Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 353

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Enquanto Michael e Vivi entravam no prédio, ouviram um som que não tinha lugar em uma guerra: risadas.

"Hmm? Cheiro... de alegria... tão gostoso..." murmurou Vivi, cheirando o ar lá dentro. Ela podia sentir uma emoção intensa vindo das pessoas naquele lugar, e imediatamente, quis atravessar aquele espaço para consumir as emoções deles.

"Espera," disse Michael segurando-a pelas asas. "Não vamos consumir emoções," advertiu-a.

Decepcionada, Vivi voou de volta para o ombro de Michael, fazendo bico.

Michael então entrou e observou que o ambiente estava cercado pelas Sombras do Renascimento. Orcocanos e Orcocupines patrulhavam a sala enquanto consultavam suas próprias sombras em busca de informações.

Quando ele criou esse espaço, pensou em todos aqueles filmes de ação que havia visto na vida anterior. Modelou essa sala para parecer as salas secretas mais top secret, com múltiplas telas que exibiam imagens de vigilância e um radar que pulsava a cada segundo.

Ele ainda não tinha inventado televisores, então precisou usar as habilidades das Sombras para criar uma espécie de CCTV nas quatro paredes.

Também havia Sombras de Orcos assistindo às "telas" em suas mesas, repassando informações em tempo real para outros Orcos.

No centro da sala, havia um mapa topográfico em 3D que ele e Grieve tinham usado naquela noite.

Os dois chefes Orcos, Narito e Sasuki, naquele momento, estavam analisando o mapa, discutindo seus planos.

"Isso parece bom," elogiou-os. Eles fizeram um ótimo trabalho ao executar seus projetos.

No entanto, eles pareciam não ouvi-lo. Estavam ocupados em suas discussões acaloradas.

"BU TO TO! Acho que devemos atacar os bandidos primeiro," disse Narito, batendo no peito para afirmar sua autoridade.

"Isso é uma tolice, RAH TA TA! Devemos deixar que eles venham até a nossa fortaleza para que possamos usar nossas defesas para diminuir o número deles."

Os dois chefes estavam novamente em uma batalha de argumentos para decidir o melhor curso de ação. É claro que o chefe Orcocano recomendaria um ataque total, do jeito que seu grupo era mais conhecido. Por outro lado, o chefe Orcocupine preferiria ficar na defensiva, protegendo a fortaleza, que era sua especialidade.

Essa era uma das razões pelas quais as tribos Orcas não se davam bem desde o começo.

"Ooooh! Uma rivalidade! Ódio e amor, amizade e hostilidade. Essas emoções são muito raras!" exclamou Vivi, voando por cima dos dois chefes Orcos.

Ao ouvir isso, Narito e Sasuki se voltaram para Vivi.

"Amor? Que absurdo!"

"Não há amizade entre nós!"

Foi só agora que perceberam Michael e fizeram uma reverência respeitosa a ele. Mas, mesmo assim, não conseguiam deixar de brigar. Narito tentou sobressair Sasuki, e Sasuki tentou furar Narito com seus espinhos.

"Chefe! Que prazer te ver aqui, mas quem é ela?" perguntou Narito.

"Ela se chama Vivi. Uma das Fadas."

"Prazer em te conhecer, Vivi, mas você está completamente enganada. Não há nada de amor entre nós dois."

"Concordo plenamente com você."

Vivi deu de ombros. "É fácil perceber por qualquer fada que consegue sentir emoções. Vocês dois secretamente querem ser amigos."

"O QUÊ?!"

"NÃO É POSSÍVEL!"

Os dois chefes Orcos novamente entraram numa discussão eterna. A essa altura, até as outras Sombras de Orcocano e Orcocupine estavam cansadas desse routine. Desde que se tornaram Renascidos, tinham todos deixado de lado o ódio que sentiam uns pelos outros. Só os chefes ainda permaneciam divididos.

As palavras de Vivi eram como jogar gasolina no fogo.

A fada travessa não conseguiu segurar a risada e gargalhou, se virando orgulhosa pelo que tinha feito, só para ver Michael olhando para ela com os olhos semicerrados.

"Hehe, velhos hábitos nunca morrem," disse ela, coçando a cabeça. "Não se preocupe, eu não comi as emoções deles!"

Michael teve que admirá-la. Ela era muito boa em manipular as pessoas para mostrarem suas emoções.

"Deixa pra lá. Onde estão os Dragonborns? Onde está o Fudge? Por que estou ouvindo risadas por aqui?" finalmente perguntou aos chefes.

Se eles permanecessem aqui por mais tempo, Vivi poderia influenciá-los a realmente brigarem entre si.

"Estão todos na próxima sala ali," disse um dos Sombras Orcocanos. "Nosmandaram não incomodá-los, pois eles estão ocupados se preparando para a batalha que virá."

Michael olhou na direção do cômodo. Só ouvia risadas abafadas.

"É, claro," respondeu com sarcasmo.

Ele caminhou até a porta e imediatamente a empurrou, revelando os Dragonborns.

"Ei, eu avisei pra não incomodar—oh... Mestre, você chegou!"

"Bro Mike! E aí!"

"Umm... me obrigaram a jogar..."

Enquanto todos os renascidos estavam ocupados afiando espadas e cavando trincheiras, esses caras estavam todos entretidos jogando Uno!

"Mestre! Venha jogar!"

Claro que Fudge estaria aqui. Ele sempre era o que armava os truques para fazer todo mundo relaxar.

Ao lado dele, estava Zion, que parecia estar perdendo, já que quase tinha uma pilha inteira de cartas de Uno na mão.

E, surpreendentemente, até a tímida Umisu se deixou envolver pelos dois travessos. Ela era quem estava ganhando, com apenas duas cartas na mão.

"Michael, que bom que veio. Se eu te vencer, finalmente, você me leva a tomar sorvete?"

Até Yuna estava jogando. Mesmo tendo pedido para ela ficar longe, pois era perigoso, ela veio mesmo assim.

"Por que você veio aqui?" perguntou a ela.

"Não se preocupe," ela deu de ombros às preocupações dele. "A Agnes também está aqui. Além disso, eu posso me proteger bem. Não se esqueça. Sou mais forte que você, pelo menos fisicamente."

Michael quis retrucar, mas ela tinha razão. Ela provavelmente teria sido uma Cavaleira Celestial, afinal de contas.

"Fufu... já superprotetora, meu filho?"

Michael olhou para a mulher sentada ao lado de Yuna e ficou pasmo ao ver que era sua própria mãe ali, de repente.

"Mãe?! Por que você está aqui?"

Ela estava até jogando Uno com Fudge e os outros!

"Estou aqui para me apresentar aos seus amigos! Você nem me deixou conhecê-los direito. E não nos visitava há anos! Que horror! Se eu não estivesse com Michael Too, até já teria desaparecido."

Michael ficou com as bochechas ruborizadas ao ver que ela mostrara a todos a estátua de madeira dele. Não queria nem imaginar onde ela guardava aquilo.

"Que fofura!" comentou Yuna.

"Mestre! Ele ficou igualzinho a você!" comentou Fudge.

"Eu... quero um também..." disse a tímida Umisu, com vergonha.

"Hehe, chefe. Você realmente é fofo," brincou Jaku, provocando.

"Cale a boca."

Jaku deitou de lado, parecendo que tinha acabado de acordar, mesmo com algumas cartas de Uno nas mãos.

Michael não entendia o que estava acontecendo. Estava tão surpreso ao ver a mãe ali, depois de tanto tempo sem vê-la.

"Como você chegou aqui, mãe?"

"Ah, você sabe," disse Lylia, fazendo um gesto com as mãos. "Usei um dos seus Táxis dos Renascidos até a Cidade de Angora. Lá, encontrei a maravilhosa Yuna, que me contou o que você estava fazendo aqui. Então, vim com ela."

"E o papai?"

"Ele está de volta à Cidade de Angora. Está bem. Não tem sentido ele estar aqui de verdade."

Michael quis retrucar que ela também não deveria estar ali, mas lembrou-se: ela tinha um motivo para isso.

Era por isso que seu título antigamente era chamado de 'Feiticeira Terrestre do Oeste'.

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