Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 121

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Após deixar Zaki sozinho para se virar contra os dois goblins, Kaden voltou para encontrar as garotas.

Você não consegue imaginar o quão chocado ele ficou ao ver Daela conversando ativamente com Eimi. Poxa, Daela nem mesmo falava tanto com ele.

Essa cena sozinha quebrou seu coração, enquanto Kaden permanecia ali, se perguntando se a vida ainda valia a pena, porque, ao que parecia, bastava um tropeço e um abraço cheio de lágrimas para que Daela se abrisse mais com uma desconhecida do que com o próprio irmão.

Ele estava tão desanimado que ficou lá, sem se mover, como uma sombra, assistindo eles conversarem sobre coisas que ele não se importava—sapatos, flores, treinos, aparentemente o comportamento de Kaden—ele já não tinha certeza de mais nada, tinha se desligado por causa da dor emocional.

Eimi perguntou onde Zaki estava, mas, agora vendo nela quase como uma rival pelo afeto da irmã, Kaden respondeu de forma seca, agindo como uma criança emburrada.

Que criança de fato.

E para piorar, Daela ainda mandou ele ir embora e deixar que elas pudessem conversar entre garotas enquanto esperava Zaki voltar.

Naquele momento, ao olhar para o rosto sempre impassível de Daela e ver que não havia hesitação, nem arrependimento, nem simpatia—Kaden quase desmaiou.

Mas ele não falou nada. Simplesmente se afastou, mantendo a distância.

Sentou-se sozinho sob uma árvore isolada, com os olhos vazios e a alma vazia.

Foi então que uma presença familiar de calor apareceu ao seu lado.

Reditha, sua fiel espada, sua companheira, apareceu suavemente, depois pousou delicadamente no seu colo, sua presença preenchendo-o com uma sensação de calor que invadiu cada parte dele como fogo acolhedor no inverno.

Kaden então sorriu, finalmente,

"Reditha… você é a melhor de todas."

"Eu também sinto falta da pequena Rory… vamos voltar rápido e ficar juntos de novo."

Ele falou suavemente, e em resposta, Reditha vibrava com uma luz escarlate lenta, mas intensa, ressoando com suas emoções, concordando sem palavras.

O que aconteceu depois foi Kaden reclamando com Reditha como uma criança que reclama com a mãe após se sentir injustiçada na escola, reclamando do comportamento de Daela, imitando o tom frio dela, perguntando por que o mundo era tão cruel com um irmão mais novo que só tentava fazer o melhor.

Era uma cena ridícula.

E a parte mais absurda?

Reditha parecia realmente escutar com seriedade, reagindo com estalos de emoções e cores, bufando de reprovação quando Kaden lembrou das palavras de Daela, chegando até a projetar rebeldia por um momento e ameaçando ensinar Daela uma lição por negligenciar seu pobre irmão.

Que espada corajosa e sincera ela era.

Mas tudo isso era coisa da cabeça de Kaden, como sempre, sem saber que, neste mundo ou até em dois mundos, não havia nada nem ninguém que pudesse substituir ele no coração de Daela.

Simplesmente, isso era impossível.

E tudo o que Daela fazia agora era moldar Eimi à sua imagem—não, não uma cópia dela, mas algo bem próximo.

Ela queria uma amiga com quem pudesse conversar sobre os treinamentos de Kaden, sobre o quão fofo e sério ele ficava quando se concentrava, como ele era gentil e estranhamente altruísta mesmo quando agia como um bobo.

Ela precisava de uma melhor amiga, dá pra dizer assim.

E, como ela não tinha uma, decidiu criar uma.

Por isso, ela foi até a ponto de oferecer a Eimi um lugar na casa delas, como sua seguidora.

Eimi, uma órfã que tinha sobrevivido nas ruas e só tinha conseguido comer graças a Zaki, ficou toda emocionada de gratidão—ser acolhida numa casa, oferecida um teto, refeições, e, mais importante, um sentimento de pertencimento.

Porém, ela preferiu esperar Zaki voltar e decidirem juntas.

Daela não se importou em esperar.

E quase uma hora depois, Zaki finalmente apareceu.

Suas roupas estavam rasgadas, sangue escorrendo de cortes que não tinham cicatrizado completamente, seus cabelos vermelhos estavam desarrumados e cobertos de sujeira e sangue de goblin.

Nas mãos, ele segurava um par de adagas vermelhas com fios dourados gravados. Eram as adagas de sua mãe, as mesmas que ela usou na juventude, que lhe tinham sido herdadas.

Era com elas que ele tinha acabado de matar as primeiras bestas.

A luta tinha sido dura, brutal até, mas ele perseverou, repetindo as mesmas palavras várias vezes:

Sou forte.

No começo, nada mudava. Ele não sentia nada. Seu corpo estava lento, os golpes desajeitados, e a esperança começava a escorrer de suas mãos como areia.

Mas então…

Você é aquilo que pensa o tempo todo.

Essas palavras ecoaram na cabeça dele, a voz de Kaden soando com verdade.

E ele continuou pensando nelas.

Continuou acreditando.

Até que, por fim…

Ele os matou.

Nesse momento, ele entendeu, foi aí que tudo fez sentido.

Sua habilidade, 'Auto-aperfeiçoamento', não funcionava por meio de estatísticas ou cálculos, mas pela crença.

Percebeu que era vago, porque a força dependia de muitas coisas, mas assim que começou a ser específico, a se dizer coisas como "Sou mais rápido que esses goblins", a habilidade respondeu imediatamente.

Pois era verdade.

Os goblins eram mais lentos. Ele acreditava nisso sem dúvidas, e essa crença firme aprimorou sua velocidade até que eles não conseguissem acompanhar.

E foi aí que ele realmente entendeu a natureza do seu poder.

Estava ligado à crença. À mente.

Ele só precisava de uma prova.

Uma única prova de que funcionava.

E agora que tinha essa prova…

Ele não iria recuar novamente.

Quando Zaki voltou para Eimi e os Guerreirantes, ele já não era mais o mesmo.

Still tinha um caminho longo pela frente, sim—mas seu olhar não era mais para baixo, seus ombros não estavam curvados, e seus passos eram mais firmes.

Eimi percebeu isso de pronto, e um sorriso largo, bonito, floresceu em seu rosto.

E, por instinto…

"Sim… é assim que você deve ser, Zaki," ela disse, com a voz suave mas poderosa.

Suas palavras ecoaram na cabeça de Zaki como trovão, porque sim, era exatamente assim que ele deveria ser.

Ele só não tinha correspondido por causa do medo, da dor e do peso do passado.

Ele sorriu novamente, porque mais uma vez entendeu algo importante.

Sua mente… era realmente algo maravilhoso.

Se der as palavras certas, o significado certo, ele vai além do que foi originalmente planejado.

Realmente um Verdadeiro Filho dos Céus.

Depois disso, Eimi contou a Zaki sobre a proposta de Daela.

E Zaki ficou feliz por ela—de verdade, feliz que Eimi finalmente teria um lar.

E, pelo jeito de Kaden e Daela, ele não se preocupava. Ela estaria segura.

Quanto a ele… resolveu ficar na casa dos Caelion.

Pois percebeu que, se quisesse realmente forjar uma vontade forte, precisaria enfrentar as dificuldades que criaram sua fraqueza inicialmente.

E muitas dessas dificuldades estavam naquela maldita casa.

Então, ele voltaria.

Enfrentaria tudo.

Ele se forjaria.

Kaden sorriu para sua decisão.

Para Zaki, aquele sorriso parecia o de um irmão mais velho orgulhoso, satisfeito por o irmão mais novo finalmente ter assumido a responsabilidade.

Mas, na verdade…

"Sim, cresça rápido e venha me matar, Filho dos Céus. Hehehehe! O poder do pensamento? HAHAHA! Não vejo a hora!"

Claramente, Kaden estava ficando louco após encontrar alguém com uma Origem de rank Mítico.

Que Criança do Sangue estranha, estranha mesmo.

E assim…

Eles retornaram a Waverith.

Tudo isso depois de Kaden salvar sua irmã das mãos de um grande mestre, destruir metade de uma cidade habitada por bestas, quase matar um Cerveau de rank Mestre e dar um propósito a um homem que logo…

…bem, você verá.

No final, ele cumpriu sua missão de forma brilhante, e por isso…

DING!

[Missão concluída.]

—Fim do Capítulo 121—

A/N:

Foi um mês maravilhoso. Vi sua resposta rápida sobre meu desejo de alcançar 400 GT.

Obrigado por tudo, quase chorei de felicidade.

E…

…obrigado por ler ?

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