
Capítulo 251
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
— Dormir! Podemos fazer isso em outro momento? — disse Jaku ao personagem encapuzado. — Chefe. Olha esse cara, atrapalhando meu sono.
O personagem de capuz deu uma risadinha. — Aqui não tem ninguém pra te ajudar, — ele disse. — Vim aqui para acertar uma dívida.
O homem levantou o braço, revelando uma cimitarra sob o capuz, antes de apontá-la na direção de Jaku. Ela reluzia sob a luz da lua, mostrando sua lâmina incrivelmente afiada.
— Um de vocês… Dragonborns… venceu um de nossos. Vim aqui apenas para provar que não foi você quem ganhou, mas um de nós que falhou. E estou aqui para corrigir isso. —
Michael observava a cena de longe. — Jaku está enfrentando o Stone-Cold 2, o que significa que ele é o segundo melhor soldado do grupo deles. —
E ele nem era o único abordado por uma figura encapuzada.
No outro monitor, Michael viu Umisu sentada numa biblioteca quase vazia enquanto uma figura encapuzada se aproximava dela das sombras.
—…ah, não… — sussurrou Umisu. — E os livros… vão ser destruídos… —
A figura de capuz parou no meio do caminho ao ver Umisu olhar em sua direção. Isso a assustou por um instante antes de ela rir.
— Impressionante para uma semi-humana — disse a figura de capuz. — Não esperava muito, mas parece que o Five perdeu por um motivo.
A figura de capuz tirou seu manto, revelando um cabelo longo e encaracolado que se levantava acima da cabeça, preso em forma de um grande número "3".
— Vamos ter que lutar, você e eu — ela disse.
Umisu balançou a cabeça. — Não… e os livros… vou destruí-los —
Justo então, a voz calma de Michael veio das sombras, tranquilizando a Dragonborn ansiosa.
— Sério, chefe? Vai substituí-los? Que bom! —
Stone-Cold 3 olhou para Umisu com um olhar estranho. Ela achou que a Dragonborn estava louca, conversando com sombras vazias.
Certamente, Michael estava atrás daqueles espaços escuros entre as estantes.
— Mestre, há mais uma figura de capuz — disse Fudge, apontando a atenção de Michael para a última tela retangular à sua frente.
Desta vez, a visão mostrava uma cena de floresta, estilo jungle, fora da Cidade de Angora.
Sob as folhagens das árvores, Michael viu alguns Mankeys Vermelhos evoluídos acampando sob as estrelas. Eles estavam ao redor de uma fogueira, com o som de lenha estalando ecoando na mata.
Parece que estavam bastante cansados após um treino intenso, com alguns Mankeys massageando as próprias costas e polindo suas armas.
Uma folha se quebrou ao longe, alertando os Mankeys Vermelhos de uma intrusa.
— Tsk. Imaginei que encontraria algo valioso seguindo vocês até aqui, mas foi tudo em vão. Vocês são só um bando de Mankeys. Não valem meu tempo. —
Um homem forte e robusto, vestido com um manto de capuz, saiu da floresta e se aproximou dos Mankeys apreensivos. Sua altura e os músculos visíveis sob o manto intimidaram os pequenos Mankeys.
— Por favor, me diga que há um Dragonborn entre vocês, — ele gritou.
Os Mankeys Vermelhos olharam para o intruso antes de lentamente pegarem suas armas do chão.
— Sério? Sem Dragonborns? Acho que perdi meu tempo. Vou voltar para a cidade agora. —
Justo quando o homem de capuz se virou, de repente sentiu os pelos do braço eriçarem. Seus instintos se acenderam, fazendo seus músculos se contrair e se tensionar antes que ele se virasse para encarar o monstro que estivesse escondido atrás dele.
Porém, ao olhar, não havia ninguém ali além dos Mankeys Vermelhos.
— Hoho… Talvez eu não seja tão talentoso quanto esses Dragonborns, mas gostaria de pensar que consigo ficar um pouco mais com vocês… pelo menos, acho que sim. —
O homem forte, apelidado de Quatro, vasculhou os Mankeys Vermelhos com o olhar até focar em outra figura de capuz parada calmamente diante dele. Se ele não tivesse falado, nem teria percebido sua presença.
— Quem é você? — perguntou Quatro.
— Sou apenas uma relíquia do passado, jovem — murmurou Grieve, rindo.
Enquanto isso, de volta ao castelo, Michael olhava para as quatro telas na sua frente.
São quatro deles, pensou consigo. Originalmente, são seis, mas Zion já derrotou um cara chamado Five.
Os Orcs Sombrio enfrentam o Six.
Jaku luta contra o Two.
Umisu enfrentará o Three.
E Grieve irá encarar o Four.
Isso significava que restava apenas mais um membro do Stone-Cold 6. E, por coincidência, o mais forte de todos, codinome One.
Se eles estavam tentando derrotar os Dragonborns em público para se declarar a empresa superior, então não fazia sentido não enviarem seu lutador mais forte.
A não ser… que ele tenha uma missão maior.
A pergunta de Michael foi logo respondida quando, de repente, um barulho de rangido ecoou pelas paredes do castelo.
Todos se viraram para os portões e viram a ponte levadiça lentamente abaixando novamente, batendo contra as ruas de pedra.
Do outro lado das muralhas do castelo, uma carruagem adornada, maior que tudo que eles já tinham visto, cruzava graciosamente a ponte.
Era puxada por quatro cavalos robustos, que pareciam só ter comido proteína de soro de leite.
A carruagem avançou até o interior, obrigando os convidados a se apertarem mais perto das muralhas do castelo.
— Quem é essa pessoa? Espera, aquele emblema parece familiar… —
— É da empresa Hephaestus! Até o emblema é feito de Aço Damascus. Acho que gastaram uma fortuna no mercado negro dos anões… —
O duque precisou interromper o teste do carro de Michael enquanto esperava pelo visitante rude que chegou atrasado na festa.
— Apresente-se — ordered Duke Stelmane.
O cocheiro foi até a porta, abriu e se curvou antes de o dono sair.
— Chegamos, jovem mestre. A festa ficou encantada com a chegada do líder e proprietário da renomada empresa HammerStone. —
O 'jovem mestre' saiu da carruagem, revelando um rapaz bem jovem, da mesma idade de Michael! Com uma túnica preta e dourada, acenou e fez uma reverência aos convidados que o observavam.
— Saudações. Sou Christian HammerStone, orgulhoso proprietário da 495ª colocada entre as melhores empresas do mundo! — ele afirmou com confiança. — Desculpem a minha chegada atrasada. Vim do património da família Hephaestus, como vocês sabem. —
Os demais convidados sussurraram entre si, surpresos por verem um jovem tão jovem à frente de uma empresa de tanto sucesso.
Enquanto todos olhavam para Christian, Michael observava o homem ao seu lado.
Era Stone-Cold 1 — o membro mais forte do grupo deles. Parecia que seu papel era proteger e servir o líder, e não lutar contra os Dragonborns.
Christian então se aproximou do duque e fez uma reverência.
— Duke Stelmane, espero que considere minha oferta. Nossa empresa é a melhor que há. Sinto dizer, mas não há quem possa superar nossa companhia. —
Depois, olhou para Michael.
— Com licença pelos meus métodos, mas enviei o melhor dos meus homens para derrotar seus funcionários. Nada pessoal, é apenas para o duque perceber quem ele deve aceitar como patrocinador. —
Michael o ignorou e olhou para suas sombras.
Os Dragonborns estavam ali, ouvindo tudo o que acontecia.
— Vocês precisam de alguma ajuda aí? — perguntou Michael.
Os Orcs Sombrio, Jaku, Umisu e Grieve tinham sorrisos nos rostos enquanto olhavam para a sombra sob seus pés.
— Você tá de brincadeira, chefe? É justamente pra isso que somos feitos! — murmuraram os Orcs Sombrio.
— Terminarei isso em um minutinho, — disse Jaku, bocejando.
— Mestre… ensine aquela pessoa arrogante uma lição — sussurrou Umisu.
— Hoho… pode deixar isso com a gente, Michael. Tão fácil, hoho! —