
Capítulo 431
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Bom Amigo.
Os preparativos para o ritual de invocação já estavam completos.
Chega daquela cena chorosa de antes, como usar um substituto para um substituto no parque temático, me virando com o pouco que tinha.
Desta vez, tinha preparado tudo exatamente como na primeira vez que realizei o ritual de invocação do Bom Amigo.
Uma gravata, uma Moeda da Serpente Prateada e… o mais importante, um pelúcia da lojinha de souvenirs do parque temático.
Peguei o bichinho de pelúcia.
Surpreendentemente, esse brinquedo macio e peludo era do tamanho de um chaveiro, e era um coelhinho rosa!
Como eu acabei com um coelho em vez de um gato amarelo com chifres, mesmo tendo comprado na loja da zona amarela?
Simples.
[Pelúcia Faça Você Mesmo]
Isso mesmo, um Bom Amigo feito sob medida.
Assim, consegui um Bom Amigo original que parecia quase idêntico ao “Chaveiro Bom Amigo” que eu tinha retirado da Caixa Real de Merch, só que sem o ferramental do chaveiro.
Agora, só precisava evitar pensar de onde vieram os materiais brutos dessa pelúcia…
Está tudo bem.
Mas, mas…
"……"
"……"
Senti um olhar fixo e penetrante.
"Hum… Se eu seguir as instruções que estão aqui… posso prosseguir com o ritual de invocação."
"Sim."
Os olhos imóveis do lagarto eram inquietantes……
Mas o Chefe de Seção Lee Jaheon não desviava o olhar nem parecia disposto a ceder, então no fim, realizei o ritual enquanto ele conferia o manual.
‘Não dizia especificamente que o ritual precisava ser feito sozinho, mas…’
De alguma forma, em vez de nervoso, só suspirava enquanto seguia os passos.
Desta vez, desenhei as linhas no tamanho certo e coloquei o corpo pequeno do Bom Amigo no centro, depois adicionei a Moeda da Serpente Prateada e realizei o ritual exatamente como da última vez.
‘A gravata também é… o mesmo produto de antes.’
Sal na boca.
Queimei a gravata com um isqueiro.
Ssshhh.
…Me lembrei da primeira vez que tentei isso.
Antes, eu procurava desesperadamente uma saída após ter sido preso de repente numa história de fantasmas. Quando estava menos assustado e menos resignado do que agora.
E recordei o ser que respondeu àquele ritual.
Flicker, flicker.
A gravata queima e as chamas tremulam. Naquela luz oscilante, a sombra do bicho de pelúcia balança como se estivesse se mexendo.
E então…
A boca da boneca se abre.
– AAAAARGH!
……
Hã?
– Pare! PARE! Eu cheguei primeiroPerdoeaimeupassageiroTemdemaisavisoVocêquesehapuxaHmmProfessor, senhor?Uma consulta dessasPedrapapeltesouraVocêmechamouseres inúteis SUMAM! O Sangun-nim está descenaaAAAAARGH!
A pequena boneca se sacudia e se contorcia como se estivesse cheia de coisas comprimidas. Mas logo…
– Oh.
Ela para.
– Ooooo o grande Mestre do Palco chegou!
É um coro.
Como alguém que já detém toda a autoridade, incitando os aplausos da plateia.
– Ele está aqui! Ele voltou! Ele veio te ver! Ele veio te ver—— aquela pessoa!
A boneca levanta as duas mãos bem alto.
E então…
Fala com voz animada, infantil na empolgação.
– Uau! Meu amigo me chamou denovo!
"……!"
No momento seguinte.
Tudo desapareceu.
O hexagrama desenhado com umidade, a gravata que eu segurava, a moeda, até o sal na minha boca.
Como se nunca tivessem existido.
Tudo o que restou foi a boneca, sozinha no chão do motel.
Esse bichinho de pelúcia macio.
"…Braun?"
Mas não houve resposta.
Quase entrei em pânico, mas logo percebi o que estava acontecendo.
‘O Bom Amigo originalmente só se mexe e fala dentro de histórias de fantasmas!’
E isso é a realidade. A menos que a pelúcia seja reforçada com a Banheira de Sangue, certas condições são necessárias. Então…
‘Prepare-se para conversar!’
Coloquei Braun rapidamente sobre a cabeceira da cama, apaguei as luzes e deixei só o abajur de cabeceira aceso, embaixo da cama.
A luz do abajur batia na pelúcia, projetando sua sombra na parede.
Minhas mãos tremiam um pouco o tempo todo.
Se era por antecipação, ou pelo que eu acabara de presenciar, não sabia dizer.
‘…O que exatamente acabou de acontecer?’
Era como se incontáveis coisas tivessem sido invocadas dentro do Bom Amigo de pelúcia, mas tudo aconteceu tão rápido que não consegui analisar nada.
Instintivamente, olhei para o Chefe Lagarto, que assentiu.
"Foi conduzido com segurança."
"……"
Tá bom…
Enfim, finalmente concluídos os preparativos para conversar com o Bom Amigo na realidade, me encostei na cama e olhei para a enorme sombra do Bom Amigo projetada na parede…
E então.
– Amigo!
"…!"
Uma voz animada e familiar ecoou pelo quarto.
A voz vinha da pelúcia de coelho.
"…Braun."
– Finalmente nos encontramos de novo! Que emoção. Ah, que cena perfeita para a abertura de um talk show!
– Sr. Cervo Roe, ouvi que você passou por muita coisa. Mas não precisa mais se preocupar. Seu conselheiro mais fiel, seu melhor guia, seu único e verdadeiro amigo no mundo está de volta ao seu lado!
Aquele tom, transbordando carisma de espetáculo.
Estranhamente, só ouvir a voz dele traz uma calma nostálgica e um nó na garganta.
– Em momentos assim, um abraço e uma torcida seriam ideais! A plateia deveria estar… hmm. Parada, pelo visto.
– Sr. Cervo Roe, por alguma razão meu corpo parece tão pesado quanto algodão molhado… mas com apoio do meu amigo, acho que consigo. Venha, topa ficar na frente da câmera comigo?
"Haha… Não, tudo bem."
Até ouvir essas palavras arrepiantes dele já estava ficando nostálgico.
Encostado na cama, olhei para a sombra da pelúcia na parede com uma calma relativa.
"Vamos conversar mais um pouco. Como você está se sentindo?"
– Não poderia estar melhor! Enquanto eu puder falar com você, amigo, mesmo que meus membros estejam pesados, é um conforto que consigo suportar. Vou me acostumar de novo, pouco a pouco!
– Então, mais uma vez, para o lugar onde cada dia alegre com este Braun começa de novo……
Ouvi o som de roupas se mexendo, como se ele olhasse ao redor do ambiente.
A voz vacilou.
– …Oh céus. Amigo, onde exatamente você tem estado?