Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Capítulo 329

Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Typhaon ajudou Daniel a sentar na cadeira.

A structuraRange<|vq_12182|>p>O assento rangeu ao Daniel se encostar totalmente, exausto.

Seu corpo tinha se entregado após finalmente relaxar.

A luz fraca do cubo iluminava seu rosto pálido, marcado por lágrimas que ele limpava enquanto ria baixo.

"Estou bem agora. Devemos ir encontrar os líderes dos Despertadores," disse Daniel.

"É sobre dar a eles acesso exclusivo aos Arquivos Akáshicos?" perguntou Typhaon.

"Sim. Antes eu não consegui criar o acesso exclusivo porque é complicado."

"Mas agora que terminei os Arquivos, tenho tempo livre."

"Posso torná-los de acesso exclusivo, como eles queriam," explicou Daniel.

Easeiramente, as sobrancelhas de Typhaon franziram.

Claramente, a condição de Daniel estava à beira de um colapso.

"Não precisa mais disso agora. Os líderes dos Despertadores disseram que você pode fazer no seu ritmo," tranquilizou-o suavemente Typhaon, colocando a mão no ombro de Daniel.

"Huh? Sério?"

"De fato, é verdade."

"Isso é ótimo. Acho que finalmente posso tirar umas férias."

Daniel também estava ansioso para conversar com Selene.

O calor no peito contrastava com a dor do corpo cansado.

De repente, Typhaon ergueu a cabeça.

Seus olhos se estreitaram ao perceber uma presença se aproximando além da porta de madeira.

Ele virou-se de volta para Daniel.

"Buildei uma Academia ao redor da sua casa. A Demigod Academy."

"Como não tenho uma identidade, sendo um monstro, usei sua identidade para isso."

"Pense na Academia como sua casa e a use para suas férias," explicou Typhaon com tono lento e gentil.

"Férias numa academia…?"

"Haha, não se preocupe. Tem um resort com vista para o lago bem bonito."

"Tem até uma cadeia de montanhas em chamas e uma ilha-roc idols no céu se quiser dar um passeio."

"Qual o tamanho desse lugar?"

A boca de Daniel se abriu levemente.

"Grande o suficiente para você aproveitar à vontade."

A Academia era uma forma de Typhaon de se redimir pelos seus erros.

Seria um santuário e um campo de treinamento, formando heróis que um dia protegeriam e salvam o mundo.

Mas, mais importante, era uma casa feita exclusivamente para Daniel.

Um lar onde ele pudesse descansar.

"De hoje em diante, você será o diretor desta academia," disse Typhaon.

"Não é seu trabalho?" questionou Daniel.

"Passei tempo demais no mundo dos vivos.

"Era hora de voltar ao Submundo. Fazer você o diretor é minha forma de tirar essa responsabilidade das minhas costas," riu Typhaon.

Ele sentiu a presença – que aguardava do lado de fora da porta – ficando impaciente.

Daniel não percebia isso, e Typhaon pretendia manter assim.

Antes que Daniel pudesse dizer algo, Typhaon voltou a falar, sua expressão suavizando.

"Você deve descansar e conversar com a Selene. Voltarei mais tarde."

"Ok."

Typhaon saiu da sala.

No corredor lá fora, encontrou Zeus parado, com os braços cruzados.

Um leve brilho de eletricidade pulsava em suas pontas dos dedos.

Os dois se encararam.

"Vi a tela de status," disse Zeus, com a voz tão firme quanto sempre.

"Que bom que está funcionando como esperado," respondeu Typhaon.

"Posso conhecer o Daniel?" perguntou Zeus.

"Por quê?"

"Estou aqui pra solicitar acesso privilegiado aos Arquivos para os despertadores de mais alto nível e os deuses. Isso vai nos ajudar—"

"Daniel implementou um sistema nos Arquivos que aumenta seu nível de acesso dependendo da sua qualificação."

"Use isso ao invés de pedir acesso privilegiado," disse Typhaon, lembrando-se da explicação detalhada de Daniel mais cedo.

Zeus franziu a testa, incomodado por ser interrompido no meio da frase.

"Com os Arquivos, podemos extrair técnicas do futuro."

"São essenciais para nós. Essas técnicas são necessárias se quisermos proteger o mundo."

O olhar de Typhaon escureceu ao dar um passo em sua direção.

"Quem é 'nós' aqui?"

Typhaon lembrou-se do estado frágil que Daniel tinha ficado.

Ele se culpava por ter empurrado Daniel por esse caminho.

Mas não mais.

"Daniel fez sua parte. Por favor, deixe-o descansar e se aposentar."

"Descançar? O mundo precisa dele—"

"Ele salvou o mundo duas vezes já. Não é obrigação dele se sacrificar mais pelo mundo."

"Salvou por sua causa, não foi?" provocou Zeus.

Quando não recebeu resposta de Typhaon, deu um passo adiante.

Previa passar por Typhaon para falar diretamente com Daniel.

Typhaon levantou a mão e impediu Zeus de avançar mais um passo.

"Se der outro passo," disse Typhaon com uma voz baixa, porém ameaçadora, "vou te fazer precisar salvar o mundo pela terceira vez."

" Isso é uma ameaça?" a voz de Zeus estava fria como gelo.

"Depende de onde seu pé pousar."

Zeus olhou fixamente para Typhaon.

"Pare de ser egoísta. Daniel ganhou o poder de mudar o mundo—"

"Ganhou?"

Uma pressão assustadora emanou de Typhaon.

O chão rangeu sob seus pés.

"Ele 'ganhou' poder?"

O ar tremeu enquanto a fúria de Typhaon aumentava.

"Daniel sacrificou tudo para criar o Arquivo!

"Esse homem não lembra mais quem é."

"Ele chorou lágrimas de alegria sem saber por quê estava feliz."

"Não insulte seu sofrimento dizendo que ele 'ganhou poder'."

Zeus sentiu o peso dessas palavras.

Por um breve momento, sua atenção vacilou.

"Ele perdeu tudo para salvar o mundo duas vezes," continuou Typhaon. "Duas vezes, salvou este lugar amaldiçoado. Deixe-o descansar."

"Ele não tem obrigação de salvá-lo novamente ou ajudá-lo mais. Ele fez mais do que suficiente."

Zeus cerrava a mandíbula.

A verdade nas palavras de Typhaon era inegável.

Mas…

"Vá embora," ordenou. "Ou eu vou fazer você mover."

Os olhos de Typhaon se estreitaram.

"O idiota que tremia só de ouvir meu nome acha que pode me fazer mover?"

Ele soltou um sorriso selvagem, revelando dentes irregulares feitos de casca e pedra.

"Tente."

Um instante passou.

Ninguém se moveu.

A tensão no ar era quase palpável, suprimida.

Zeus abriu a boca para falar, mas parou ao ouvir uma voz ecoar em sua mente.

"Volte."

A voz de Gaia ressoou.

'Preciso primeiro encontrar o Daniel,' Zeus pensou de volta.

"Não," a voz de Gaia ecoou novamente. "Deixe isso para lá. Typhaon tem razão. Ele conquistou seu descanso."

'Você não precisa se preocupar. Posso dominar o Daniel facilmente com força, se ele recusar—'

'A Lua está se movendo.'

As palavras de Gaia fizeram Zeus congelar.

'Lua? Por que ela está se movendo agora?'

'Você sabe por quê. Ela nos alertou contra fazer o Daniel trabalhar, a não ser que ele nos procure primeiro.'

Zeus fechou os punhos.

'E se não escutarmos ela?' perguntou Zeus.

'Zeus—'

'Gaia, há milhões de humanos na Terra,' interrompeu-o Zeus.

Ele continuou.

'Nem todos estão felizes por estarem vivos, mas todos estão tentando. A participação de um só cara pode aliviar o sofrimento deles. E ele está dizendo que não quer trabalhar? Não estamos errados em forçar isso—'

"Daniel também é um Ceifador."

A voz de Typhaon cortou a conversa telepática como uma lâmina.

Sua figura imensa, semelhante a uma árvore, pairava no corredor, olhando de cima para Zeus.

"Toque nele, e você declarará guerra ao Underworld."

A temperatura pareceu cair.

A presença de Morte e Trevas aumentou em volta de Typhaon, como uma prova de sua ameaça.

Zeus ficou em silêncio.

A ameaça não era só palavras.

Typhaon sozinho já seria um problema.

Adicionar a Lua nisso tudo já ultrapassava o limite do que a Associação poderia suportar.

Mas se o Submundo se envolvesse…

Não sobraria chance.

Zeus rangeu os dentes, recuou um passo. Por enquanto.

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