Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 435

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

O segundo dia transcorreu quase sem novidade em relação ao primeiro. Aqueles que vieram ontem voltaram para comprar algo novamente! E não só isso, mas trouxeram alguns clientes novos que ouviram falar dos produtos da Reborn pelo boca a boca.

Na verdade, as pessoas já estavam até começando a fazer fila na barraca dele, esperando para ser o próximo a adquirir alguma coisa de Michael. Otto, Rhena, Carter e Pedro ajudaram os funcionários de Reborn a administrar toda a barraca, evitando que o público ficasse entediado demais esperando.

Isso ajudou Michael a alcançar a marca de 2.530 vendas no segundo dia!

O mais impressionante era que as moedas especiais da Associação contabilizavam apenas quantas pessoas tinham comprado algo na barraca móvel de Michael.

Por exemplo, se alguém comprasse um fósforo, algumas panelas e até um donut do food truck, isso contaria como apenas uma venda!

Essa era a maneira da Associação garantir que as empresas não estivessem simplesmente vendendo produtos extremamente baratos ou distribuindo itens gratuitos. Era preciso que realmente houvesse pessoas comprando delas.

Portanto, se fossem contabilizadas as vendas reais, a pontuação de Michael seria muito maior do que o registrado.

No final do dia, Claudia recebeu novamente um relatório de seus funcionários sobre o ranking do teste de licença.

E, como era de se esperar, quem liderava era a própria empresa Reborn.

Porém, seu foco não era essa lista. Ela prestava atenção às classificações que não incluíam Michael nem sua companhia. Observou o ranking real, subindo do último lugar até a posição trinta e nove.

Eram uma fabricante de doces que vendia guloseimas para crianças durante o desfile. E, no total, venderam cerca de 2.521 unidades no segundo dia — menos que a pontuação de Michael!

"Isso é demais", ela murmurou. De imediato, vasculhou seus armários, procurando entre os rolos de pergaminho os que tinha em mãos.

São todos os rankings dos festivais do Distrito Upperwood ao longo da história. Ela queria verificar se, alguma vez, alguém tinha conseguido essa façanha antes.

Passou pelos rankings do ano passado, mas não encontrou ninguém. Checou ano a ano, indo cada vez mais para trás no tempo, até que, finalmente, achou uma empresa de cerca de dez anos atrás que conseguiu ultrapassar esse ranking apenas na prova de licença.

E, ao olhar o nome daquela companhia, bateu o punho na mesa, empolgada.

A única outra pessoa que tinha alcançado essa façanha foi ninguém menos que Bobby Hepheastaeus, líder atual da empresa Quench e membro das respeitáveis Legacies.

No dia sete do seu teste de licença, durante sua estreia na Praça do Mercado, Bobby conseguiu um total de 3.719 vendas, o que lhe daria uma vaga entre as 25 primeiras posições do ranking do Festival do Distrito Upperwood.

Isso significava que Michael tinha conseguido uma façanha que só um Legado poderia alcançar! Claudia só conseguia imaginar quanto mais uma empresa como a dele poderia crescer no futuro.

Será que um dia poderiam fazer parte das Legacies?

O sobrenome de Michael, certamente, dava a impressão de que ele era do tipo que conquistaria esse status. Mas a diferença é que Michael não usou seu nome nem o dinheiro dos seus pais para atingir todo esse sucesso. Ele fez tudo por conta própria, vindo de uma região do continente que os outros consideravam extremamente pobre e desolada.

"Não acredito", ela murmurou.

Naquele momento, só ela e alguns membros da associação sabiam desse feito surpreendente. Mas tinha certeza de que, com o passar do festival, o nome Reborn ficaria marcado nos corações não só dos consumidores, mas também das empresas ao redor do Distrito Upperwood.

Afinal, pelo ritmo das vendas, não tinha dúvida de que Michael passaria no teste de licença.

Eles poderiam até concluir tudo em cinco dias, pois já estavam na metade do caminho para alcançar a meta de 7.000 vendas!


Enquanto isso, lá no topo da Torre Mágica, alguns velhos homens usando cartolas amassadas e robes desgastados estavam na grande janela de vidro, observando toda a metrópole. Ou melhor, seu olhar estava fixo em um distrito distante, que naquele momento celebrava seu festival: o Distrito Upperwood.

"Senhores, conseguiram descobrir qual magia o garoto usa para mover aquele… veículo?" perguntou um deles.

" Não, senhor. Nossos melhores investigadores não conseguiram sentir sequer um pouco de mana vindo da estrutura", respondeu um dos magos experientes. "Ou é tudo natural, ou o garoto criou um feitiço que esconde qualquer tentativa de sondagem."

"Para mover um veículo tão grande e pesado, certamente seria preciso um poder que só uma magia de 5 estrelas poderia gerar. Com certeza, vocês não estão sugerindo que o garoto consegue lançar um feitiço de 9 estrelas de invisibilidade."

Os outros magos ficaram em silêncio.

O Mestre da Torre olhou pelo vidro e viu as luzes brilhantes vindo da Praça do Mercado.

Mesmo usando suas próprias habilidades de observação, conseguiu perceber que não havia magia envolvida no funcionamento do veículo.

"Talvez ele seja um Maugnetic?" sugeriu um dos magos.

Porém, todos balançaram a cabeça rapidamente. O garoto era da região dos Reis, uma parte afastada do continente. Ele não teria conseguido adquirir as peças e processos necessários para se tornar um Maugnetic.

"Então, só há uma explicação provável. O menino é um prodígio com uma genialidade extrema para invenções."

Os outros magos concordaram com essa conclusão.

"Mas, senhor… e aquela grande queda de mana na outra ocasião?" perguntou um dos magos seniores.

"Provavelmente foi uma brincadeira feita pelo meu bom amigo Seberus. Caso contrário, se o menino fosse responsável pela Grande Queda, então ele seria um gênio das artes místicas, sem igual entre todos nós."

Se fosse esse o caso, Seberus certamente o teria apoiado como um futuro Mestre Místico.

Os demais magos murmuraram entre si, sabendo que era muito improvável que alguém, especialmente um garoto, se tornasse um potencial Mestre Místico da Guilda de Arcana.

"De qualquer forma, o garoto é amigo do Seberus, então devemos tratá-lo assim. Assim que terminar o teste de licença, enviaremos presentes e obstáculos para dar boas-vindas a ele em Metropolis."

Quando o segundo dia acabou, o terceiro começou poucas horas depois.

Michael chegou bem cedo, com Otto e os demais já de pé ajudando os trabalhadores de Reborn a montar toda a estrutura.

E, ao começar o dia, Otto e os outros ficaram surpresos ao ver que tantas pessoas já tinham chegado tão cedo na praça, antes mesmo da barraca abrir oficialmente!

Achavam que já tinham atraído uma multidão enorme no segundo dia. Mas o que viam agora era muito maior do que haviam imaginado!

Começaram a atender todo mundo na fila, ficando tão ocupados que nem sentiram o tempo passar.

Por fim, Michael olhou para as vendas acumuladas do dia e viu um número impressionante: 4.784 unidades vendidas naquele dia.

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