Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 79

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael havia vivido neste mundo medieval por dez anos, mas nunca tinha visto uma única cerveja na vida. Como descobriu, neste lugar ainda não tinha sido inventada nenhuma cerveja, o que foi bastante surpreendente.

Ao saber disso, rapidamente decidiu produzir sua própria cerveja. Felizmente, uma das plantações que Anne cultivava nas fazendas era de cevada, o que significava que ele tinha ingredientes em quantidade suficiente para fazer a bebida.

E assim, fez. Quando os anões chegaram aqui, achou que era o momento ideal para finalmente apresentar esse novo produto à vila.

Todos os HobMankeys adultos sentiram o aroma rico da cerveja e não puderam deixar de se interessar por essa bebida estranha.

Quanto aos anões, eles imediatamente se sentiram inclinados a experimentar essa nova bebida alcoólica. Afinal, eram conhecidos por suas barrigas grandes cheias de hidromel e outras bebidas alcoólicas. Portanto, foram os primeiros a provar essa novidade.

Michael abriu um dos torneiros do barril e despejou a bebida em uma taça de madeira que tinha na mão. Depois, ofereceu a Thrain e aos demais anões, que observavam a cerveja com curiosidade e um pouco de desconfiança.

Eles tinham gostos apurados. Nenhum álcool comum os satisfaria, muito menos essa bebida amarela estranha, que formava espuma no topo.

"Michael, preciso te avisar que podemos não gostar dessa sua 'cerveja'. Se for assim, por favor, não leve para o lado pessoal. Nossos paladares são mais adaptados a hidromel ou outros tipos de bebidas," disse Thrain, confiante de que não iria gostar da cerveja.

Michael podia ser melhor em avanços tecnológicos e mecânicos, mas o orgulho dos anões de seu povo não podia recuar diante da tentativa de fazer álcool por ele.

"Apenas experimente," disse Michael, rindo consigo mesmo.

Thrain cuidadosamente pegou a taça de madeira oferecida a ele e notou que estava bem fria ao toque.

"Álcool frio? Estranho…" murmurou Thrain para si mesmo.

O álcool era famoso por sua capacidade de aquecer o corpo. Então, era muito estranho que estivesse tão frio quanto gelo de inverno.

Thrain cheirou a cerveja antes de finalmente dar um pequeno gole na taça.

Os demais anões observaram a expressão de Thrain, curiosos para ver como essa nova 'cerveja' comparava-se às melhores ales e bebidas alcoólicas do Reino dos Anões.

"!!!!"

No primeiro gole, Thrain retirou a taça da boca, limpou a espuma da barba e do bigode. Seus olhos se arregalaram enquanto observava a cerveja com atenção minuciosa.

Os anões achavam que sua expressão revelava o mau gosto da bebida.

"E aí, amigo? Está sem graça, não é?"

"Com certeza! Afinal, o melhor é o hidromel."

"Me empresta aqui, Thrain. Vou conferir eu mesmo como essa 'cerveja' é ruim."

Quando o anão estava prestes a tirar a taça das mãos de Thrain, ele de repente a empurrou para longe e engoliu o conteúdo de uma só vez, surpreendendo os demais anões.

"Ahhh…" soltou Thrain, satisfeito, com sorriso no rosto e barba ainda manchada de espuma de cerveja.

"Isto é o néctar dos deuses!" declarou. "Michael, essa cerveja é como açúcar para meu paladar. Não é tão alcoólica quanto o hidromel, mas é muito melhor por isso! Sua temperatura fria também a torna mais deliciosa de beber.

Parece que estive com sede o tempo todo e não sabia. Só ao beber essa cerveja me senti realmente revigorado! Sua friagem acalma minha alma!"

O entusiasmo incansável de Thrain por essa cerveja levou os outros anões a sentirem vontade de experimentar também.

"Michael, pode me servir uma também?"

"Vou ser o primeiro a experimentar. Quero saber como ela realmente é."

"Não vou acreditar que é melhor que hidromel até experimentar por mim mesmo!"

Michael teve que garantir aos anões que havia bastante para todos. Colocou uma taça para cada um.

"Bebam à vontade!" disse ele. "Hoje estamos em festa."

Os anões começaram a beber a cerveja gelada, e assim como Thrain, seus olhos se arregalaram ao perceberem finalmente por que Thrain tinha exaltado tanto essa bebida alcoólica.

"Hooo!"

"Pelo meu barbatana! Isso vai ser a minha nova água!"

"Posso beber a cerveja inteira sozinho! Por que nosso Reino dos Anões nunca inventou uma bebida assim?!"

Os anões se embriagaram, suas bochechas ficando cada vez mais vermelhas.

No entanto, Thrain notou que eram apenas eles que estavam realmente bêbados. Os HobMankeys olhavam para a cerveja com curiosidade, mas não tinham coragem de dar um gole por si próprios.

"Por que vocês estão aí parados?" perguntou Thrain. "Não é tão alcoólica quanto o hidromel, então podem beber à vontade."

"..."

O silêncio constrangedor fez Thrain perceber o problema. "Vocês… nunca beberam álcool na vida, não foi?"

Os demais HobMankeys interromperam seu feliz consumo e olharam para os anões com uma expressão de pura incredulidade. Era quase uma heresia!

Como HobMankeys comuns, tinham dificuldade até em encontrar água simples. Não podiam se dar ao luxo de comprar álcool, mesmo que estivesse disponível na terra deserta.

"Isto é inadmissível!" exclamou Thrain, indo até Kong e oferecendo-lhe sua bebida. "Vocês têm uma cabeça boa, mas às vezes, isso faz vocês pensarem demais. É por isso que acho que perderam na partida de baseball. É melhor deixar as inibições de lado. Beba!"

Os demais anões também enchiam copos com cerveja e ofereciam aos HobMankeys, que estavam um pouco hesitantes para experimentar.

"Vocês nos ensinaram a jogar baseball. Desta vez, nós vamos ensinar vocês a beber álcool!"

Surpreendentemente, o primeiro HobMankey a aceitar o gole foi Lolo, o mais velho da vila.

Ele iria apenas experimentar, mas ao sentir a cerveja gelada percorrendo seu corpo, não conseguiu deixar de terminar toda a garrafa.

"AAhhhh!" exclamou empolgado. "Isso é bom!"

Os anões não puderam deixar de rir, percebendo que a reação de Lolo ao seu primeiro gole de álcool era perfeitamente compreensível.

Logo, os demais HobMankeys também passaram a beber cerveja com os anões, e a festa na praça ficava cada vez mais animada, transformando-se em uma verdadeira comemoração.

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