O Extra é um Gênio!?

Capítulo 410

O Extra é um Gênio!?

O ar atmosférico aqui parecia mais espesso.

Quente, seco, pesado de poeira e ferro. Cada respiração queimava os pulmões de Noel.

O Quarto Pilar estava na plataforma destruída à sua frente — calmo, sem pressa. Sua espada descansava no ombro, veias de luz vermelha rastejando pelo fio como seres vivos.

Ao seu lado, as fissuras brilhavam suavemente, veias de mana derretida atravessando a rocha.

Nenhum deles se moveu. O silêncio pressionava os ouvidos, mais alto do que a batalha ainda ecoando em algum lugar acima.

Uma faísca caiu do teto. Ambos reagiram ao mesmo tempo.

Aço contra aço com um estalo agudo que rasgou o ar. O impacto mandou ondas pelo chão, dispersando poeira e cinzas em ciclos. Noel recuou um passo, a vibração subindo pelo braço, a Presa do Espectro queimando na pegada.

Eles se separaram, fizeram um círculo de novo. O olhar do Pilar permanecia fixo.

"Você poderia simplesmente sair andando," ele disse finalmente, a voz quase casual. "Deixar o cristal. Deixar que levemos, e isso acaba de forma limpa."

Noel não respondeu de imediato. Sua respiração desacelerou, os olhos pulando entre a postura do homem e o leve brilho da espada.

Então, calmamente—

"Não. Impossível."

O Pilar inclinou a cabeça. "Você nem sabe o que ele faz."

"Eu não sei," disse Noel. "Mas preciso dele."

Isso foi suficiente.

Eles se moveram novamente.

Primeiro, Noel avançou, a lâmina brilhando em calor. "Arco de Fogo!"

A lua crescente vermelha rasgou o ar; o Pilar a enfrentou na metade do movimento, o choque explodindo em uma rajada de chama e faíscas.

Nenhum deles cedeu.

Os pensamentos de Noel cortaram o barulho — frio, automático.

'Ele está testando força. Não velocidade. Tentando me ler.'

Eles colidiram mais forte desta vez. Faíscas caíram sobre os rostos deles, os bootstrinando através de pedra rachada. A vibração de cada golpe ecoava nas ruínas, profunda e rítmica.

Os lábios do Pilar se curvaram ligeiramente.

Sem palavras agora — apenas o som de metal contra metal, o pulso de duas forças se ajustando até que o chão começasse a rachar sob seus pés.

Cada choque soava como trovão, enviando rachaduras pela plataforma.

Noel se abaixou, rápido, a Presa do Espectro uma faixa de arcos vermelhos e pretos através do calor. "Passo das Sombras."

A voz de Noel foi um sussurro engolido pelo ruído. Seu corpo se dissolveu em fumaça — sumiu.

Reapareceu à direita do Pilar, a lança já em movimento. A lâmina beijou o metal; o impacto sacudiu seu braço, mas o golpe foi suficiente para empurrar o homem uma etapa para trás.

Não havia tempo para respirar.

"Arco de Fogo!" — a onda de chamas avançou. O Pilar a cortou, dispersando fragmentos derretidos no ar.

"Chained Flash!" — raios percorriam o chão, rasgando as fissuras em direção às botas do homem. Ele pulou de lado, pousando com equilíbrio perfeito, a capa agitava-se com a corrente de ar.

O som da luta deles ecoava nas paredes, sobrepondo-se ao trovão distante lá em cima.

Noel desapareceu novamente. "Passo das Sombras."

Ele surgiu do chão atrás do Pilar, a lâmina vibrando. "Alicate de Tensão!"

Uma linha azul atravessou o espaço, atingindo o lado do homem antes de explodir. Fumaça e brasas vermelhas engoliram ambos.

O Pilar atravessou a névoa como uma sombra dele próprio, balanceando a espada em silêncio. Noel conseguiu bloquear o golpe a tempo, a força sacudindo seus dentes.

Ele ajustou o peso, enfia o joelho na região do estômago do homem, e torceu para trás, usando o recuo para girar. A Presa do Espectro brilhou, cortando através da fumaça remanescente em um arco limpo.

O golpe acertou — superficial, apenas na omoplata — mas o cheiro de sangue queimado foi forte.

Por um instante, nenhum falou.

O olhar do Pilar virou para a pequena linha de sangue escorrendo pelo braço dele, e depois para cima. Um sorriso, quase invisível na névoa.

"Você se move bem," ele disse tranquilamente, com tom mais de observação do que de elogio.

A única resposta de Noel foi desaparecer novamente — Passo das Sombras.

Dessa vez, reapareceu vindo de cima, descendo pela fumaça que pairava, com a lâmina na direção da garganta.

O Pilar levantou a espada no último instante.

Impacto.

O som foi agudo e oco, como metal quebrando os ossos. Faíscas e névoa negra explodiram ao redor, dispersando no ar.

Noel caiu no chão, os joelhos flexionados para absorver o impacto, rolando de volta à postura. Sua respiração firme, os movimentos agora mais limpos — mais rápidos, mais precisos. Um olhar focado, queimando atrás dos olhos, eliminando tudo além da luta em si.

Outro passo.

Ele desapareceu novamente.

Um após o outro — sombras mudando, reaparecendo, dissolvendo-se. O campo de batalha virou um borrão de imagens secundárias, o ritmo implacável.

O Quarto Pilar golpeou o ar vazio repetidas vezes, o clangor do metal ecoando toda vez que Noel aparecia, era atingido e sumia.

Finalmente, o homem soltou um suspiro curto, levantando a espada alto. "Chega."

Ele afundou a espada no chão. Um círculo de energia carmesim explodiu para fora, quebrando as sombras ao redor. A explosão de luz obrigou Noel a sair de seu esconderijo, o impacto o arremessando vários metros para trás. Ele bateu forte no chão, os sapatos escorregando na pedra rachada.

Vapor subiu de seus braços onde a energia o tocou.

Seu pulso pulsava forte contra as costelas, mas os olhos continuavam fixos à frente.

A plataforma brilhava em vermelho sob seus pés, rachaduras com veias de vidro derretido brilhando.

O ar vibrava a cada passo que eles davam.

Noel foi o primeiro a avançar, movimentos fluidos e precisos. "Passo das Sombras."

Ele desapareceu, reaparecendo atrás do Quarto Pilar com a Presa do Espectro cortando para baixo.

O homem girou, bloqueando com um movimento suave, e a colisão enviou uma força que rachou o chão entre eles.

Eles se separaram. Por um instante, só o som de pedra fervendo preencheu o ar.

Depois, o Pilar levantou a mão, um leve sorriso se formando em seu rosto.

Uma luz explodiu.

Não divina. Não sagrada. Apenas mana pura e condensada — moldada em um flash cegante.

A luz se espalhou rapidamente, refletindo nas paredes, transformando todas as sombras em fogo branco.

Noel travou e se abaixou atrás do antebraço, sua visão cheia de imagens secundárias.

"Magia de luz…?" ele murmurou baixinho. "Não esperava isso."

O homem avançou, espada erguida, agora radiando linhas amarelas suaves que traçavam a lâmina.

"Borda luminosa!"

Ele balançou uma vez — e uma linha de luz rasgou o ar, limpa e rápida, formando uma cicatriz ardente na terra. Noel deslizou no último instante, o raio roçando a manga dele e transformando parte em faíscas.

'Então mistura esgrima com projeção de luz… excelente.'

Ele rangeu os dentes, mergulhando novamente na sombra. "Passo das Sombras."

Noel apareceu atrás dele, silencioso como fumaça. Revenant Fang vibrava, mana se condensando ao longo da lâmina.

O Pilar virou rapidamente, esperando por ele. "Explosão Relâmpago!"

Um pulso de branco explodiu de seu corpo, dispersando a escuridão e jogando Noel para trás, vários metros. A explosão queimou sua face; ele equilibrou-se quase na borda antes de cair na beirada.

'Ele usa luz para interromper minhas sombras… esperto malandro.'

Noel respirou fundo, baixando a postura.

"Tinha uma carta na manga, hein?" ele murmurou. A mão apertando o punho. "Pois eu também."

A Presa do Espectro escureceu. Sombras saíram das rachaduras ao redor dele, atraídas para a espada como uma maré. A luz no ar piscou, encolhendo-se, sendo sufocada pelo peso do vazio que se acumulava na lâmina.

"Rasgo do Eclipse."

Sombras engoliram a luz.

A borda da Presa do Espectro se quebrou em imagens secundárias de preto — um arco de vazio puro cortando em direção a frente.

A onda não apenas acertou — ela apagou. O metal dissolveu-se como se fosse devorado pela noite, e as construções de luz capturadas no caminho se despedaçaram em fragmentos opacos, sem vida, desaparecendo ao fim.

As duas energias colidiram — brilho contra escuridão — e a explosão rasgou a caverna como um sol em colapso.

A plataforma tremeu violentamente; pedras derretidas saíram em rajadas de laranja e preto.

Quando a fumaça se dissipou, metade do chão havia desaparecido.

Noel se agachou, o peito arfando rapidamente, vapor subindo da lâmina de Revenant Fang.

Do lado oposto, o Quarto Pilar permaneceu firme, embora ferido. A armadura dele soltava fumaça, o brilho ao seu redor tremendo de forma errática.

Os olhos de Noel se estreitaram. "Acho que sua luz não é tão perfeita assim."

O Pilar deu uma risada baixa, apoiando a espada no ombro. "Nem sua sombra."

Noel não respondeu — apenas levantou a arma novamente. A sombra atrás dele se espalhou, fundindo-se com as rachaduras no chão enquanto ambos avançavam.

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