Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 154

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

A confusão dos garotos fez com que Beth e todos os idosos lentamente se reunissem perto da entrada deteriorada da cidade.

"Por que vocês estão tão barulhentos?" ela perguntou.

Mas parecia que os garotos estavam acelerados demais para sequer reconhecer Beth. Eles simplesmente apontaram na direção do horizonte, onde uma comitiva de carruagens parecia vir da própria floresta.

"Senhora Beth! São eles a ajuda de que você falou?"

"Ooh! São os Cavaleiros Celestiais que vão nos salvar?!"

As imaginações das crianças começaram a ficar à Thelma, especialmente porque as carruagens sem cavalos não eram nada que elas já tivessem visto ou pensado antes.

Mas Beth sabia que eles não eram do Ordo, nem da Guilda de Arcana. Na verdade, eles nem eram da região das Rainhas.

Se fossem, teriam vindo do outro lado da cidade, voltados para o norte, conectando-se com a Estrada Dourada. O motivo pelo qual não estavam recebendo ajuda de ninguém era porque era muito difícil para carruagens ou simples comerciante atravessarem o ambiente perigoso causado pelos terremotos.

Mas agora, essas carruagens—se é que podemos chamá-las assim—vinham carregadas de uma verdadeira frota de enviados.

Beth e os outros idosos estavam certos. Não eram da região das Rainhas.

Além disso, pareciam estar vindo de um lugar na própria região das Rainhas inacessível a qualquer um. Afinal, os anões criaram do outro lado uma muralha intransponível, pela qual nenhum humano ou carruagem poderia passar.

"Eles vieram para conquistar a gente?" perguntou um homem idoso a Beth.

"O que eles poderiam querer nesta cidade?" respondeu uma mulher mais velha.

"Mas, quem são eles?"

Essa era a dúvida que rondava todos. Eles só podiam esperar, com o coração na mão, enquanto as carruagens avançavam em alta velocidade em direção à cidade.

"Isso é mais rápido que um cavalo!"

"E são de metal?! Como podem ser mais rápidos que uma carruagem normal se pesam muito mais?!"

Depois de alguns minutos, finalmente chegou a van-cami­nho com o veículo diante do portão de Orcus Town.

As crianças, empolgadas, se aproximaram do estranho veículo, considerando-o uma verdadeira maravilha do mundo. Olharam pelas janelas escurecidas, tentando enxergar quem ou o que estava dentro.

"Beth, você reconhece esse emblema?" perguntou uma das anciãs.

Apesar de pouco se lembrar da Era da Estrada Dourada, havia uma coisa que ela tinha certeza de nunca esquecer. São os emblemas de todas as famílias e empresas que costumavam frequentar Orcus Town para comércio.

Segundo suas lembranças, ter símbolos complexos adornados com detalhes dourados indicava a importância deles no mercado global.

O símbolo da Vanderbilt mostrava mãos segurando o mundo, todas decoradas com ouro de verdade.

O emblema da Osborn Consortium tinha uma carruagem transitando por uma estrada, simbolizando a capacidade de vender qualquer tipo de produto pelo mundo afora.

O brasão da Hephaestus Company era um martelo dourado batendo contra uma bigorna dourada.

O símbolo do Goldstone Group era uma casa de madeira construída sobre um terreno fértil, demonstrando maestria em bens imóveis e moradia.

O logo da Sinclair's Elixir, liderada pelo famoso alquimista e curandeiro Sinclair, mostrava uma coroa de louros dourada representando saúde e prosperidade.

Aquelas eram as maiores empresas que Beth conseguia lembrar, que tinham recursos e mão-de-obra para criar algo tão estranho quanto esse veículo. Ela não entendia exatamente como funcionavam as carruagens sem cavalos, mas pelo material sabia que não era barato produzir algo assim.

No entanto, ao olhar para o símbolo ao lado do carro, sua memória ficou em branco.

Havia um 'R' simples na lateral da porta. Era elegante, mas sem exageros ou ostentação, diferente do que a maioria das empresas preferia.

"Não sei quem é dono disso," Beth admitiu. "Mas tenho certeza de que eles não estavam presentes na Era da Estrada Dourada. E certamente não são da região das Rainhas."

Se o que ela dizia era verdade, então só havia uma possibilidade que poderiam imaginar.

"São de outro país?" perguntou um ancião.

Beth não podia confirmar nem negar essa hipótese. Mas, pelo aspecto das carruagens 'extraterrestres', parecia ser a única explicação possível.

O restante dos anciãos e idosos olhava para os veículos com curiosidade, mas também com cautela, ao contrário das crianças, que estavam simplesmente empolgadas e descontraídas ao redor dos carros.

"Alôoo~~? Tem alguém aí?"

"Vocês vêm ajudar a gente?"

Eles estavam aglomerados na frente do van, até que a porta finalmente se abriu com um estrondo de clique, surpreendendo as crianças.

Todos recuaram lentamente, deixando que os ocupantes se mostrassem de uma vez.

"Ahhhh! Finalmente chegamos. Onde está o chefe?" disse Jaku, esticando o corpo. Desde que Michael desapareceu, eles viajaram sem parar pelas estradas na tentativa de alcançá-lo, sem descanso algum.

"Onde estamos? É aqui a Orcus Town?" perguntou Sheina, observando o ambiente. Não esperava que estivesse tão… destruída.

"Ui... alguém tá olhando pra gente," murmurou Umisu, tímido, se aproximando de Jaku e se escondendo atrás dele.

As crianças olharam para os Draconianos com olhos arregalados, fascinadas por suas escamas brilhantes e pelos chifres curvos na cabeça. Nunca tinham visto demi-humanos tão estilosos assim.

"Uau!"

"Que massa!"

"Senhor... o que vocês são?"

Um dos garotos se aproximou de Zion, que tinha escamas vermelhas, e olhou para ele com admiração.

"Ah… EU?! Sou um poderoso Dragonborn!" disse Zion, exibindo seus músculos e dando alguns golpes no ar, o que fez as crianças vibrar, aplaudindo cada golpe que ele soltava.

Enquanto isso, Beth e os demais idosos observavam os Draconianos e perceberam o quanto se pareciam com a raça dracônica famosa, especialmente por suas escamas e as franjinhas dracônicas na cabeça.

Eles só conseguiram chegar à uma conclusão:

Vieram de outro país.

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