Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Capítulo 56

Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Neo exalou enquanto se deitava de costas.

“Droga, isso tá fudidamente difícil.”

Ele não progredira em nada.

Elemento Água e Elemento Sombra.

Neo não conseguia manipulá-los de jeito nenhum.

“Posso usar o Abraço do Oceano, mesmo sendo uma magía de Afinidade de Água, porque Elizabeth incorporou a técnica nos meus circuitos mágicos.”

“Caso contrário, não consigo usar o elemento Água.”

Sabia que era normal.

Tinha passado apenas duas semanas desde que chegara a este mundo.

Sua velocidade já era rápida.

Seria pedir demais que um novato como ele dominasse quatro elementos tão rápido.

“Suspiro, por que estou tentando arrumar desculpas de novo?”

“Não importa se meu ritmo de crescimento é bom.”

“Não há gênios no campo de batalha, só vencedores e perdedores.”

“Meu ritmo de evolução não importa se não consigo vencer.”

Neo precisava fazer melhor.

Seus inimigos não esperariam ele ficar mais forte.

Ele tinha que ultrapassar seus limites se quisesse sobreviver e vencer.

Suspirando, Neo se levantou.

“Vou comer alguma coisa e recarregar minha energia antes de treinar de novo.”

A cantina estaria aberta, mesmo à noite.

Ele saiu do quarto.

Arthur e Felix estavam sentados na praça da frente do corredor, na escada.

Os dois estavam dormindo, com Felix apoiando a cabeça no ombro de Arthur.

“Eca, como foi seu treino?” Felix abriu os olhos ao perceber a presença de Neo.

“Mais ou menos,” respondeu Neo. “O que vocês dois estão fazendo aqui?”

“Esperando você nos pagar uma refeição.”

Felix bocejou antes de continuar.

“Teríamos vindo antes, mas encontramos a Vice-Presidente do Conselho Estudantil.

Ela nos disse que você estava treinando e que não deveríamos incomodar.”

“Então, ficamos esperando você sair para jantar depois do treino.”

Felix bocejou enquanto tentava acordar Arthur.

O protagonista estava meio que acordado, meio que dormindo.

Ele só assentiu com a cabeça, os olhos permanecendo fechados.

“Vocês comeram alguma coisa?”

“Não, estávamos esperando você.”

Felix continuou bocejando.

Ele era só um pouco mais acordado do que Arthur.

“Então, vamos comer,” Neo sorriu tristemente.

Ele não esperava que eles fossem esperar até meia-noite.

A Sala dos Serafins tinha sua própria cantina.

“Vai nos pagar a refeição?”

“Não posso. Não tenho créditos,” Neo disse a Felix.

A cantina oferecia refeições específicas de graça.

Se os estudantes quisessem comer algo diferente, precisavam pagar.

Na maior parte das vezes, as refeições variavam para cada um.

Antes de mais nada, eles podiam escolher entre uma refeição de alta qualidade e quantidade limitada ou de baixa qualidade e quantidade maior.

“Eca, vamos comer o que der. Podemos ganhar nossa recompensa depois.”

O trio entrou na cantina.

Felix teve que apoiá-lo até lá, pois Arthur caminhava com os olhos fechados, meio que apagado, quase batendo de cara nas paredes várias vezes.

“Ele está completamente diferente agora que está com sono,” Felix comentou, descontraído.

Neo concordou.

Arthur parecia uma criança que não conseguiria ficar acordada além da hora de dormir.

O sino da porta tocou.

Eles avançaram em direção ao balcão quando de repente avistaram Morrigan.

Ela estava sentada na cadeira da frente.

Seu prato estava recheado de dezenas de pedaços de pão.

Vestia calças legging pretas e um top preto que revelava o umbigo. Seu corpo tava molhado de suor, e uma toalha branca descansava no pescoço dela.

Suas bochechas estavam inchadas, cheias de pão até a boca.

Morrigan engoliu a comida de uma vez e congelou, parecendo surpresa.

Ela trocou olhares com Neo e Felix.

Neo foi ao balcão após olhar para ela por uns segundos.

Felix o seguiu.

“E-espere, vamos embora. Não estou mais com fome.”

Felix percebeu o olhar assassino de Morrigan direcionado a eles antes de sussurrar:

“Vamos embora. Ela parece brava!”

“Espera por mim. Vou pegar minha comida primeiro.”

Neo pediu quatro hambúrgueres.

Felix ficou oscilando seu olhar entre Neo e Morrigan.

Diferente de Neo, Felix sabia o que ela estava passando.

Ela tinha sido chamada de volta ao Clã Zeus, pois havia perdido a primeira colocação, além de ser uma semideusa de classificação baixa, sem destaque algum.

Circulavam boatos de que ela já não liderava mais o círculo do Clã Zeus dentro da academia.

De uma gênia reverenciada, a uma piada.

Neo destruiu a vida dela.

“Suspiro, também vou pegar alguma coisa para comer,” Felix disse.

Ele foi junto de Neo, sempre mantendo distância de Morrigan…

Até Neo se sentar na sua frente.

“O que você quer?” Morrigan franziu a testa.

“…”

Neo não falou nada e se concentrou em comer.

Felix ficou nervoso ao seu lado.

Não conseguia comer sob o olhar de Morrigan.

De repente, Arthur riu.

Ele acordou, olhou para o prato de Morrigan e falou:

“Você come como porco.”

Ele abaixou a cabeça e caiu no sono novamente.

Felix fechou os olhos.

Sua expressão parecia a de um soldado prestes a morrer.

Pensou que Morrigan atacaria sem hesitar, até que viu ela abaixando a cabeça.

Suas orelhas estavam vermelhas de vergonha.

Ela olhava para o chão, quase como se quisesse cavar um buraco e se esconder lá dentro.

“Não liga pra ele. Ele fala besteira quando está sonolento,” Neo tentou acalmar.

Ele passou dois de seus hambúrgueres para Morrigan.

“O que é isso…?”

“Pode ficar com eles. Deve ter sido cansativo treinar até tarde da noite.”

Ela o encarou de um jeito sério, mas não assustador, mesmo quase chorando.

Era estranho ela demonstrar tantas emoções assim.

Ele queria chegar mais perto dela e entender por que ela era diferente do que mostrava no livro.

E qual seria a melhor maneira de fazer amizade com uma gulosa do que alimentá-la?

Morrigan fez beicinho.

Sua dignidade e emoções disseram a ela que deveria virar a mesa e ir embora.

“Você não quer?”

Neo pegou o prato com hambúrgueres.

Estava prestes a puxá-lo de volta, quando Morrigan de repente segurou o prato.

Lágrimas começaram a surgir em seus olhos.

Morrigan não disse nada.

Queria recusar, mas não conseguiu.

Neo soltou o prato.

Não falou mais nada para não deixar a situação desconfortável para ela.

Partiu com Felix após terminarem o jantar.

“Uau, ela é bem diferente dos boatos,” Felix comentou.

“De que jeito?”

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