O Mundo Depois do Final Ruim

Capítulo 217

O Mundo Depois do Final Ruim

[Tradutor - Night]

[Revisor - Gun]

Capítulo 217

A carruagem se moveu.

Era uma carruagem ostentando o símbolo da Torre da Magia Azul.

“Será que as crianças estão bem?”

Iris pesava na minha mente, e como Sharin me importunava junto com ela, eu nem pude me despedir adequadamente.

Eu tinha explicado vagamente a situação para Hannon, então deve ficar tudo bem.

“Sharin, quanto tempo você pretende ficar grudada em mim?”

“Para semprerrre~”

Bem ao meu lado, Sharin se agarrava firmemente.

Ela esfregava o rosto no meu braço, aproveitando ao máximo o momento.

Será que ela realmente gostava tanto de mim?

Era o que parecia — Sharin genuinamente me adorava.

“Se não for agora, é difícil encontrar uma chance, sabeee?”

“Você não resolveu as coisas com Isabel?”

Houve uma época em que Sharin e Isabel brigaram, e ela teve uma conversa com Seron naquela época.

Acho que elas prometeram algo então, então não tenho certeza se isso é certo.

“Sim, mas eu ainda tenho um encontro, lembra?”

Já que Seron conseguiu um encontro primeiro, as outras também estão tendo suas chances.

Isso estava definitivamente combinado.

Todo mundo tem estado tão ocupado ultimamente que encontros não têm realmente surgido.

“Você vai ter que lidar com isso se as outras reclamarem depois.”

“Eu não me importo com isso.”

Sharin, indiferente, apertou meu braço com mais força e soltou um sorriso preguiçoso.

Seu perfume característico e maciez continuavam a me pressionar.

Para alguém que pula refeições por preguiça, não tenho ideia de como ela mantém essas curvas.

“A propósito, maridinho~ O que você fez com Isabel naquela época?”

“O que você quer dizer com ‘fez’?”

Sharin olhou diretamente para meus lábios.

Isso trouxe lembranças.

Especificamente, o motivo pelo qual ela e Isabel brigaram.

Desviei um pouco o olhar.

Vendo isso, Sharin se aproximou ainda mais de mim.

Me encurralando assim...

Juro que posso ver seu rabo abanando atrás dela.

Perigoso.

Vou ser devorado.

“Graças a você, percebi o quão ciumenta eu posso ser.”

A mão dela tocou levemente meu peito.

Por alguma razão, as pontas dos dedos dela pareciam incrivelmente quentes.

“Hehehe...”

Sharin soltou uma risada sensual.

“Eu vou fazer tudo que as outras fazem, e mais.”

O rosto dela se inclinou lentamente para mais perto.

Ao mesmo tempo, notei o quão corado estava o rosto dela.

Ela definitivamente também estava envergonhada.

A afeição não é unilateral — é preciso dois.

Tenho apenas recebido amor sem retribuir nada.

Essas garotas têm reunido tanta coragem para expressar seus sentimentos para alguém como eu.

“Sharin.”

Eu gentilmente envolvi minha mão em volta do pulso dela.

Os ombros dela se contraíram.

“Eu ainda não respondi aos seus sentimentos.”

Sharin olhou silenciosamente para mim.

“Mas eu farei o meu melhor para responder com tudo que tenho. Então não se force tanto.”

Não tem problema não apressar as coisas e forçar suas emoções assim.

Quando eu disse isso, Sharin piscou algumas vezes.

Então ela soltou uma risada incrédula.

“Maridinho, você realmente não sabe nada sobre amor.”

“Bem...”

“É por isso que isso está acontecendo.”

Ela de repente segurou minhas bochechas com as duas mãos.

“Você não tem ideia de quão gananciosa eu estou agora ou quanta luxúria está fervendo dentro de mim.”

As mãos dela deixaram um rastro de calor em minhas bochechas.

Sem hesitação, ela fechou a distância e pressionou seus lábios nos meus.

Sensações suaves escorreram pela minha boca.

Depois de saborear completamente o beijo, ela se afastou.

Um fino fio de saliva grudou em seus lábios, parecendo quase indecente.

“Você está certo — eu e as outras garotas provavelmente estamos nos forçando demais.”

Ela tocou a ponta do meu nariz.

“Para nos controlarmos.”

Então é assim.

O olhar em seus olhos brilhantes me disse que ela falava sério.

Clunk—

Naquele momento, a carruagem parou.

Sharin, que estava em uma posição estranha tentando agir convencida, quase perdeu o equilíbrio, e eu rapidamente a segurei.

Ela se encolheu, então sorrateiramente se aninhou mais perto nos meus braços.

Essa garota, sério.

Eu gentilmente a empurrei para o lado e abaixei a cortina para colocar o véu adequadamente.

Com isso, minha aparência mudou de Vikamon para Ryu.

“O que está acontecendo?”

Eu chamei o cocheiro.

“Uh... uhh…”

Ruídos estranhos vinham da frente.

Espiando pela janela, percebi que estávamos perto de uma cidade adjacente à capital.

Como a Torre da Magia Azul ficava na capital, ainda tínhamos um bom caminho a percorrer.

“Sharin.”

“Justo quando as coisas estavam ficando boas.”

Ela resmungou e se levantou.

Então ela olhou pela janela em direção à cidade e franziu a testa.

“Este lugar…”

O olhar em seus olhos me dizia que ela tinha algum tipo de história com este lugar.

Ao mesmo tempo, algo fez clique na minha mente.

O nome da cidade era Grimberg.

Uma cidade de vícios e crimes, lar dos mais pobres do Império.

Apesar de ser a nação mais próspera do mundo, o vasto tamanho do Império havia se tornado sua fraqueza.

Não importa quão forte seja a lei, rachaduras sempre se formam.

Quanto maior a terra, mais dessas rachaduras aparecem.

Até mesmo a capital em si era dezenas de vezes maior que Seul.

Então, eliminar o crime nas cidades vizinhas era quase impossível.

E Grimberg tinha a maior taxa de criminalidade de todas.

Também foi a cidade natal de Sharin.

O lugar onde sua mãe havia escondido o talento mágico de Sharin para protegê-la.

Este era aquele lugar.

Uma cidade cheia de nada além de más lembranças para ela.

Especialmente para alguém como Sharin, que se lembra de tudo de sua infância claramente.

“Sharin, descanse um pouco por enquanto.”

Eu não queria trazer de volta más lembranças para Sharin desnecessariamente.

Então a deixei para trás e saí da carruagem primeiro.

Era para perguntar ao cocheiro o que estava acontecendo.

O cocheiro estava congelado, olhando para um único ponto.

Era o rosto de alguém que tinha visto algo que não deveria.

“Qual é o problema?”

[Tradutor - Night]

[Revisor - Gun]

“É-é ali…”

O cocheiro apontou para algum lugar com a mão trêmula.

Virei a cabeça na direção que ele indicou — e vi um cemitério.

Até mesmo uma cidade com altas taxas de criminalidade tem cemitérios, hein?

Por alguma razão, tive a sensação de que o lugar estaria cheio de cadáveres.

Crack!

Havia alguém parado atordoado no cemitério.

Uma mulher, mal vestida.

Meus olhos se estreitaram enquanto eu olhava para ela.

“E-essa pessoa… rastejou para fora do chão.”

“…O quê?”

Fiquei perplexo com as palavras do cocheiro.

Ao mesmo tempo, notei que abaixo da mulher, a terra da sepultura tinha sido realmente perturbada.

Era claro que alguém a havia desenterrado deliberadamente.

De jeito nenhum…

A história de Xenia passou pela minha mente.

Um boato que ela me contou — sobre alguém que poderia trazer os mortos de volta à vida.

Clunk—

Naquele momento, a porta da carruagem se abriu.

Quando me virei para ela, percebendo que Sharin tinha saído, eu a vi encarando a mulher.

Os olhos de Sharin a observavam fixamente.

“Sharin?”

“…Mãe.”

Em vez de me responder, Sharin murmurou para si mesma.

Mãe.

No momento em que essa palavra saiu de sua boca, meus olhos também se arregalaram.

Sharin tinha acabado de chamar aquela mulher de sua mãe.

A mesma mulher que a havia abusado e morrido de sífilis no passado.

…Ela tinha voltado à vida.

* * *

Os mortos tinham voltado à vida.

Mesmo vendo com meus próprios olhos, eu não conseguia acreditar.

Sharin e eu trouxemos sua mãe para dentro da carruagem por enquanto.

Mesmo que ela fosse uma estranha, não podíamos simplesmente deixar uma mulher seminua parada em um cemitério.

E coincidentemente, estávamos a caminho de falar com Baekmokgong sobre assuntos relacionados a reviver pessoas.

Não havia razão para deixar passar essa pista inesperada.

Agora, ela estava sentada sem expressão em um assento, vestindo o casaco que eu havia lhe dado.

Sharin a encarava em silêncio.

Era apenas natural.

Sua mãe morta havia retornado repentinamente — sua mente devia estar em caos.

Eu também não falei com Sharin.

Achei melhor dar a ela tempo para processar tudo.

Em pouco tempo, a carruagem chegou à capital.

Quando chegamos à Torre da Magia Azul, várias carruagens estavam estacionadas na entrada.

Como esperado da principal torre de magia do Império, parecia ter muitos visitantes.

Clunk—

Quando a carruagem parou, levantei-me do meu assento.

“…Marido.”

Naquele momento, Sharin me chamou.

Seus olhos, que estavam silenciosamente fixos em sua mãe, agora desviaram o olhar.

“Quem você acha que está por trás disso?”

Seu olhar continha um leve traço de raiva.

Era raiva de quem quer que tenha revivido sua mãe?

Ou raiva de sua mãe abusiva voltando à vida?

Eu não sabia.

“É isso que viemos descobrir.”

Sharin se levantou e agarrou minha gola com força.

“Que canalha descarado.”

Uma coisa era certa — quem quer que fosse não viveria muito.

Afinal, eles haviam provocado a ira da maga mais forte do mundo.

“Eh, uh, ah.”

Naquele momento, a mãe de Sharin de repente se levantou.

Ela pressionou o rosto contra a janela da carruagem, articulando palavras silenciosas.

Enquanto olhava para a Torre da Magia Azul, seus olhos brilhavam com ganância.

“Torre da Magia, Torre da Magia Azul.”

Então ela lentamente começou a falar.

Mas mesmo enquanto isso acontecia, o rosto de Sharin gradualmente se contorcia.

Sua mãe, que estava apática e sem reação mesmo ao ver sua própria filha…

Agora recuperou a consciência depois de ver a Torre da Magia Azul?

Que tipo de pessoa deturpada era essa?

“Hoo…”

Sharin soltou um suspiro e abriu a porta da carruagem.

“Ela provavelmente recuperará a memória quando conhecer o pai.”

Eu nunca tinha visto Sharin tão perturbada.

“Bem, primeiro devemos conseguir para ela algumas roupas adequadas.”

Mesmo com o casaco que eu havia lhe dado, ela ainda estava seminua.

Ela parecia ter uns trinta e poucos anos — como estava pouco antes de sua morte.

Eu não sabia para onde olhar.

Percebendo meu olhar, Sharin franziu a testa.

“Pervertido.”

“Por favor, me chame de cavalheiro.”

Ser chamado de pervertido só dói se o pensamento fosse realmente indecente.

Pedi roupas a uma criada na Torre da Magia, e ela rapidamente trouxe algumas.

Depois que a vestimos, a levamos para dentro da Torre da Magia Azul.

“Torre da Magia, Torre da Magia, dinheiro!”

A mãe de Sharin olhou ao redor, ofegante.

Seus olhos brilhavam com ganância, como se ela fosse dona do mundo inteiro.

Seria esta a primeira vez que ela realmente vinha à Torre da Magia Azul?

Eu só tinha visto isso na tela antes, então ver pessoalmente foi emocionante.

Da entrada, eu podia ver magos agitados.

Livros e documentos estavam empilhados por toda parte.

Os rostos dos magos pareciam meio mortos de fadiga.

“Oh, Lady Sharin.”

“A filha do mestre da torre está aqui!”

Ainda assim, quando Sharin chegou, os magos a cumprimentaram um por um.

Sharin possuía o maior talento mágico no campo.

Naturalmente, todos tentavam ficar do lado bom dela.

Era óbvio para qualquer um que ela seria a próxima mestre da Torre da Magia Azul.

Embora ela não parecesse particularmente entusiasmada com isso.

Então, nossos olhos se encontraram, e ela me deu um sorriso preguiçoso.

Talvez a razão pela qual ela havia gostado de mim era que eu não a tratava da mesma forma que todos os outros.

“Você está aqui.”

Naquele momento, um homem apareceu diante de nós.

Um belo homem de meia-idade com olhos azuis profundos e cabelo azul escuro como o de Sharin.

Assim que ele viu a mãe de Sharin parada ao nosso lado, confusão cruzou seu rosto.

“Quem é essa mulher?”

Aqui vem um nível totalmente novo de drama familiar.

[Tradutor - Night]

[Revisor - Gun]

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