lucas.

Não por canais oficiais.

Por omissão.

Lucas não apareceu no jantar.

Não respondeu às mensagens.

Não foi visto nos registros de treino por seis horas.

Isso foi o suficiente.

Dreyden não confrontou a supervisão.

Isso teria sido inútil.

Em vez disso, ele se ajustou.

Cancelou o próximo desafio classificado.

Foi às aulas de combate na manhã seguinte.

Fez-se inconveniente para ser rastreado.

O que obrigou a academia a dar o primeiro passo.

As convocações chegaram pouco antes do meio-dia.

Dessa vez, não para uma avaliação.

Para uma conversa.

Outro setor.

Outros observadores.

Faltava uma face conhecida.

O velho do começo não estava presente.

Apenas dois administradores sentados diante dele—ambos polidos, ambos perspicazes, ambos cuidadosamente comuns.

—Você está alterando seus padrões de participação—, disse um deles.

—Sim—, respondeu Dreyden.

—Podemos perguntar por quê?

—Podem.

Uma pausa.

—Então?

—Eu não disse que responderia.

O administrador sorriu de lado. —Você testa limites—.

—Eu mapeio limites—.

—Isso deveria nos tranquilizar?

—Não—.

O segundo administrador se inclinou para frente. —Você não está em perigo, Dreyden—.

—Isso depende das definições—.

—Acreditamos em orientação—, continuou ela. —Estudantes como você requerem estrutura. Direção—.

—E quando a estrutura conflitar com a sobrevivência?

—Isso é uma interpretação dramática—.

—É uma interpretação precisa—.

O silêncio se alongou.

Então o primeiro administrador falou novamente.

—A supervisão está disposta a oferecer a você imunidade provisória contra a especialização forçada—.

Dreyden piscou—uma vez.

—Isso é novo—.

—Em troca—, acrescentou a mulher—, você entregará relatórios periódicos de transparência. Uso de habilidades, métricas de treino, projeções de compatibilidade—.

Eles queriam insights.

Não controle.

Ainda não.

Dreyden considerou.

Depois balançou a cabeça.

—Não—.

O ar ficou mais tenso.

—Você está recusando?

—Estou adiando—, corrigiu Dreyden. —Por tempo indeterminado—.

Isso era pior.

Os administradores trocaram olhares.

—Você está criando inimigos—, disse a mulher em voz baixa.

—Já tenho—.

A reunião terminou.

Dessa vez, com tensão.

Maximus Sagaza riu ao ouvir.

—Idiota—, disse com bom humor. —Brilhante—, mas idiota.

Ele recostou-se, entrelaçando os dedos.

—O Triângulo não perdoa quem recusa a definição—.

O contato de Dreyden não disse nada.

O sorriso de Maximus desapareceu lentamente.

—…Você não planeja se esconder, né?

—Não—, respondeu o contato. —Ele planeja superá-los.

Maximus exalou pelos dentes.

—Isso é pior—.

A próxima mudança veio de Maya.

Não como interferência.

Não como roubo.

Como uma correção.

Uma projeção classificada do Triângulo—destinada a simular condições de invasão em masmorras de médio nível—retornou dados sem sentido. As taxas de baixas inimigas caíram. As curvas de sobrevivência subiram de forma inesperada.

Alguém tinha estabilizado um cenário de pior caso.

Na teoria.

Sem tocar na simulação fisicamente.

Analistas da supervisão marcaram como uma anomalia.

Depois reclassificaram como impossível.

E então… arquivaram.

Ninguém quis admitir o que aquilo implicava.

Lucas percebeu imediatamente.

Não por causa dos dados.

Mas porque a pressão diminuiu.

Um pouco.

Como se uma mão tivesse levantado—não removendo o peso, apenas redistribuindo-o.

Ele fechou os olhos por um instante.

Maya, pensou. Você está reescrevendo margens.

Isso não era suporte.

Isso era preparação.

Lucas voltou três dias depois.

Mais pálido.

Mais quieto.

Olhos mais afiados, de uma forma errada.

Ele encontrou Dreyden na sala de observação novamente.

—Eles aceleraram minha trajetória—, disse sem rodeios.

—Claro que sim—.

—Estão chamando isso de “divergência controlada”—.

A expressão de Dreyden se endureceu. —Estão enganados—.

Lucas riu de forma fraca. —Isso é reconfortante—.

—Eles estão construindo uma arma—, continuou Dreyden. —Não uma pessoa—.

Lucas olhou para a cidade além do vidro.

—Então, o que isso faz de você?

—Um problema—.

Lucas sorriu de forma suave.

Pela primeira vez, sem forçar.

—Eu sabia—.

Nessa noite, o Triângulo registrou sua primeira falha.

Uma falha menor.

Desincronismo de sistema.

Mas suficiente.

Pela primeira vez desde sua fundação, a supervisão emitiu um alerta interno silencioso.

DETECÇÃO DE INSTABILIDADE MULTIVARIADA

CONFIANÇA NO RESULTADO REDUZIDA

O sistema não conseguia mais enxergar o fim.

Ele só podia reagir.

Longe, Maya se recostou na sua cadeira, olhos semicerrados, probabilidades alinhando-se como dentes de uma engrenagem.

Duas trajetórias convergindo.

Uma se tensionando.

Outra acelerando.

Ela expirou lentamente.

—Bom—, murmurou.

As linhas de falha estavam se espalhando.

E em breve—

Algo iria ceder.

Comentários