O Estalajadeiro

Capítulo 486

O Estalajadeiro

A criança perdeu completamente a revelação dramática que Lex tinha preparado nos seus olhos e que nunca saiu da sua atenção. Lex apenas balançou a cabeça e continuou comendo também.

Planejar essa parte do festival tinha sido mais difícil do que Lex imaginava. A ideia de parques temáticos era excelente, e ele conseguiu pensar facilmente em várias ideias que o sistema permitiria implementar, algo que seria muito complicado de fazer normalmente.

Porém, o problema era que, enquanto todas as ideias de Lex seriam diversão e emoção para os mortais, faltaria o elemento de adrenalina para os cultivadores. Além disso, quanto maior o nível de cultivo, menor a emoção que aquilo proporcionaria.

Claro que essa situação durou apenas um curto período. Não só encarregou a divisão de planejamento de verificar se havia parques de diversões ou similares voltados para cultivadores, como também passou um tempo no portal de Henali fazendo pesquisas.

Como se revelou, a solução era mais simples do que o esperado. Tudo o que precisava fazer era investir dinheiro no problema e assistir à solução se resolver sozinha. Ou, bem, no seu caso, gastar MP no problema.

Embora a maioria dos brinquedos fosse para todos, alguns requiriam que o visitante estivesse em um certo nível de cultivo pelo menos. Isso porque, além do padrão habitual que os brinquedos seguiam, várias formações podiam ser adicionadas aos passeios para efeitos extras!

Além disso, como essas eram formações temporárias acessadas pelo painel de eventos — que não tinham relação com ataque ou defesa — havia uma variedade bem maior.

Formações de ilusão, formações projetadas para confundir o sentido de orientação, formações que aumentavam a sensação de medo ou excitação, formações que podiam desacelerar ou acelerar a percepção do tempo, e muitas, MUITAS outras formações eram usadas em todos os parques temáticos para tornar os passeios o mais diversos e divertidos possível.

Além disso, a ideia de usar formações tornava os passeios para mortais ainda mais únicos.

Como se isso não fosse suficiente, havia também uma pista de corrida! Uma única pista enorme que atravessava toda a pousada, além de algumas menores aqui e ali. Claro que, pistas simples, seriam entediantes, então elas eram não só bizarras, mas também cheias de armadilhas inesperadas, tesouros, atalhos escondidos e becos sem saída!

Corridas individuais e pequenos torneios começariam ainda hoje, mas um grande evento principal de corrida também estava planejado para iniciar somente daqui a uma semana. Para participar do evento principal, o competidor precisaria primeiro vencer uma das corridas ou torneios menores. Assim, quando a corrida principal começasse, a maioria dos pilotos já seria conhecida e teria uma base de seguidores.

E os veículos usados? Claro, carrinhos de golfe.

Alguns que conhecem os carrinhos de golfe tradicionais poderiam reclamar que eles são lentos demais para uma corrida. Não estavam errados. Mas nada nesse torneio era comum, para começar.

Um dos motivos de os participantes precisarem vencer uma corrida antes era para que se familiarizassem com as mecânicas do evento, já que Lex se inspirou bastante em um de seus jogos favoritos de corrida: Marlo cart!

Ao longe, Lex já ouvia o som do comentarista de corrida, que tinha contratado. Embora inicialmente pretendesse delegar essa tarefa a um de seus funcionários, enquanto planejava o evento, acabou encontrando um convidado que parecia perfeito para o trabalho.

Como Lex não queria complicar a contratação formal, ele apenas içou o convidado como funcionário temporário.

O nome do comentarista era Awry, e a energia e carisma na voz dele certamente emocionariam os inúmeros espectadores que as corridas atraíam.

"Ei, criança, você tem algum responsável com você?" perguntou Lex, olhando de lado para ele. Logo, a refeição luxuosa terminaria, e Lex planejava i a um parque temático para aproveitar a experiência de convidados. No entanto, ele não se sentiria bem em deixar a criança sozinha, por isso perguntou.

"Sim, tenho," respondeu ele, interrompendo a refeição por tempo suficiente para pronunciar as palavras.

"Então, onde eles estão?"

"Disseram para eu aproveitar e dar um golpe no otário enquanto eles cultivam," respondeu a criança, sem nem pensar duas vezes no que dizia.

Lex, de repente, se arrependeu de ter perguntado.

Quando terminou a refeição, olhou de novo para a criança — que ainda estava comendo — e balançou a cabeça. Mandou um trabalhador ficar de olho nela e alertar se algo estivesse errado, e então saiu em direção ao parque de diversão mais próximo.

"Ei, Mary, eu sei que ele não pediu, mas avise ao Gerard que pode tirar um tempo das novidades para participar das corridas," disse Lex ao chegar na primeira atração.

Era algo simples, um carrossel. Exceto que, à medida que a atração funcionava, a velocidade aumentava lentamente até que, eventualmente, lançava o passageiro junto ao assento no ar! Claro, a atração era suportada pelo sistema, e o local de aterrissagem era garantido. Era apenas uma versão festiva de um trem ou táxi.

Por que perder tempo caminhando de um lugar ao outro, se o deslocamento pôde virar parte da diversão?

Essa era a filosofia com que Lex planejava essa e muitas outras atrações.

Ao pegar um algodão-doce em um palito, Lex entrou na atração e se fixou ao assento. Ele não conseguiu esconder o sorriso ao ver os outros convidados animados a entrarem também, embora muitos estivessem, na verdade, bastante nervosos.

"Ei," chamou Lex a uma das passageiras próximas dele, uma garota jovem que parecia ao mesmo tempo animada e assustada.

Quando ela olhou para ele, Lex perguntou: "Você acha que consegue voar?"

Ela ficou confusa por um momento até que uma ideia lhe veio à cabeça, e respondeu: "não, mas hoje vou tocar o céu."

Ah, isso fez Lex lembrar. Silenciosamente, deu instruções para que o Capitão Cirk elevasse a altura do navio flutuante. Teoricamente, estava alto demais para qualquer passageiro alcançar com qualquer uma das atrações, mas Lex não quis correr riscos.

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