
Capítulo 495
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Michael abriu os olhos e também viu a mulher relaxada na varanda, tomando chá. Mesmo que não conhecesse seu rosto, podia perceber que ela era a Duchessa apenas pela postura e pelo aura de grandiosidade que emitia.
Ela não parecia jovem, mas também não aparentava idade avançada. Apesar das rugas, seu rosto ainda exibia um brilho de alguém em seus cinquenta anos cheio de energia.
Justo então, sentiu uma puxada nos pés. Olhou para as sombras e viu Fudge dando um piscar de olhos e um sinal de positivo com a mão, indicando que a missão havia sido bem-sucedida. Sorriu, sabendo que o tio Jack logo seria levado à justiça por seus crimes.
"Duchessa! Não imaginei que você voltaria para casa tão cedo," falou o tio Jack apressado, tentando ajeitar o cabelo e o uniforme. "Supus que o trabalho com os turistas tinha ido bem."
A Duchessa, com o cabelo branco preso em um lindo laço, não deu atenção às palavras de Jack e apenas terminou calmamente seu chá. Só quando se serviu completamente, ela se levantou e se aproximou deles.
"Primeiro de tudo, não é da sua conta se meu negócio foi um sucesso ou não. E, em segundo lugar, teria sido melhor se eu não tivesse sido chamada de volta aqui para lidar com um determinado indivíduo," disse ela, com autoridade e clareza. Todos escutaram atentamente ao que ela falava.
"Além disso... o que vocês estavam dizendo sobre Angela e nossos novos convidados aqui?"
O tio Jack deu uma risada nervosa, tentando disfarçar. "Ah, hahaha. É coisa pequena, Duchessa. Não precisa se preocupar com isso."
A Duchessa o olhou severamente. "Você usou meu nome. Claramente, preciso me preocupar com isso."
"Tudo bem... é que acabei de terminar um duelo com esse jovem aqui. As coisas não saíram bem, já que ele começou a me acusar de crimes que não cometi! E, pior ainda, tentou me matar."
O tio Jack contou a história de forma convincente, tentando conquistar a simpatia da Duchessa.
Mas antes que pudesse continuar a sua mentira, a Duchessa jogou um punhado de pergaminhos na direção dele.
"E o que é isso?" ela perguntou.
O tio Jack não conseguiu esconder o choque nos olhos. Aqueles eram seus registros, seus livros secretos que só estavam guardados na sua câmara forte! Como poderiam estar expostos?!
"São registros muito interessantes sobre esses pergaminhos. Improbidade, fraude... e, sobretudo, tentativa de assassinato," acusou a Duchessa.
Ele tentou manter a calma, mas acabou parecendo um completo idiota no final.
"Ah, esses... ah… não é nada demais, só… nada assim…"
Ao ver os sorrisos triunfantes de Príncipe Harry e Princesa Elizabeth, o tio Jack percebeu que estava encurralado. Não sabia como eles haviam conseguido colocar as mãos na sua câmara forte, mas, se fosse possível destruí-la naquele exato momento, eles não poderiam provar nada!
Claro que seu raciocínio fazia pouco sentido, pois a Duchessa já tinha visto tudo com seus próprios olhos, mas Jack, tão desesperado, acabou agindo assim mesmo.
Ele avançou em direção aos pergaminhos, usando um feitiço simples de 1 estrela [Brasa] para incinerar os registros em pedaços.
Porém, sua evidente inaptidão nas Artes Místicas tornou-se clara quando levou mais de quatro segundos só para materializar o círculo mágico em suas mãos.
"Droga!" amaldiçoou, enquanto seu círculo brilhava. Então, finalmente, lançou o feitiço.
Mas, justo quando a bola de fogo estava prestes a alcançar o papel, Jack sentiu seu controle sobre o feitiço ser interrompido. Com o comando perdido, a bola de fogo disparou em sua direção e queimou parcialmente seus cabelos ondulados.
"AAAH! AHH!"
A Duchessa confrontou seu algoz. "Sempre suspeitei que você tinha alguma coisa a ver com isso. Mas minha afeição pelo seu irmão atrapalhou minha capacidade de aceitar a verdade. Você é um criminoso que merece passar sua vida na prisão. Gardas! Prendam-no."
De repente, dez guardas do Serviço Secreto apareceram e imediatamente algemaram as pernas e os braços de Jack, sem dar-lhe chance de escapar.
"Soltem-me!" ele se debateu. "Eu não quero morrer! Perdoe-me!"
Mas suas vozes foram ignoradas até que desaparecesse na sombra, levado por aqueles guardas a um lugar seguro, do qual nem a luz poderia escapar.
"Hahaha... justça. Isso é bom," disse o Príncipe Harry, bebendo seu chá com um sorriso sereno.
"Mãe, você sabia que ele foi quem te envenenou?" Elizabeth perguntou, surpresa. "Por que não o prendeu antes?"
A Duchessa suspirou. "Ele é o último elo com seu pai, e eu achava que ele poderia mudar. Estava enganada."
As gêmeas reais abraçaram a mãe ao finalmente conquistarem a justiça depois de tantos anos.
"Mas vamos deixar de falar de assuntos familiares. Temos convidados para entreter," ela disse, olhando para Michael e sua família.
"Vanderbilts… Preciso dizer, estou surpresa."
Max ajoelhou-se diante da Duchessa. "Há muito tempo, Duchessa."
"Sim, faz tempo mesmo. A última vez que te vi, seu pai tinha acabado de te passar as rédeas da filial Vanderbilt aqui em Metrópolis."
A dor do fracasso pesava forte no coração de Max. Mas agora, ela ficava mais leve, pois ele sabia que o responsável pela queda dos Vanderbilt havia sido levado à justiça.
"Duchessa, gostaria que você conhecesse meu sobrinho, Michael Vanderbilt."
A Duchessa aproximou-se de Michael, observando-o de cima a baixo. "Você se parece muito com ele," ela sorriu.
"Comigo? Quem?"
"Seu avô," ela explicou. "Você tem os mesmos olhos. Acho que ele ficaria muito feliz em saber que há alguém na família para continuar o legado."
E, sem perder tempo, Michael respondeu:
"Não estou dando continuidade ao legado dele. Estou construindo o meu próprio."
A confiança nessas palavras deixou a Duchessa momentaneamente atônita. A maioria das pessoas se sentiria extremamente honrada em ser comparada ao empresário mais bem-sucedido da história. Yze foi uma lenda, agora do passado e do futuro.
Mas parecia que Michael não tinha a intenção de viver na sombra de seu avô. Ele tinha planos maiores do que isso.
"hahaha…Hahahaha…HAHAHA!"
A Duchessa tentou manter a compostura e disfarçar sua diversão, mas acabou deixando escapar toda a sua pose e mostrou seu verdadeiro sentimento.
"Foi erro meu," ela disse, enxugando uma lágrima. "Você não tem nada a ver com seu avô. Você é muito melhor!"
Ela então se abaixou e estendeu a mão. "Vamos nos apresentar. Sou Duchessa Regina de Metrópoles. E você?"
Michael apertou a mão dela com firmeza. "Sou Michael, da empresa Reborn."
As duas estreitaram as mãos. Mais tarde, na história, os historiadores entenderiam esse momento como um marco de grande importância.
Michael gostou imediatamente da Duchessa. Mesmo ela ocupando uma posição elevada, ele não percebeu arrogância ou presunção nela. Ela foi humilde o suficiente para cumprimentá-lo com um aperto de mão, mesmo sendo uma criança. Duquesas nem mesmo deveriam se curvar ou ajoelhar-se diante de alguém.