Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Capítulo 410

Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Isso ajudava a não gastar suas próprias reservas de Energia do Mundo.

Graças à Mana Infinita, ele podia usar ambos os buffs infinitamente sem se preocupar em ficar sem energia.

"Quantas bênçãos você tem?" Kane comentou de lado, levemente surpresa.

Seus olhos se estreitaram enquanto estudava a figura de Neo.

"E tudo bem? Mesmo que a bênção de Artemis possa te ajudar a ativar as bênçãos infinitamente, ela não alivia a sobrecarga no seu corpo."

Kane se encostou e cruzou os braços.

"Seu corpo vai se deteriorar lentamente por dentro."

"Eu tenho um jeito," respondeu Neo.

Ele ativou o terceiro estágio de sua bênção—[Primaverar].

A súbita explosão de força dos buff’s anteriores foi imensa.

Era tão forte que rasgou seu corpo por dentro.

Mas a benção do Primavera o curou.

Suas feridas se costuraram instantaneamente.

A dor mal teve tempo de se registrar antes de desaparecer.

Seus músculos, ossos e até órgãos internos—tudo se curava a uma velocidade que desafiava a lógica.

Ativar tantas habilidades ao mesmo tempo era uma tensão insuportável para sua alma e mente.

Um semideus comum, mesmo exaltado, teria desmaiado sob a pressão.

Mas pra Neo, não fazia diferença.

[Primaverar] podia curar sua alma.

E sua mente era incrivelmente poderosa.

Como Quebra-Céus, poucos poderiam competir com ele em sua especialidade. Sua resiliência mental era quase monstruosa.

Ele podia manter esse estado por dias, se não semanas.

Em outras palavras, neste exato momento, Neo havia se transformado efetivamente numa máquina invencível e imortal—quatro vezes mais forte do que seu estado base.

Neo estalou os dedos.

"Você parece animado," observou Kane.

"Pois é, nunca me senti melhor."

Até agora, Neo nunca tinha mantido suas bênçãos ativas por causa do custo enorme de Energia do Mundo.

[Mana Infinita] resolveu esse problema pra ele.

Seu corpo avançou rapidamente.

O espaço ao redor dele se torceu violentamente, rasgado pela força de seu movimento. O vento rugiu de protesto, formando uma-like tornados de som na esteira.

Neo percebeu dois ataques vindo de direções diferentes—ambos direcionados à sua cabeça.

Ele abaixou-se rapidamente e continuou se movimentando.

De repente, avestruzes surgiram do nada.

Seus ataques passaram raspando, surpreendidos pela velocidade absurda de Neo.

Seus olhos pequenos se arregalaram de choque.

Faltavam apenas 300 metros até a Árvore da Maçã Dourada.

Sem aviso, uma perna de avestruz surgiu do nada—diretamente no seu caminho.

Os olhos de Neo se arregalaram.

Antes que pudesse reagir, seu pé bateu nela.

Ser pego de surpresa o deixou assustado.

Sua concentração quebrou, e por um breve momento, as bênçãos pararam.

A colisão quebrou seu impulso.

Neo se chocou.

Seu corpo rolou violentamente pelo chão, poeira e grama voando ao seu redor.

Ele rangeu os dentes ao bater contra algo duro, forçando-o a parar.

Um silêncio baixo e zombeteiro soou em seus ouvidos.

"Fweeeet!"

Neo gemeu.

Sua visão clareou, e ele virou a cabeça.

A maldita cabeça de galinha sorria.

Estava na sua frente, arrogante e vitoriosa, com uma pata firmemente apoiada no peito de Neo.

A sobrancelha de Neo fez uma expressão de irritação.

"Fweeeet! Fweeeet!"

'Acho que estou começando a odiar avestruzes.'

Neo ativou novamente suas bênçãos, deixando suas feridas se curarem.

Ele voltou ao ponto de partida.

Seus passos eram pesados de frustração sob sua expressão calma.

Lá, Percival parecia… sendo arrastado por um avestruz.

"…?"

As sobrancelhas de Neo se mexeram enquanto observava a cena absurda.

O corpo de Percival bamboleava deixando um rastro na terra.

Seus braços oscilavam sem vida enquanto o grande pássaro o puxava para trás sem esforço.

"Às vezes a mente fica paralisada por mortes repetidas," explicou Kane, sem parecer particularmente preocupado.

Ele encostou as pernas na cerca de madeira e se aconchegou na cadeira.

"Como ele não consegue se mover agora, Momothy está ajudando ele a se recuperar."

"Momothy?" Neo repetiu com uma voz plana.

"Sim. Aquele mesmo." Kane fez um gesto preguiçoso. "Dorothy é quem vem bebendo água o tempo todo, e Timothy é quem fica rindo de você."

"O mais velho é o Timothy, depois o Momothy, e por último a Dorothy."

Momothy, o segundo mais velho, finalmente chegou ao ponto de partida e cuidadosamente colocou Percival no chão.

De maneira delicada.

Então, para o espanto de Neo, o avestruz fez uma reverência pequena, como se estivesse se desculpando.

E, com isso, desapareceu.

Percival despertou ofegando.

Seus olhos ficaram zunindo ao redor.

Sua expressão alternava entre confusão e irritação crescente.

"Bem-vindo de volta," cumprimentou Kane com um sorriso irônico. "Bom treino lá fora."

"Tsk."

Percival puxou a língua para fora e se levantou, espirando a poeira das roupas.

Ele expirou com força.

Sem perder tempo, reativou sua bênção.

Chamas douradas surgiram ao seu redor enquanto ele avançava a toda velocidade—

Mas morreu antes mesmo de passar um segundo.

Seu corpo desapareceu.

Um instante depois, ele voltou ao ponto inicial, desta vez com passos mais lentos.

A irritação estampada no rosto dele.

"Quando eu pegá-los, vou fervê-los com essas mãos," murmurou sombriamente, com os dedos se contraindo de irritação e expectativa.

Suas palavras estavam carregadas de intensidade.

Neo sentiu o mesmo.

Ser superado numa corrida era uma coisa.

Mas ser zombado enquanto perde… era outra história.

Neo estava prestes a tentar novamente, quando de repente parou.

Por mais que ele odiava admitir—ele não conseguia superar a velocidade daquele homem-pássaro. Não agora.

Ele precisava pensar em outra estratégia.

'Pulando das Sombras não funciona.'

'E o que mais posso tentar?'

Neo franziu a testa.

Ele não tinha feitiços de movimentação.

Encantamentos com Elementais de Ar ou Espaço?

Isso poderia funcionar—especialmente graças à sua trait(traço/característica).

Fechou os olhos, respirou fundo, deixando de lado a irritação.

"Ar."

Uma brisa suave começou a soprar ao seu redor.

Pontos de luz verde piscaram na sua frente.

Os Elementais pequeninos flutuavam brincando ao seu redor.

'O que é? O que é?' As vozes dos Elementais ecoaram na sua mente, leves e brincalhonas. 'Você quer nossa ajuda? Ajuda?'

"Sim."

'Neo quer nossa ajuda! Hehe, Neo quer nossa ajuda!'

Os Elementais riram e giraram ao seu redor como crianças brincando.

Neo percebeu algo estranho.

Ele podia ouvir os Elementais de Ar conversando entre si.

'Devemos ajudar ele?'

'Vamos ajudar!' 

'Eu quero voar por aí.'

'Vamos voar! Voar!'

'Não gosto dele! Não vamos ajudar!'

As opiniões das Elementais eram bem variadas.

Algumas zumbiam ao seu redor ansiosamente, enquanto outras flutuavam sem destino, indiferentes.

Levemente, as sobrancelhas de Neo se contorceram.

Antes,, quando sua trait estava no Nível 5, ele não conseguia ouvir eles conversando entre si.

'Quando pedi ajuda para florescer as flores, nunca percebi debates internos ou algo parecido. Fiquei me perguntando como todas as Elementais sempre chegavam à mesma decisão.'

Sua visão se aprofundou conforme a compreensão se firmava.

'Acho que o problema era minha trait—antes, ela era de nível muito baixo.'

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