Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 485

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

"Uma tremenda bobagem?" Harry perguntou incredulo. "Você claramente não conhece o verdadeiro valor deste automóvel."

Seu tio Jack avançou e bateu de leve no carro, como se estivesse testando sua resistência. "Humph… isso aqui não é prático. É feito de metal, vai se mover muito devagar."

A princesa Elizabeth riu de canto. "Você nem sabe do que está falando!"

"Eu não preciso saber," Jack retrucou de forma sarcástica. "Já sei que tudo que dizem que esse automóvel pode fazer é uma grande mentira bem gorda."

"E por que você diz isso?" Bart perguntou na defensiva, não aguentando mais guardar sua raiva.

"Porque vocês são Vanderbilt, é por isso! Todo mundo sabe que a sua família está à beira do colapso. Seus negócios fracassaram."

Elizabeth, Harry, vocês não acham estranho como eles conseguiram construir algo assim, sendo que mal conseguem manter a mansão? Não há como terem financiado a pesquisa e o desenvolvimento necessários para criar este automóvel milagroso que pode substituir carruagens e cavalos. Isso não faz sentido nenhum!

Então a única explicação é que isso é uma enganação—uma armadilha feita especificamente para nos atingir, a realeza, que temos financiamento ilimitado. E tenho que dar o braço a torcer: vocês foram ingênuos o bastante para acreditar nas mentiras deles.

Por enquanto, o automóvel funciona bem. Mas provavelmente por causa de algum feitiço que eles colocaram dentro dele.

Mas quando chegar a hora de vendê-lo ao público, não passará de peso morto, um pedaço de metal enferrujado. Para esses Vanderbilt, pouco importará assim que conseguirem o dinheiro para recuperar suas terras.

É esse o legado que a grande Yze Vanderbilt deixou? Se for, logo eles acabarão como a família mais rica do mundo, assim que ele morrer.

Naquele momento, Michael fervia por dentro. Ele não desprezava apenas o nome Vanderbilt, mas também a manufatura daquele automóvel.

"Chega de besteira!" Harry rosnou. "Você vai respeitar nossos convidados e parar com essas mentiras."

"Mentiras o quê?" Jack riu. "Eu falei só a verdade. Se quer alguém pra parar de mentir, é melhor falar com esses Vanderbilts!"

Michael estalou o pescoço. "Quer dizer que o automóvel não funciona?"

Jack cruzou os braços. "Funciona. Mas com magia. Como mais ele poderia mover um peso tão pesado?"

"E você diz que os Vanderbilt estão… à beira do colapso, é isso, né?" Michael perguntou, com a voz um pouco mais baixa do que o habitual.

Seu tio Jack se colocou com orgulho. "É isso mesmo que eu disse."

"Quer provar isso?"

A ameaça de Michael não teve efeito contra alguém ignorante como Uncle Jack. "Haha… garoto, está me desafiando pra um duelo? Sabe o que é isso?"

"Exatamente. Um duelo. Pela honra do meu nome e da minha família. Desafio você para um combate."

Imediatamente, Harry e Elizabeth tentaram dissuadir Michael de seguir adiante com a decisão.

"Michael, espera. Não é uma boa ideia."

"Você não precisa fazer isso. Não se deixe levar pelas palavras dele. Ele só quer te provocar."

E ele realmente provocou. E vai pagar caro por isso.

"E aí, aceita?"

Como Michael permaneceu firme na sua decisão, Harry e Elizabeth olharam para os pais de Michael buscando uma forma de dissuadi-lo de lutar contra o tio Jack.

No entanto, Bart e Lylia ficaram em silêncio ao lado de Michael, parecendo dar a ele permissão.

Enquanto isso, Max não sabia se tentaria impedir Michael ou simplesmente deixaria o duelo acontecer. Como Vanderbilt, queria ver a expressão de Jack comendo terra. Mas, como tio de Michael, não queria que seu sobrinho fosse machucado, especialmente por ser tão talentoso e valioso para a família.

"Irmão, devemos impedir o Michael?"

Max olhou para o irmão e viu-o radiante de raiva, com fumaça quase saindo de suas orelhas.

"Filho… normalmente não peço muito, mas dessa vez quero que ensine aquela besta uma lição," disse Bart a Michael.

Quanto a Lylia, ela falou poucas palavras.

"Michael, querido… dá um jeito nele," disse ela com um sorriso, mas com os olhos estreitados como os de uma fera.

"Usando minha autoridade de Príncipe, vou acabar com essa bobagem de duelo. Isso é inadequado," Harry declarou.

"Você tem razão em uma coisa, sobrinho. É inadequado," concordou Uncle Jack. "Sou um homem feito, e quem quer me desafiar é uma criança. A diferença de poder entre nós é enorme.

Mas… há uma solução. Se você conseguir derrotar meu guarda pessoal em batalha, então eu aceito o seu desafio."

Uncle Jack pisou em um toque, e, de repente, um homem blindado, usando um capuz, apareceu ajoelhado ao seu lado.

"Ao seu dispor," o guarda murmurou, com uma voz fria e calculada.

"E aí, garoto? Acha que consegue derrotá-lo em um duelo?"

Harry e Elizabeth ficaram boquiabertos ao verem o guarda encapuzado surgir. Eles reconheceram nele um dos elite que treinavam para proteger membros da realeza como eles.

"É o Python," Harry percebeu. "Ele faz parte da guarda pessoal do tio Jack. São extremamente leais a ele, a ponto de arriscar a própria vida para protegê-lo."

"Michael, recuse o duelo. Ele é um assassino de 6 estrelas!" Elizabeth alertou.

Mas todos os avisos deles foram em vão. Michael aceitou o desafio.

"Tô dentro."

"HAHAHA! Você tem coragem, garoto. Vou te admitir isso. Mas a coragem não vai te salvar nesse duelo. Python, sabe o que fazer!"

Seguindo as instruções de Uncle Jack, Python pulou no ar e caiu na frente de Michael. O homem usava pouca armadura — apenas uma couraça — e o resto do corpo era protegido por um material preto que dificultava a visão na noite.

Michael ficou ergido e olhou para seu adversário.

Ambos ficaram em silêncio.

"Vamos lá, menino. Faça o primeiro movimento. É sua única vantagem," zombou Uncle Jack.

Mas, ao invés de atacar, Michael respondeu calmamente. "Se eu me mexer primeiro, a luta termina rápido demais."

A ousadia dele fez Uncle Jack parar de rir. Acreditar que ainda fazia essas afirmações ousadas o deixava irritado até não poder mais.

"Pois bem! É seu funeral. Python—"

Uncle Jack assobiou com as mãos. E assim que Python ouviu o som agudo, pareceu que uma espécie de interruptor foi acionado em sua cabeça.

Ele olhou para Michael como se fosse seu inimigo mortal, alguém que devia ser morto a qualquer custo.

Runas mágicas apareceram nas pernas de Python, com suas panturrilhas brilhando em tom violeta.

Ele parecia uma cobra enroscada pronta para atacar.

Ele torceu as mãos, e de repente, uma dupla de nunchakus surgiu do nada.

Depois de um segundo, ele avançou em Michael a velocidades insanas. Seus nunchakus balançaram mil vezes por segundo antes de jogá-los na direção da cabeça de Michael.

Mas, ao invés de esquivar-se, Michael permaneceu firme e deixou os nunchakus chegarem perigosamente perto dele.

"Michael, o que você tá fazendo?!" Harry gritou.

Os nunchakus impactaram, criando um som alto que reverberou pelos campos de grama.

Porém, com estranha surpresa, o resultado do impacto não foi o que esperavam. Não houve sangue nem gritos de dor vindo de Michael.

Os olhos de Uncle Jack se arregalaram ao ver Michael completamente ileso.

E, ao contrário, os nunchakus de Python se desfizeram totalmente em estilhaços, caindo do céu em pedaços dispersos.

"O que estou fazendo? Estou deixando ele levar o primeiro ataque," respondeu Michael.

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