Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 936

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Fazia um bom tempo que ele não via a Yuna. Tão tempo que, na verdade, nem lembrava a data exata da última vez em que conversaram.

Ele nem sabia quando ou por quê ela havia partido. Não recebeu nenhuma carta ou aviso. Num momento ela estava lá, e no seguinte, simplesmente desapareceu.

Claro, ambos ficaram bastante ocupados nos últimos meses. Ele teve que estabelecer a empresa Reborn em Metrópolis e em Nova Sparta, o que tomou toda a sua atenção. Enquanto isso, ela precisava dar continuidade aos negócios de Montgomery como Arbitra.

Mas ele achava que ela pelo menos lhe daria um aviso. Essa é a rotina entre amigos, pensou.

Acho que é exatamente isso. Ela é Yuna Kim. E eu sou só… só…

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"YUNA! YUNA! ONDE VOCÊ ESTÁ, YUNA?!!"

"KYAAAA! EU QUERO VÊ-LA AO VIVO!"

"Não aguento mais! Em algumas horas, ela estará bem aqui!"

Michael ignorou todos os gritos e Êxitos ao seu redor. Amortecou os ouvidos com as mãos, mas, por mais que tentasse, não conseguia impedir sua mente de divagar e se distrair.

"Aff!" ele resmungou, frustrado com toda aquela bagunça.

Parece que uma espécie de febre descontrolada infectava todos ao seu redor, transformando-os em zumbis de gritos sem sentido. E o pior é que tudo isso era feito voluntariamente.

Jamais compreenderia a obsessão de todo mundo por essa nova ídola.

Ele não a conhecia, nem queria conhecê-la. Tudo o que queria agora era focar em seus estudos e finalmente entrar na universidade com a qual sonhava a vida toda.

Depois de viver na penúria, vestir trapos, e ter um futuro sombrio pela frente, Michael estava decidido a mudar tudo na sua vida.

Não queria mais passar por dificuldades diárias para conseguir comida. Queria ser rico, tão rico, que nem se importasse em gastar milhões de reais com algo totalmente banal.

E esse teste de entrada era o único obstáculo em seu caminho. A única barreira entre ele e um monte de ouro de verdade. Essa imagem certamente divertiria seu pai.

Contanto que ele passasse daquele obstáculo e conseguisse a aprovação, poderia conseguir um emprego em quatro anos. Um emprego de verdade, que pagasse um salário real, não o trocamento barato que os chefes sem vergonha costumavam dar.

Ele tinha estudado bastante, passando todo o tempo na biblioteca pública, lendo e decorando qualquer livro que pudesse encontrar.

Tão dedicado, na verdade, que, horas antes do exame, ainda estava completamente preso na esquina da biblioteca, empurrando o máximo de conhecimento para sua cabeça.

Achava que isso daria uma vantagem sobre quem decidisse relaxar. Mas quem teria previsto que esse pequeno plano seu ia acabar dando errado?

Em vez de recuperar as forças e dormir antes do exame, ele foi bombardeado por gritos e barulhos incessantes sobre uma ídola que parecia não querer aparecer de jeito nenhum!

Isso não só o estressava, como também confundia todas as informações na sua cabeça.

Parecia que as fórmulas e equações que ele tinha escrito na tela do cérebro começavam a ser apagadas por um barulho de unha arranhando um quadro!

"Concentra!" lembrou-se.

Na tentativa de manter todas as informações na memória, ele revisou rapidamente todos os livros que tinha lido anteriormente.

Felizmente, funcionou. Ainda conseguiu decorar tudo que precisava.

Mas, infelizmente, perdeu a noção do tempo.

O troar estrondoso do sino vindo de fora da biblioteca imediatamente lhe veio à cabeça com a hora exata.

"QUE?! Já são 6 horas?!"

Seu exame começava às 6h30, e o trajeto até a escola durava exatamente 30 minutos.

Com as questões tão difíceis e cada uma exigindo um bom tempo para serem resolvidas, perder até um minuto podia fazer ele perder muitos pontos e, consequentemente, reprovar.

"Droga!" amaldiçoou. Não queria culpar os fãs, mas certamente tinha se atrasado por causa deles.

Se não fosse pelo barulho, poderia ter estudado mais.

Mas não importava. Ainda dava tempo, desde que saísse apressado da biblioteca e pegasse o próximo ônibus rumo à escola.

Com o tempo quase zerando, pegou sua mochila e saiu correndo da biblioteca, seus passos ecoando pelos corredores como uma multidão furiosa.

Desviou zig-zagueando pela multidão de pessoas devagar, lançou um olhar de pena para eles e seguiu em frente, apressado.

Finalmente, avistou o ponto de ônibus.

E felizmente, o ônibus ainda estava carregando os passageiros.

Mas ele ainda não respirou aliviado. Se perdesse esse — teria que esperar meia hora pelo próximo. E não tinha dinheiro para um táxi particular.

Se atrasasse trinta minutos para o exame, teria que abandonar sua chance de seguir na engenharia.

Por isso, acelerou o passo, correndo como se a vida dele dependesse disso. Porque dependia mesmo!

Na pressa, não percebeu bem para onde ia ou com quem iria bater.

Escorregou na perna de alguém e caiu de cara no chão.

"Ai!" gemeu, limpando o sangue do nariz.

Indignado, Michael olhou para a pessoa que o derrubou.

Mas, ao ver quem era, sua ira se acalmou.

"Desculpe, jovem. Eu não te vi ali."

Era um senhor, com roupas rasgadas, sujas de gordura e sujeira. Ao seu redor, havia milhares de amendoins espalhados pelo chão, derrubados na sua queda por um estudante apressado e sem consideração.

Michael sentiu uma pontada no coração ao observar aquilo. Uma lembrança forte de seu falecido pai passou por sua cabeça.

Depois, ele olhou para o ônibus, que já estava quase fechando suas portas.

E, sem pensamento algum, voltou-se ao velho. "Desculpe. Foi minha culpa. Deixe-me ajudá-lo a se levantar."

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