
Capítulo 121
O Extra é um Gênio!?
O feixe de luz congelada avançou em direção a ela—afiado, implacável.
Os instintos de Selene tomaram conta.
"Muralha de Geada!"
Uma espessa parede de gelo emergiu diante dela, reluzindo com camadas de orvalho forjado com mana. O feixe atingiu-a um segundo depois—um impacto como um martelo de frio puro.
Rachaduras se espalharam pelo gelo, estilhaços de luz congelada se dispersaram no ar, mas a parede resistiu.
Por pouco.
Selene rangeu os dentes. 'Houve uma reta mesmo.'
Mas o perigo ainda não tinha acabado.
Por entre as fissuras na parede, ela viu o wyvern se mover—asas enormes se abrindo, garras cavando o chão enquanto se preparava para decolar.
'Ele está tentando voar.'
Se levantasse voo, eles estavam ferrados.
Não havia tempo para pensar.
"Segura de Gravidade!"
Seu mana irrompeu ao redor—aumentando de forma densa e invisível. Uma força esmagadora caiu sobre o corpo do wyvern, prendendo-o ao chão. A criatura soltou um grito gutural, as asas tensas, músculos sobressaindo contra o peso invisível.
Os braços de Selene tremiam levemente pelo esforço do feitiço. Suor escorria por sua testa mesmo com o frio.
'Fica no chão. Só mais um pouco.'
Enquanto isso—
Noel grunhiu, os dedos apertando ainda mais a pedra. Um último olhar para o saco giratório grudado no braço—depois ele o fixou firme na cintura, segurando-o bem apertado.
'Não vou perder isso de novo.'
Sem hesitar, começou a subir.
Mana percorreu seus músculos—fortalecendo os dedos, apoiando as pernas. Ele se moveu rápido, puxando-se para cima, cada movimento preciso e movido pela pura força de vontade.
Acima, o rugido do wyvern ecoou mais uma vez, suas asas ainda lutando contra o feitiço de gravidade.
Os olhos de Noel se estreitaram.
'Segura aí, Selene. Estou chegando.'
Os dedos de Noel agarraram a beirada do penhasco. Ele se puxou com um último esforço—botas riscando a pedra escorregadia de gelo.
Uma respiração aguda—depois seus olhos varreram o campo de batalha.
Selene estava na frente, com os braços estendidos, a expressão focada. O wyvern se debatia selvagem contra a força esmagadora do seu feitiço.
"Segura de Gravidade!" convocou novamente, a voz tensa pelo esforço.
O ar brilhava com mana—a gravidade prendendo o enorme corpo do wyvern ao chão. As asas lutavam para levantar, as garras rasgando a pedra, mas o peso invisível o mantinha firmemente preso.
O olhar de Noel se afinou.
'Se essa coisa decolar, estamos mortos.'
Sem hesitar, avançou—mana fluindo pelos seus músculos.
Sua mão esquerda brilhou com frio. "Escudo de Geada!"
Uma camada espessa de gelo translúcido cobriu seu antebraço.
Na mão direita, chamas se enrolavam. "Bola de Fogo!"
Um orbe de fogo condensado ganhou vida em redemoinho. Noel o lançou com um movimento rápido—um arco brilhando pelo ar em direção à cabeça do wyvern.
A fera se retraiu enquanto a Bola de Fogo explodia contra seu focinho, uma explosão de calor e luz.
Selene aproveitou instantaneamente a oportunidade.
"Projéteis de Gelo!"
Estilhaços de gelo cortaram o ar, partindo das mãos estendidas dela—riscando o ambiente em uma sinfonia aguda.
As asas do wyvern receberam o impacto completo—furadas repetidamente. Fendas se abriram nas membranas pálidas, rimadas com geada e sangue. Um grito agudo saiu da garganta dele, as asas vacilando no voo.
'Ótimo. Agora não consegue voar.'
Mas a criatura ainda não tinha sido derrotada.
Com uma torção violenta, ela se ergueu—escamas escuras, espessas, brilhando como obsidianas. Os olhos de Noel fixaram-se nelas.
Ele avançou rapidamente—fagulhas de calor brilhando na lâmina.
"Arco de Fogo!"
Uma onda rápida de chamas cortou à sua frente—fazendo a garra do wyvern recuar exatamente quando tentava atacá-lo.
Selene ajustou sua postura, respirou fundo com força.
"Agarre de Destruição!"
Sua voz soou clara. O ar se distorceu—mana comprimindo-se violentamente para baixo, atingindo o tronco do wyvern. A criatura convulsionou, soltando um rugido gutural, músculos inchando contra a força esmagadora.
'Timing perfeito.'
Noel correu em volta—circulando em direção ao flanco exposto.
Chamas rodaram pela lâmina dele. "Impulso de Ignição!"
O dente do revenant brilhava vermelho-incandescente.
Ele correu na baixa, escapando por pouco de uma mandíbula que se fechava, as botas escorregando no gelo com um clarão de mana.
Uma ataque limpo. É só isso que precisava.
Ele se impulsionou para cima—a lâmina prestes a escorregar entre as escamas sobrepostas.
'Um bom golpe.'
As botas de Noel atingiram com força a pedra enquanto avançava.
A criatura se torceu—seus músculos tensos contra a magia de gravidade de Selene, as garras rasgando marcas profundas no gelo. Seus olhos ardiam com uma luz selvagem.
Mas Noel já estava em movimento.
"Deslizamento de Gelo!" chamou, a voz aguda.
Mana percorreu os pés—formando um caminho escorregadio de gelo endurecido. Ele deslizou baixo, ganhando velocidade enquanto a garra do wyvern passava por ele—falhando por centímetros.
'Continue. Não pare.'
Quando se aproximou do lado esquerdo da besta, chamas piscavam na sua mão mais uma vez.
"Explosão de Chamas!"
Uma rajada concentrada de fogo atingiu a base da asa esquerda do wyvern—forçando a criatura a girar o torso para proteger a junta vulnerável.
Selene não deixou a abertura passar.
"Projéteis de Gelo!"
Outra saraivada de estilhaços jagged disparou—atingindo as asas já rasgadas com brutal precisão. Mais buracos se abriram, sangue jorrando contra a neve.
O wyvern gritou de raiva, lutando com ainda mais ferocidade.
Mas Noel já estava subindo.
Com uma explosão de mana nas pernas, pulou—a bota agarrando a perna dianteira do wyvern. Ele se impulsionou para cima, as mãos encontrando pegada entre escamas enrugadas.
Por sua perna. Depois o ombro.
A besta se retorceu violentamente sob ele, as asas abrindo, mas a magia de gravidade ainda desacelerava seus movimentos.
'Agora.'
Noel levantou a Lâmina do Revenant bem alto—a lâmina brilhando em vermelho com o Impulso de Ignição ainda ativo.
Ele balançou.
Clang!
A lâmina atingiu fundo—mas não o suficiente. Uma espessa crista de escama encantada desviou a ponta, desviando a maior parte da força.
Noel rangeu os dentes.
'Vamos lá! Entre as escamas!'
Ele ajustou seu grip, inclinando a lâmina com mais firmeza. Com um puxão rápido de mana, empurrou novamente—direcionando a Lâmina do Revenant para uma fenda estreita na garganta do wyvern.
Dessa vez, o aço penetrou mais fundo—a carne se rasgando com um som achatado e úmido.
A criatura se convulsionou—seu rugido sacudindo toda a cúpula.
Na parte inferior, Selene pressionou ainda mais.
"Agarre de Destruição!"
A mana brilhou intensamente—uma nova onda de esmagamento puxando o tronco do wyvern ainda mais para baixo.
Mas mesmo assim, a fera lutava.
Seu corpo arfava. Com uma torção violenta, ela lançou o ombro de lado—lançando Noel do poleiro.
Ele mal conseguiu agarrar uma crista de escama com uma mão, pendurado por um instante.
'Droga. É mais forte do que eu pensava.'
Na parte de baixo, o gelo de Selene reluzia afiado no chão quebrado.
Noel caiu no chão, com força ao lado da pata dianteira esquerda do wyvern. A respiração veio curta—rapidíssima, quase arfando. Ele se levantou rapidamente, a lâmina ainda na mão.
Mas seus músculos estavam mais pesados agora.
Cada movimento exigia mais esforço do que o anterior.
Um leve torpor passou por trás dos olhos.
'Droga, minhas reservas de mana estão no limite.'
Ele cerrando os maxilares e estabilizando a postura. Pelo campo, Selene ainda sustentava o agarre de Destruição—os braços trementes, a mana piscando visivelmente ao seu redor, como uma luz partida.
Ela estava pálida.
O suor grudava na testa dela, apesar do vento frio.
Noel voltou sua atenção para o wyvern—seu peito subindo e descendo de forma pesada e irregular. Geada saía de suas mandíbulas em rajadas, agora não mais constantes. Veias de luz azul pulsavam fracas sob as escamas.
Até a criatura começava a ceder sob a pressão.
Mas isso não a tornava menos perigosa.
Noel forçou-se a avançar.
"Espeto de Gelo!" gritou, batendo a mão no chão.
Um espeto estreito de gelo sólido surgiu debaixo da perna traseira do wyvern—cortando fundo na carne.
A wyvern rugiu de fúria—então chacoalhou a cauda rapidamente.
Demais rápido.
Noel percebeu o movimento chegando, mas suas pernas estavam meio segundo atrasadas.
A cauda foi nele como um aríete.
"—!"
Seu corpo voou de lado—colidindo contra um ponta de pedra irregular com um baque horrível.
A Lâmina do Revenant tilintou no chão.
Noel ficou ali por um instante—ofegando, estrelas trotando à sua frente.
O coração de Selene travou.
"Noel!"
Ela soltou o feitiço na hora.
"Segura de Gravidade!"
A mana vacilou—murchando com uma ondulação opaca. Suas pernas cederam levemente com o esforço, mas ela se obrigou a ficar de pé.
Do outro lado do campo, a cabeça do wyvern virou.
Ela o viu.
'Não. Não, não, não—'
A garganta dele começou a brilhar novamente—uma luz azul pálida se acumulando rapidamente.
O wyvern usou novamente o Raio de Geada.
Os olhos de Selene se arregalaram.
Ela se virou de lado—apenas a tempo.
A rajada de energia congelada passou por ela, explodindo contra a pedra atrás dela. Estilhaços de gelo saíram disparados—afiados e gelados.
Selene caiu no chão com força, rodando na neve.
Quando parou, estava deitada de lado, ofegante, com os olhos arregalados.
Seu mana quase acabou.
Ela mal conseguia se mexer.
Do outro lado, Noel não se levantava.
A wyvern soltou um sussurro gutural—ferida, lenta, mas ainda de pé.
E Selene estava completamente desprotegida.