Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 747

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Ele estava passando por um verdadeiro dilema.

Por um lado, podia estar prestes a desvendar um mistério que atormentava o mundo inteiro. E, por outro, poderia abrir uma nova fonte de receita do Sand Dollar!

Ambos eram extremamente importantes. Ele não estava disposto a abrir mão de nenhum deles.

"O que você está fazendo, Michael? Temos que ir lá e colocar nossos nomes na competição!"

Brock incentivou Michael a se alinhar ao lado dos outros humanos que aguardavam para mostrar suas habilidades com a espada para os Lobisomens.

As vagas eram limitadas, ou seja, Michael poderia perder essa oportunidade se continuasse hesitando.

Após alguns segundos de reflexão, ele tomou sua decisão.

Ele se virou, querendo alcançar o professor.

"Você não vai participar da competição?" perguntou Brock, decepcionado.

Michael olhou de volta para ele. "Vou participar."

"Mas como?"

"Não vou ser eu quem vai competir."

Era uma competição feita para espadachins.

Michael tinha uma certa familiaridade com a espada, já que costumava usar sua Lâmina de Unidade para lutar. Contudo, seria um desserviço a todos os espadachins se ele se autodenominasse um deles. Só porque usava uma espada, não significava que tinha domínio sobre ela.

Agora, se fosse forçado a lutar como um espadachim, sempre poderia recorrer ao enorme banco de dados do ChatJK5, que continha artes marciais como kendo, arnis ou esgrima.

No entanto, ainda ficaria atrás de um talento verdadeiro com a espada.

Então, seria melhor ter alguém realmente competente com o manejo da espada na competição em vez dele.

Ele já tinha a pessoa em mente.

A sombra sob seus pés se estendeu, formando uma meia-esfera gigante que devorava o mana no ar.

Então, um segundo depois, a sombra se dispersou e saiu Jaku, o mais velho dos Dragonborns.

O Reborniano de escamas azul-escuro ainda jazia de lado, com os olhos fechados e uma bolha cômica saindo do nariz.

"POUP! Huh? Bocejo... Onde estou?"

Jaku olhou ao redor, procurando a cama confortável e as almofadas por perto. Mas não sentia nada além do chão gelado e duro sob ele.

"Levanta, Jaku. Tenho uma missão pra você," disse Michael, sorrindo.

Após deixar Jaku encarregado do torneio de espadachins, Michael imediatamente saiu correndo para alcançar o Professor Lichtenstein.

Apesar de parecer frágil e envelhecido, o professor se movimentava com agilidade, quase correndo enquanto avançava rapidamente em direção ao seu destino.

Felizmente, Michael tinha a previsão de fazer seu Drone seguir o professor de longe, senão ele teria se perdido na imensa área de Nova Esparta.

O espaço entre os quadrantes dos beastfolks era enorme. Havia paredes internas e torreões que separavam a fronteira do território dentro do próprio quadrante.

Entre essas paredes, alguns humanos sortudos conseguiam montar seus próprios estandes e lojas ao longo do caminho.

Muitos humanos gritavam para os transeuntes, tentando atraí-los a experimentar seus produtos exclusivos.

"Colônia de Lobisomem aqui! Só um spray e os Lobisomens vão achar seu cheiro mais agradável! Pode levar agora por apenas 10 Sand Dollars!"

"Tenho um mapa do quadrante dos Vampiros! Você não se perderá na escuridão nem acabará enterrado em tumbas! É só 5 Sand Dollars!"

Esses eram apenas dois dentre muitos comerciantes que anunciavam suas ofertas, tornando a fronteira entre os quadrantes bastante movimentada.

Michael se apertou entre as ruas lotadas, com humanos e carruagens se movendo pelo caminho apertado, como sardinhas.

Seguindo a direção de seu Drone, ele acabou alcançando o professor, vendo-o olhar ao redor ansioso antes de correr em direção a um canto.

Ele foi atrás dele, finalmente passando pela multidão e entrando na esquina isolada.

Assim que virou a esquina, o Professor Lichtenstein de repente apareceu na sua frente com um olhar enlouquecido no rosto.

"Quem é você?! Quem mandou você?!"

Michael imediatamente levantou as mãos, tentando mostrar que não tinha intenções maliciosas.

"Ninguém me enviou," garantiu ao professor, mas não pareceu convencer. O homem estava paranoico demais para acreditar em qualquer coisa naquele momento.

"Me diga agora ou eu destruirei o que você mais valoriza!"

O professor Lichtenstein tirou uma faca do bolso.

Depois, apontou-a para a própria cabeça.

"Se você não admitir agora, destruirei meu próprio cérebro!" ameaçou Lichtenstein.

Michael subestimou o quão louco o professor poderia estar. Ele não pensou que segui-lo pudesse levá-lo a um ato suicida.

Diria-se que ele usaria a faca para tentar matar seus opressores. Mas, ao invés disso, sua primeira ideia foi destruir seu próprio cérebro.

Quão insano alguém teria que ser para pensar assim?

"Não estou aqui porque alguém me enviou. Estou aqui só por curiosidade sobre o que você disse antes."

O professor ainda apontava a faca na própria cabeça, a apenas um centímetro de perfurar sua têmpora.

Mas, felizmente, a loucura em seus olhos se acentuou e ele parecia começar a acreditar nas palavras de Michael.

O professor olhou para trás, para Michael. "Parece que você realmente está sozinho. Mas ainda assim, não estou convencido. Como você sabe do que estou falando?"

"Tenho meus modos," respondeu Michael. "Mas isso realmente importa? Por que você está tão paranoico, afinal?"

O professor fitou Michael por um momento, depois começou a caminhar de um lado para o outro, balançando as unhas na boca. "Estou tão perto! Sinto que é a descoberta da vida, que vai mudar o mundo como conhecemos. Passei a vida procurando essa resposta, e pode apostar que vou protegê-la a qualquer custo!"

Michael começou a entender que tipo de pessoa era o professor.

Lichtenstein era quase como alguém segurando um bilhete da loteria premiado. Qualquer um ficaria nervoso ao segurar esse bilhete.

Pois, se ele foi o que decifrou o mistério de toda uma era antiga, seu nome seria lembrado nos livros de história como uma das figuras mais influentes do mundo.

Para um historiador e professor como Lichtenstein, essa seria a maior honra da profissão.

Então, fazia sentido ele agir assim, achando que estava a poucos momentos de uma grande descoberta.

"Tudo bem se você não acreditar em mim," disse o professor com tom sombrio. "Todo mundo acha que sou louco. Mas eu sei a verdade. Se eu conseguir a última peça do quebra-cabeça, finalmente entenderei por que perdemos o poder de manipular os oito mana elementais, aquele chamado—"

"...Unity," interrompeu Michael, completando as palavras do professor.

E, assim que pronunciou, o professor recuou, totalmente chocado.

"Como… como você sabe disso?!"

Michael olhou para ele. "Unity é o que acontece quando os oito elementos se unem. E foi isso que permitiu aos Humanos Antigos exercerem o imenso poder que tinham."

O professor ficou ali, sem palavras. Não achava que alguém além dele soubesse dessa informação.

Mas, exatamente no momento em que ia falar, a porta atrás deles se abriu.

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