Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 748

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

A porta se abriu e um homem de capuz que cobria metade do rosto apareceu diante deles. Claramente valorizava sua privacidade, pois continuava olhando ao redor, como se desconfiado de alguém que pudesse escutar a conversa.

"Professor Lichtenstein," cumprimentou o homem. "Nosso líder irá te receber agora—"

Mas, antes que pudesse terminar a frase, ele percebeu que havia mais uma pessoa que ainda não tinha sido identificada.

"Com licença, quem é essa?" perguntou o homem de capuz, apontando para Michael.

O professor Lichtenstein, sem hesitar, inventou uma desculpa para Michael.

"Ele é meu protegido. Está estudando comigo para aprender mais sobre a história do mundo."

O homem olhou fixamente para Michael, avaliando-o de cabeça aos pés. Mesmo com os olhos escondidos por causa do capuz, Michael sentia que o homem o observava com a máxima intensidade.

Infelizmente, a desculpa do professor pareceu não surtir efeito nele.

"Professor, você sabe que nosso líder quer esta reunião o mais discreta possível. Não queremos que pessoas desconhecidas descobram sobre isso," disse o homem de capuz.

Esse seria o melhor momento para o professor abandonar Michael ali mesmo.

No entanto, a menção da palavra "Unidade" por Michael despertou ainda mais a curiosidade do homem sobre a verdadeira identidade do garoto. Se Michael conhecia esse mistério do mundo, talvez eles tivessem mais em comum do que ele pensava inicialmente.

"Ele precisa estar comigo," insistiu o professor. "Não poderei fazer minha parte se não tiver ele ao meu lado—ou você acha que não preciso mais da minha ajuda?"

A ameaça do Lichtenstein de abandonar completamente a reunião parecia ter finalmente convencido o homem de capuz. Ele mordeu os lábios antes de acenar com a cabeça.

"Tudo bem. Ambos vocês me acompanhem. Em hipótese alguma deixem meu lado," instruiu.

Depois disso, o homem puxou o capuz para baixo, escondendo ainda mais o rosto, e começou a caminhar de volta pelo caminho por onde Michael e o professor tinham vindo.

"Sigam-me," disse o professor a Michael, indicando que permanecesse ao seu lado.

Enquanto caminhavam, o professor se inclinou em direção a Michael e sussurrou.

"Se perguntarem alguma coisa, diga que sou seu professor e que te instrui a não falar nada."

Michael olhou para ele. "Por que você teve que mentir?"

Ele apreciava o fato do professor ter se valido da mentira para protegê-lo, mas Michael não via necessidade de mentir desde o começo.

"A reunião que estou prestes a ter deve ser o mais discreta possível. Podem se complicar se descobrirem que vão me entregar essa informação, então, desculpe se parecerem um pouco paranoicos."

Michael compreendeu a situação e não questionou mais. Apenas seguiu atrás do professor e do homem de capuz até saírem de Nova Esparta e avistarem uma cabana ao longe.

A cabana foi construída às pressas. Ele não conseguiu ver sinais de móveis lá dentro, após espiar pelo vão estreito na cortina da porta.

Parece que essa cabana foi feita especialmente para ser desmontada assim que a reunião terminasse.

Por fim, chegaram até a cabana, e o homem sinalizou para que Michael e o professor parassem.

"Primeiro, informarei ao meu líder que vocês chegaram," disse antes de entrar na pequena cabana.

Michael conseguiu ouvir uma conversa suave entre dois homens discutindo sobre ele. O homem de capuz basicamente pedia permissão ao líder sobre a aparição inesperada do "protege" do professor.

No final, parecia que o líder deles finalmente concordou. O homem de capuz voltou e indicou que Michael e o professor entrassem.

Enquanto atravessavam, Michael viu que estavam apenas se reunindo com uma pessoa.

Era um homem de meia-idade, com corpo forte, cabeça calva e uma cicatriz na direita do rosto.

"Seja bem-vindo, professor," disse o suposto líder.

O professor Lichtenstein logo se aproximou do homem e sentou-se na cadeira em frente a ele. Ele não perdeu tempo antes de fazer a pergunta que mais desejava saber.

"Você sabe onde fica o artefato antigo?"

O homem calvo com a cicatriz não respondeu à pergunta do professor e, ao invés disso, virou-se para Michael, indicando que ele se sentasse ao lado do professor.

"Por favor, sente-se. Pode me chamar de Olho de Uma Hora. Posso saber quem é você? Com licença, mas não ouvi falar de o professor ter um protegido ao seu lado. Ele é bastante conhecido por ser excessivamente focado nos estudos, a ponto de negligenciar fazer conexões fora dos livros e pergaminhos em que se dedica."

Michael ia falar, mas o professor respondeu a questão por ele.

"O nome dele é Keo. Encontrei-o como órfão e o tomei como meu aluno depois de perceber seu talento para a história."

"Ah," murmurou Olho de Uma Hora. "O que faz alguém ser talentoso em história? Você conhece a história das peças de GodForge?"

Esse foi um teste para realmente verificar se “Keo” era mesmo o protegido do professor.

O professor começou a suar ao perceber que Olho de Uma Hora talvez não fosse tão facilmente enganado quanto imaginava.

Ele abriu a boca, prestes a responder, quando Michael interveio e deu uma resposta.

"Pelo que aprendi sobre história, o GodForge já foi uma peça única. Porém, um grande evento catastrófico a quebrou em pedaços, com os anões mantendo uma grande parte, mas a maior parte espalhada pelo mundo."

Olho de Uma Hora levantou as sobrancelhas, surpreso por Michael ter conseguido responder a sua pergunta.

Até o próprio Professor Lichtenstein se assustou. Talvez sua mentira fosse verdadeira. Talvez esse garoto realmente fosse tão talentoso em história quanto ele.

"Impressionante," elogiou Olho de Uma Hora. "Não sei qual é sua verdadeira identidade, mas sua habilidade em história prova que você realmente tem direito de estar aqui."

O professor animou-se. "Quer dizer que finalmente podemos falar sobre o artefato antigo?"

Olho de Uma Hora assentiu. "Sim. Como prometido, você me ajudará com meu problema, e eu ajudarei com o seu também."

Depois, Olho de Uma Hora sinalizou para o homem de capuz buscar algo na arca no canto da sala.

Após pegar o objeto, o homem de capuz o apresentou ao professor e a Michael.

Era um pergaminho enrolado, e ao desenrolá-lo, revelou-se um mapa desgastado pelo tempo, com inúmeros pequenos buracos e rasgos que tornavam difícil identificar exatamente onde aquele lugar ficava.

Bem no centro do mapa havia uma marca em forma de X.

"Este é um mapa do tesouro que encontramos. E, de acordo com o diário que o acompanha, acreditamos que contenha uma Relíquia de Mithril que está extremamente bem preservada. Queremos esse artefato, professor. Pode nos ajudar a localizar sua posição exata?"

O professor olhou o mapa, passando a mão no queixo de forma pensativa. A expressão de loucura foi substituída por uma de seriedade e foco. Só um mapa antigo conseguiria causar essa reação nele.

"Hmmm… deve ter poucos séculos de idade," concluiu o professor. "Não é de nenhuma parte do Continente Real, com certeza."

Olho de Uma Hora franziu a testa. "Tem certeza, professor? Onde exatamente fica?"

Lichtenstein assentiu. "Este mapa não foi feito por humanos."

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