Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 252

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

“Você acabou de dizer que vai acabar com a luta em apenas um minuto? O que isso quer dizer?”

A figura encapuzada, codinome Dois, olhou para Jaku, zombando de sua indiferença diante da situação.

“Eu sou o verdadeiro, garoto. Se você acha que só porque vocês derrotaram um de nós pode me vencer, pode se preparar para se enganar. Eu sou Dois, o segundo guerreiro mais forte desta cidade!”

Finalmente, Dois tirou o robe e mostrou sua cabeça calva.

O homem vestia uma armadura de um azul gelado semelhante à de Cinco, mas esse conjunto parecia muito mais especial, pois sua estrutura era preenchida com detalhes intrincados de flocos de neve feitos de uma combinação única de ligas metálicas. Sua durabilidade era só um pouco inferior à de equipamentos anões.

Até a cimitarra dele parecia única. “Sabe de que esse arma é feita?” perguntou Jaku. “Se você tivesse um pouco mais de interesse por metais, perceberia que a lâmina está toda alinhada com o que há de mais puro em aço damasco!”

Dois anunciou orgulhoso a maior qualidade de sua arma. Sua resistência, durabilidade e afiadamento não eram algo que um mero morador de Angora pudesse apreciar facilmente.

“BORNTOUGH! Tá bom, acabou de falar? Vamos logo pra luta.”

Dois rangeu os dentes, irritado com a arrogância de Jaku.

Ele flexionou as pernas, abaixou o corpo e avançou em direção a Jaku numa velocidade altíssima, com a cimitarra acima da cabeça. O chão de pedra sob seus pés rachou ao atingir temperaturas abaixo de zero graus Celsius, provocado pelo poder mágico de gelo de suas botas.

Mesmo nesse momento, Jaku continuava alongando o corpo, como se tivesse acabado de acordar de um sono profundo.

Quando a cimitarra quase cortava sua jugular, um som agudo de ting—TIING—ecoou na rua vazia enquanto a lâmina de Jaku parecia teleportar-se bem na frente da arma de Dois.

Os olhos de Dois se arregalaram ao olhar para a espada de Jaku, que parecia estar cracando com raios e eletricidade intensos.

“Cortador Congelado do Norte!” gritou Dois, enquanto sua cimitarra dobrava de tamanho e partículas de gelo cobriam toda a sua superfície.

Um feitiço de quatro estrelas não era algo que Jaku pudesse ignorar facilmente. Assim, suas pernas começaram a emitir energia elétrica enquanto ativava sua habilidade [Passo na Relâmpago].

Todo o corpo de Jaku se transformou em pura eletricidade, permitindo que ele se dissesse para longe, rumo ao telhado do prédio à sua frente.

“Você não vai escapar de mim!” gritou Dois, enquanto lançava o feitiço [Era Glacial Titanica], formando grandes estruturas de gelo sob seus pés, a quase 10 metros de altura, permitindo que saltasse até os telhados de tijolos de Angora.

Dois saltou de sua estrutura de gelo e desferiu a cimitarra contra Jaku, que rapidamente desviou seus golpes com movimentos ágeis de espada.

O céu de Angora, normalmente silencioso e calmo, foi perturbado pelos sons do metal batendo, faíscas voando e objetos caindo dos telhados.

A perícia de Dois em manejar a cimitarra lhe dava poder e velocidade muito superiores a Jaku.

Ele esperava que a espada do Dragão já estivesse lascada após tantas investidas. Mas, para sua surpresa, quase não havia arranhões.

“Que porra é essa na sua espada?!” gritou Dois, frustrado.

“A mesma que a sua, só que melhor,” respondeu Jaku.

Dois se sentiu insultado. Tirou uma pílula branca do bolso e engoliu de uma só vez.

Seu rosto se contorceu ao sentir o poder sendo rasgado pelo seu estômago. Mas, após suportar a dor, uma fonte mágica inédita se tornou acessível ao seu corpo.

“Que azar, Dragão! Você está enfrentando um mestre de cinco estrelas em Cimitarra. E com essa pílula de cultivo, minha força quase chega ao reino de seis estrelas.”

O corpo de Dois começou a palidecer, uma aura fria escorrendo dele. Sua pele foi adquirindo uma tonalidade cada vez mais azul, até se tornar um azul escuro, semelhante à cor do oceano numa noite escura.

Uma névoa gelada emanava do seu corpo, criando espontaneamente neve em um raio de 10 metros ao seu redor.

[1] - Nome do feitiço traduzido como “Lâmina do Norte, Gelo Devastador”

Enquanto Dois abaixava sua cimitarra, pedaços de tijolos explodiram enquanto uma lâmina gigante invisível atravessava os telhados, criando um corte enorme que destruiu três casas consecutivas.

Gritos e clamores preencheram a noite enquanto os cidadãos acordavam com a confusão.

Jaku voltou a sua forma de eletricidade alguns metros longe do grande rasgo.

Mas, ao tocar o chão, sentiu um frio impenetrável passar por seus escamosos pés, tentando prendê-lo, enquanto outra espada invisível voava em direção ao telhado.

Dois se reuniu, mordendo os lábios ao ver relâmpagos azuis saindo de seu ataque.

Antes que pudesse localizar Jaku, sentiu uma pontada no RIBS.

Olhou para baixo e viu Jaku abaixado com sua espada na posição de golpear, tentando cortar sua armadura azul de gelo.

Sangue jorrou de seu lado enquanto a espada de Jaku brilhou num instante.

Dois rangeu os dentes, levantando sua cimitarra para desferir uma fúria gelada contra o Dragão.

A cimitarra cortou uma grande parte do telhado de um alfaiate, removendo um pedaço que escorregou até o chão, destruindo os escombros.

Apesar da destruição, Jaku conseguiu escapar rapidíssimo, como um relâmpago.

“Para de fugir!” gritou Dois, balançando sua cimitarra de forma descoordenada, causando caos na vizinhança pacífica.

A cada golpe, sua arma quase alcançava o Dragão de relâmpago, atingindo apenas muros de pedra e telhados de tijolos.

Infelizmente, um cidadão distraído saiu de sua casa e entrou na rua. Na hora, um grande pedaço de madeira caiu em sua direção.

Porém, no último instante, um relâmpago iluminou o velho, transformando os pedaços de madeira em cubos que caíram ao chão sem causar dano.

O velho se virou, vendo Jaku protegendo-o com o braço acima da cabeça.

“...obrigado... obrigado…” murmurou o homem.

“HA! Agora você foi pego!”

Dois saltou do ar, segurando a cimitarra com as duas mãos, com gelo e neve deslizando pela lâmina. O feitiço de quatro estrelas [Lâmina de Gelo de Kuthra] era uma rápida estocada que nem Jaku conseguiria reagir.

Porém, Jaku nem olhou para trás. Apenas garantiu a segurança do velho.

Quando a cimitarra estava prestes a dividir sua cabeça ao meio, um escudo prismático invisível colidiu contra a lâmina de aço damasco.

Enquanto partículas de neve tentavam atravessar o escudo invisível, transformando-o em uma folha de gelo, o [Defesa Menor de Unidade] de Jaku, usando mana de Fogo, derreteu completamente a energia mágica tentando cortá-lo.

A colisão criou faíscas breves de luz, enquanto as partículas de mana se anulavam.

“Que defesa é essa?!” gritou Dois, desesperado.

Depois que o velho conseguiu se afastar em segurança, Jaku virou-se para encarar Dois. Seus olhos estavam calmos, livres de peso. Uma mão segurava a empunhadura de sua espada, e a outra, segurando uma barra de chocolate, parecia vir do nada.

Enquanto comia o chocolate, Dois sentiu sua força sobre a cimitarra diminuir cada vez mais. Sentia o escudo invisível tentando devorar a própria lâmina de damasco, destruindo-a em lascas de metal.

“Im...impossível...”

“Desculpe,” disse Jaku, levantando uma katana ao ar.

Só então Dois percebeu que sua espada era completamente diferente da que havia usado antes. Essa brilhava em um tom azul claro, parecendo feita de pura eletricidade.

“Seu minuto acabou.”

Jaku balançou sua lâmina, com relâmpagos zumbindo ao redor, e cortou de seu ombro até a coxa, lançando Dois a cinquenta metros de distância, até se deparar com as muralhas da cidade, soterrado entre os escombros.

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