Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 812

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Castelle Olhou para o ‘tijolinho’ que tinha na mão e viu as palavras: {Chamada recebida de 0002. Pressione qualquer botão para aceitar.}

Confusa, Castelle não teve escolha senão seguir as letras estranhas na tela, pressionando uma tecla do teclado.

E imediatamente, a chamada foi conectada.

{...Alô…}

Uma voz abafada ecoou do telefone. Castelle pareceu reconhecer o tom. Era do seu Jovem Mestre!

Ela colocou o telefone mais perto dos ouvidos e finalmente ouviu a ligação clara e nítida.

{Olá, Castelle? Consegue me ouvir?}

"Jovem Mestre?! Você está falando comigo?"

{Exatamente. Agora, pode por favor pressionar o botão do trackpad que fica no topo do teclado?}

Castelle estreitou os olhos enquanto navegava pelas teclas estranhas e alienígenas do telefone. Por fim, após um minuto segurando as teclas, conseguiu pressionar o botão, como Michael havia sugerido.

E de repente, a imagem na tela mudou, acompanhada de uma notificação.

{Chamada de vídeo aceita}

Castelle viu Michael aparecer na tela, assustando-a. "Jovem Mestre! É você mesmo!" ela exclamou.

Michael acenou de volta. Ele estava no espaço dimensional do seu Drone, olhando para a câmera frontal do telefone e vendo o rosto confuso de Castelle refletido na tela.

O telefone funcionava exatamente como ele queria. Mesmo com os aparelhos separados por um espaço dimensional diferente, eles ainda funcionavam perfeitamente, sem atrasos ou interrupções. A imagem e o som estavam cristalinos.

{Jovem Mestre, o que é isso? Como posso te ver nesse tijolinho?!}\\

"Isto se chama telefone, Castelle. Vou te ensinar a usar..."

Começou a orientá-la sobre as funções do telefone, como fazer chamadas, enviar mensagens e tirar fotos.

{Entendi! Isso é incrível, Jovem Mestre! Isso não usa magia?! Já consigo imaginar que vai se tornar extremamente popular entre as pessoas!}

Como esperado, assim que Castelle entendeu o básico do telefone, ela logo passou a pensar no seu potencial de mercado. O fato de ser autossustentável, sem precisar de bateria ou magia, significava que qualquer pessoa poderia usá-lo, atingindo um público mais amplo.

"Você consegue usar o telefone corretamente agora?" ele perguntou a Castelle.

Ele viu ela franzir os olhos algumas vezes, um hábito que tinha toda vez que tinha dificuldade para entender alguma coisa.

{Foi um pouco complicado no começo, Jovem Mestre, especialmente com tantas teclas no teclado. Mas, depois que você explicou, acho que consigo usar sozinho agora.}

Essa era uma de suas preocupações. O telefone não era intuitivo para as pessoas deste mundo. Basicamente, era a primeira interação delas com uma tecnologia avançada, diferente das pessoas do seu mundo anterior, que passaram por uma evolução: telefone rotativo, telefone sem fio e, por fim, smartphone.

Castelle era muito inteligente, mas mesmo assim demorou um pouco mais para se adaptar aos controles, mesmo tendo a orientação dele o tempo todo.

As pessoas comuns, isso, seria mais difícil.

Fico feliz por não ter colocado muitas funções no telefone.

Ser muito complexo dificultaria a assimilação do aparelho na sociedade. É bom que, por agora, ele tenha apenas três funções. Sempre há tempo de acrescentar mais no futuro, conforme as pessoas se acostumarem com os controles.

Após testar o sinal, Michael voltou ao escritório de Castelle e perguntou sua opinião sobre o telefone.

"O que acha? Posso começar a vender?"

Castelle concordou entusiasmada. "Sim, Jovem Mestre! Já pensei numa estratégia de marketing para garantir o sucesso do lançamento."

Ela então se aproximou do quadro-negro na parede e tirou o lençol de cetim que o cobria.

Foi revelada uma apresentação complexa de PowerPoint, presa por alfinetes e fios interligados. Mostrava gráficos, dados de pesquisas de mercado, canais de distribuição e outros detalhes de um plano quase decenal para produzir e vender os telefones.

"Quando você fez isso?!"

"Perdão, Jovem Mestre. Só consegui montar algo básico, tive poucos minutos enquanto você estava fora."

Michael foi mais uma vez lembrado do porquê Castelle era a CEO da empresa Reborn. Seus talentos empresariais eram incomparáveis.

Durante a ligação anterior, ela lhe fez perguntas sobre os materiais de fabricação do telefone, de forma casual. Ele achou que ela estava apenas conversando, mas não imaginava que ela já estivesse calculando tudo em relação à produção.

Na apresentação, ele viu uma série de números totalizando os custos de fabricação do telefone: os minérios e materiais, a mão de obra, além do Mithril necessário.

"Mithril é o custo mais alto na nossa produção," Castelle apontou para os cálculos.

"Se usarmos o preço do mercado negro, cada telefone precisaria de 800 dólares de Mithril em matéria-prima. E, somando materiais, mão de obra, etc., o custo total de um só aparelho chegaria a cerca de 1.000 dólares."

Mas, por causa da sua raridade e valor comercial, ela sugeriu um preço de 10.000 dólares por unidade.

Era uma margem de lucro absurda!

"Tem certeza de que podemos cobrar isso?"

Castelle assentiu com confiança. "Claro! Na verdade, poderíamos cobrar até 20.000 ou 30.000 dólares! O Mithril e a bateria ilimitada sozinhos já fariam dele um produto extremamente valioso para o mercado."

Porém, se fosse assim, apenas uma elite poderia comprar. No curto prazo, seria bom para os lucros, mas, a longo prazo, isso limitaria o crescimento. Precisamos que muitas pessoas se habituem a usar nossos telefones. Eles devem se tornar uma necessidade diária."

Deixando isso claro, Michael ficou convencido. Afinal, pensava em copiar a estratégia das empresas de telefonia do seu mundo anterior.

Ele planejava lançar um novo modelo com especificações atualizadas periodicamente. Assim, quem já estivesse acostumado com os aparelhos se sentiria mais inclinado a comprar a próxima versão, tornando a anterior mais barata e acessível para outros.

"Esse preço está bom," ele disse. "É o mesmo que uma gota de Soo ou um quilo de GodForge."

Na opinião dele, era um preço caro, mas não inacessível.

Ainda assim, queria uma segunda opinião. E quem melhor do que uma autoridade que entende de gostos e opiniões das massas?

Enquanto isso, em Metrópole, uma carruagem real motorizada finalmente chegara ao seu destino no topo de um planalto.

"Estamos de volta ao castelo, minha senhora," disse um mordomo. Mesmo após anunciar que estavam finalmente em casa depois de meses longe, a pessoa dentro da carruagem se recusou a sair.

Era ninguém menos que a Duquesa Regina, a responsável pela administração de toda Metrópole.

Apesar do título, a Duquesa não vinha desempenhando funções condizentes com sua posição. Estava ocupada demais curtindo a vida na Nação Reborn.

Mas agora, ela voltou. afastada daquele paraíso, e de volta a esse território atrasado, sem eletricidade nem encanamento.

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